Hai Kai
Mate com leite de cabra
Gosto de bode
Enjoado
quarta-feira, maio 02, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007

Eu quero ir para a Agrishow. Eu quero, eu quero, eu quero. Tomar café na cafeteria secreta da AGCO e ver o novo cabelo da Joelma. Eu preciso. Comprar botinhas de camurça na lojinha da Massey. Eu agüento. Me empoeirar de terra vermelha, correr feito cão e ainda tomar um chopinho à noite. Eu tolero. Dormir em convento, ser acordado por sino e participar de coletivas chatas. Eu mereço. Conhecer gente nova, aprender tudo sobre agronegócio e encontrar o autor desta foto ao lado (o fotógrafo Ernesto de Souza, figura imperdível). Eu quero, eu quero, eu quero. Mas não vou. Pra mim, é Fenasul (!), Esteio, Brasil.
quarta-feira, abril 25, 2007

Tenho uma dica. Jamais economize em ovos de codorna. Para pagar 2 pilas a menos comprei o pote mais barato. Afinal, por fora todas as marcas são iguais. Não existe você chegar na prateleira das conservas e dizer "nossa, como estes ovos de codornas estão lindos" ou "que horror, estes ovos de codorna estão bichados". Mas por dentro... Por dentro cada marca é diferente. Por exemplo: os ovos de codorna da Conservas Leopoldina, que eu comprei, eles são o que há de ruim. São duros, a gema é quase branca e não têm gosto de nada. Estou frustrado, porque queria mesmo adquirir o hábito de comer ovos de codorna - acho tão chique -, mas não foi desta vez.
terça-feira, abril 24, 2007
Descobri um blógui bem legal. É de uma amante de aluguel. E amante a la antiga. Fada Safada, o nome dela. Só não entra direto, cara. É bom saber antes que é impróprio para menores e para ambientes de trabalho (exceto agências de publicidade).
***
Nada a ver com a saFADA. Mãe, Maria, mulherzinhas: a Tica voltou a atualizar o blógui. Alías, mãe, Maria, vocês conhecem o monomulti, né?
***
Tá, desculpem, eu sei, isto aqui não é a porta da geladeira lá de casa.
***
Nada a ver com a saFADA. Mãe, Maria, mulherzinhas: a Tica voltou a atualizar o blógui. Alías, mãe, Maria, vocês conhecem o monomulti, né?
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Tá, desculpem, eu sei, isto aqui não é a porta da geladeira lá de casa.
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Me pediram e eu fiz um grifo para a matéria que saiu no Guia dos Mascotes de ZH sobre "o sexo dos gatos" (adivinha quem sugeriu a pauta). No fim, o texto saiu no ClicRBS. Mas eu poupo tempo de vocês e o reproduzo aqui. É adaptação do que já tinha feito à época neste blog.

Dois gatos e uma gata

Dois gatos e uma gata
Um dia cheguei em casa e descobri que teria de agüentar duas gatas no apartamento - minha mulher, a Rafaela, e mais outra, uma guaipeca com lombo preto e pança branca, coisa mais bonitinha. Elza Briseida, o nome dela. Um pouco agitada, felina manhosa, mas também moça meiga e de andar elegante feito modelo de passarela.
Traços que me acostumei a amar nos primeiros dois meses que passamos com ela. Até a fatídica noite em que chegamos de uma festa e encontramos nossa princesa esparramada no chão da cozinha. Posto que se coçava, resolvi ajudar. Cheguei perto e notei que entretinha-se, a gata, com algo inchado abaixo do rabo. Chamei a Rafaela para ver.
- Ai, isso é um pinto, Sebastião! - exclamou.
Desesperados, fizemos ali mesmo um primeiro exame clínico, mas digamos que o aparelho reprodutivo dos felinos é bastante confuso. A seguir, fui à Internet, digitei "anatomia gato" no Google e descobri imagens reveladoras. Mas apesar de todas evidências - provas, eu diria - custamos a acreditar no fato (um veterinário confirmaria posteriormente que tínhamos em mãos um gato, e ainda por cima descobrindo a própria sexualidade).
Quando nos demos conta da verdade, bateu um vazio - afinal, amávamos um ser inexistente. Passamos alguns minutos apenas observando a bichana, digo, o bichano, e buscando traços de menino. Claro! As garras inquebráveis, a cabeça grande e robusta, os dentes afiados, o olhar desafiador, aquela energia para destruir os móveis, como nunca tínhamos reparado?
Traços que me acostumei a amar nos primeiros dois meses que passamos com ela. Até a fatídica noite em que chegamos de uma festa e encontramos nossa princesa esparramada no chão da cozinha. Posto que se coçava, resolvi ajudar. Cheguei perto e notei que entretinha-se, a gata, com algo inchado abaixo do rabo. Chamei a Rafaela para ver.
- Ai, isso é um pinto, Sebastião! - exclamou.
Desesperados, fizemos ali mesmo um primeiro exame clínico, mas digamos que o aparelho reprodutivo dos felinos é bastante confuso. A seguir, fui à Internet, digitei "anatomia gato" no Google e descobri imagens reveladoras. Mas apesar de todas evidências - provas, eu diria - custamos a acreditar no fato (um veterinário confirmaria posteriormente que tínhamos em mãos um gato, e ainda por cima descobrindo a própria sexualidade).
Quando nos demos conta da verdade, bateu um vazio - afinal, amávamos um ser inexistente. Passamos alguns minutos apenas observando a bichana, digo, o bichano, e buscando traços de menino. Claro! As garras inquebráveis, a cabeça grande e robusta, os dentes afiados, o olhar desafiador, aquela energia para destruir os móveis, como nunca tínhamos reparado?
Aos poucos, fomos construindo o nosso gato guerreiro. A primeira providência foi, naquela mesma noite, trocar o nome do animal. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a escrava preferida de Aquiles. Na minha casa (onde hoje somos dois gatos e uma gata), Briseida é Aquiles.
segunda-feira, abril 16, 2007
Sabem quando a gente ganha algo tão bom que não merece? Pois eu ganhei uma câmera digital profissional.
Ontem mesmo, trouxe para casa e comecei a testá-la com a cobaia Aquiles. Deitado na cama, procurava o melhor ângulo do gato. Ao mudar de posição, terminei inadvertidamente forçando meu pé contra o vidro da janela. De repente - PLÉINSTRECS! -, o vidro estourou.
Olhei para trás e lá estava o meu pé atravessado por um pedaço de janela. Tinha de permanecer imóvel e dar um jeito de me livrar daquela lâmina. A Rafa veio, mas ficou branca ao ver tanto sangue. Pedi que chamasse algum vizinho. Voltou com o vigia da rua. O cara ficou branco também, mas cumpriu as ordens de desencravar a janela do pé.
Amarrei uma camiseta no corte para estancar o sangue. Tive de chamar meu pai (a Rafa continuava mal), que me levou ao HPS - apesar de tudo, nosso pronto-socorro funciona sempre muito bem. Me deram pontos e me mandaram para casa. Ainda dói.
