terça-feira, novembro 09, 2021

A Magia de Shetland

A Magia de Shetland

Quando os mercadores e pescadores começaram a levar os pequenos pastores das Ilhas Shetland à Grande Ilha, em meados do século 19, eles não sabiam que tormentas e venturas os esperavam. Acredite: atravessar mares, obter alimento para a família e até enfrentar grandes desafios como uma pandemia já foram bem mais difíceis no passado.

Mas pode ter certeza: à primeira calmaria no barco, ao primeiro olhar de um pequeno pastor a um marinheiro cansado, alguma coisa mudava. Havia naqueles cães algo além da habilidade para pastoreio e alerta! Há dezenas de milhares de anos, canídeos evoluíram de lobos selvagens para companheiros inseparáveis dos homens. Mas o que algumas centenas ou milhares de anos de convívio entre os pastores e os humanos nas Ilhas de Shetland fizeram é um pouco mais do que isso. É magia.

Pois não há palavras que expliquem o que sentimos ao fitar estes olhinhos amendoados! Que magia é essa que constrói amizades virtuais tão reais? Que faz tilelês e cheios de paranauês conviverem com tanta harmonia em um grupo de Zap? Que, em pleno 2022, forja um ambiente em que o bom senso é regra, e não exceção?

Nós, do Shelties Brasil, sabemos: esta magia tem pelos de Joico, bundinhas rebolantes, olhar de Richard Gere, fuço de raposa (ou urso...) e uma capacidade infinita de amar. 

Como os navegantes do século 19, nós não sabemos o que o amanhã nos traz, o que será de 2022. Mas temos certeza de que, com nossos pequenos pastores e os amigos que eles nos deram, tudo vai ser mais fácil de enfrentar.

RIP MalteCão

Todos os cães são especiais. Você dá um petisco, atira uma bolinha e basta. Em troca, ele leva você pra passear, consola quando tá triste, faz festa quando tá alegre, viaja junto, apresenta novos amigos e aumigos, arranca milhares de sorrisos só com um olhar, é absolutamente fiel!


Por que então o Malte parecia mais que especial? Por que ele era o Rei da Pracinha, o Imperdador da Saliby, o patrono da Red Bull Sheltie Arena e o dono da Porra Toda (incluindo o coração da Sossó, claro...)? Por que, aos 10 anos, meu filho tinha vergonha de pedir uma Coca-Cola no bar, mas se sentia à vontade para bater papos com "o Malte" no Instagram? Por que tem taaaanta gente triste agora que ele virou estrelinha?


É que o Malte era mais que um cachorro. O Malte era uma história, uma grande e linda história que ele escreveu com a Helô. E que não existiria sem o latido do Malte, nem sem a doçura Helô. Ela inventava que o Malte era medonho e latia sem dó. O Malte olhava você na pracinha com uma carinha meiga que só. Ela se escondia de cada foto. Ele sequestrava o foco. Era como se em mil viagens, aventuras ou voltas na pracinha, o Malte sorrisse o sorriso dele, da Helô e do Mateus, um sorriso múltiplo escancarado no meio de uma bola de pêlos.


O Malte se foi, mas história dele fica. E melhor: ainda temos conosco uma japa que certamente vai inventar muitas outras histórias lindas pra nos contar!


Você é especial, Helô! Fica bem! (Sebastião Ribeiro)