domingo, dezembro 28, 2008

Plantão de domingo: olhei o relógio há meia hora e eram 17h. Olhei agora e são 17h08min.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Acabo de comer o melhor Sufganiot da minha vida. Foi mandado pela Karina, da Eliana Camejo, em nome da Federação Isaraelita. Estão divulgando o Chanucá. Vocês sabem que os judeus não celebram Natal, ainda esperam Messias, se não me engano (e posso muito me enganar). Mas, no dia 22, eles vão acender a Chanukiá gigante, um candelabro "com oito braços" que tem ali na pracinha da Goethe com a Vasco. Depois, seguem acendendo velas e candelabros por aí - é a "festa das luzes". A data tem uma história bem legal, como costumam ser essas histórias religiosas. Remonta a quando os Macabeus reconquistaram o Grande Templo Sagrado de Jerusalém. Para a reinauguração, tinham de acender a Menorá. Mas, para tacar fogo, era preciso azeite não profanado do qual só tinha um frasco. Um rolo que, quem quiser entender tem ler o texto no site da Federação. Ou então passar na praça segunda-feira, às 19h, onde, o mais importante, eles vão distribuir dezenas de Sufganiots.
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Ok, não vou ser malvado. Sufganiots são sonhinhos. Os que ganhei, de doce de leite e creme. Imperdíveis. Melhores que os sonhos Girassol.

... e a gente acha que ele tá com dor de barriga, pum atravessado, intolerância a lactose, refluxo, intolerância a proteína, sono, manha, mas é sempre, sempre: fome. Leite, leite, leite, mamãe.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Quando foi que calça fuzô virou calça leg? Quem, nesse ínterim, deu fim à Deandê?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Leitura de banheiro:
Do dicionário Caldas Auletinho:
hip interj. Expressão de alegria gritada antes do hurra.
Então, tá.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

GAP GENERACIONAL
 
FULANA diz:
sabe oq eu queria?

FULANA diz:

remedinhos pra emagrecer

FULANA diz:

consegue pra mim?

sebastiao diz:

ai, sebastião, olha só, eu preciso que tu me massageie o ego, eu estou carente, sabe?, e vou pedir remédios pra emagrecer pra tu dizer que eu estou esbelta e esguia

FULANA diz:

q bobagem

FULANA diz:

nao eh pra eu emagrecer

FULANA diz:

eh pra ficar ligada e acordadinha

FULANA diz:

entendeu?

sebastiao diz:

ah, sim

sebastiao diz:

eh que eu nao sou da tua geração. no meu tempo quem queria ficar ligado tomava café, e não ritalina

FULANA diz:

KKKKKKKKKKKKKKKK

FULANA diz:

pq eu preciso ter menos sono

FULANA diz:

eu gosto da loucurinha

FULANA diz:

mas ng quer me vender

sebastiao diz:

vou botar este papo no blogui omitindo teu nome

FULANA diz:

mmmmm..... tá bem

terça-feira, dezembro 09, 2008

Melhor título de relise do dia:
"Abef debate novo Riispoa com a SDA"

sábado, dezembro 06, 2008

A Rafa anda numas de light, diet, naturébis. No café da manhã aqui em casa, agora é iogurte com granola. Talvez com morango ou melão - do rugoso. O melhor iogurte de supermercado que tem é o Sans Souci. Se diz Sansucí. Então eu estava hoje de manhã preparando minha granola com iogurte, e a Jocemara... A Jocemara é faxineira aqui de casa, acho que nunca expliquei. Enfim, a Jocemara disse que estava com uns bichinhos em casa. Que bichinhos, Jaciara? Acho que não expliquei, mas chamo ela de Jaciara por causa do Gremio Jaciara, mas isso é bobagem. Os bichinhos pra fazer iogurte, oras, Sebastião. Bactérias. Fica igualzinho assim a este iogurte. Bem cremoso. Quer que eu traga uns? Mas tem de trocar o leite onde eles ficam a cada dois dias. Ah, leveduras, tu estás falando de leveduras. Não, obrigado, Nunca vi leveduras, mas acho que não teria paciência para trocar a cada dois dias o leite dos bichinhos.
Este papo casual e um almoço de sexta no Copacabana. É dia 5, a gente recebeu, e as gurias dos bairros gostam de comer fora. Só que elas são bem engraçadas. E daí, tem a Clarissa Ciarelli, que é lá de Gravataí e é bem engraçada. Contou da amiga dela que foi comprar semente de soja na agropecuária. A guria tava numas de naturébis, queria plantar soja no canteiro de casa pra depois esmagar e ver se conseguia fazer leite de soja pra misturar com iogurte, achava que ia ser saudável. Aposto que dali só saía óleo, mas, enfim. Importa que atendeu ela o filho do seu Bento, o dono da agropecuária, e o papo do iogurte veio à tona.
- A senhora faz iogurte em casa? - perguntou o guri.
- É, tenho aqueles bichinhos que a gente vai trocando o leite de tempos em tempos e eles vão se multiplicando - ensinou a amiga da Ciarelli.
Todo curioso, o piá não resistiu:
- A senhora me consegue um casalzinho?
Tá, eu acho que a história é de mentira, era só uma piada. Mas acompanha super bem uma vitela recheada do Copacabana.

terça-feira, dezembro 02, 2008

- Colino, busca um copo d'água pra mim?
- Colino? De onde isso?
- Hmmm. Xeupensar... Ah! De Gordo, Gordico, Dico, Dicolino, Colino!
- Ah, tá...
 

sábado, novembro 29, 2008

Transformo em post um comment meu no blógui da Marcela por se tratar de uma clássica de meu repertório. Aqui segue.

O ano era 1996. Eu e colegas do terceiro ano do Alpicação, que excursionávamos por Buenos Aires, íamos a um jogo de Racing e Arg. Jrs, em Avellaneda. Entrei no táxi para o estádio com a camiseta do Grêmio, e o taxista mandou-me trocar, porque não seria seguro ir com o uniforme de um time brasileiro. Obedeci. Assistimos ao jogo, um tenebroso 0X0, com direito a briga nas arquibancadas, tiro e morte na saída da partida. Deu na TV e tudo. Adivinha que camiseta usava o líder da torcida do racing, o rei dos barra-bravas, o cabeludo que a todos comandava e deu o start à pancadaria? A do tricolor gaúcho. Pura verdade.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Quando um ser humano do sexo feminino vem ao mundo, seu cérebro já traz um vocabulário secreto que só se desenvolve com a maternidade. É engravidar e a mulher começa a falar uma língua diferente, composta de palavras tão estranhas quanto linha nigra (a listra que aparece na barriga com a gestação) e que você não sabe como, nem onde aprendeu. E nem vai saber – ela não aprendeu: nasceu sabendo.

E não apenas isso: aflora na gestante uma nova noção de tempo. De uma hora para outra, sua mulher, que pensava que 2,5 semanas eram duas semanas e cinco dias, passa a calcular com perfeição qualquer intervalo com a unidade semana. Quase que um convite para almoço amanhã vira "amor, vamos almoçar daqui a um sétimo de semana?" e "daqui a dois anos" vira "daqui a 112 semanas". Claro, a gestante sempre tem na ponta da língua quantas semanas acumula de gestação. As gurias sempre me perguntavam:

- Com quanto tá a Rafa de gravidez?

- Três meses, mais ou menos.

- Mas quantas semanas.

- Sei lá, faz a conta, mulher. Só sei que fabricamos dia 7 de março.

Voltando ao vocabulário feminino, ele se mostra ainda mais rico quando nasce o bebê. Sua mulher e as médicas e as avós começam a falar outra língua. E você, pobre pai, tem de ter um dicionário de português e outro de inglês e outro de medicina para entender. Para facilitar o ingresso dos homens nesse novo mundo, deixo aqui um glossário, que pode ser enriquecido com comments. Afinal, como diz meu amigo e papai Filipe Maia, este blógui tem de ser relevante.

 

Coto: anagrama de toco; o toco do umbigo, enquanto já cortado e ainda não caído.

Mecônio: os primeiros cocôs do recém-nascido. Gosma escura e grudenta, parece doce de ameixa. Sai nos primeiros dois dias, dando lugar ao cocô erva-mate e ao cocô molho de maracujá, respectivamente, nos dias subseqüentes.

Tampão: tampa grande, decerto. Primeira parte do corpo feminino que rompe antes do nascimento do bebê. Os sintomas são vazamento de borra marrom e sangue aguado. Após esse rompimento, ainda pode levar dias para o parto. A gente ouve falar de bolsa, útero, contrações, etc... Mas, antes de tudo, há o tampão, quem diria!

Colostro: o leite que não é leite que sai nos primeiros dias. Precioso em conferir defesas imunológicas ao bebê. Aguado após o nascimento. Igual a cheddar antes dele.

Nan: marca registrada. Alimento infantil da Nestlé que virou sinônimo para qualquer complemento alimentar. Não hesite em dar Nan em copinho de cachaça se seu pobre filho é glutão e não se satisfaz com o colostro. Fará bem aos seus ouvidos (e a seu sono)

Concha: armadura de plástico para a teta, ops, para o seio da mamãe. Protege a mamica, ops, o mamilo contra fissuras, e o parceiro da mãe contra jatos de leite. Pode vir com reservatório para leite materno.

Mijão: sim, o seu filho também é um mijão, ainda mais quando está trocando as fraldas e brinca de chafariz. Mas a palavra também indica a calça ou ceroula do bebê.

Tip-top: desse eu já tinha ouvido falar. Espécie de macacão, a roupa ideal para o bebê. Peça única fechada por botões. Tenha muitos destes.

Bóri: certo que é body, mas, para ser in, a gente tem que falar bóri, com erre. Espécie de camiseta de algodão macio que pode ir debaixo do tip-top.

Cuero: coberta de algodão ou lã para cobrir o bebê (e para que mais serviriam as cobertas)? Um dia deve ter sido de couro.

Alucinar a teta: é o que seu filho faz quando fica mordendo o ar, a roupa e seu dedo imaginando que se trata do seio. Mais detalhes, pergunte para a Melanie Klein. Ou para a minha irmã mesmo.

Bebê-conforto: pequeno berço desconfortável para levar o bebê no carro ou na rua. Evolução do moisés, agora impermeável, para ser largado no rio sem molhar o Moisés.

Sling: faixa que se usa atravessada no tórax para carregar o bebê junto ao corpo. Muito na moda, embora pareça coisa de ípi (hippie).

domingo, novembro 23, 2008

Meu filho nasceu sabendo perfeitamente a diferença entre o dia e a noite. O dia é para dormir; a noite, para farrear. É a distinção fundamental, que contém toda a dicotomia do universo. Não tenho dúvidas de que o João já entende a oposição entre o doce e o salgado, o claro e o escuro, o bem e o mal, o azul e o vermelho.
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Tentarei explicar o inexplicável, relatar os sentimentos que acometem um pai de primeira viagem quando nasce o filho, o que se passou antes e depois das 23h39min do dia 17 de novembro de 2008, quando o João Ritter Com Dois Tês dos Santos de Araujo Sem Acento Ribeiro veio ao mundo.
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Dos fatos: na sexta e no sábado a Rafa submeteu-se a duas ecografias para verificar se, digamos assim, um ‘vazamento’ percebido não era de líquido amniótico, o que precipitaria uma cesariana. Não era. Ao ouvir o diagnóstico da médica, a Ana Lúcia Letti Muller Recomendamos, minha mulher descobriu de uma só vez que possuía um tampão e que ele havia rompido. O parto poderia demorar alguns dias.