Sabe quando a gente ganha algo tão bom que não merece? Então tem que acontecer algo tão ruim para compensar.
sexta-feira, abril 13, 2007
Nossa, que horror. Total abandono. Limpe as teias de aranhas ali no canto, Jocemara. Não! Aí não, no outro canto, acima, à direita. Isso bem sobre o "login". Aliás, nunca tinha reparado neste "login". Será que está há muito por aí? E pra que serve? Pra utros logarem no meu blógui? Cruzes, só de pensar me dá arrepio.
Rapaz, há mais de dez dias que não passo por aqui. A página jogada às traças. A-a-a-atchim!!!! Yek. Poeira. Já te disse, Jocemara, que só espanador não serve. Tem de passar paninho úmido, que nem a Beth. Bem feito pra mim. Onde já se viu comprar espanador em sinaleira? Onde eu estava com a cabeça naquele dia?
Mas o que é mesmo que eu vim fazer aqui? Ah, lembrei! Tem a história da mulher do estacionamento (mais uma), dos raios de Unistalda (terror), do passeio na Oscar Freire, mas agora está me dando uma pregui...(bocejo)ça. Acho que por hoje é só. Boa noite, vou me deitando.
Ah, sim, já ia me esquecendo. Tão aqui teus vales-transporte, Jocemara. Mas antes de ir queria te pedir uma última coisinha. Dá uma varridinha ali no rodapé, por favor. Isso, bem em cima da barra do Windows. Quero ver isto aqui limpinho amanhã. Fui.
Rapaz, há mais de dez dias que não passo por aqui. A página jogada às traças. A-a-a-atchim!!!! Yek. Poeira. Já te disse, Jocemara, que só espanador não serve. Tem de passar paninho úmido, que nem a Beth. Bem feito pra mim. Onde já se viu comprar espanador em sinaleira? Onde eu estava com a cabeça naquele dia?
Mas o que é mesmo que eu vim fazer aqui? Ah, lembrei! Tem a história da mulher do estacionamento (mais uma), dos raios de Unistalda (terror), do passeio na Oscar Freire, mas agora está me dando uma pregui...(bocejo)ça. Acho que por hoje é só. Boa noite, vou me deitando.
Ah, sim, já ia me esquecendo. Tão aqui teus vales-transporte, Jocemara. Mas antes de ir queria te pedir uma última coisinha. Dá uma varridinha ali no rodapé, por favor. Isso, bem em cima da barra do Windows. Quero ver isto aqui limpinho amanhã. Fui.
terça-feira, abril 03, 2007
Tá lá no blog da Lu Geiger, que eu recém descobri. Um cara fez uma pílula anti-arroto para vacas - e bois e touros e terneiros e terneiras e etc... Dizem que os arrotos desses animais respondem por 4% do efeito estufa - com a pílula esse índice poderia baixar para 3%. Como eu sempre ouvia falar nos "gases" das vacas, achava que eram os peidos que causavam o aquecimento global. Mas, claro, faz sentido, ruminantes, arrotos, efeito estufa. Parece que eu estou vendo, na vacinação contra aftosa, pílula para todo povo lá da fazenda. Inclusive pros veados, que acho que veado rumina. Rumina? Nisso tudo o que me deixa mais indignado é esse lance de culpar os pobres bovinos. Que podemos fazer nós diante da necessidade fisiológica dos animais de soltar gases? A menos que eliminemo-los. Mas o que vamos nós, terráqueos, comer? Verdura? Mas aí seremos nós a peidar contra a atmosfera, que vocês sabem que quem come salada peida fedorento, né? Também podemos comer suínos (nham!) ou frango (bleargh!). Mas aí vem a questão dos dejetos. Porque bosta de porco e de galinha fede, e, além de feder, solta gases. Por mais que se façam biodigestores, boa parte dos gases escapam (ops). Enfim, é um labirinto sem saída. Portanto, deixemos as pobres das vaquinhas arrotar sem terem de pedir desculpas por isso e concentremo-nos em nossas indústrias e automóveis. Que tal?
quinta-feira, março 29, 2007
Que Batalha dos Aflitos, que nada... Inacreditável é:
"O presidente da Congregação Israelita Paulista, Henry I. Sobel, de 63 anos, foi preso na última sexta-feira, em Palm Beach, nos Estados Unidos, acusado de furtar uma gravata da Louis Vuitton.(...) De acordo com um jornal local, o sistema de vigilância interno da loja já havia mostrado que o rabino tinha levado a gravata. Em sua sacola, foram encontradas gravatas Louis Vuitton, Giorgio's, Gucci e Giorgio Armani. O valor total das gravatas seria de US$ 680."
quarta-feira, março 28, 2007
segunda-feira, março 26, 2007

Só quem teve a casa invadida e roubada sabe a sensação de chegar ao lar e encontrá-lo revirado. Sábado, cheguei em casa e congelei. Até descobrir que o gato tinha:
- Dado um jeito de abrir a porta do armário
- Derrubado todas as sacolas que havia dentro e espalhado-as pela cozinha
- Escalado até derrubar o saco de rações e arrastado-o por toda a sala, esparramando a comida pelo apartamento
- Revirado o lixo seco e o orgânico

quinta-feira, março 22, 2007
Meu amigo Alexandre de Santi assinou promessa de compra e venda de um apartamento na Ramiro Barcelos. Assim justificou:
"O negócio é comprar apartamento no Bom Fim, trabalhar na Zero Hora, votar no PT, tomar chimarrão no brique trajando um abrigo de tactel e passar 30 dias em Cidreira todo fevereiro."
É isso aí!
domingo, março 18, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Deus do céu, estou casado! Mantenho "RELAÇÃO DE VIDA EM COMUM"!
Olhem o documento que tive de enviar ao banco.
Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.
Olhem o documento que tive de enviar ao banco.
Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.
sábado, março 10, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Retrato da Cultura Gaúcha, parte II
Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
Me resta viver das glórias do passado. Esse blógui já teve bons momentos. Ah, se teve: http://bloguidotiao.blogspot.com/2005_12_01_archive.html
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
Quando recebo mensagens ou quero enviar um torpedo no meu celular, ele me oferece uma porção de respostas ou textos prontos e quase prontos para eu enviar. A saber, na ordem: Sim, Não, OK, Obrigado, Parabéns, Feliz Aniversario, Também te amo (sempre uso), Abraços e beijos, Desculpe, Me atrasei, Ligue para..., Estou em casa, Estou em reunião, Reunião cancelada, Estou no trabalho, Desculpe meu atraso, Vejo você em..., Infelizmente não poderei comparecer.
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!
sexta-feira, março 02, 2007
O que fazer quando uma matéria sua salva simplesmente desaparece do sistema às 18h de uma sexta-feira?
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Um retrato da cultura gaúcha (será?), parte I.
Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Estava de férias. Vocês devem ter reparado. Se é que vocês existem. Toc, toc, toc: tem alguém aí, do outro lado? Rafa, irmã, pai, mãe, amigos? Aliás, ainda tenho amigos? Se não, culpa minha, absolutamente minha. Confesso - "confeti, confesso que chorei". Quando foi mesmo que deixei de ser aquele ser amado e dedicado que fui aos 17, para me tornar esta pessoa dura e misantropa? "Misantropo", no feminino, não funciona, vai dizer... Tinha de ter palavra mais bonita para isso, ah tinha. Ainda se eu fosse bom de metáforas, podia lançar mão de uma, para substituir. É no que dá ter escanteado a poesia por uma vida toda. Enfim, é o que se qué, resmungava o jardineiro da minha tia.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Barbosa no campo, seu novo (já velho) lar:
- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.
- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).
- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?
- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.
- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).
- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Há uma senhora que é nossa vizinha. Peraê, linguagem de gente: tem a véia do 402. Toda santa vez que ela vê eu ou a Rafa diz a mesma coisa.
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Passou a noite em claro, cada estalo nas madeiras da casa um susto. Às nove e quarenta e cinco chamou um táxi. Entrou no auto e pediu pro motorista seguir até a agência central da Caixa. Baixou na Caldas Jr, a 20 metros da entrada do banco. Nesse pequeno trajeto foi derrubado por um trombadinha. Desmaiou. Acordou com uma multidão à volta. Meteu a mão no bolso: cadê a carteira? Rememorou seus últimos passos e desmaiou de novo. Abriu os olhos instantes depois, ainda o povo. Pôs-se de pé. Deslizou a mão para dentro da calça. Estava lá, bem enfiado no rabo, o bilhete premiado da Mega Sena.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Às vezes - e às vezes é mais do que às vezes - fico triste. Desmotivado, sem vontade de sorrir ou me mover. Me parece algo totalmente químico. Como se os remédios não funcionassem a contento. Andava assim semana passada. Aí, embarquei para Garopaba, onde teve o casamento da Tica. Três dias de praia - ainda que sem sol. Uma baita festa. Me perguntem quantas vezes fiquei abatido por lá. Pois bem: nenhuma.
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.
terça-feira, janeiro 02, 2007
Tratado sobre o sexo dos gatos
– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)
– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)
terça-feira, dezembro 26, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
Aconteceu um troço muito punk aqui em casa. Chato mesmo. Eu nem devia estar contando. Me sinto um idiota completo. Acho que a Rafa também. Não desejo para ninguém passar o que passamos agora há pouco. Tem de ter muita abertura para encarar na boa. Sabem aquelas coisas que de uma hora para outra mudam tudo na vida de alguém? Até determinado momento as coisas são assim - a bola é redonda; a terra, azul; a chuva, molhada -; desse instante em diante as coisas passam a ser assado.
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Domingo à tarde. Canal 20. A câmera amadora passeia por uma festa. Tudo escuro, não se enxerga rostos, talvez alguns corpos, muitos moles, sacolejando. Distingue-se apenas um homem vestindo um excêntrico chapéu preto brilhante. Corta. Comerciais. Banricompras Banrisul. Retorna câmera amadora. Outra festa. Um gordo bizarro enrolado em uma espalhafatosa capa preta e brilhosa recebe cumprimentos. Os crédito ajudam. Ah, sim, Em Azul Marinho.
Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???
Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Não tem erro. É batata. Se durmo sem camisa ou pego vento nas costas depois de fazer exercício, adoeço. A vida inteira foi assim. Quando eu tinha amígdalas, eram elas que estouravam e me lançavam à febre. Desde que tirei as bolas da garganta, é a faringe que me incomoda - esta com a vantagem de não me deixar febril.
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.
terça-feira, novembro 21, 2006
Um dia cheguei em casa e deparei com um gato. Uma gata, para ser mais preciso. A Rafaela já vinha dando fortes indícios de que faria a adoção. Contra mim, um argumento irrefutável: "Gato é o bicho mais independente do mundo, Gordo, tu nem vai ter de ter de te preocupar".
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.
sexta-feira, novembro 17, 2006

Esta é a ilustração original para o texto "Americano que se diz australiano", do meu amigo Sérgio Margarida, na Revista Dois Pontos. O desenho é do Verça, da Afirma Comunicação. Aliás, como pediram os leitores deste blog, a publicação está totalmente remodelada. Não há mais que baixar arquivos e a atualização é bem mais freqüente. Divirtam-se.
quarta-feira, novembro 15, 2006
Hoje faço três anos de namoro. Te amo, Rafa.
***
Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/
P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.
***
Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/
P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
Será que eu acho arranhador de unhas para gatos por menos de R$ 40? Onde posso encontrar um arranhador de unhas para gatos por menos de R$ 40? Achei R$ 40 muito caro por um arranhador de unhas para gatos. Todo arranhador de unhas para gatos é feio? Ao menos, haveria um nome mais conciso para arranhador de unha para gatos?
quinta-feira, novembro 02, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
Bosta. Não consigo mais ir ao futebol. Sempre trabalhando, sempre trabalhando, sempre trabalhando na hora dos jogos.
***
Se eu fosse o Paulo Sant´Anna escrevia um post de 40 frases, todas dizendo a mesma coisa: minhas previsões se concretizaram, eu sou muito bom. Como sou eu mesmo, apenas reproduzo minhas opiniões de início de segundo turno.
"Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula."
***
Estou esperançoso com a Yeda.
***
Se eu fosse o Paulo Sant´Anna escrevia um post de 40 frases, todas dizendo a mesma coisa: minhas previsões se concretizaram, eu sou muito bom. Como sou eu mesmo, apenas reproduzo minhas opiniões de início de segundo turno.
"Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula."
***
Estou esperançoso com a Yeda.
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
O telefone tocou. Atendi. Da parte de Andrea Santana. Os mais antigos devem lembrar, ela já freqüentou este blógui. O rapaz participou-me que a cabeleireira havia se mudado (aliás, notícia antecipada pelo Blógui do Tião há bastante tempo). Saiu do Sexton e instalou-se na Padre Chagas, 346. Pensei: "bom, agora que ela livrou-se do jugo do explorador, pode cobrar mais barato". Liguei para perguntar o preço e, quem sabe, marcar hora. Uma moça informou: R$ 53, o corte masculino. Desisti. Ah, Andrea, não muda esta Andrea...
segunda-feira, outubro 23, 2006
Está certo que eu sou descoordenado. Que passei a infância entre neurologistas, psicopedagogos e psiquiatras. Que joguei bola minha vida inteira e nunca deixei de ser perna-de-pau. Mas passar os dias inteiros tendo de escrever e até hoje não ter aprendido a digitar sem olhar para o teclado é absolutamente frustrante.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Estou há uma hora vendo o programa Rei Majestade do SBT. É uma competição entre os mais decadentes artistas nacionais. O cenário é bizarro, a voz bizarra do Lombardi narra textos bizarros, o Silvio Santos é bizarro e agora o Byafra (voar, voar, voaaaar...) está se apresentando. Que oculta força do Universo me faz permanecer em frente à TV?
Já são vencedores (com direito a música no disco do SBT) Vanusa, Katia (a ceguinha), Marcos Sabino e Adilson Ramos (interpretou "quando Deus te desenhou").
De saco pra mala. O melhor da pastilha Valda era a latinha. Hoje, ela não existe mais, e a pastilha vem em embalagens de cigarro! Quando eu era criança não vestia roupas da Speedo porque pensava que eram do cigarro Óliú. E, quando eu era criança também, achava que aquele jingle da Valda no Silvio Santos era: "Mastiga as fralda, mastiga as fralda..."
De mala pra mochila. Parei em uma esquina. O outdoor dizia: "tire o dedo do nariz: tem gente olhando. A Printpress cuida da sua imagem" (ou coisa assim). E eu tirei o dedo do nariz.
