domingo, março 18, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Olhem o documento que tive de enviar ao banco.
Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.
sábado, março 10, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!
sexta-feira, março 02, 2007
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.
- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).
- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.
terça-feira, janeiro 02, 2007
– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)
terça-feira, dezembro 26, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.
terça-feira, novembro 21, 2006
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.
sexta-feira, novembro 17, 2006

Esta é a ilustração original para o texto "Americano que se diz australiano", do meu amigo Sérgio Margarida, na Revista Dois Pontos. O desenho é do Verça, da Afirma Comunicação. Aliás, como pediram os leitores deste blog, a publicação está totalmente remodelada. Não há mais que baixar arquivos e a atualização é bem mais freqüente. Divirtam-se.
quarta-feira, novembro 15, 2006
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Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/
P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
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Se eu fosse o Paulo Sant´Anna escrevia um post de 40 frases, todas dizendo a mesma coisa: minhas previsões se concretizaram, eu sou muito bom. Como sou eu mesmo, apenas reproduzo minhas opiniões de início de segundo turno.
"Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula."
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Estou esperançoso com a Yeda.
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
Já são vencedores (com direito a música no disco do SBT) Vanusa, Katia (a ceguinha), Marcos Sabino e Adilson Ramos (interpretou "quando Deus te desenhou").
De saco pra mala. O melhor da pastilha Valda era a latinha. Hoje, ela não existe mais, e a pastilha vem em embalagens de cigarro! Quando eu era criança não vestia roupas da Speedo porque pensava que eram do cigarro Óliú. E, quando eu era criança também, achava que aquele jingle da Valda no Silvio Santos era: "Mastiga as fralda, mastiga as fralda..."
De mala pra mochila. Parei em uma esquina. O outdoor dizia: "tire o dedo do nariz: tem gente olhando. A Printpress cuida da sua imagem" (ou coisa assim). E eu tirei o dedo do nariz.
domingo, outubro 15, 2006

Mais algumas de Buenos Aires, antes que eu me esqueça.
1) Em Buenos Aires, todo mundo que é legal tem walk-talk. Digo, Nextel. Aliás, já tinha reparado isso no Rio também. As pessoinhas acham muito legal ficar falando pelo rádio. Como a conta não aumentar com essas conversações, os bate-papos são incontáveis e/ou intermináveis. Um saco, na verdade. Nessas horas, até agradeço por viver na província.
2) Entre numa loja, em qualquer loja, de Buenos Aires. Você sairá cheio de hematomas. Os atendentes te tratam a tapas e pontapés. Te tratam tão mal no comércio bonairense quanto te tratam bem no paulistano. Nos restaurantes, a coisa é um pouquinho melhor. Um pouquinho.
3) Está certo, Buenos Aires já não tem (quase) nada do glamour que já teve. Mas convenhamos: até que seria uma cidade legal para se morar.
4) Perguntei para um passeador de cães quanto ele ganhava pela tarefa. Ele, que já está há tempos no mercado, cobra mais ou menos R$ 4 por mais ou menos uma hora e meia de passeio. O cara ainda denunciou que muitos passeadores não cumprem sua tarefa a contento. Em vez de caminharem e caminharem pelos parques para que os cachorros extravasem aquela energia que têm dentro de si (não o fazendo nos apartamentos), deixam-nos atados, parados, no cantão de uma praça escondida. Então, o passeador me contou onde é essa praça. E eu, passando de trem pelo local indicado por meu infoirmante, pude constatar a picaretagem. Dezenas, centenas de cães atados ao sol enquanto seus passeadores tomavam uma sombra.
5)Pra mim, navegar pelo Delta do Tigre é o passeio mais bacana que há em Buenos Aires. Mais sobre em cafeconmedialunas. Só deixo aqui uma dica. Em vez de pegar um barco turístico destes, com direito a guia mala e tudo, pegue uma lancha-taxi no centro do Tigre (onde tem a cidadezinha bonitinha, e não no porto de frutos). A partir de cinco pessoas vale a pena inclusive economicamente. Dá para arrebanhar companheiros no Trem da Costa, que leva até o Delta.