No sábado, entretanto, começaram as contrações. Leves e a cada 30 minutos, moderadas e a cada 20, fortes e a cada 10, insuportáveis e a cada 4. Esse último nível, já na manhã de segunda-feira, quando fomos ao hospital. No centro obstétrico, uma máquina foi ligada à Rafa para medir o ritmo e a intensidade das contrações. Imediatamente, de inopino, as insuportáveis e a cada 4 minutos ficaram moderadas e a cada 15, pelo menos até o aparelho ser desligado. Meu pai disse que é como chamar um técnico para ver a TV e, quando ele chega, o aparelho está funcionando perfeitamente. A Rafa foi mandada de volta para casa.
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A tarde foi insuportável para a minha pobre mulher. O dilema era o seguinte. As contrações estavam horríveis, mas o bebê só tinha 37 semanas, enquanto o ideal são 40 para nascer. Havia uma remota possibilidade de o pulmãozinho ainda não estar formado 100%, e o João ter de ficar na incubadeira, feito pinto. Mas, com o ritmo voltando para insuportáveis e a cada 4, conversamos com a médica e tomamos uma decisão: o João estava pedindo para sair - de parto normal ou cesariana, era hora de ele nascer.
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A decisão me trouxe um alívio e uma alegria serena. Como minutos antes de meu casamento. Com calma, saí do apartamento dos pais da Rafa, onde meu pai já tomava um uísque para se tranqüilizar e nossas mães prestavam apoio à parturiente, e vim até minha casa. Peguei nossa mala e a bolsa do João, que já estava pronta, e tranquilamente, tomei um banho. Busquei a Rafa e rumamos para o Hospital. Às 21h estávamos no Moinhos.
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Desde o início da gravidez, que agora vira gestação, assim como dar de mamá vira amamentação, tenho procurado ser um pai participativo. Diz que é moderno participar. Mas eles, médicos, que não deixam muito. O pai não pode acompanhar o primeiro exame no Centro Obstétrico e nem o começo da cesárea.
Tinha dito à Rafa que apoiaria qualquer decisão dela. Quando entrei no Centro Obstétrico, ela me informou que faria uma cesárea. Tranqüilo, pensei. Até que a enfermeira informou: a doutora marcou o procedimento – cirurgia vira procedimento – para as 23h. Meu Deus! Já eram 22h30min. Quando a médica chegou, ainda pedi para ela atrasar a função, para o João nascer dia 18 e não ter de comemorar aniversário em feriadões. Em vão.
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Até eu entrar no vestiário onde deveria tirar a roupa e vestir o camisolão verde, estava tranqüilo. Só ali, sozinho, me dei conta de que alguma coisa realmente importante aconteceria. É como se tudo o que se passara na minha vida estivesse virando passado. De uma hora para a outra. Alguma coisa nova estava chegando para mudar tudo para sempre. Neste momento, olhei para o banheiro e pensei em quantos pais já haviam se utilizado dos serviços daquela privada. Se eu me caguei? Literalmente.
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Paramentado, de camisolão, touca, protetor de pés e máscara, fui para a sala dos médicos. Na Globo, passava um filme brasileiro, no qual, por coincidência, um bebê era deixado em frente a uma igreja. Na sala de parto, a Rafa era anestesiada. Ainda bem que a pediatra, Rejane Schmitz Sei Lá Como Escreve Mas É Um Anjo Recomendamos, ficou um pouco comigo. Ela mesma levou-me até o local do procedimento. Encontrei a minha mulher muito enjoada, e as médicas pingando suor de tanto forcejar a barriga. Passaram-se instantes até, de repente, uma delas abrir a cortina e aparecer aquele pedacinho de carne já quase chorando. Colocaram-no, ainda gosmento, sobre a Rafa, que o beijava feito bicho. Não derramou uma lágrima. Nem eu. Ainda iria demorar para eu me emocionar.
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Levaram o João para uma sala contígua. Fui junto. Ainda bem que tinha visto Discovery Home and Health e descoberto que bebês ficam roxos logo que nascem. Caso contrário, teria sido um pavor. Viraram e reviraram o João. Quando me dei por conta, ele era um pacotinho em minhas mãos. Peguei-o como achava que um pai deveria pegar uma criança. Sem medo, com firmeza e determinação. Sem fraquejar, eu só queria ser o que se espera de um pai. Tinha um papel e tinha de cumpri-lo a contento. Ponto.
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Os primeiros momentos de um bebê são do pai. É ele quem o acompanha, quem o pega, quem o assume, quem tem o controle. Ao menos nos casos de cesárea, em que a mulher está sendo costurada. Com o João no colo, dei-me conta que naquele momento o poder era meu; o poder de decidir o que fazer com ele – levá-lo para a mãe ou para a família? Deixei-o nos peitos da Rafa e corri para fazer um sinal de OK para os tios e avós que aguardavam atrás do vidro do Centro Obstétrico. Voltei à sala de cirurgia, para ficar com a Rafa e meu filho. Espiei por sobre a cortina que separa a cabeça da barriga da mãe e vi coisas que fariam muitos desmaiarem. Descobri que sou forte para isso.
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Como disse, os primeiros momentos de um bebê são do pai. Fui eu quem decidiu a hora e levá-lo para o forninho, digo, berço aquecido; foi minha a primeira mão que ele segurou. Acompanhei a pediatra manipulá-lo feito um pedaço de trapo. Vi meu guri levantar a cabeça ao sentir-se sufocado quando de bruços e dependurar-se como macaquinho nos dedos da enfermeira. Descobri ao mesmo tempo que o João tinha Apgar “nove e nove” e que Apgar era um teste para ver reflexos e condições do bebê ao nascer.
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Mas o sonho dos primeiros minutos é efêmero. Uma ilusão que se esvai no exato momento em que põem o garoto na teta da mãe. A boquinha que nunca sentiu um seio vai direto no mamilo e suga como se sempre antes. Nesta justa hora, o pai descobre que é ninguém. A vida do filho será teta e teta. Resta a mim, resta a nós, pais, fazê-lo arrotar.
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Os momentos no quarto do hospital são malucos. Pela primeira vez na minha vida, a sensação de sonho e realidade se inverteram. Prestes a cair no sono, sentia que voltaria ao mundo ao qual estava familiarizado do sonho e, ao mesmo tempo, abandonaria o mundo mágico que estava vivendo acordado. A realidade era muito mais fantástica do que qualquer sonho. E isso não é figura de linguagem nem metáfora. Realmente, tinha medo de dormir e interromper um sonho que dava vontade de sonhar.

Em que momento eu me senti pai? Sei direitinho quando foi. Tínhamos, os três, passado a noite no quarto. As primeiras visitas da terça-feira já haviam aparecido. A primeira delas, o Dr Flávio Prenna, médico amigo da família, que às 8h me explicou que pouco a pouco os humanos vão abandonar o reflexo primitivo de se dependurar nos dedos das enfermeiras feito macaquinhos em galhos da floresta. A seguir, chegaram alguns familiares, amigos, todos bem-vindos. Em um determinado momento, no entanto, me vi sozinho no quarto com o João. A Rafa no banheiro, provavelmente. Coloquei o guri no meu colo, sentei na poltrona e apenas olhei. A boca, a bochecha, os olhinhos, a orelha. Me pus a chorar e descobri que olhar para aquele rostinho me faria para sempre feliz. E cada vez que paro para observá-lo me vem a mesma paz e o mesmo amor.

sábado, novembro 22, 2008

Como a tecnologia fez com que o nascimento do João fosse acompanhado quase minuto a minuto por uma série de amigos, queria deixar para este blógui apenas conteúdo exclusivo. Mas enquanto não consigo parar para escrever seguem fotos dos primeiros dias feitas pela máquina do papai. Também fotos e vídeo produzidas pelo titio Tiago. E mais: como tiragosto, as imagens ao lado e abaixo. A propósito, não, ele está mamando superbem. Só na segunda noite que ficou muito faminto e as enfermeiras complementaram o colostro com Nam. Se babou todo e dormiu que é um anjo. Agora, o pobre não consegue nem dar conta de tanto leite que a mamãe tá produzindo.


sexta-feira, novembro 14, 2008

Um post tem o direito de ser ruim. Horrível. Deplorável, até.

Estou sentado no sofá de veludo vermelho, aquele na antessala do salão de bailes do Juvenil. À frente, a chapelaria, o banheiro. Tantas e tantas vezes. Algumas, ao menos. Minha cabeça gira, a testa sua frio, tenho vontade de... Mas logo já estou rodando. Por entre saias e vestidos. Longos e curtos. Calças socadas em rabos, também. Talvez eu esteja com um jeans branco Damyler e camisa xadrez de flanela azul Elle et Lui. Em todo o caso, rodo. Mil voltas no salão. Um lobo. Um caçador. Nada de cerveja. Uísque. Sempre. E danço. Às vezes. É debut, e sou par. Sou? Quando? De quem? Maria, me ajuda! Não sei valsar. Ainda bem que já é Natal. Ana Gabriela, somos todos teus dogs. Embarca o Alfredinho no táxi, que depois a gente junta da sarjeta. Porque esquentou. É Garden Party. Tem show! Tim Maia, Lulu Santos e mais alguém. Martha Medeiros disse que a adolescência dela eram sete dias de sofrimento por semana, apenas esperando a Garden Party. Me voy con ella, que es uma estrella. Martinha, agora outra, e seu vestidinho de boneca azul. Tão meiga, tão desajetada, tão criança. Me traz mais um uísque. Sou adulto. Ainda estou no sofá de veludo. Na festa, Klaus e Vanessa tocam bossa nova. Daqui a pouco, o sindicato dos construtores elege os construtores do ano. Preciso anotar o nome dos ganhadores. Com acentos e letras duplas e tudo. É 5 mil. Tem de sair no jornal. À minha direita, o salão de bailes que já não é de bailes está abarrotado de mesas, e as mesas, abarrotadas de engravatados. Como são tristes os adultos.
 