Já são vencedores (com direito a música no disco do SBT) Vanusa, Katia (a ceguinha), Marcos Sabino e Adilson Ramos (interpretou "quando Deus te desenhou").
De saco pra mala. O melhor da pastilha Valda era a latinha. Hoje, ela não existe mais, e a pastilha vem em embalagens de cigarro! Quando eu era criança não vestia roupas da Speedo porque pensava que eram do cigarro Óliú. E, quando eu era criança também, achava que aquele jingle da Valda no Silvio Santos era: "Mastiga as fralda, mastiga as fralda..."
De mala pra mochila. Parei em uma esquina. O outdoor dizia: "tire o dedo do nariz: tem gente olhando. A Printpress cuida da sua imagem" (ou coisa assim). E eu tirei o dedo do nariz.
domingo, outubro 15, 2006

Mais algumas de Buenos Aires, antes que eu me esqueça.
1) Em Buenos Aires, todo mundo que é legal tem walk-talk. Digo, Nextel. Aliás, já tinha reparado isso no Rio também. As pessoinhas acham muito legal ficar falando pelo rádio. Como a conta não aumentar com essas conversações, os bate-papos são incontáveis e/ou intermináveis. Um saco, na verdade. Nessas horas, até agradeço por viver na província.
2) Entre numa loja, em qualquer loja, de Buenos Aires. Você sairá cheio de hematomas. Os atendentes te tratam a tapas e pontapés. Te tratam tão mal no comércio bonairense quanto te tratam bem no paulistano. Nos restaurantes, a coisa é um pouquinho melhor. Um pouquinho.
3) Está certo, Buenos Aires já não tem (quase) nada do glamour que já teve. Mas convenhamos: até que seria uma cidade legal para se morar.
4) Perguntei para um passeador de cães quanto ele ganhava pela tarefa. Ele, que já está há tempos no mercado, cobra mais ou menos R$ 4 por mais ou menos uma hora e meia de passeio. O cara ainda denunciou que muitos passeadores não cumprem sua tarefa a contento. Em vez de caminharem e caminharem pelos parques para que os cachorros extravasem aquela energia que têm dentro de si (não o fazendo nos apartamentos), deixam-nos atados, parados, no cantão de uma praça escondida. Então, o passeador me contou onde é essa praça. E eu, passando de trem pelo local indicado por meu infoirmante, pude constatar a picaretagem. Dezenas, centenas de cães atados ao sol enquanto seus passeadores tomavam uma sombra.
5)Pra mim, navegar pelo Delta do Tigre é o passeio mais bacana que há em Buenos Aires. Mais sobre em cafeconmedialunas. Só deixo aqui uma dica. Em vez de pegar um barco turístico destes, com direito a guia mala e tudo, pegue uma lancha-taxi no centro do Tigre (onde tem a cidadezinha bonitinha, e não no porto de frutos). A partir de cinco pessoas vale a pena inclusive economicamente. Dá para arrebanhar companheiros no Trem da Costa, que leva até o Delta.
6) Os cães aí em cima são da raça Airdale. Amos essa raça. Eles são na verdade barbosas gigantes. Se bem que um deles tá mais para Bob Marley do que para qualquer coisa. Falando em Barbosa, ele está passando uma temporada na fazenda. Talvez não volte mais. Minha família já não consegue segurar a barra de um cão louco e violento. Por mais mimoso que ele seja.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Não vi nenhum programa eleitoral no primeiro turno. Fiquei afastado da televisão e do rádio. No dia da apuração, entretanto, me grudei no rádio, na TV e na Internet - ao mesmo tempo. Desde então, acompanhar os passos dos candidatos tem sido uma obcessão (obscenidade?), um vício maligno. Começa o horário eleitoral e corro para a frente da televisão.
Enfim, voltei ao normal. A verdade é que sempre gostei de eleição e, cada vez que entro em crise profissional, me vem à cabeça trabalhar em marketing político. De forma que é sem dor que faço breves comentários sobre os programas da Yeda e do Olívio.
- A propaganda do Olívio dá de 20 a zero na da Yeda. Estes caras que fazem a campanha do PT são craques. E os da Yeda, pobres. Um exemplo, apenas: no dia da criança, o PT fez um videozinho bonitinho cheinho de criancinhas, enquanto a Yeda começou direto com o carão do Czamansky - nada contra, gosto muito dele, é um jornalista competente e, o mais importante, gente fina pacas - e começou a falar de coisas tão objetivas quanto saúde, educação e segurança.
- Aliás, incrível como os marketeiros da Yeda conseguiram abixalhar o Czamansky - aquele batom, aquela voz suave, sei não... Agora sério: incrível mesmo é como os marketeiros do Olívio conseguiram abixalhar o Olívio. Ele tá muito bem na TV. Ponderado, interpretando bem o texto, lendo o teleprompter feito Wiliam Boner e, impressionante, sem falar nenhuma vez espraiar, cidadania, integrado e integrador...
- A Yeda demorou para responder as acusações do PT sobre a privatização do Banrisul. Na verdade, subestima a capacidade da militância adversária de criar verdades. O marketing de guerrilha do PT, batendo sempre na mesma tecla, já derrubou o Britto duas vezes e é capaz de mexer com uma eleição. Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula.
Enfim, voltei ao normal. A verdade é que sempre gostei de eleição e, cada vez que entro em crise profissional, me vem à cabeça trabalhar em marketing político. De forma que é sem dor que faço breves comentários sobre os programas da Yeda e do Olívio.
- A propaganda do Olívio dá de 20 a zero na da Yeda. Estes caras que fazem a campanha do PT são craques. E os da Yeda, pobres. Um exemplo, apenas: no dia da criança, o PT fez um videozinho bonitinho cheinho de criancinhas, enquanto a Yeda começou direto com o carão do Czamansky - nada contra, gosto muito dele, é um jornalista competente e, o mais importante, gente fina pacas - e começou a falar de coisas tão objetivas quanto saúde, educação e segurança.
- Aliás, incrível como os marketeiros da Yeda conseguiram abixalhar o Czamansky - aquele batom, aquela voz suave, sei não... Agora sério: incrível mesmo é como os marketeiros do Olívio conseguiram abixalhar o Olívio. Ele tá muito bem na TV. Ponderado, interpretando bem o texto, lendo o teleprompter feito Wiliam Boner e, impressionante, sem falar nenhuma vez espraiar, cidadania, integrado e integrador...
- A Yeda demorou para responder as acusações do PT sobre a privatização do Banrisul. Na verdade, subestima a capacidade da militância adversária de criar verdades. O marketing de guerrilha do PT, batendo sempre na mesma tecla, já derrubou o Britto duas vezes e é capaz de mexer com uma eleição. Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula.
terça-feira, outubro 03, 2006
E o Rigotto, hein? Disse que vai ficar de fora do segundo turno. Caramba, nem uma fotinho, uma entrevista, ao lado da Yeda? Foi justamente por causa desse seu estilo, de ficar em cima do muro sempre, de evitar qualquer tipo de embate, que ele foi rechaçado pelas urnas, que deixou seus votos escorrerem assim tão fácil para o ralo da adversária. Ou alguém aí tem dúvida de que, se ele fosse um candidato mais presente, mais tenaz, se tivesse apertado mais mãos, teria ido para o segundo turno?