6) Os cães aí em cima são da raça Airdale. Amos essa raça. Eles são na verdade barbosas gigantes. Se bem que um deles tá mais para Bob Marley do que para qualquer coisa. Falando em Barbosa, ele está passando uma temporada na fazenda. Talvez não volte mais. Minha família já não consegue segurar a barra de um cão louco e violento. Por mais mimoso que ele seja.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Enfim, voltei ao normal. A verdade é que sempre gostei de eleição e, cada vez que entro em crise profissional, me vem à cabeça trabalhar em marketing político. De forma que é sem dor que faço breves comentários sobre os programas da Yeda e do Olívio.
- A propaganda do Olívio dá de 20 a zero na da Yeda. Estes caras que fazem a campanha do PT são craques. E os da Yeda, pobres. Um exemplo, apenas: no dia da criança, o PT fez um videozinho bonitinho cheinho de criancinhas, enquanto a Yeda começou direto com o carão do Czamansky - nada contra, gosto muito dele, é um jornalista competente e, o mais importante, gente fina pacas - e começou a falar de coisas tão objetivas quanto saúde, educação e segurança.
- Aliás, incrível como os marketeiros da Yeda conseguiram abixalhar o Czamansky - aquele batom, aquela voz suave, sei não... Agora sério: incrível mesmo é como os marketeiros do Olívio conseguiram abixalhar o Olívio. Ele tá muito bem na TV. Ponderado, interpretando bem o texto, lendo o teleprompter feito Wiliam Boner e, impressionante, sem falar nenhuma vez espraiar, cidadania, integrado e integrador...
- A Yeda demorou para responder as acusações do PT sobre a privatização do Banrisul. Na verdade, subestima a capacidade da militância adversária de criar verdades. O marketing de guerrilha do PT, batendo sempre na mesma tecla, já derrubou o Britto duas vezes e é capaz de mexer com uma eleição. Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula.
terça-feira, outubro 03, 2006
segunda-feira, outubro 02, 2006
O feitiço virou contra o feiticeiro. Há quatro anos, Rigotto foi catapultado ao segundo turno por uma onda inesperada de votos que veio, não se sabe bem de onde nem como, nos últimos dias. A mesma na qual Yeda surfou agora. Em 2002, quando as pessoas começaram a perceber que Rigotto tinha capacidade de crescer a ponto de passar o Britto e bater o Olívio, migraram em massa para ele. Desta vez, perceberam, aos 45 do segundo, que a Yeda podia bater o Olívio e migraram, em massa, para ela.
Acho, sim, que foi a perspectiva de que a Yeda derrotasse o Olívio a responsável pelo resultado inesperado. Se todos que fizeram esse "voto útil" não o tivessem feito, Rigotto estaria no segundo turno. Embora isso possa não explicar todo o fenômeno, pelo menos 15 mil votinhos explica. É o que Rigotto precisava para estar no segundo turno.
De todo modo, essa migração geral de votos de Rigotto para Yeda só ocorreu porque o voto no atual governador não era um voto de convicção. E se isso não ocorria era porque o próprio Rigotto não é uma pessoa de convicções. Como disse um amigo hoje, ele sempre pareceu flutuar nos ventos da sorte. Nunca tomou posições fortes, sempre escorregou para lá e para cá, fez um governo sem graça e sem força. Foi vítima de si mesmo.
Gosto muito do Rigotto como pessoa. Parece um cara sério, o governador mais simpático e querido que o Rio Grande do Sul já teve. A Yeda é o oposto de tudo isso. Me causa repulsa, ojeriza. Jamais deixaria um filho meu com ela. Mas quem sabe não é de uma bruxa mejera que o Rio Grande precisa. Ao menos muitas de suas idéias não me desagradam.
Para finalizar: o Brasil merecia um segundo turno.
domingo, outubro 01, 2006
Pesquisa de boca-de-urna divulgada pelo Ibope na noite deste domingo aponta que o governador Germano Rigotto (PMDB) lidera com 34,56% dos votos válidos. Mas é seguido de perto pelo ex-governador Olívio Dutra (PT), que tem 34,04%. A tucana Yeda Crusius (PSDB) aparece com 23,40%% e Francisco Turra (PP), com 3,72%%. Os demais candidatos somam 4,27%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e foi registrada no TRE-RS.
sábado, setembro 30, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
Estava lendo na cama. Me deparei com uma palavra desconhecida no livro. Levantei-me para pegar o dicionário eletrônico, que estava ao lado do computador. Voltei à cama com o equipamento. Consultei a palavra que gerou a dúvida e ainda outras que surgiram. Quando fui pesquisar mais um termo, simplesmente o dicionário, que estava em cima da cama, ao lado do livro tinha sumido. Virei os lencóis, olhei debaixo da cama e nada. Foi quando a Rafaela gritou da sala: tá aqui, dizendo que o treco estava ao lado do computador. Ñ, eu ñ saí da cama nos cerca de dez minutois que se passaram entre uma palavra consultada e a outra, quando já ñ achei o dicionário.