quinta-feira, novembro 13, 2008

A melhor sobremesa da cidade é o rocambole de laranja do Sanduíche Voador (Pça Maurício Cardoso). Se calhar, com sorvete de amêndoas.
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Um dos melhores livros que li nos últimos tempos é Delírio, de Laura Restrepo. Experimentem.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Adoro a gurizada. Eu mesmo sou um Peter Pan. E me dou tri bem com as gurias do meião aqui de ZH, as estagiárias. Hoje é aniversário da Bruna Vargas, a Mini, uma delas. E ela perguntando se eu ia na festa - num desses bares infectos da Cidade Baixa, claro, com direito a narquilé e tudo. Expliquei que gostaria, mas que a Rafa tá estourando e talvez não fosse bom para o nenê esta fumaceira todo. Além disso, brinquei que não teria ninguém para me fazer companhia por lá, que elas agora estão todas casadas e, sabe como são os jovens, ficariam de amassos e beijos públicos, trasnformando-me num castiçal coletivo. Sabem o que ela disse, bem espontaneamente, sem pensar?
- Nada a ver, vai ter outro tiozão lá, marido de uma amiga minha que tá viajando, vocês ficam conversando.
Acabou comigo.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Diz que a Globo fez um holograma antes da CNN. Aí eu parei para pensar: mas o que EXATAMENTE é um holograma? Tudo o que eu sei sobre isso é Jane e os Hologramas. Alguém lembra? Minha irmã era viciada.
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Como foi que a expressão "a vida não é um moranguinho" virou popular?
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Comecei terapia.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Há noites em que uma comichão me impede de ir para a cama e me leva ao sofá. É quando minhas mãos, já libertas do jugo da razão, tomam conta da cena e do controle remoto, ligando a TV no Canal 4. Como o drogadito, sou possuído por uma indômita necessidade de ver o Studio Pampa. Vez ou outra, a cabeça assume o comando e exige a mudança de canal, para instantes depois ser desautorizada por minhas mãos. A única chance de me libertar das pampacats é ser eu surpreendido por um bom julgamento do Supremo Tribunal Federal na TV Justiça. Agora, por exemplo. Há meia hora acompanho a colenda corte. E me fascino com a relevância dos assuntos tratados por nossos preclaros ministros. A excelentíssima ministra Ellen Gracie faz elucubrações sobre os efeitos de "um fininho de maconha" na operação de um fuzil. O julgamento é o seguinte. Acharam na caserna, entre as coisas de um pobre soldado, um pacotinho transparente com 3,8 gramas de "substância vegetal". O "paciente", como chama a defesa, alegou que levou a erva para o quartel com medo de que sua mamãe flagrasse em casa. Terminou expulso do Exército e condenado pelo "código castrense" a um ano de prisão. A defesa alega o princípio da insignificância, os gatos do Estado com o possível aprisionamento, a lei civil que prevê penas alternativas ao usuário. Não preciso dizer que nossos preclaros ministros estão cravando o ex-milico. Agora, peço vênia, que tenho de voltar pros braços das pampacats. Boa noite.
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Ah, eu seria um excelente adevogado. Se seria...
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Aliás, falando em exército e em Studio Pampa, vê se não parece um anúncio das Forças Armadas atrás de recrutas:
"Se você tem 18 anos ou mais (ou é emancipada), é uma menina comunicativa, gosta de dançar e sonha em trabalhar na televisão, você pode ser uma Pampacat."
E segue...
"Nesta fase, as participantes (que já foram aprovadas na fase de PRÉ-SELEÇÃO) passarão por provas de desenvoltura, fotografia, desinibição, dança, voz, dentre outras questões que serão avaliadas individualmente. Nesta fase, serão escolhidas de 10 a 15 canditadas para as eliminatórias finais do concurso "Seja uma Pampacat"."

quarta-feira, outubro 29, 2008

Os gatos preferem Whiskas. Os donos dos gatos preferem Cat Chow. Os gatos comem. Os donos dos gatos limpam os cocôs dos gatos.

Estes dias de inverno no verão, estes dias de verão no inverno, eu já disse isso, mas agora acrescento estes dias de primavera na primavera, mas não aqueles dias de outono no outono, enfim, estes dias são dias que têm algo de sobrenatural, mas agora eu acrescento que, apenas por serem, estes dias podem te levar aos píncaros da euforia ou às profundezas da depressão.

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Muito escrevi sobre as frutas e a primavera da Jaime Telles, sobre a atmosfera idílica do estacionamento da Zilnei, aquela que me chama de Giovani, aliás, saudade dela e do estacionamento, tenho de dar uma estacionada lá qualquer dia desses. Mas agora quero dizer das frutas e da primavera da Fabrício Pilar. É lentamente que exploro esta minha nova já velha rua. Se por um lado me demoro a aproveitá-la, por outro posso saboreá-la aos poucos, como o picolé que se lambe e não se morde, cada dia uma descoberta. A verdade é que este Mont Serrat não deve nada àquele Petrópolis. Em meia quadra e meia de caminhada hoje descobri a pitangueira da vizinha da frente, a goiabeira do meio da rua e as muitas... as muitas... Bom, ninguém sabe bem que fruta é aquela, mas todo mundo come, tem um gosto azedo, mas a gente finge que é doce. A senhora da maloca da esquina disse que é cereja, mas eu garanto, de cerejas ela não sabe nada. Outra velha, cheia de convicção, me garantiu ser amora, e então fiquei pensando como pode ela, em seus setenta e tantos anos de vida, não ter aprendido o que eu aprendi, senão antes, aos seis, quando entrei no Aplicação e conheci a amoreira que circundava "a casinha" de brinquedo. Desconfiei que pudesse ser jambolão, mas não, ninguém dirige melhor do que eu na estrada do jambolão, lá na Gamboa, eu sei muito bem o que é um jambolão para não olhar e dizer de cara: eis um jambolão. Então, tem esta fruta que é meio amora, meio cereja, meio pitanga, meio jaboticaba, meio jambolão e tem forma de caju e que ninguém sabe direito o que é. E, para encerrar, tem também o pêssego do casebre da esquina, um pêssego pequeno e verde e sem veludo cuja folha cheira a marzipan, mas que, definitivamente, é um pêssego, eu mesmo o quebrei e vi o caroço.

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Como é bom um almoço solitário ao ar livre, o vento fresco levantando os guardanapos presos debaixo do prato, o guarda-sol fazendo as vezes de árvore.

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Ai, ai... Perdão por toda essa viadagem. Deixarei os jacarandás para depois.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Minha conta é a seguinte. Para ser campeão, o Grêmio precisa ganhar quatro das sete partidas que tem. E deu. Nesse caso, seria ultrapassado apenas se São Paulo ou os outros ganhassem cinco e ainda empatassem mais uma, pelo menos. E não creio que consigam ter esse desempenho.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Dúvidas do cotidiano.
A impressora cospe 500 folhas com os sinais:

"0000000000000000000000000//////////////////////
/////////sdfjkçklçjsdfklçndfs0000000000000000000>&
gt;>>>>>>>>kçljçlwekjdçklnmsdk/////
///////////0000000000000000000000000/////////////
//////////////////sdfjkçklçjsdfklçndfs0000000000000......."

Trata-se de:
1) Uma instalação artística
2) Uma pegadinha
3) Os OVNIs tentando contato

terça-feira, outubro 21, 2008

É inverno, faz sol e venta em Capão da Canoa. No apartamento em um desses velhos prédios de veraneio semi-abandonados, afundada na poltrona e no próprio olhar, Juliana está. E bem.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Prime Rib Hereford do Frigorífico Silva. É só meter na grelha e correr pra galera. Ou melhor, pros braços da nêga.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Aos amigos sócios tricolores, vai meu pedido para passarem lá no Olímpico no sábado votar na Chapa 2, do Antônio Vicente Martins. Além de ser um cara legal, tá enfrentando a oposição e quer seguir a linha da atual direção, indo mais fundo na profissionalização do clube e com apoio total à nova Arena. Tem dado certo nos últimos quatro anos, é justo que apostemos no futuro do projeto.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Como são infantis as roupinhas de bebês!
***
As roupas do João menos infantis foram eu que comprei. Um abrigo Ralph Lauren (US$ 40) e um pala La Victoria (US$ 60). A propósito: as mais caras e as mais chiques e as mais legais.
***
Fazia quanto tempo que eu não tinha febre? Rapaz, desde que retireis as bolas. As amígdalas, fique claro, que as debaixo estão nos conformes. O João é prova.

***
- Siga aquele carro!
- Já sei, já sei... que nem nos filmes.

sexta-feira, outubro 10, 2008

... então Deus disse: "Tião, desce e arrasa!". De rebelde, descumpri a ordem.
Ler a Zero Hora tomando café da manhã em casa ou, melhor ainda, debaixo do pinheiro do Media Luna é um prazer imenso.
Ler o mesmo jornal, a mesma notícia, na redação de ZH, é um trabalho sacal.

terça-feira, outubro 07, 2008

Dois eventos para esta semana e para a próxima. Terça que vem, na Indiada, às 19h30min:



Quarta desta e da próxima semana, no Abbey Road: tomar um uisquinho ouvindo a Gilez.

segunda-feira, outubro 06, 2008

É ou não é a grávida mais linda do mundo? Mais da barriga que carrega o filhote aqui. Fotos by Claudio Fonseca, no Jardim Botânico.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Na ausência total e absoluta de inspiração e disposição para qualquer manifestação escrita, matemos a saudade do Barbosa...
... e fiquemos com a imagem do amanhecer no Itacurubi, pela lente de Mauro Vieira.











quinta-feira, setembro 25, 2008

Mulher quando está deprimida vai ao shopping. Se entope de compra e fica alegre. É o folclore. Também tenho minha válvula de escape. Quer ver o termômetro do meu humor passar do negativo para o positivo? Me deixa botar uma carninha para assar tomando um copo de whisky. Eu, minha nêga, meu baby e meu gato.

terça-feira, setembro 23, 2008

Gremista é um tipo estranho. Há duas semanas, quando estávamos seis pontos na frente do Palmeiras, estavam todos, inclusive eu, desconfiados, achando que íamos perder e perder e perder. Agora, apenas um ponto de vantagem, nos enchemos de confiança. Hoje, pela primeira vez, um colega me parou para dizer: "seremos campeões". É o que acho. A ver. Parece que é assim que gostamos mesmo. 
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Palavra de um colega, que prefere não se identificar. "É interessante a possibilidade de ter uma prefeita pegável".
 

quarta-feira, setembro 17, 2008

Me sinto enjoado. E com princípio de taquicardia. Não estou bem. Mas preciso trabalhar. Meu trabalho hoje é ficar sentado em uma cadeira em frente ao computador. Os computadores aqui são lentos. Neste momento, eu escrevo, mas nenhuma letra aparece na tela. Em segundos, o minhas palavras apresentar-seão. Unidas. Vez ou outra, preciso dar um telefonema. Meu braço pesa. O clima na redação pesa. É preciso um guindaste para erguer minha voz. Mas preciso trabalhar.

segunda-feira, setembro 15, 2008

A Wired.com faz uns concursos regulares de foto. Este era de retratos, e eu quis ver se tinha alguns retratos meus que eu gostava. Separei uns lá no Flickr . Estou postando uns aqui para poder enviar lá pro site da revista. No Flickr, vocês podem escolher os seus preferidos.












sexta-feira, setembro 12, 2008

Não sei o que é twitter. Pronto, falei. Foda-se a civilização. Cada vez que vou a uma livraria e vejo um livro do Darcy Ribeiro penso que seria legal ler um obituário assim: faleceu ontem o indigenista Sebastião Ribeiro. Este Sebastião Ribeiro também poderia ser um ator ou um fotógrafo. Mas é mentira que o homem faz seu caminho.

quinta-feira, setembro 11, 2008

O Fabiano Goldoni tinha falado de como gostava de se atirar em um ojo de bife, nas parrillas argentinas. Comentei que achava que antigamente não havia esse corte. Mandei um email para meu primo porteño Pedro com a dúvida. Eis a resposta:
"Ojo de bife, interessante, nunca tinha me dado conta, mas tens razão: é uma invenção dos últimos 10 anos. Uma tradução literal de Rib Eye,  em inglês, lançaada nos cardápios portenhos para apetecer os gostos de gringos acostumados ao seus cortes anglos. Acho que aqui o Ojo de bife era uma parte do bife, ou bife ancho...nunca cortado e apresentado sozinho."
Acrescento: mais provável ainda que o corte antes só exportado tenha chegado também às mesas argentinas.
A propósito: adoro quando tenho razão.
 