Já não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que o fator "votar na Yeda (e não no Rigotto) para tirar o Olívio do segundo turno" foi disparado o que mais pesou para o resultado da eleição estadual. É impressionante o número de pessoas que me relataram ter feito isso e, inclusive, se dizem tristemente arrependidas.
Me disseram que eu peguei pesado com a Yeda. Talvez, né? Bruxa mejera com quem eu não deixaria meus filhos. Acho que vou ver os programas eleitorais dela colado à tela da TV. Afinal, de perto todo ser humano é fascinante. Espero, porque tenho de encontrar urgente alguma simpatia nela. Afinal, não posso votar no Bigode.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Quando percebi, atônito, a derrota do Rigotto, me veio à cabeça, não sei por que, aquele embate com o Garotinho, quando ele festejou vitória, mas, no último minuto, descobriu que não sabia das regras da prévia e terminou derrotado.
O feitiço virou contra o feiticeiro. Há quatro anos, Rigotto foi catapultado ao segundo turno por uma onda inesperada de votos que veio, não se sabe bem de onde nem como, nos últimos dias. A mesma na qual Yeda surfou agora. Em 2002, quando as pessoas começaram a perceber que Rigotto tinha capacidade de crescer a ponto de passar o Britto e bater o Olívio, migraram em massa para ele. Desta vez, perceberam, aos 45 do segundo, que a Yeda podia bater o Olívio e migraram, em massa, para ela.
Acho, sim, que foi a perspectiva de que a Yeda derrotasse o Olívio a responsável pelo resultado inesperado. Se todos que fizeram esse "voto útil" não o tivessem feito, Rigotto estaria no segundo turno. Embora isso possa não explicar todo o fenômeno, pelo menos 15 mil votinhos explica. É o que Rigotto precisava para estar no segundo turno.
De todo modo, essa migração geral de votos de Rigotto para Yeda só ocorreu porque o voto no atual governador não era um voto de convicção. E se isso não ocorria era porque o próprio Rigotto não é uma pessoa de convicções. Como disse um amigo hoje, ele sempre pareceu flutuar nos ventos da sorte. Nunca tomou posições fortes, sempre escorregou para lá e para cá, fez um governo sem graça e sem força. Foi vítima de si mesmo.
Gosto muito do Rigotto como pessoa. Parece um cara sério, o governador mais simpático e querido que o Rio Grande do Sul já teve. A Yeda é o oposto de tudo isso. Me causa repulsa, ojeriza. Jamais deixaria um filho meu com ela. Mas quem sabe não é de uma bruxa mejera que o Rio Grande precisa. Ao menos muitas de suas idéias não me desagradam.
Para finalizar: o Brasil merecia um segundo turno.
O feitiço virou contra o feiticeiro. Há quatro anos, Rigotto foi catapultado ao segundo turno por uma onda inesperada de votos que veio, não se sabe bem de onde nem como, nos últimos dias. A mesma na qual Yeda surfou agora. Em 2002, quando as pessoas começaram a perceber que Rigotto tinha capacidade de crescer a ponto de passar o Britto e bater o Olívio, migraram em massa para ele. Desta vez, perceberam, aos 45 do segundo, que a Yeda podia bater o Olívio e migraram, em massa, para ela.
Acho, sim, que foi a perspectiva de que a Yeda derrotasse o Olívio a responsável pelo resultado inesperado. Se todos que fizeram esse "voto útil" não o tivessem feito, Rigotto estaria no segundo turno. Embora isso possa não explicar todo o fenômeno, pelo menos 15 mil votinhos explica. É o que Rigotto precisava para estar no segundo turno.
De todo modo, essa migração geral de votos de Rigotto para Yeda só ocorreu porque o voto no atual governador não era um voto de convicção. E se isso não ocorria era porque o próprio Rigotto não é uma pessoa de convicções. Como disse um amigo hoje, ele sempre pareceu flutuar nos ventos da sorte. Nunca tomou posições fortes, sempre escorregou para lá e para cá, fez um governo sem graça e sem força. Foi vítima de si mesmo.
Gosto muito do Rigotto como pessoa. Parece um cara sério, o governador mais simpático e querido que o Rio Grande do Sul já teve. A Yeda é o oposto de tudo isso. Me causa repulsa, ojeriza. Jamais deixaria um filho meu com ela. Mas quem sabe não é de uma bruxa mejera que o Rio Grande precisa. Ao menos muitas de suas idéias não me desagradam.
Para finalizar: o Brasil merecia um segundo turno.
domingo, outubro 01, 2006
IBOPE/GLOBO MENTEM
Pesquisa de boca-de-urna divulgada pelo Ibope na noite deste domingo aponta que o governador Germano Rigotto (PMDB) lidera com 34,56% dos votos válidos. Mas é seguido de perto pelo ex-governador Olívio Dutra (PT), que tem 34,04%. A tucana Yeda Crusius (PSDB) aparece com 23,40%% e Francisco Turra (PP), com 3,72%%. Os demais candidatos somam 4,27%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e foi registrada no TRE-RS.
Pesquisa de boca-de-urna divulgada pelo Ibope na noite deste domingo aponta que o governador Germano Rigotto (PMDB) lidera com 34,56% dos votos válidos. Mas é seguido de perto pelo ex-governador Olívio Dutra (PT), que tem 34,04%. A tucana Yeda Crusius (PSDB) aparece com 23,40%% e Francisco Turra (PP), com 3,72%%. Os demais candidatos somam 4,27%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e foi registrada no TRE-RS.
sábado, setembro 30, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
Nunca algo de sobrenatural havia se passado na minha vida. Minha primeira experiencia ocorreu esses dias.
Estava lendo na cama. Me deparei com uma palavra desconhecida no livro. Levantei-me para pegar o dicionário eletrônico, que estava ao lado do computador. Voltei à cama com o equipamento. Consultei a palavra que gerou a dúvida e ainda outras que surgiram. Quando fui pesquisar mais um termo, simplesmente o dicionário, que estava em cima da cama, ao lado do livro tinha sumido. Virei os lencóis, olhei debaixo da cama e nada. Foi quando a Rafaela gritou da sala: tá aqui, dizendo que o treco estava ao lado do computador. Ñ, eu ñ saí da cama nos cerca de dez minutois que se passaram entre uma palavra consultada e a outra, quando já ñ achei o dicionário.
Agora, me passou outra coisa estranha. Saí do apartamento onde estou hospedado, aqui em Buenos Aires e deixei o computador descansando. Quando voltei, estava aberta em uma janela o email que utilizara e outra com uma notícia do Portal G1, do qual eu nem sabia da existência, sobre um show dos Los Hermanos em Buenos Aires, sendo que eu nem gosto de música. Hmmm.
Óbvio, os dois episódios ñ me tornam menos cético. O primeiro foi um episódio muito prosaico, embora tenha me impressionado. E o segundo, pode ser apenas uma forma de marketing viral ou seja lá o tipo de nome que isso tenha...