Agora, me passou outra coisa estranha. Saí do apartamento onde estou hospedado, aqui em Buenos Aires e deixei o computador descansando. Quando voltei, estava aberta em uma janela o email que utilizara e outra com uma notícia do Portal G1, do qual eu nem sabia da existência, sobre um show dos Los Hermanos em Buenos Aires, sendo que eu nem gosto de música. Hmmm.
Óbvio, os dois episódios ñ me tornam menos cético. O primeiro foi um episódio muito prosaico, embora tenha me impressionado. E o segundo, pode ser apenas uma forma de marketing viral ou seja lá o tipo de nome que isso tenha...
segunda-feira, setembro 25, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
Buenos Aires amanheceu linda. Nada mais adequado: um dia primaveril para a entrada da primavera. Aliás, a data aqui é super bem comemorada. Nas ruas, (todas) as pessoas passam com ramalhetes de flores para lá e para cá, esbanjando sorrisos. Os adolescentes - e hoje é dia do estudante - saem mais cedo das aulas e lotam as pracas, as sorveterias e o Puerto Madero. Boa primavera, Buenos Aires.
A propósito, fico na Argentina até o dia 29. Bom trabalho, queridos leitores.
terça-feira, setembro 19, 2006

Passei o último feriadão no Rio de Janeiro. Seguem minhas impressões.
1) Já fui umas quatro vezes ao Rio de Janeiro. Cada vez que chego lá, e cada vez mais, penso: “putz, como eu queria morar aqui”. Normalmente, quando viajo, preciso de pelo menos um dia para me sentir confortável no destino. No Rio, isso nunca acontece. Na primeira aproximação da orla já me sinto em casa. E posso passar dias e dias que não me canso da beleza da cidade. Incrível.
2) Fiquei em Copacabana. Meu pai não gosta de Copacabana – pegou seus áureos tempos e agora se deprime com a decadência. Eu amo Copacabana por causa da decadência. Eu amo Copacabana e sua classe média, sua mediocridade. Eu amo a Copacabana do documentário Edifício Master, do Eduardo Coutinho, e de um livrinho chamado Ô, Copacabana, do João Antônio. Eu a amo a Copacabana das putas e dos velhinhos e especialmente a Copacabana dos gambás que tomam cerveja nos botecos de esquina com a camisa do Flamengo.
3) Melhor programa para uma tarde, especialmente se for chuvosa e especialmente se for de domingo: tomar um café na cafeteria da Livraria da Travessa de Ipanema – a que fica mais para o lado do Leblon. Imperdível.
4) Os ventos do mar nos trouxeram, a mim e à Rafa, uma vontade incontrolável de comer sushi. Em Ipanema, onde as pessoas são finas e têm tatuagens, abordamos todos que nos pareceram simpáticos para perguntar qual era a boa dos japas. Tanaka, nos indicaram. Fomos. Vista pra Lagoa, bom atendimento, bom tempurá de sorvete. Sushi regular.
5) No outro dia, Seu Manolo, um motorista de carro de madame, nos indicou outro japa. Azumi, se chama. Fica em Copacabana, Av. Ministro Viveiro de Castro, acho. Parada obrigatória de grandes executivos japoneses, contou. Fomos. É uma boca muito roots e muito in (para o Carioca: japonês de raiz e na moda). Um misto de Madame Sakae e Temari da Protásio. Você entra para uma porta e desce. Dentro do “buraco”, o staff só fala japonês entre si. Há muitos balcões e poucas mesas. O sushi é sem frescura, mas o peixe é fresquíssimo. No combinado, vem mais sashimi do que sushi. E de sobremesa – lembranças da Madame Sakae – só sorvete ou doce de feijão (bleargh). Como não pedi nenhum dos dois, um dos japa-cozinheiros me deu – de graça – uma batata-doce assada! 6) Gosto de fazer compras no Rio. Por dois motivos: o primeiro é passear pelas vitrines de Ipanema sabendo que a uma quadra está o mar. O segundo é a Elle et Lui. Sou viúvo da filial do Iguatemi, fechada lá pelos idos dos anos 90. Adoro as pólos com selinhos bleu, blanc, rouge.