 

segunda-feira, setembro 08, 2008

Só eu não conhecia este tal de Museu do Pão? Um projeto arquitetônico de primeiro mundo assim em... Ilópolis, uma minilópole de apenas 5 mil habitantes encravada no Vale do Taquari, entre porcos, galinhas e antas gordas, ao lado da grandiosa Arvorezinha, terra da erva-mate e da Renata. Nossa, que vontade de conhecer... Não fosse o jogo do Grêmio, ia neste sábado mesmo.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Eis o João.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Hmmmmm. Cheirinho de bosta. E eu adoro.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Em que lugar do passado ficou Baltazar? Não faz um ano, eu e a Rafa tínhamos decidido. Seria esse o nome de nosso filho. Sério. Então, meses depois, ao descobrirmos que era ticudo mesmo começamos a discussão para bater martelo sobre como se chamaria o bichinho. Falamos Tibério, Bibiano, Josmar, Élcio, Batista. Só concordamos com João - e assim ficou. Mas de Baltazar, que nos pareceu tão lindo outrora, nem lembramos.  

segunda-feira, agosto 25, 2008

Desânimo.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Eu sei quando um atleta é vira-lata. E quase todos os brasileiros são. É o que explica tantos chegarem na disputa do ouro e só levarem o bronze. Ou a prata.
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É só olhar firme no rosto do atleta, pode ser pela TV mesmo, que posso dizer: este é vira-lata. Excepcionalmente na terça-feira fitei (e tenho o poder de fitar por meio da minha super LCD) Maurren Maggi, Maurren Maggi fitou-me também, e eu disse: esta não é vira-lata. A Rafa está de prova.
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Maurren Maggi não é vira-lata porque antes de saltar na terça-feira rangeu os dentes, misturou traços de raiva e empolgação, olhou firme para a platéia, bateu palmas, recebeu de troco palmas, e saltou.
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Note-se que nem todos que levam a prata ou o bronze são vira-latas. As meninas do Jangadeiros, Fernanda e Isabel, podiam claramente perder o pódium, mas na última regata foram para a frente cheias de gana, velejaram em primeiro, e garantiram o bronze. A dupla de prata no vôlei de praia é o símbolo da vira-latice. Está no alto do pódium dos vira-latas, dividindo a primeira colocação com Diego Hipólito.
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Aliás, o Diego Hipólito não devia ser do hipismo? OK, OK, desculpem.
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O conceito de vira-lata não é fácil de entender. As meninas do futebol, por exemplo, são vira-latas, porque chegaram lá e no final abriram as pernas. Os guris do futebol não o são. Perderam porque eram piores, porque o Dunga é ruim, porque se acham demais. Um vira-lata nunca se acha demais.
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Eu sou o típico cara que, como a Isabel Marchezan, diria: eu odeio Olimpíadas. Mas a verdade é que eu adoro. Sou vira-lata.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Passem lá no Blógui do Mauro Vieira, fotógrafo de ZH. Tem fotos tiradas nas andanças que fizemos para uma matéria que deve sair domingo que vem. Há um cemitério de campanha em São Francisco de Assis e imagens de Cândida Vargas, no longínquo Itacurubi. O endereço: www.maurovieiraphotos.blogspot.com
Me deu um desejo. Um desejo muito forte, agora. De pegar um buzum. Seis horas de estrada. Só para comer uma torta do Alecrim e da Joana.

sábado, agosto 16, 2008

Acabo de ir ao veterinário. Quer dizer, o Aquiles foi. Ou melhor, eu também fui, mas quem foi atendido foi ele. Fiz descobertas incríveis. A primeira delas é que pulga defeca, como diz a doutora. Chupa um sanguinho, enche a pança e - pfffffff (onomatopéia de pum) - caga. E o pior é que as fezes, como diz a doutora, não são microscópicas. Pelo contrário. São pretinhas, levezinhas e totalmente visíveis(zinhas). Mesmo quando não se enxerga a pulga, pode-se dizer que o bicho está infestado, se nele se virem cocôs. O Aquiles, por exemplo, não tem uma pulguinha sequer, mas é uma verdadeira latrina para a espécie. A veterinária não soube dizer onde se escondem as pulgas enquanto não estão no banheiro, digo, nos pêlos do meu gato. Decerto, sesteando no tapete da minha casa.
Pulgas defecam. Até aí tudo bem. Tudo que entra, sai; tudo que come, caga. Mas tem uma coisa mais impressionante. Pulgas cospem. Pffff (onomatopéia de cuspe). O que nos leva a uma conclusão estarrecedora, confirmada pela doutora: pulgas têm saliva, Ou seja, pulgas são quase humanos. A diferença entre nós e elas é que a saliva delas é poderosa. O cuspe da pulga irrita a pele do gato, e então o gato começa a se coçar e perde pêlo e a gente tem de levá-lo à veterinária, para decobrir que pulga caga e cospe. Ah, claro, e também para pagar R$ 160 por uma consulta, um banho, um shampoo e dois remédios.
Ainda bem que a gente aproveita para se divertir. Sabia que há esmalte para pets? E corretivo para os olhos? E bolo de laranja? E panetone? E óculos de sol? E tempero para ração? Sim, há tudo isso para cães e gatos e muito mais. Inclusive um refrigerante para cachorro. A latinha custa R$ 9,90. O sabor? Carne. Será que é gaseificado?

sexta-feira, agosto 15, 2008

Eu sou tão egocêntrico que julgo o talento das pessoas pela forma como elas se relacionam comigo.
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Como ficam as mães que batizaram as filhas de Flora pensando que ela era do Bem?
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Torrada com cerveja. Torrada.

quarta-feira, agosto 13, 2008




A pedido da Maria Paula, segue a foto da Margarida e um bônus extra: a da Laranja. A propósito: as fotos do casamento estão em www.claudiofonseca.com.br/rafaelaesebastiao

domingo, agosto 10, 2008




Bom, seguem duas fotos da viagem a Nova Pádua. Passeio em família, roteirizado e dirigido pelo Seu Miguel. Fantástico.







segunda-feira, agosto 04, 2008

É mesmo escandalizante a inflação dos alimentos. Os gastos do brasileiro com comida subiram muito além da média do custo de vida, superando qualquer índice de inflação. Senão, vejamos. Em junho de 2002, nossos arquivos digitais registram que se pagava um valor mínimo de R$ 60 para o cidadão comer na Sauna Guaíba, mais R$ 35 para entrar na boat..., digo, no refeitório, perfazendo um total de pelo menos R$ 95 por incursão. Esse valor, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), representaria R$ 140 a preços atuais. Ainda que a aplicação fosse na poupança, embora normalmente ela seja um pouco abaixo, o valor atualizado seria de R$ 157. No entanto, nossos pesquisadores foram a campo e descobriram que o mínimo que se gasta hoje no distinto estabelecimento é R$ 179, sendo R$ 69 para entrar e mais R$ 110 para adentrar. Ou seja, seis anos depois, o cidadão de bem está gastando R$ 39 a mais em uma refeição mediana. Desse jeito fica difícil comer fora de casa mesmo! Confira a tabela:

Inflação (junho de 2006 a junho de 2008)

IPC (Índice de Preços ao Consumidor): 47,55%

Poupança: 65,87%

IPG (Índice de Preços Guaíba): 88,42%

quarta-feira, julho 30, 2008

Agora, apresentam mais um projeto para o Cais da Mauá - o milésimo, parece. Nunca vi coisa mais enrolada do que isso. Pelamordedeus, desde a década de 90, quando o Britto fez aquele concurso e ganhou o Porto dos Casais, e talvez desde antes, nunca um prefeito ou um governador teve peito ou colhões para tirar do papel as idéias para a área. E qual não é minha surpresa ao ler que, no novo projeto, "a altura do muro da Mauá deve ser reduzida de 3 metros para 1,5 metros". Inacreditável! É o suprassumo da cagalhonice! Será que eu vou ter de pegar uma picareta e iniciar um movimento de destruição daquela bosta?
Há uns dias esteve na Capital o urbanista catalão Jordi Borja. Ele só disse o óbvio. Mas o óbvio seria uma revolução para Porto Alegre. Derrubar o muro, aproveitar os armazéns, retirando alguns para fazer a visão da água chegar até a cidade, criar atrações comerciais e também gratuitas para não elitizar demais como o Puerto Madero... Simples assim. Genial assim.

segunda-feira, julho 28, 2008

Amanhã, ficamos sabendo definitivamente se o João é realmente João ou, então, Isadora.

sexta-feira, julho 25, 2008

Deu na TV um especial sobre a vida do Chacrinha. Fiquei todo arrepiado de ver. Porque eram imagens que passavam pela minha retina quando eu era pequeno, mas não estavam cristalizadas na minha memória. Trouxeram uma série de lembranças boas, porque todas as lembranças de infância são boas. O fundo musical, com os grandes cantores oitentistas, também mexeu comigo. Não sou muito de música, mas, muito antes da moda anos 80, inclusive e principalmente no fim dos anos 90, sempre adorei Tim Maia, Cazuza, Raul Seixas, Marina fase primeira e Lulu Santos. O Velho Guerreiro era mesmo um gênio. Aquela bagunça, aquele humor estúpido e escrachado, aquelas gostosas dançando... é tudo o que eu gosto. Mas a verdade é que ele se foi na hora certa. Disto lembro direitinho, quando era piá e o via na TV, eu o odiava. Achava o programa (e o velho) simplesmente a coisa mais chata do mundo. Para mim e para as gerações futuras, o Chacrinha era absolutamente obsoleto. De uma obsolecência tão obsoleta que me faz achá-lo hoje, 20 anos depois, abolutamente genial.

quinta-feira, julho 24, 2008

Da série combinações perfeitas:
1) Café passado com bombom Alpino.
2) Camiseta branca Hering com calça Levi´s
 
Acrescenta ali nos comments tuas combinações e vamos fazer uma lista legal?

quarta-feira, julho 23, 2008


Nosso casamento, meu e da Rafitcha, foi um lance tão bacana, tão importante para nós, que fiquei querendo fazer um texto mais pensadinho para contar como foi, o que senti, até para quem não pôde ir e tals... Só que tentar racionalizar algo que é só emoção é uma merda. Comecei a escrever algo, mas ficou tão ruim, tão ruim, tão ruim... E daí fiquei triste por não saber transpôr para palavras os fatos e as emoções. Escrevendo leve, solto, com nexo e sem nexo, com mais oralidade, daqui a uns dias, ou nunca, talvez eu consiga. O que está aí abaixo é o início do texto que se fosse no tempo do papel já estaria no lixo. Mas como blógui é para qualquer coisa, inclusive e principalmente as merdas, percebi que não tinha o menor sentido não publicar qualquer coisa que me tome um segundo em frente ao computador. E assim vou enchendo liguiça e dando uma legenda para a primeira foto do casamento neste blógui.