Estava lendo na cama. Me deparei com uma palavra desconhecida no livro. Levantei-me para pegar o dicionário eletrônico, que estava ao lado do computador. Voltei à cama com o equipamento. Consultei a palavra que gerou a dúvida e ainda outras que surgiram. Quando fui pesquisar mais um termo, simplesmente o dicionário, que estava em cima da cama, ao lado do livro tinha sumido. Virei os lencóis, olhei debaixo da cama e nada. Foi quando a Rafaela gritou da sala: tá aqui, dizendo que o treco estava ao lado do computador. Ñ, eu ñ saí da cama nos cerca de dez minutois que se passaram entre uma palavra consultada e a outra, quando já ñ achei o dicionário.
Agora, me passou outra coisa estranha. Saí do apartamento onde estou hospedado, aqui em Buenos Aires e deixei o computador descansando. Quando voltei, estava aberta em uma janela o email que utilizara e outra com uma notícia do Portal G1, do qual eu nem sabia da existência, sobre um show dos Los Hermanos em Buenos Aires, sendo que eu nem gosto de música. Hmmm.
Óbvio, os dois episódios ñ me tornam menos cético. O primeiro foi um episódio muito prosaico, embora tenha me impressionado. E o segundo, pode ser apenas uma forma de marketing viral ou seja lá o tipo de nome que isso tenha...
segunda-feira, setembro 25, 2006
Buenos Aires é a capital mundial dos cachorros. Nao à toa, passeador de caes é uma das profissoes mais valorizadas por aqui. Eles sao, e sempre foram (nao é coisa do pós-crise) milhares e andam, cada um, com uma dezena de perros para lá e para cá. Tudo muito tranqüilo - a menos que haja um fox terrier na matilha. Também há servicos que levam os caes para passar um dia no campo. Pudera, há algo bizarro nos hábitos argentinos. O povo gosta de ter cachorros grandes. Em apartamentos. Golden retriewer (também na moda aqui), dogo argentino, airdale, dinamarquês - apenas algumas racas criadas nestas bandas. O maior problema é que os caes também cagam. E nas ruas. E ninguém recolhe. Neste ponto, nós portoalegrenses estamos bem evoluídos.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Estamos em um apartamento pra lá de gostoso. Uma sala grande, uma cozinha americana, um quarto, um banheiro, uma sacada. Sobre a mesa do estar, nos esperavam quatro Vauquueritas, sucessora da velha Vauquita, o tablete de dulce de leche mais gostoso do mundo. Também três strelitzas enormes. Na geladeira, refris e águas. Mimos da nossa tia Lisinha. E nas prateleiras, alguns livros chaves. Entre eles, "Jorge Luis Borges, Obras Completas". Amanha (argentino nao anasala e sequer admite cobrinhas para os as no teclado)termino de ler e conto tudo para vocês (claro que eles têm chapéu pros ôs e pros ês).
Buenos Aires amanheceu linda. Nada mais adequado: um dia primaveril para a entrada da primavera. Aliás, a data aqui é super bem comemorada. Nas ruas, (todas) as pessoas passam com ramalhetes de flores para lá e para cá, esbanjando sorrisos. Os adolescentes - e hoje é dia do estudante - saem mais cedo das aulas e lotam as pracas, as sorveterias e o Puerto Madero. Boa primavera, Buenos Aires.
A propósito, fico na Argentina até o dia 29. Bom trabalho, queridos leitores.
Buenos Aires amanheceu linda. Nada mais adequado: um dia primaveril para a entrada da primavera. Aliás, a data aqui é super bem comemorada. Nas ruas, (todas) as pessoas passam com ramalhetes de flores para lá e para cá, esbanjando sorrisos. Os adolescentes - e hoje é dia do estudante - saem mais cedo das aulas e lotam as pracas, as sorveterias e o Puerto Madero. Boa primavera, Buenos Aires.
A propósito, fico na Argentina até o dia 29. Bom trabalho, queridos leitores.
terça-feira, setembro 19, 2006

Passei o último feriadão no Rio de Janeiro. Seguem minhas impressões.
1) Já fui umas quatro vezes ao Rio de Janeiro. Cada vez que chego lá, e cada vez mais, penso: “putz, como eu queria morar aqui”. Normalmente, quando viajo, preciso de pelo menos um dia para me sentir confortável no destino. No Rio, isso nunca acontece. Na primeira aproximação da orla já me sinto em casa. E posso passar dias e dias que não me canso da beleza da cidade. Incrível.
2) Fiquei em Copacabana. Meu pai não gosta de Copacabana – pegou seus áureos tempos e agora se deprime com a decadência. Eu amo Copacabana por causa da decadência. Eu amo Copacabana e sua classe média, sua mediocridade. Eu amo a Copacabana do documentário Edifício Master, do Eduardo Coutinho, e de um livrinho chamado Ô, Copacabana, do João Antônio. Eu a amo a Copacabana das putas e dos velhinhos e especialmente a Copacabana dos gambás que tomam cerveja nos botecos de esquina com a camisa do Flamengo.
3) Melhor programa para uma tarde, especialmente se for chuvosa e especialmente se for de domingo: tomar um café na cafeteria da Livraria da Travessa de Ipanema – a que fica mais para o lado do Leblon. Imperdível.
4) Os ventos do mar nos trouxeram, a mim e à Rafa, uma vontade incontrolável de comer sushi. Em Ipanema, onde as pessoas são finas e têm tatuagens, abordamos todos que nos pareceram simpáticos para perguntar qual era a boa dos japas. Tanaka, nos indicaram. Fomos. Vista pra Lagoa, bom atendimento, bom tempurá de sorvete. Sushi regular.
5) No outro dia, Seu Manolo, um motorista de carro de madame, nos indicou outro japa. Azumi, se chama. Fica em Copacabana, Av. Ministro Viveiro de Castro, acho. Parada obrigatória de grandes executivos japoneses, contou. Fomos. É uma boca muito roots e muito in (para o Carioca: japonês de raiz e na moda). Um misto de Madame Sakae e Temari da Protásio. Você entra para uma porta e desce. Dentro do “buraco”, o staff só fala japonês entre si. Há muitos balcões e poucas mesas. O sushi é sem frescura, mas o peixe é fresquíssimo. No combinado, vem mais sashimi do que sushi. E de sobremesa – lembranças da Madame Sakae – só sorvete ou doce de feijão (bleargh). Como não pedi nenhum dos dois, um dos japa-cozinheiros me deu – de graça – uma batata-doce assada! 6) Gosto de fazer compras no Rio. Por dois motivos: o primeiro é passear pelas vitrines de Ipanema sabendo que a uma quadra está o mar. O segundo é a Elle et Lui. Sou viúvo da filial do Iguatemi, fechada lá pelos idos dos anos 90. Adoro as pólos com selinhos bleu, blanc, rouge.
7) Vocês sabem que eu adoro praia. Desta vez, consegui passar só uma hora na areia. Lamentável. Passaria os dias inteiros. Gosto ali do posto nove, dez, mesmo. Você chega, pega uma cadeira e só fica mandando o moleque baixar caipa e biscoito Globo. No final, o dono da banca pede para você fazer a conta de quanto deve. Carioca é muito gente boa.
8) O Rio é lindo. Mas Niterói é tão lindo quanto. Sem contar a simpatia da cidade. A vista para o Rio, a tranqüilidade das amendoeiras das ruas de Icaraí, o museu do Niemyer, tudo, tudo, tudo é encantador em Niterói. Sem contar uma praia que tem mais para longe do Centro que se chama Itacoatira e é uma das mais lindas que conheço.
sábado, setembro 16, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006

A gente gasta uma fortuna em revistas para babar com as casas mais fantásticas do mundo. Viaja e visita as construções mais legais de cada lugar, porque faz parte da profissão da mulher e, enfim, porque é belo - e divertido. Morre de vergonha de Porto Alegre ao ver os prédios de Londres.