7) Vocês sabem que eu adoro praia. Desta vez, consegui passar só uma hora na areia. Lamentável. Passaria os dias inteiros. Gosto ali do posto nove, dez, mesmo. Você chega, pega uma cadeira e só fica mandando o moleque baixar caipa e biscoito Globo. No final, o dono da banca pede para você fazer a conta de quanto deve. Carioca é muito gente boa.
8) O Rio é lindo. Mas Niterói é tão lindo quanto. Sem contar a simpatia da cidade. A vista para o Rio, a tranqüilidade das amendoeiras das ruas de Icaraí, o museu do Niemyer, tudo, tudo, tudo é encantador em Niterói. Sem contar uma praia que tem mais para longe do Centro que se chama Itacoatira e é uma das mais lindas que conheço.
sábado, setembro 16, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006

A gente gasta uma fortuna em revistas para babar com as casas mais fantásticas do mundo. Viaja e visita as construções mais legais de cada lugar, porque faz parte da profissão da mulher e, enfim, porque é belo - e divertido. Morre de vergonha de Porto Alegre ao ver os prédios de Londres.
O que a gente nunca imaginaria é que aqui, bem pertinho, na Capital dos Gaúchos, encravada no bairro Menino Deus, tem esta coisa aí ao lado. Uma casa premiadíssima e de encher os olhos e aguçar a imaginação de qualquer um.
Por favor, alguém me diga o endereço desta escultura.
Quem quiser saber mais sobre o projeto é só acessar esta página
terça-feira, setembro 12, 2006
COQUETEL
Dia 12/09, às 20:30h
Café do Lago
Dj Rodrigo Ayala
Dj Federico Barco
Convite R$3,00
P.S.: Prometo para breve um post sobre minha ida ao Rio, como fiz quando fui para São Paulo.
terça-feira, setembro 05, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
segunda-feira, agosto 28, 2006
sábado, agosto 26, 2006

Deu bode. A Expointer nem começou e eu já estou destruído. Reparem na sucessão de desastres desta sexta-feira.
1) Saí para o Parque Assis Brasil, em Esteio, todo faceiro, com minha Pentax digital. Logo me dei conta que ela estava estragada. Frustração total.
2) Perdi no parque o meu melhor (e mais caro) agasalho. Um suéter azul marinho de linho Ralph Lauren que já tenho há cinco anos mas ainda parecia novo.
3) Liguei para uma amiga para que ela ajudasse o fotógrafo de ZH a achar uma fonte do qual bateria uma foto. Desliguei e orientei o retratista: "é fácil achá-la, é uma muito gorda". Ele voltou com um recado da amiga: "diz pro Sebastião que muito gorda é a mãe". Escutara o diálogo pelo celular.
4) Todos os cinco computadores da redação da Casa RBS em Esteio estavam ocupados. Recorri a uns terminais dirigidos aos visitantes para bater minha matéria. Fiz um texto enorme e na hora de enviar... o computador não acessava a Internet. Depois de 20 minutos de desespero, o técnico resolveu a bronca.
5) Precisava que um fotógrafo ficasse comigo até à noite para fazer um remate para o qual estava escalado. Os dois que estavam no parque foram embora e me deixaram - mais minha colega - na mão. Um outro profissional teve de se deslocar de Porto Alegre para a tarefa, atrasando nossa saída de Esteio.
Haja bom humor (e remedinhos) para enfrentar isso e não surtar.
segunda-feira, agosto 21, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
- E aquele guri, não pode?
- Acho que ele é meio parcial...
- Não posso o quê? - intervim.
- Cobrir o jogo do Inter amanhã. Movimentação ao redor do estádio - respondeu a Marta.
- Ah, que pena, adoraria, mas tenho viagem marcada para São Gabriel, uma matéria da Expointer que estou fazendo.
Sim, arrumei uma pauta em São Gabriel quarta-feira. Boa sorte, colorados. Boa sorte, tricolores. Só me deixem fora desta.
A propósito: o Rodrigo Müzell foi escalado para a cobertura futebolística.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Auxiliadora Predial – A maior e a pior imobiliária em termos de atendimento ao cliente. Mandei um mail pedindo auxílio para uma corretora. Não houve resposta. Enviei reclamação para o mail de um gerente ou diretor. Não obtive rertorno. Por fim, solicitei umas informações referente ao meu aluguel (eles que administram) pelo site e fui ignorado.