Se vale a pena casar, é a pergunta que tanto fazem(os). Jamais ouvi um casal que passou pelo altar dizer que não, não vale. Permitam-me portanto ser óbvio e repetir tudo que sempre ouvi. A verdade é que não lembro de ter sido mais feliz, em meus mais de 10,5 mil dias de vida, do que na noite de 14 de junho. Nem mesmo num banho de mar na Gamboa ou num três-dentro-três-fora na Aurélio Bittencourt. Mas, se fosse só por isso, talvez todo o investimento – financeiro e anímico - para fazer a festa não se justificasse. Oito horas de celebração podem ser muito pouco para o esforço empreendido. Para mim e para Rafa, porém, o casamento durou muito mais. Foi um processo que se iniciou na primeira reunião com a Margarida Muller – a nossa querida e insuperável cerimonialista – e se encerrou na chegada da lua-de-mel. Nunca estivemos tão unidos e nunca nos amamos tanto como nesses últimos meses. Talvez nada sintetize melhor esse espírito como nossas madrugadas em casa, embrulhando lamparinas, dando nós em saquinhos de água com balas.

segunda-feira, julho 21, 2008


Depois de sete dias andando pelo interior, está difícil aterrisar na cidade. Juro que às vezes me dá uma vontade de largar tudo e me mudar pro campo. Ver a vida passar no (com)passo do cavalo. Desde segunda, passei por Piratini, São Gabriel, Rosário do Sul, São Francisco de Assis, Unistalda, Nova Pádua, Nova Roma, Caxias. Não consigo deixar de pensar na brutal diferença entre o minifúndio na metade norte e na metade sul. Na região de Piratini, entrevistei um senhor que, com 300 hectares (e olha que não é pouca coisa!) de terra e número um pouco menor de cabeças de gado, vivia em semi-indigência, bem como seus vizinhos. Em Nova Pádua, aquelas casinhas bem cuidadas, circundadas por parreirais e pomares, nada de miséria. Que outros fatores que não o cultural justificam tamanha disparidade? Já estudei isso, sim. Mas esqueci, como esqueço tudo que aprendo. Ah, vou deixando esta fotita antiga aí. Será que eu já a tinha postado antes? Como são felizes os fotógrafos...

sexta-feira, julho 18, 2008

Mil coisas pra escrever, nenhum post no blógui. Inferno. Ao menos uma desculpa. Passei a semana no interior, fazendo matéria. Dois mil quilômetros em quatro dias. Beeeem legal. Devo fotos e explicações do casamento e da lua-de-mel. João mexeu na barriga da Rafa. Agitadinho, o rapaz. Aliás, em duas semanas confirmam se é mesmo João ou se é Isadora. Por enquanto é João. Se mudar, sem traumas. Experiência temos, com o gato Aquiles. Com a diferença que este já tinha nascido quando deixou de ser Elza Briseida. Passo o fim-de-semana em Nova Pádua. Programa familiar no coração da colônia italiana. Meu sonho é uma Agrale, ô, ô, ô, ô, ô (com ritmo de "vamos a la playa...etc). Uma Agrale e uma Enxuta, pra secar a roupa. Pobre Maria Paula. Letti. Bebo por vocês. Vinho. De colônia. Dá dor de cabeça. Tomo Aspirina, depois. Por vocês. Tá ali nos links também. Leram minha matéria da cachaça? Domingo. Só matéria divertida. Por enquanto, só manchetes. Flashes. Vão ficando com minha irmã. Que foi "morar" em Buenos Aires. http://www.vida-intensa.blogspot.com/ . Tá nos links ao lado, também...

terça-feira, julho 01, 2008

... eu já disse pra vocês que a humanidade se divide entre os que usam e os que não usam bidê?

segunda-feira, junho 30, 2008

Missão impossível: escreva uma matéria de 5 centímetros sobre o Sindibenga (SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE CALÇADOS, DE ALFAIATARIA, DE CONFECÇÕES DE ROUPA DE HOMEM, DE CAMISAS PARA HOMENS E ROUPAS BRANCAS, DE GUARDA-CHUVAS E BENGALAS E DE CHAPÉUS DE CAXIAS DO SUL).
Tem também o SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO ARROZ, DE TORREFAÇÃO E MOAGEM DE CAFÉ, DE PANIFICAÇÃO E CONFEITARIA, DE LATICÍNIOS E PRODUTOS DERIVADOS, DE CERVEJAS E DE BEBIDAS EM GERAL, DE CARNES E DERIVADOS, DE FUMO, DOS CONGELADOS, DOS SORVETES, CONCENTRADOS E LIOFILIZADOS E DE RAÇÕES BALANCEADAS DE BAGÉ.
Voltei. Título de relise: "Os filhos brasileiros de Baloubet de Rouet destacam-se na seletiva do Mundial de Cavalos Novos, no Clube Hípico de Santo Amaro". Podia ser: "Brasil produz nova geração de pipoqueiros". OK, sorry, estou deletando e-mails...
 

quarta-feira, junho 25, 2008

Pilulas de NY
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Vimos a Charlize Theron na pizzaria que almocamos.
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Po 60 dolares por mes, os americanos tem 1.000 minutos de celular mensais para telefones de outras companhias. Apos as 21h eh totalmente gratuito (nao entra nos 1.000 minutos), e a qualquer hora a ligacao para celular da mesma companhia tambem nao eh cobrada. Por isso os taxistas passam 24 horas por dia no telefone (usam fone de ouvido, como todos aqui).
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Quem disse que americanos eram feios e antipaticos? Nossa, povo mais querido do mundo.
 

sábado, junho 21, 2008

Tem lagartos, em Anguilla. E galinhas. Com pintinhos. Gatos, tambem. Os lagartos sao destemidos. Pequenos e simpaticos. Vem ate a mesa no cafe da manha e pedem pedacinhos de presunto. Se satisfazem so com pao, no entanto. A gata, Zuleika (nos batizamos, claro), chega na hora da janta, e solicita crayfish (langostinos?). A Rafa entrega as cascas e ela vai comer na beira da praia. Devora.
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Ontem alugamos um carro. Fomos para o outro lado da ilha. Onde ficam os hoteis chiques. Rodamos, rodamos, rodamos e descobrimos que... Estamos simplesmente no lugar mais bonito, mais gostoso e mais simpatico de toda Anguilla. Os hoteis mais badalados sao frios, as outras praias, tambem. O centro da ilha e horrivel. As casas reunem o pior da construcao catarina com o pior da construcao neoclassica. Ja aqui, no nosso hotelzinho, tudo e lindo e maravilhoso. Comer camaroes e BBQ de galinha a beira da praia, ler na varanda com vista para o mar, tomar os drinks de mulherzinh mais doces e gostosos do mundo...
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Ontem saimos para jantar a noite. Veya, o nome do restaurante. Botem ai no google: veya anguilla. Muito bom. Servico de primeira - alias, servico e um problema aqui. Quando chegar discorro sobre isso. O menu. Entrada: folhado de camarao com molho agridoce e apimentado para a Rafa; lulas fritas no ponto para mim. Principal: peixe espada com molho de gengibre sobre vegetais e plaintains - uma banana frita como batata frita que e melhor do que banana e melhor do que batata - para mim; para a Rafa, lagosta ao molho de maracuja e quibebe com gengibre e espinafre. Sobremesa: bolo de coco com calda de caramelo e sorvete de creme.
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- What does Ku mean?
- Secret place.
- Ah, ent'ao esta tuuuuuuuuuudo explicado.
Ku eh "lugar secreto" na lingua dos Arawaks e Caribs, nativos do Caribe que Colombo encontrou por aqui...
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A barriga da Rafa esta ficando enorme!
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Obrigado a todos que nos deram este presentao! Obrigado aos que nao deram tambem. Amamos vcs!!!!
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Seb e Rafa
 
 

quinta-feira, junho 19, 2008

Na lua-de-mel, usamos a tatica Teen - Provoque a sede ate nao poder mais. Saimos 10h10min de segunda de POA e so chegamos 18h30min de terca, em mais de 30 horas de viagem. Dormimos a tarde de sgeunda num hotelzinho de Guarulhos, onde demos inicio aos trabalhos instrinsecos a atividade lua-de-mel e vimos sessao da tarde. Depois, pegamos o voo American Airlines com aeromocas feias, mal-cuidadas e anti[paticas ate Miami. Apos, a Rafa e o Joao dormiram no aeroporto de Miami enquanto papi tomou mil Starbuscks coffees ate o voo para St Martin. Chegamos a St martin exautstos, a ilha e um horror, uma Santa Catarina tomada por construcoes grotescas. O ferry saia do lado frances, e nos estavamos no lado holandes e tivemos que pegar um taxi ate la. Pior passeio do mundo. O pior Caribe de todos. Cosntrucoes medonhas, transito engarrafado, inferno. Na balsa a imigracao disse que nao eramos bem-vindos, que precisavamos de visto. Visto parquela bosta. Confiscaram nossos passaportes, jurei que seriamos deportados, pavor. Entao nos devolveram e nos mandaram pegar um barco a partir do lado Dutch. Mais um taxi, nervosismo pegando, choro e cara feia da Rafa. O barco demorou uma hora para chegar, nos esperando em uma delegacia de policia de quarto mundo, ninguem explicando nada, ate que chega um negrao todo tatuado e zombeteiro se apresentando como captain. A viagem foi um inferno, a nossa cara de turista babaca fez com que nos cobrassem 50 dolares por cabeca por uma viagem que custa no maximo 35. Fazer o que? Chegamos em Anguilla, a Rafa tentando entender como nao morreu na lancham, chorando, e eu tentando me acalmar. O taxi nos levou ate o hotel, que parecia interessante, mas nada demais. O quarto tinha a coisa que mais detestamos bno mundo: luz fria, luz branca. Nao era horrivel, nao, mas pintado com cor cde hospital. So relaxamos quando pedimos uma lagosta no restaurante a beira-mar. So que a garconete veio com um problema:
- So temos lagostas de 3 libras.
- O que isso quer dizer?
- Que e uma lagosta muito grande?
- Da para dividir.
- Eu como duas de tres e ainda quero mais.
- Manda a lagosta mais o salmao com molho agridoce.
A janta estava muito boa. Otima, nao, mas muito  boa. Ate vir a conta e descobrirmos que o rpeco da lagosta era 35. 35 por libra. Uma lagosta por 105, um jantar, com a melhor cheese cake de nossas vidas, por 218 dolares. Fomos dormir meio assim ais ou menos.
Acordei as 8 da manha e disse:
- Rafa, adivinha.
- Nao acredito: serio?
- Sim, o mar e mais azul que ans fotos. Nao era mentira.
Comecamos a pular. O hotel, erspecialmente a parte da beira-mar e tudo que sonhamos. Numa praia calma, pouco povo, muito amor, muita paixao, muita felicidade, muito reggae, um barzinho a beira-mar, quarto de frente para a o oceano, peixinhos coloridos vistos pela minha mascara de mergulho, um parto de lulas com Red Stripe, a cerveja jamaicana que bota no chinelo qualquer uma brasileira, muitos negros bonitos e simpaticos, muitos americanos bonitos e simpaticos, o paraiso, tudo que sonhei para nossa lua-de-mel, agroa com licenca que vamos mergulhar, mandem dicas de NY, assim como a amada da Thelma o fez

quarta-feira, junho 11, 2008

É ou não é uma coisa fantástica a frase do piazito, conforme enviado em nota da Newsletter do Grêmio? E é ou não é um chantagista, esse menino?
 