O que a gente nunca imaginaria é que aqui, bem pertinho, na Capital dos Gaúchos, encravada no bairro Menino Deus, tem esta coisa aí ao lado. Uma casa premiadíssima e de encher os olhos e aguçar a imaginação de qualquer um.
Por favor, alguém me diga o endereço desta escultura.
Quem quiser saber mais sobre o projeto é só acessar esta página
terça-feira, setembro 12, 2006
Oi. Hoje (terça) tem um coquetel informal para quem quiser bater um papo com meu pai, que, sim, é candidato de novo. Se quiser aparecer, estarei por lá. Se não quiser aparecer, mas quiser votar, o número é 23.023 - PAULO ODONE. Abração, Sebastião.
COQUETEL
Dia 12/09, às 20:30h
Café do Lago
Dj Rodrigo Ayala
Dj Federico Barco
Convite R$3,00
P.S.: Prometo para breve um post sobre minha ida ao Rio, como fiz quando fui para São Paulo.
COQUETEL
Dia 12/09, às 20:30h
Café do Lago
Dj Rodrigo Ayala
Dj Federico Barco
Convite R$3,00
P.S.: Prometo para breve um post sobre minha ida ao Rio, como fiz quando fui para São Paulo.
terça-feira, setembro 05, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
segunda-feira, agosto 28, 2006
Convite, convite, convite. Estão todos convidados. Para o lançamento do livro Tropeando. São cronicas campeiras do Fernando Adauto, um grande amigo. A propósito, eu editei os textos. Ficaria contente se voces comparecessem. É na quinta-feira, 19h, e parece que tem até show do Lúcio Yanel e do Gilberto Monteiro. Na Casa da Farsul na Expointer.
sábado, agosto 26, 2006

Deu bode. A Expointer nem começou e eu já estou destruído. Reparem na sucessão de desastres desta sexta-feira.
1) Saí para o Parque Assis Brasil, em Esteio, todo faceiro, com minha Pentax digital. Logo me dei conta que ela estava estragada. Frustração total.
2) Perdi no parque o meu melhor (e mais caro) agasalho. Um suéter azul marinho de linho Ralph Lauren que já tenho há cinco anos mas ainda parecia novo.
3) Liguei para uma amiga para que ela ajudasse o fotógrafo de ZH a achar uma fonte do qual bateria uma foto. Desliguei e orientei o retratista: "é fácil achá-la, é uma muito gorda". Ele voltou com um recado da amiga: "diz pro Sebastião que muito gorda é a mãe". Escutara o diálogo pelo celular.
4) Todos os cinco computadores da redação da Casa RBS em Esteio estavam ocupados. Recorri a uns terminais dirigidos aos visitantes para bater minha matéria. Fiz um texto enorme e na hora de enviar... o computador não acessava a Internet. Depois de 20 minutos de desespero, o técnico resolveu a bronca.
5) Precisava que um fotógrafo ficasse comigo até à noite para fazer um remate para o qual estava escalado. Os dois que estavam no parque foram embora e me deixaram - mais minha colega - na mão. Um outro profissional teve de se deslocar de Porto Alegre para a tarefa, atrasando nossa saída de Esteio.
Haja bom humor (e remedinhos) para enfrentar isso e não surtar.
segunda-feira, agosto 21, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
Ontem, a Marta Gleich, editora da Zero Hora, olhou pra mim, olhou pra Bela, minha chefe, e lascou:
- E aquele guri, não pode?
- Acho que ele é meio parcial...
- Não posso o quê? - intervim.
- Cobrir o jogo do Inter amanhã. Movimentação ao redor do estádio - respondeu a Marta.
- Ah, que pena, adoraria, mas tenho viagem marcada para São Gabriel, uma matéria da Expointer que estou fazendo.
Sim, arrumei uma pauta em São Gabriel quarta-feira. Boa sorte, colorados. Boa sorte, tricolores. Só me deixem fora desta.
A propósito: o Rodrigo Müzell foi escalado para a cobertura futebolística.
- E aquele guri, não pode?
- Acho que ele é meio parcial...
- Não posso o quê? - intervim.
- Cobrir o jogo do Inter amanhã. Movimentação ao redor do estádio - respondeu a Marta.
- Ah, que pena, adoraria, mas tenho viagem marcada para São Gabriel, uma matéria da Expointer que estou fazendo.
Sim, arrumei uma pauta em São Gabriel quarta-feira. Boa sorte, colorados. Boa sorte, tricolores. Só me deixem fora desta.
A propósito: o Rodrigo Müzell foi escalado para a cobertura futebolística.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Meus esforços para ser atendido por e-mail e a lista negra das imobiliárias de Porto Alegre.
Auxiliadora Predial – A maior e a pior imobiliária em termos de atendimento ao cliente. Mandei um mail pedindo auxílio para uma corretora. Não houve resposta. Enviei reclamação para o mail de um gerente ou diretor. Não obtive rertorno. Por fim, solicitei umas informações referente ao meu aluguel (eles que administram) pelo site e fui ignorado.
Comerlato - Eficiente. Mandei mail com minhas demandas. O corretor Marcio Oliva respondeu. Mantivemos contato por e-mail, mas até agora nada me interessou.
Noblesse – Também eficiente. Nessa, o contato começou por telefone. Sugeri negociação por e-mail. Troquei mensagens com corretor Jorge Miranda. Chegamos a visitar uma cobertura na Bagé. Eu me apaixonei; a Rafa detestou. Nada feito.
Attive - A mais fantástica e eficiente de todas. A única que lê o pensamento dos clientes. Nem mandei mail para eles e o corretor, Luyz Ferreira, estabeleceu contato. Assim, do nada - eu sequer tinha conhecimento da existência da imobiliária. Inexplicável. Mas nem questionei, fingi que era normal e mantivemos a negociação por e-mail.
Guarida – Pedi ajuda para achar o apartamento. Responderam pedindo meu telefone e só. Reclamei. Me deram resposta, mas ainda não mandaram sugestões (talvez não tenham mesmo).
A3 – Horrível. Mandei e-mail pedindo auxílio. Não obtive retorno. Enviei reclamação para o mail da gerência. Não obtive retorno.
Auxiliadora Predial – A maior e a pior imobiliária em termos de atendimento ao cliente. Mandei um mail pedindo auxílio para uma corretora. Não houve resposta. Enviei reclamação para o mail de um gerente ou diretor. Não obtive rertorno. Por fim, solicitei umas informações referente ao meu aluguel (eles que administram) pelo site e fui ignorado.
Comerlato - Eficiente. Mandei mail com minhas demandas. O corretor Marcio Oliva respondeu. Mantivemos contato por e-mail, mas até agora nada me interessou.
Noblesse – Também eficiente. Nessa, o contato começou por telefone. Sugeri negociação por e-mail. Troquei mensagens com corretor Jorge Miranda. Chegamos a visitar uma cobertura na Bagé. Eu me apaixonei; a Rafa detestou. Nada feito.