Comerlato - Eficiente. Mandei mail com minhas demandas. O corretor Marcio Oliva respondeu. Mantivemos contato por e-mail, mas até agora nada me interessou.
Noblesse – Também eficiente. Nessa, o contato começou por telefone. Sugeri negociação por e-mail. Troquei mensagens com corretor Jorge Miranda. Chegamos a visitar uma cobertura na Bagé. Eu me apaixonei; a Rafa detestou. Nada feito.
Attive - A mais fantástica e eficiente de todas. A única que lê o pensamento dos clientes. Nem mandei mail para eles e o corretor, Luyz Ferreira, estabeleceu contato. Assim, do nada - eu sequer tinha conhecimento da existência da imobiliária. Inexplicável. Mas nem questionei, fingi que era normal e mantivemos a negociação por e-mail.
Guarida – Pedi ajuda para achar o apartamento. Responderam pedindo meu telefone e só. Reclamei. Me deram resposta, mas ainda não mandaram sugestões (talvez não tenham mesmo).
A3 – Horrível. Mandei e-mail pedindo auxílio. Não obtive retorno. Enviei reclamação para o mail da gerência. Não obtive retorno.
quinta-feira, agosto 10, 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
segunda-feira, agosto 07, 2006

Webserviços - Alerta Gol
Olá, Ribeiro/Sebastiao.
Obrigado por comprar sua passagem na Gol Linhas Aéreas Inteligentes.
Você optou por voar com qualidade.
DATA VÔO PARTIDA CHEGADA ESCALAS
20SET06 7458 Porto Alegre 09:00 Buenos Aires 10:40
27SET06 7459 Buenos Aires 21:00 Porto Alegre 22:30
TOTAL 1 PASSAGEIRO(S) TARIFA: 353.32
PAGAMENTO Mastercard TAXAS: 81.00 (Tx Embarque)
21.70 (Imigração/Alfândega)
5.50 (Força Aérea/AR)
TOTAL: R$ 461.52
NOME DO(S) PASSAGEIRO(S):
SEBASTIAO RIBEIRO
domingo, agosto 06, 2006
Eu tenho 27 anos. Minha mulher, 30. Moramos em um aconchegante apartamento no bairro Petrópolis. Só que o imóvel é alugado - desperdiçamos 850 reais por mês que poderiam estar sendo usados em uma prestação. É hora de termos a "tão sonhada casa própria", como dizia o Silvio Santos.
Começamos a busca há uns três meses. Só não compramos uma coberturinha bem bacana porque o banheiro era pequeno, mas a maioria dos apartamentos que visitamos não agradou. Entramos na Internet seguidamente. Mas é impossível monitorar as ofertas toda hora. Por isso, passamos nossos telefones para corretores, para que avisassem de novidades.
A emenda ficou pior que o soneto. O telefone da minha mulher não pára de tocar. Cada vez mais gente oferecendo mais apartamentos menos condizentes com a nossa demanda. A grande maioria dos profissionais segue aquele estereótipo antigo. São muito chatos, sempre forçam a barra com ofertas desinteressantes, e dizem que qualquer imóvel "é diferenciado", que não "há oferta igual no mercado", etc....
Fugindo disso, resolvi eu mesmo cuidar da busca. De uma forma diferente, que para mim já não tem nada de diferente e é pra lá de banal: por e-mail. Mandei alguns e-mails para imobiliárias, inclusive a sua, pedindo que algum corretor se dispusesse a ficar de olho nas ofertas, me repassando sugestões via Internet. Estou 90% do tempo conectado. Um e-mail vale mais do que uma conversa por telefone para mim. Para todos os meus amigos - a maioria publicitários e jornalistas também em idade de procurar o primeiro imóvel - as coisas são assim. Estamos em contato permanente pela rede e não é preciso uma ligação para confirmar o happy hour já acertado via web.
No entanto, não obtive retorno da sua imobiliária. A primeira resposta que veio ao e-mail foi "qual seu telefone?". Eu dei, pedi moderação nas ligações, e, após, nenhum corretor estabeleceu contato.
Portanto: será que vocês estão preparados para atender à minha geração? Isso é ao mesmo tempo uma sugestão e uma reclamação.