"Nesta terça-feira, o gremistinha Filipe Welter, de Tenente Portela, participou do programa Jornal do Almoço, da RBSTV. Ele sofre de leucemia e necessita de transplante. Felizmente, em um caso raro, um exame médico detectou que a medula da mãe do garoto, Salete Welter, é compatível com a de Filipe.
Atualmente, Filipe passa mais tempo no hospital do que em casa. Quando está em Tenente Portela, o garoto se diverte com os amigos e mata as saudades do pai, Celso Mereis, que por causa do trabalho, não pode acompanhar o tratamento do filho em tempo integral.
Antes de fazer o transplante, Filipe, gremista fanático, faz um pedido especial a mãe. "Quero que ela vire gremista. Não quero uma medula colorada", fala o menino.

terça-feira, junho 10, 2008

Faltam quatro dias. Não, eu não estou uma pilha de nervos. E queria pedir aos amigos dicas de lugares bacaninhas para se visitar em Nova York.

quarta-feira, maio 28, 2008

Agora todo mundo quer me entrevistar. O Rodrigo - www.minueto.blogspot.com -, que escreveu post sobre Rafa e eu, quis que fosse de surpresa.
 
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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Quanto de frescura vai ter no teu casamento, numa escala de 0 a 10?  (Sendo 0 o casamento dum amigo meu que foi num quintal com pizza e 10 o casamento do anghinoni, onde para tudo havia  um garçom)
 
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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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8. pq?

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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Gostaria de saber o que esperar. Exemplos?

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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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tu não prefere que seja surpresa?

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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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prefiro. Não me entrega as surpresas, mas me dá uma idéia de que haverá de legal. Chamam de teaser, os publicitários.

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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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não haverá grandes surpresas... será um casamento normal. boa decoração, boa comida, muita bebida, espero. só que acho que estará bem animado, porque tenho amigos bastante bagunceiros...

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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Achas que há boas perspectivas pro Último Solteiro, o Vicente?

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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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poucas, mas algumas... mas poucas...

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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Apesar desse monte de respostinhas medrosas, tens uma entrevista pro dia de hoje já.

terça-feira, maio 27, 2008

Mariella Taniguchi entrevistou o Noivo.

mariella: o que tu mais gostou na função toda?
sebastiao: de procurar a lua-de-mel. acho que gastei umas 500 horas na frente do computador sonhando com hotéis e lugares paradisíacos. como a rafa queria metrópole e eu, sombra, sexo, comida e água fresca, decidimos cinco noites no caribe e cinco noites em ny. demorei anos para me decidir por playa del carmen, no méxico, mas quando fomos a são paulo buscar o visto mexicano, esgotaram-se as senhas para o dia. nos irritamos com os cucarachos e decidimos não ir mais pra lá. desesperado, fiz um comment no blógui do ricardo freire pedindo ajuda. ele foi muito querido e nos mandou tomar no olho do cu. sério: nos sugeriu o ku hotel, em anguilla. a partri do dia 17, em encontre em www.ku-anguilla.com/
sebastiao: ... (longo tempo) ... mariella, uma entrevista pressupõe respostas e PERGUNTAS
mariella: hahahahahaha. sim,eu tava lendo, guri
mariella: e o noivo teve muitas funções no processo ou a noiva acabou absorvendo todas? quais as tarefas foram delegadas a ti, além da lua-de-mel?
sebastiao: putz, que bosta este gtalk, apagou toda uma resposta...
mariella: quer ir pro msn?
sebastiao: bem capaz. fiz um monte de coisas. escolhi o fotógrafo e a empresa de iluminação (foi por eliminação, já que o representante de uma delas tinha uma megatatoo do inter no braço e foi desqualificado). estou vendo as bebidas e comidinhas surpresas. descobri e comprei lembrancinhas criativas. a escolha do menu foi megademocrática, em um pleito que envolveu as duas famílias e voto aberto.
mariella: um noivo muito dedicado. e o terno? qual foi o critério de escolha? a rafa ja viu?
sebastiao: a rafa não vai ver. desculpa, não sou vaidoso, mas quero preservar a informação sobre o terno. a escolha é minha e só minha. a maria paula foi chamada pra me ajudar, mas não me ajudou. de que adianta ter cunhada, então? agora, só eu sei como é meu terno (e o alfaiate e a margarida muller, que é a cerimonialista, muito querida). ah, ele é diferentão. disse isso pra minha mãe e ela está apavorada.
mariella: hahahaha. mas é terno ou fraque? ou meio fraque?
sebastiao: terno.
mariella: tu vais usar gravata ou plastrom? é assim que escreve?
sebastiao: o que é plastrom, meu deus? não, tudo menos PLASTROM, seja lá o que isso for..
mariella: é aquela gravata de noivo com uma pérola. acho meio esquisita, mas enfim. e a expectativa com o grande dia. tá perto, né? a rafa teve muitos pesadelos??
sebastiao: ah, começaram as perguntas de repórter esportivo pra jogador de futebol... tem expectativa nenhuma, guria. tá tudo ótimo. a rafa tá ótima. e chega de entrevista. amanhã fazemos mais. valeu!
mariella: não, não. não é pergunta de repórter esportivo. nem sei como se faz isso.
sebastiao: putz, não estou conseguindo fazer um copy-paste disso. e agora?
mariella: mas é que noivas têm pesadelos durante o processo. e a rafa me falou de um com o vestido, que era azul celeste. mas conta mais. vai ter pajem? imagina o barbosa levando as alianças!
sebastião: ba-ai.

segunda-feira, maio 26, 2008

Entrevista com o proprietário

Webmaster - Teu blógui tá uma merda.
Tião - Eu sei... É que...

WM - Tua meta é deixá-lo como o da Tica?
Tião - Não, não, de jeito maneira, prometo que vou me empenhar.

WM - Andam dizendo por aí que a tua condição de futuro marido e pai
está te fazendo um homem mais maduro, e que homens maduros não têm blóguis...
Tião - Mentira! Calúnia! Quer dizer, acho que não... Pode ver, eu tento atualizar, fiz dois posts sobre a azeitona, digo, o morangão... Talvez vá ser legal pra ele ler isso quando crescer. Saber que um dia foi uma azeitona. Bonito, né?

WM - Ele?
Tião - Não, tipo, digo ELE latu sensu. Pode ser uma morangona. Aliás, seria bem divers se fosse uma morangona...

WM - Divers? Tua filha vai te achar ridículo se tu falar assim com ela.
Tião - Tipo o pai de boné e pochete que eu vi tomar um tombo na rua quando andava de skate com o filho?

WM - Não desvia. Por que tu não tá atualizando?
Tião - Não fui eu que tergiversei, cara. Foi tu que perguntou se eu ia falar divers pra minha filha. Filho. Sei lá.

WM - Desculpa.
Tião - Tá, não tenho tempo pra ficar de abobrinha. Tenho de ensacar as lamparinas. Nos falamos depois.

WM - Abobrinha? Lamparina?
Tião - Esquece, esquece... A propósito, o que é Webmaster?

terça-feira, maio 20, 2008

Melhor coisa de hoje é entrar no táxi, no ônibus, no elevador e dizer:
- E este veranico, hein, che?
- Ô.

segunda-feira, maio 19, 2008

Enquanto não encontro tempo para atualizar o blógui deixo apenas a
pauta dos próximos posts.

A segunda ecografia: de azeitona a morangão
Curso de noivos: a arte de equilibrar facas
Lua-de-mel: entregando-nos ao destino, ops, digo, aos Desígnios de Deus

sexta-feira, maio 09, 2008

Dias corridos...
 
Sexta - Prova do terno, festa da Fabico
Sábado - Viagem a São Paulo, jogo do Grêmio
Domingo - Badalação na Terra da Garoa ("leve-me ao seu líder")
Segunda - Corrida pelo visto do México, volta a Porto Alegre
Terça - Viagem a Brasília, cerimônia de entrega Prêmio Sebrae de Jornalismo, ao qual concorro, em parceria com Tati Cruz
Quarta - Volta a Porto Alegre, fechamento do Caderno Campo & Lavoura

terça-feira, maio 06, 2008

Pergunta aleatória do dia
 

Se você fosse um bovino - um boi, uma vaca, um touro, um terneiro - e estivesse no brete (aquela confusão toda, a cola do da frente espalhando merda no seu focinho molhado), prestes a levar uma pistolada no pescoço, preferia que a vacina contra aftosa aplicada fosse da:

a) Bayer (se é Bayer, é bom)
b) Intervet (leia-se Schering Plough - se diz "pláu")
c) Merial (sem proteínas não-estruturais)
d) Vallée (se faz de francesa, mas é de Uberlândia)

segunda-feira, maio 05, 2008

O último texto do Margarida, sobre carne ovina, deu repercussão. Pedi que a Letícia Piccoli, minha amiga veterinária, explicasse o que era a lanolina. Ela mandou um mail divertido:

"Muito obrigada pela lembrança. Sabe que essa questão do gosto que a lanolina passa prá carne é super importante mesmo! O Álvaro, que era o meu namorado mas agora estamos separados, sempre fala isso, tanto é que quando o irmão dele carneava qualquer ovelha velha o sabor da carne era tão suave quanto o de um cordeiro mamão!!!
Quanto à lanolina, se tu quiseres explicar de um jeitinho bem delicado, é só dizer que é como aquele sebo que a gente fica se não toma banho uma semana... rsrsrs.
É a oleosidade produzida por glândulas sebáceas da pele da ovelha. A lanolina, apesar de não ter um perfume muito agradável quando está in natura, é extensamente usada em produtos cosméticos por suas propriedades de hidratação.
Como a lanolina tem esse cheiro forte e propriedade oleosa, quando se abate um cordeiro, é fundamental cuidar para que a mão que toca no pelego não toque na carne, pois a lanolina ficará "grudada" nos dedos e conseqüentemente será "transportada" para o nosso sagrado churrasquinho, ou qualquer que seja a forma de preparo da carne de cordeiro."