Grato pela atenção, Sebastião Ribeiro.
quinta-feira, agosto 03, 2006
pra quem ainda não sabe...
se tem uma coisa que não gosto é do "sério? tu não gosta mesmo de música?".
sim, é sério. e me amem ou me odeiem, mas não me incomodem por causa disso. tá?
pronto (ou ponto?). desabafei.
quarta-feira, agosto 02, 2006
"O Senhor poderia passar o telefone para termos um tratamento mais personalizado?".
NÃÃÃÃO, POR DEUS, NÃO! EU PODERIA PASSAR MEU TELEFONE, MAS VOCÊS NÃO PODERIAM ME LIGAR!!!
sábado, julho 29, 2006
Na rua, a flauta e a gritaria das crianças brincando ao fundo, bem fundo. E também o vento, a cortina voando, mas mais do que movimento, barulho das folhas e são tantas. E mais longe, bem dentro, as ondas, o mar da Gamboa. Eu sorri e apenas sorri e só sorri. Até que veio aquela tentação de agarrar o momento, guardar para sempre, dividir com os outros. Um bloco de papel, uma caneta, onde?
Aqui, só lap top. Tirei da pasta, liguei na tomada e quando - tudo tinha terminado. A flauta já não tocava e na sala alguém colocara Claudinho e Bochecha.
Já era. Pelo menos foi.
sexta-feira, julho 28, 2006
quinta-feira, julho 27, 2006
segunda-feira, julho 24, 2006

1) Fui a São Paulo a passeio, entorpecido pelo jingle “Porque São Paulo é Tudo de Bom” e imbuído desse espírito. Não sei por que, achava que lá encontraria coisas que nunca vira. Prédios assustadoramente grandes, lojas inebriantemente lindas, ruas despudoradamente chiques.
2) Nesse sentido, voltei decepcionado. São Paulo é uma cidade como outra qualquer. Com menos verde e bem mais feia do que Porto Alegre, que já considero feia. Apesar de ser uma megalópole, não tem nada de tão diferente. Apenas as coisas na capital paulista são um pouco maiores. Confesso que minha visita serviu para desfazer uma fantasia de morar e viver lá (agora que conheço, só por muito dinheiro iria).
3) A Oscar Freire é uma e Padre Chagas com uns quarteirões a mais e um charme a menos. A 25 de março é uma grande Voluntários. O Mercado Municipal é o nosso Mercado Público, com arquitetura mais bonita, mas bancas menos requintadas. Vila Madalena é uma imensa Cidade Baixa. A Gabriel é uma Quintino Bocaiúva mais rica, e assim por diante.
4) Sabem o que falta em São Paulo? Cafés. Na terra do café, não existem cafés. Um lugar para sentar, ler um jornal, ver a vida passar, tomando um capuccino e comendo uma cheese cake. Juro, o único café bacana que vimos foi um bem pequenino, da Empório Armani.
5) Não achei o trânsito em São Paulo assustador. A não ser os motoboys que, além de serpentear, se sentem no direito de viver com a mão na buzina tornando as ruas um inferno.
6) Ficamos perto de Congonhas. O taxímetro em São Paulo anda muito ligeiro e a corrida até o Centro saía perto de R$ 35. Gastamos demais em táxi. Teria valido mais a pena alugar um carro.
7) Teve um único lugar que me impressionou e tirou o fôlego. Algo que eu realmente nunca tinha visto ou imaginado em termos de estilo e beleza. O Hotel Unique. Estava dentro da programação da Rafaela. O projeto é do Rui Ohtake e o interior, do João Armentano. O recepcionista, extremamente simpático, nos levou até para ver os quartos – a partir de R$ 650 a diária. Mas o mais fantástico é o bar do terraço (foto). Conhecia pelas revistas, mas, ao vivo, é um dos lugares mais lindos que já vi. Vivemos momentos mágicos. Um Dry Martini, uma champagne, um temaki maravilhoso e mais barato do que o do Sakura (R$ 8) e a vista da Paulista. Tudo de bom.
8) No mais, fomos ao Pátio do Colégio, Mosteiro de São Bento, Casa Cor, Estação da Luz, Pinacoteca (show!), Mercado Municipal, Masp, Restaurante Spot, Vila Madalena (Bar São Cristóvão), Ibirapuera (Bienal de Design), Oscar Freire (destaque para as lojas Club Chocolate e da Melissa), Sesc Pompéia (as pessoas usam os espaços culturais de verdade!).
9) Em nenhum outro lugar do mundo fomos tão bem atendidos como em São Paulo. Em todas as lojas e restaurantes fomos muito bem tratados. Além do que, comprar nos Jardins sai mais barato do que nos Moinhos.
10) São Paulo não chega aos pés das outras grandes cidades que conheci – Rio, Paris, Londres, Buenos Aires ou Roma. Mesmo assim, tenho vontade de voltar muitas e muitas vezes. Ainda mais que lá tem o Emiliano, o Gallas, a Renata e outros queridos amigos como Zozô e René, que nem pude ver nessa curta estada. Fica para as próximas. E que sejam muitas.
sexta-feira, julho 21, 2006
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
Há um tempo atrás
Na ilha do sol
O destino te mandou de volta
Para o meu cais
No coração ficou
Lembranças de nós dois
Como ferida aberta
Como tatuagem
Oh! Milla
Mil e uma noites de amor com você
Na praia, num barco
Num farol apagado
Num moinho abandonado
Em Mar Grande, alto astral
Lá em Hollywood, pra de tudo rolar
Vendo estrelas caindo
Vendo a noite passar
Eu e você
Na ilha do sol
Na ilha do sol
sábado, julho 15, 2006
sexta-feira, julho 14, 2006
terça-feira, julho 11, 2006
quinta-feira, julho 06, 2006
Não perco por esperar
quarta-feira, julho 05, 2006
Deu no ZH Petrópolis
Casinhas e mercadinhos
Sebastião Ribeiro*
É impossível passar batido por estas casinhas do Petrópolis. Não que sejam bonitas ou tenham algum valor arquitetônico. Pelo contrário. Me fascinam as mais simples e toscas.
Em meio aos edifícios cada vez mais altos (por que tantos andares?),lá estão elas, um nível abaixo da calçada, paredes de madeira, telhas desencontradas. Às cercas, sempre um, dois, três cuscos acodem quando o caminhante passa. Chegam latindo, dentes rangendo. Um pouquinho de atenção do viajante, e o rabo já balança, enquanto o rosnar se transforma em apelo de mais, mais, mais carinho. Pregada aos portões de entrada desses casebres, é comum haver uma placa, letras pintadas a mão livre: "conserta-se bicicletas", "fazemos cercas de bambu", "aqui, costureira", "lavanderia", "oficina". Nos dias de sol, é fácil ver senhoras na varanda, encobertas pelo verde que cresce vistosa e desorganizadamente pelos pátios frontais,colocando água com açúcar nos bebedouros para beija-flores.
Ando pelas ruas do Petrópolis – e como é bom andar por elas nos dias ensolarados de inverno! – e tento adivinhar vidas. Quem são as pessoas que vivem nesses casebres? Será que se viram só com o dinheiro ganho prestando serviços no lar ou de alguma aposentadoria do INSS? Por que não vendem esses terrenos? Sabem que cada lote vale centenas de milhares de reais, que há incorporadoras de olho em cada metro
quadrado do Petrópolis? Ou será que todas essas famílias moram em terras sem escritura, invadidas?
Só sei que são umas resistentes, estas casinhas de Petrópolis. Assim como o são os armazéns. A umas três quadras da minha casa, há um mini-mercado por esquina, inclusive o de nome mais criativo: Armazém da Esquina. E são tão parecidos, os mercadinhos do Petrópolis. Sempre uma iluminação lúgubre e um gringo italiano atrás do balcão – "son quantos gramas de salsichon, mesmo, senhora"? Nas prateleiras,
ostentam produtos que nem sabia que ainda existiam – frascos de Creolina, Anil Imperial, Ri-Do-Rato, pão-cabritinho: que nostalgia! Se é que é possível ter nostalgia de um tempo que não vivemos. Em alguma gaveta, nunca falta o caderninho molambento, com as dívidas de cada um. Acho tão bonita esta história de conta no armazém – no início do século 21, era da informática, tempos de corrupção e bandalheira no país, um rabisco a lápis ainda é compromisso nos mini-mercados do
Petrópolis.
Vez ou outra, uma casinha de madeira é demolida para dar lugar a um espigão. Ou um armazém fecha as portas, pressionado pela concorrência dos supermercados. Infelizmente, o bairro está mudando. Mas quanto mais edifícios e supermercados surgem, mais bravos e fascinantes me parecem as casinhas e os mercadinhos que resistem.
*Repórter de economia de Zero Hora, morador do Petrópolis