Aproveito para trazer dos comments para o corpo do blógui as considerações do Gustavo Ibarra, que atribui os diferentes góstos aos diferentes pastos e deixa uma receita:

"Tião, a questão do pasto é muito pessoal. As gramíneas que determinam o gosto variam de acordo com as microrregiões do estado. Notaste grande diferença de sabor entre o cordeiro produzido na fronteira e os originários dos campos de cima da serra ou da região central, por exemplo. Eu estranho o gosto, pois o meu costume é de comer carne proveniente da fronteira. Eu recomendaria que o pessoal comprasse a carne do selo ovino jovem do Nacional/Big. É garantida que é boa e cujo o manejo é correto, pois são cordeiros de campos nativos da fronteira, mais precisamente fornecidos pelo núcleo santanense de criadores de Texel.Hhehehe.Faz assim ó: compre uma paleta. Esmague alho com sal e faça uma pasta. Misture manjericão fresco picado a essa pasta e espalhe/esfregue por toda a paleta (fure ela com uma faca pra aumentar a absorção dos sabores). Leve ao forno para assar. Acompanhe com uma massa puxada na manteiga com sálvia (derreta a manteiga-bastante- na frigideira e jogue as folhas de sálvia para fritar rapidamente) e um bom tinto. Reze que seja um domingo chuvoso..."

terça-feira, abril 29, 2008

Fui um bravo. Resisti o quanto pude. Por cinco vezes me vi no centro da arena, cara a cara com o leão. Como Júlio César, fui, vi e venci. Mas neste ano foi diferente. Cheguei a mirar a fera olho no olho. Mas ela rugiu alto demais, esbugalhou os olhos, rangiu os dentes. Eu fiz menção de atacar, mas a voz da prudência me segurou. Dei as costas e me retirei da arena. Estou velho. Abri mão de fazer o imposto de renda por conta própria. Desta vez, vou atrasar, pagar multa e contratar um contador.   
 

sexta-feira, abril 25, 2008

Segue um concorrente do Linha Burra. Feito pelo meu amigo Paulinho, o Bibelô, e colegas dele. Acessem: www.futebolemdestaque.wordpress.com

terça-feira, abril 22, 2008

“Putaquiupariu, e o futebol?”

Foi mais ou menos assim. Terça-feira, dia do futebolzinho da turma, eu estava dando um tempo na Zero Hora para ir direto para a quadra, quando a Rafa liga. Ela sempre liga.
- Gordo, tu tá sentado?
- Ahn... Que tu quer?
- Tou grávida.
Neste momento, é bom que vocês entendam que a Rafa sempre ficava grávida. A cada ciclo que atrasava, engravidava. De fazer teste e tudo. Um dia sem a menstruação, e já queria ir pra farmácia comprar palitinho. Portanto, nenhuma novidade até aqui. Mas resolvi averiguar.
- Como? Explica.
- Eu tou muito nervosa. Eu tou aqui no escritório. Eu comprei um teste de farmácia. Deu dois risquinhos azuis. Um tá mais fraco que o outro, mas na bula diz que se dá dois risquinhos é que ta grávida.
A primeira reação foi físico-química. Senti um vazio no estômago; uma espécie de frio que se espraiou até a ponta dos dedos dos pés e das mãos. Instantes depois, pude elaborar um pensamento:
- Putaquiupariu, e o futebol? Tou fodido, tenho de ir ver a Rafa. Não vou conseguir jogar. Vai faltar um. Os guris vão me matar.
A questão neste momento era prática. Eu tinha de ver a Rafa. Era como se ela estivesse muito doente, e precisando de apoio. Ordenei que se dirigisse para casa e me esperasse. Antes de desligar, ela disse:
- Não podemos contar pra ninguém. Só depois do teste de sangue.
- Claro, claro! Tou correndo pra casa. Te amo. Beijo.
Desliguei o telefone, olhei para o meu lado e enxerguei a Isabel. Então vomitei:
- Isabel tenho que te contar uma coisa não conta pra ninguém a Rafa tá grávida acabou de descobrir foi um exame de farmácia diz que é 99% de certeza.
A Isa ficou faceira. Eu comecei a refletir sobre como me sentia. Com certeza, muito mais feliz do que triste; muito mais assustado do que alegre; sem dúvidas, muito eufórico e orgulhoso de ser um bom reprodutor.
Assim, rumei para casa. De carro, mas a jato. Minha preocupação voltou a ser o estado da Rafa e o futebol. Eu realmente queria jogar. Nossa peladinha de terça à noite é um dos raros momentos de prazer garantido. Mas, agora eu era pai. Pai. Tinha compromissos de pai. E, se a Rafa precisasse, eu ficaria com ela.
Cheguei no apartamento louco para vê-la. Ela abriu a porta e eu a abracei. Com força, mais pela necessidade de mostrar que estava ali do que por emoção incontida. Fiz um interrogatório sobre as circunstâncias do exame e então tomei coragem para dizer que eu queria ir ao futebol, mas não admitia, em hipótese alguma, que ela ficasse sozinha. Era como se instantaneamente ela tivesse se tornado um cristalzinho muito frágil. Tanto que, quando a deixei na casa da mãe dela, antes de seguir para o jogo, subi com o carro na calçada para não haver risco de minha mamãe ser atropelada. Parece pouco, mas eu nunca tinha feito isso antes.
Na ida para o futebol, tive de ligar para a Isabel. Eu tinha de falar. O jogo foi bom, apenas que às vezes eu parava no meio da quadra e pensava: meu, que viagem, eu vou ser pai, que coisa mais nonsense. Ao fim da partida, eu estava absolutamente eufórico. Tomei uma cerveja e voltei para levar a Rafa até a casa dos meus pais, onde fomos recebidos com muitos beijos e champanhas Cave Geisse para o brinde. Entrementes, o Alô Panvel entregou mais um exame que apontou dois riscos.
Acordei-me no outro dia incrédulo. Uma mijada num palito era totalmente insuficiente para me convencer da paternidade. Enquanto a Rafa fazia mil planos para o bebê, eu passei o dia ansioso, esperando o resultado do exame. Por volta das 17h, entrei eu mesmo no site do laboratório Weinmann. O resultado, vocês conhecem tanto quanto eu.
Quando o vi, lá na Zero Hora, chamei imediatamente a Isabel e pedi que convocasse a turma para um brinde no bar da redação. Todos ficaram muito alegres com a notícia e até Totosinho foi chamado.
De tudo, o que mais me surpreendeu é que eu fiquei muito menos nervoso do que esperava. Ando mais é faceiro mesmo. Acho que, na verdade, eu estou muito mais preparado para ser pai do que pensava. Ou não.

sexta-feira, abril 18, 2008

Tuc-tuc-tuc-tuc. Assim faz o meu bebê. Com o microfone (?!) do aparelho de ecografia ampliado, a Rafaela chegou a ouvir: Pocotó-pocotó-pocotó. Um cavalo galopando. É o coração do meu bebê. Dá para ouvir e ver.
Uma azeitona com um caroço pulsante. Bem maior do que uma ervilha, pelo menos. Meu bebê tem exatos 1,29 cm “da cabeça à nádega”. Francamente! Não consigo entender por que eles medem uma criança da cabeça à bunda. Aliás, não consigo entender como eles conseguem descobrir onde é a cabeça e onde é a bunda. Pra mim, é tudo a mesma azeitona.
Tem gente que chora na primeira eco. Eu não. Digamos que o ambiente não é lá muito inspirador. Entramos em uma sala e uma moça ordenou à Rafa que tirasse a calça – e a calcinha. Todo dia, ela se despe na minha frente. Mas ali, naquele cubículo frio, achei meio estranho. E que coisinha ela ficou quando foi vestida com um saiote de papelão!
Deitada na cama, agora sem a moça, e aguardando a doutora, minha mulher olhou para o lado. Encontrou 30 centímetros de um objeto cilíndrico. Mais parecia uma salsicha parrillera desenrolada. Fina e comprida como a vara do Minhoca – palavras da própria mulher do Minhoca. Uma vara que espia (e ouve).
Passado o choque com as dimensões, seguiu-se uma preocupação mais nobre. Higiênica. Por quantas pererecas teria aquela... ah, deu pra entender, né? A tranqüilidade só veio quando a médica entrou e, em um movimento ágil e certeiro, uns cinco segundos no máximo, encobriu o objeto cilíndrico com uma camisinha.
Foi então que o exame propriamente dito começou. A médica dizia: ali é o embrião, ali a comidinha dele, ali a parede do útero, ali o ovário... E nós: Ahn? Quê? Onde? Ahn? Olha, eu podia dizer que é superfrustrante descobrir que o teu bebê é... uma azeitona disforme. Mas a verdade é que dá um puta orgulho. De saber que a tua mulher é fértil, que o ovário direito está produzindo progesterona, que o útero está dilatado, que o corpo dela está se comportando exatamente como devia até agora. E de saber que tu é capaz de gerar uma vida, porque nada simboliza mais a vida do que aquela minúscula bolinha pulsando, enlouquecidamente. Olha, vou confessar, estou arrepiado neste exato momento. E não é só para encerrar o texto como ele começou, mas passei o dia inteiro ouvindo aquele barulhinho: tu-tuc-tuc-tuc.

domingo, abril 13, 2008

Após a falência da Revista Dois Pontos, por falta de patrocinadores, Sérgio Margarida se viu perdido no mundo. Na última terça-feira, em tentativa desesperada, o irreverente crítico gastronômico ligou-me pedindo para publicar seus textos em meu blógui. É com muita honra que o recebo como colunista - o primeiro deste espaço. Lá vai sua primeira colaboração:

Kati

Comprar carne ovina é uma loteria. Não importa se tem marca, é vendida em butique, faz parte de programa de abate controlado: há sempre o risco de o corte vir catinguento.
Sabe catinga? Aquele cheiro de barba de bode impregnado? Um gosto que causa náusea e instantânea contração nos músculos da face (e do abdôme)? E cuja sensação retorna a cada expirada? Pois é, tem bagual que adora, acha que é coisa de macho. Margarida detesta. Está certo, Margarida fala de si na terceira pessoa, e isso não é lá muito abonador, mas nem por isso deve-se desqualificar sua opinião.
Conversando com quem sabe ou quem diz que sabe, chega-se a três explicações com relação às origens da catinga _ aliás, ensina o Aurélio, termo com origem na palavra guarani kati, ou "cheiro forte". Para alguns, a kati poderia ser causada pela idade avançada do animal (oveia véia), pela raça ou pelo mau procedimento na hora do abate.
De início, Margarida colocou em xeque a questão da idade. A carne ovina mais catinguenta que já comeu foi um filezinho de cordeiro ao molho de mostarda. Prato lindo, receita tentadora e uma kati absolutamente desproporcional à delicadeza do corte. O problema era que a carne era de "marca", de "cordeiro mamão": como podia então ter aquele gosto repelente? Foi então que um criador amigo, adepto da teses que envolvem idade e raça, respondeu:
- Rapaz, eles dizem que é cordeiro. Eu sei que não é, porque eles oferecem para comprar meus bichos e da redondeza. E embarcam de qualquer idade e de qualquer raça. Tem oveia véia, eles compram.
A diferença de gosto entre as raças é uma explicação que sempre agradou a Margarida. Este colunista freqüentou o campo ao longo de toda sua vida. Lembra-se da kati da carne servida na fazenda do avô lá pela década de 80, quando se criavam raças específica para produção de lã. E sabe como o cheiro ruim desapareceu totalmente após a migração para a raça texel, voltada à produção de carne. A melhor paleta assada que Margarida já comeu - daquelas macias, suaves e ca-ra-me-la-das - foi de um animal suffolk criado (tipo carne) na Cabanha Picumã, de Butiá, do Rogério Silva, um veterinário muito gentil e que, aliás, tinha um carneiro megasuperultraresistente a vermes na propriedade, mas isso é outra história.
Quem defende a tese da forma de carnear é o marido da Letícia Picoli, outra veterinária querida totalmente apaixonada (e especializada) por ovinos. Pois o cara, cujo nome eu não lembro, com a chancela da mulher, diz que o problema é quando o carneador encosta a carne na lã. Se isso acontecer, com o perdão da expressão, fodeu. Essa, aliás, é uma tese antiga, mas Margarida não acredita muito nela, não. Duvida que nos grandes frigoríficos haja processos múltiplos de abate, e ainda assim a carne oriunda deles sai às vezes com kati, às vezes sem.
É essa inconstância odorífera ou gustativa, vamos assim chamar, que faz com que tanta gente não goste da carne ovina, que é a melhor que há entre as vermelhas (quando está boa). E que, por fim, limita o mercado e até os preços do produto. Afinal, não é todo mundo que aceita arriscar. Da parte de Margarida, continuará apostando na loteria, porque acha que uma costelinha de cordeiro boa compensa outras mil com kati.

quarta-feira, abril 09, 2008

Enquanto eu só me preocupo com o meu bebê e a mamãe dele, e dedico menos tempo a esse blógui do qeu ele merece, estando devendo inclusive um relato do momento em que fiquei sabendo que seria papai e outro relato acerca da saga do Santi com o Aedes Aegipty, saboreiem o nome desta magistrada, com todas as suas sonoras e recombinantes sílabas: Kétlin Carla Pasa Casagrande.

 

quinta-feira, abril 03, 2008

Weinmann Laboratório
Pac.: Rafaela Ritter dos Santos
Dra. Ana Lúcia Letti Müller

Gonadotrofina coriônica - beta
Método: quimioluminescência
Valores de referência:
homens: < 25 mU/mL
gestantes > 25 mU/mL
resultado: > 10.000 mU/mL

quarta-feira, abril 02, 2008

O filho...
...e o pai. (sim, Barbosa procriou.)



terça-feira, abril 01, 2008

Com certeza sairei deste casamento pronto para assumir a diretoria de uma operadora de turismo. Posso indicar as melhores hospedagens em alguns dos principais destinos românticos do mundo. Comecemos com uma palhinha da Riviera Maya, no litoral mexicano, envolvendo Playa del Carmen e Tulum. Sempre na linha dos hotéis pequenos e sofisticados (ou nem tanto). Para alguns, hotéis boutique ou hotéis de charme. Desfrute estas opções de beira de praia. 
 
 
Tem também os fora da orla. Quem precisar, é só pedir.

segunda-feira, março 31, 2008

Se eu sei que cafezinho, e ainda mais café com leite, me fazem mal, me deixam com refluxo, me atacam da hérnia de hiato flutuante, por que diabos todo dia eu vou até o bar da redação e insisto:
- Um capuccino sem açúcar, por favor. 

sábado, março 22, 2008

Como eu tenho dito, casar é uma grande diversão. Na hora, eu não sei. Antes, é. Sonhar com lugares paradisíacos para a lua-de-mel, ver belas fotos de outros casórios, escolher os melhores docinhos. Os noivos ingressam em um mundo novo e desconhecido. Eu, por exemplo, costumo dizer que não gosto de música. Não é bem assim, mas a verdade é que nunca reservei tempo para me interessar por isso. E vivo bem sem. Mas, claro, tem alguns sons que me agradam, especialmente os mais antigos. O casamento tem sido um pretexto para eu pensar um pouco em música, o que nunca fiz. Inclusive até estou usando um desses programas de compartilahmento de arquivos de som. Faz 40 minutos que escuto valsas. Porque noivos valsam. Mas o mais bacana é descobrir que os velhos desenhos animados eram todos embalados por música clássica. Tom e Jerry, por exemplo, faziam sua coreografia ao som de valsa. A Grande Valse Brillante, de Chopin (ou esta seria para o Piu-Piu e Frajola? Pica-Pau e Leôncio?). Sabe de uma coisa? Essa história de casamento está mudando minha vida. Vou até comprar um rádio pro meu carro. AM. Só para ouvir a Rádio da Universidade.

quarta-feira, março 19, 2008

Querem acabar com o mais sagrado direito do brasileiro: tomar uma cervejinha no estádio de futebol. Não acredito que vamos abraçar o politicamente correto e aceitar isso pacificamente. Marquemos, marquemos - uma passeata em direção ao Palácio Piratini para pressionar o veto desta aberração aprovada na Assembléia Legislativa, a lei que proíbe bebidas alcoólicas nos estádios. Estarei lá, com uma garrafa de samba, Fanta com cachaça, para gritar:
- Abaixo a ditadura! Abaixo a ditadura (do politicamente correto)!
Eles querem acabar com a torcida no estádio. Por favor: alguém responda: como aguentar os jogos do gauchão senão com a ajuda de uma cervejinha? Ninguém pega mulher gorda e feia sem uma ajuda etílica. Ninguém suporta o nosso ruralito sem ajuda etílica. Pay per view será a única saída.
Sem contar que, nos grandes jogos, nos decisivos, essa injuriante lei aprovada aumentará os casos de morte nos estádios, quase nulos hoje em dia. Pode escrever: se não tiver mais o tiozinho que grita "scretch, ó o scretch" querendo dizer "scotch, ó o scotch" no estádio, muita gente morre do coração. Conheço uns dois velhotes que estavam a morrer de ataque cardíaco em uma final de campeonato e foram salvos pelo Natu Nobilis, tiro certeiro na tensão.
Protestemos. Mandemos mensagens à governadora, aos deputados. Pressionemos o Feijó para fazer valer sua vontade e vetar a lei. Derrubemos a ditadura do politicamente correto.
 
Sábado tomei um café nos fundos da Móca. Cada vez que vou lá saio mais encantado com o lugar. É disparado a loja mais bacana de Porto Alegre. Pra quem não conhece, vende coisas de design e decoração na Dinarte Ribeiro, 155. Faria sucesso em qualquer grande cidade do mundo. Só que fiquei meio assustado de ver pouca gente por lá. Está certo que os artigos são meio caros, mas olhar não custa nada. Enfim, tenho medo que a loja um dia feche por falta de movimento. Por isso inicio uma campanha: visitem a Móca. Comprem na Móca. Ela merece.

sexta-feira, março 14, 2008

Então, com o aval deles, meus parabéns aos protagonistas do texto abaixo, que tem muito de verdade e uma pitadinha de exagero. Parabéns, Rodrigo Lorenzoni e Lidiane, para sempre "aqueles que noivaram no carrinho de golfe".

quinta-feira, março 13, 2008

Tenho um amigo que é meio atrapalhado com estes troços de noivado.
Passa que a irmã dele vai casar em novembro, e ela é mais nova, e sabe como são estas coisas: ele, mais velho, enrolando há anos uma pobre moça e daí vem a sacana da maninha e não só noiva (do verbo noivar!) como marca igreja, salão, lua-de-mel. O que, por óbvio, gerou uma injusta pressão sobre meu camarada e a respectiva dele para que, enfim, ao menos sinalizassem à família e à sociedade e a si mesmos um desejo de união eterna.
O problema é que noivar envolve aquela coisa de alianças. Anéis, para ser mais objetivo. E a troca das jóias normalmete exige uma certa solenidade. A Pati e o Gui, por exemplo. Era Natal, a família reunida, aquela coisa, entrega de presentes, todo mundo louco para pôr as mãos no peru... Um lance meio família Doriana, sabem? Aliás, eu tenho um amigo cujo apelido é Dori... Ops, ele não sabe. Mas, enfim, até o cachorro do casal ia ganhar um mimo do Noel. Por isso mesmo o cãozinho, um shi-tsu, aquele que parece lhasa mas tem a cara achatada de pequenês, apareceu na sala com um laçarote no pescoço. E então, quando a Pati foi ver, o bichinho trazia uma caixinha amarrada na coleira, e dentro da caixinha... Bingo: as alianças! E todos choraram e se emocionaram e são felizes para sempre. Tem também a história do Caetano, que optou pelo tradicional jantarzinho romântico. Papo vai, papo vem, o vinho rolando, e ele começa a mexer no dedinho da moça. Tira, bota, tira, bota, tira, bota - o anel no dedo da guria, claro. Até que, num passe de prestidigitador, troca o anel que a moça usava por uma jóia mais rara, a aliança propriamente dita. Quando ela se dá conta, é aquela comoção! E o final todos sabem: brigaram, se separaram e hoje ele está bem casado com outra menina e até filhote já tem.
Mas estamos aqui para falar do outro amigo, aquele que é meio atrapalhado com estes troços de noivado. Pois bem, retomando: pressionado pelas circunstâncias e embalado pelo amor, ele resolveu agir. Já sabendo das próprias dificuldades, optou pelo básico: viagem a dois para marcar o momento. Mas a verdade é que queria acabar logo com aquilo - a necessidade de planejar alguma coisa bonita o estava enlouquecendo. Tanto que no próprio aeroporto Salgado Filho ele, atormentado, fez a seguinte proposta.
- Amor, vamos acabar logo com esta coisa. Bobagem a gente ter de fazer uma função para noivar. Trocamos aqui mesmo no saguão as alianças e tá tudo feito. Daí a gente já aproveita a viagem relaxados.
A resposta da moça, claro, nós já sabíamos: na na ni na na. E lá se foi o casal para o Rio, em pleno Carnaval, com a única missão de formalizar a união. Para não complicar, a opção foi o jantarzinho básico - de novo ele. Escolheram um restaurante charmoso na Barra da Tijuca. Para chegar lá, até barquinho tiveram de pegar. O lugar não poderia ser melhor para o momento - quer dizer, até podia, Veneza, uma gôndola, um violino... Mas, considerando as circunstâncias, de novo elas, aquele jantarzinho à beira d´água estava ótimo. Ou melhor, estaria ótimo.
Porque, em vez de tranqüilamente pedirem o antepasto, o vinhozinho, o prato principal, a sobremesa e trocarem as alianças, se puseram a debater qual o melhor momento para o ato.
- Antes do couvert - dizia ele.
- Depois da janta - dizia ele.
E o clima foi se desfazendo, se desfazendo, se desfazendo... até que ela entrou em pânico.
- Eu não vou mais. Aqui, no meio deste povo, não vou. Tenho vergonha. Todo mundo vai olhar. Não, não e não.
Pois é. Como vocês podem ver, não é só meu amigo que é atrapalhado com estes troços de noivado. A mulher dele também é. De forma que os dois deixaram o restaurante, literalmente, de mãos abanando. Assim como foram, os dedinhos voltaram para o hotel. Os candidatos a noivos chegaram abatidos e desanimados. Sem saco até para caminhar entre a torre principal do estabelecimento à secundária, onde ficava o quarto do casal. Preferiram usar o carrinho elétrico de golfe, que levava os mais preguiçosos pelo curto trajeto. Sentados no banquinho de trás, os dois olhavam o jardim, quietos. Em absoluto silêncio. Até que, em um rompante, o meu amigo abriu a caixinha com as alianças e enfiou no dedo da noiva. Assim mesmo: enfiou. Quando o negrão que conduzia o carrinho estacionou, o noivo apenas pediu.
- O senhor podia tirar uma foto, por favor? Ahn... Acabamos de noivar.
Prontamente, o motorista atendeu ao pedido e, olhando para as duas alianças, caiu na gargalhada. Meu amigo e a mulher dele agradeceram e subiram ao quarto. Foram dormir o sono pesado do dever cumprido e da felicidade. A foto dos dois no carrinho está hoje num porta-retratos.
Pensando bem, talvez eles nem sejam assim tão atrapalhados com estes troços de noivado.