Attive - A mais fantástica e eficiente de todas. A única que lê o pensamento dos clientes. Nem mandei mail para eles e o corretor, Luyz Ferreira, estabeleceu contato. Assim, do nada - eu sequer tinha conhecimento da existência da imobiliária. Inexplicável. Mas nem questionei, fingi que era normal e mantivemos a negociação por e-mail.
Guarida – Pedi ajuda para achar o apartamento. Responderam pedindo meu telefone e só. Reclamei. Me deram resposta, mas ainda não mandaram sugestões (talvez não tenham mesmo).
A3 – Horrível. Mandei e-mail pedindo auxílio. Não obtive retorno. Enviei reclamação para o mail da gerência. Não obtive retorno.
quinta-feira, agosto 10, 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
Fui ao Sarau Elétrico. Primeira vez. Bem legal. Mas achei que o público participasse, lendo, interpretando algumas passagens de livros. Kátia Sumans fora, a Gillez tocou. E empolgou. Enquanto isso, uma gata deu em cima da minha gata. Que não correspondeu, apesar de meus apelos para que desse corda. Não perdia por esperar o momento em que eu interferiria na paquera e diria: "olha, gata, pra levar ela, só comigo junto". Mas a Rafa é muito pudica. Jamais aceitaria. Ainda assim, eu a amo. Óbvio.
segunda-feira, agosto 07, 2006

Webserviços - Alerta Gol
Olá, Ribeiro/Sebastiao.
Obrigado por comprar sua passagem na Gol Linhas Aéreas Inteligentes.
Você optou por voar com qualidade.
DATA VÔO PARTIDA CHEGADA ESCALAS
20SET06 7458 Porto Alegre 09:00 Buenos Aires 10:40
27SET06 7459 Buenos Aires 21:00 Porto Alegre 22:30
TOTAL 1 PASSAGEIRO(S) TARIFA: 353.32
PAGAMENTO Mastercard TAXAS: 81.00 (Tx Embarque)
21.70 (Imigração/Alfândega)
5.50 (Força Aérea/AR)
TOTAL: R$ 461.52
NOME DO(S) PASSAGEIRO(S):
SEBASTIAO RIBEIRO
domingo, agosto 06, 2006
Carta que enviei às imobiliárias:
Eu tenho 27 anos. Minha mulher, 30. Moramos em um aconchegante apartamento no bairro Petrópolis. Só que o imóvel é alugado - desperdiçamos 850 reais por mês que poderiam estar sendo usados em uma prestação. É hora de termos a "tão sonhada casa própria", como dizia o Silvio Santos.
Começamos a busca há uns três meses. Só não compramos uma coberturinha bem bacana porque o banheiro era pequeno, mas a maioria dos apartamentos que visitamos não agradou. Entramos na Internet seguidamente. Mas é impossível monitorar as ofertas toda hora. Por isso, passamos nossos telefones para corretores, para que avisassem de novidades.
A emenda ficou pior que o soneto. O telefone da minha mulher não pára de tocar. Cada vez mais gente oferecendo mais apartamentos menos condizentes com a nossa demanda. A grande maioria dos profissionais segue aquele estereótipo antigo. São muito chatos, sempre forçam a barra com ofertas desinteressantes, e dizem que qualquer imóvel "é diferenciado", que não "há oferta igual no mercado", etc....
Fugindo disso, resolvi eu mesmo cuidar da busca. De uma forma diferente, que para mim já não tem nada de diferente e é pra lá de banal: por e-mail. Mandei alguns e-mails para imobiliárias, inclusive a sua, pedindo que algum corretor se dispusesse a ficar de olho nas ofertas, me repassando sugestões via Internet. Estou 90% do tempo conectado. Um e-mail vale mais do que uma conversa por telefone para mim. Para todos os meus amigos - a maioria publicitários e jornalistas também em idade de procurar o primeiro imóvel - as coisas são assim. Estamos em contato permanente pela rede e não é preciso uma ligação para confirmar o happy hour já acertado via web.
No entanto, não obtive retorno da sua imobiliária. A primeira resposta que veio ao e-mail foi "qual seu telefone?". Eu dei, pedi moderação nas ligações, e, após, nenhum corretor estabeleceu contato.
Portanto: será que vocês estão preparados para atender à minha geração? Isso é ao mesmo tempo uma sugestão e uma reclamação.
Grato pela atenção, Sebastião Ribeiro.
Eu tenho 27 anos. Minha mulher, 30. Moramos em um aconchegante apartamento no bairro Petrópolis. Só que o imóvel é alugado - desperdiçamos 850 reais por mês que poderiam estar sendo usados em uma prestação. É hora de termos a "tão sonhada casa própria", como dizia o Silvio Santos.
Começamos a busca há uns três meses. Só não compramos uma coberturinha bem bacana porque o banheiro era pequeno, mas a maioria dos apartamentos que visitamos não agradou. Entramos na Internet seguidamente. Mas é impossível monitorar as ofertas toda hora. Por isso, passamos nossos telefones para corretores, para que avisassem de novidades.
A emenda ficou pior que o soneto. O telefone da minha mulher não pára de tocar. Cada vez mais gente oferecendo mais apartamentos menos condizentes com a nossa demanda. A grande maioria dos profissionais segue aquele estereótipo antigo. São muito chatos, sempre forçam a barra com ofertas desinteressantes, e dizem que qualquer imóvel "é diferenciado", que não "há oferta igual no mercado", etc....
Fugindo disso, resolvi eu mesmo cuidar da busca. De uma forma diferente, que para mim já não tem nada de diferente e é pra lá de banal: por e-mail. Mandei alguns e-mails para imobiliárias, inclusive a sua, pedindo que algum corretor se dispusesse a ficar de olho nas ofertas, me repassando sugestões via Internet. Estou 90% do tempo conectado. Um e-mail vale mais do que uma conversa por telefone para mim. Para todos os meus amigos - a maioria publicitários e jornalistas também em idade de procurar o primeiro imóvel - as coisas são assim. Estamos em contato permanente pela rede e não é preciso uma ligação para confirmar o happy hour já acertado via web.
No entanto, não obtive retorno da sua imobiliária. A primeira resposta que veio ao e-mail foi "qual seu telefone?". Eu dei, pedi moderação nas ligações, e, após, nenhum corretor estabeleceu contato.
Portanto: será que vocês estão preparados para atender à minha geração? Isso é ao mesmo tempo uma sugestão e uma reclamação.
Grato pela atenção, Sebastião Ribeiro.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Ela trabalha a cinco metros de mim. Vive enchendo meu saco (ou seria o contrário?) Chora para trocar um plantãozinho noturno. É arisca barbaridade. E eu nunca imaginava que pudéssemos ter algo tão importante em comum. Post do blog dela:
pra quem ainda não sabe...
se tem uma coisa que não gosto é do "sério? tu não gosta mesmo de música?".
sim, é sério. e me amem ou me odeiem, mas não me incomodem por causa disso. tá?
pronto (ou ponto?). desabafei.
pra quem ainda não sabe...
se tem uma coisa que não gosto é do "sério? tu não gosta mesmo de música?".
sim, é sério. e me amem ou me odeiem, mas não me incomodem por causa disso. tá?
pronto (ou ponto?). desabafei.
quarta-feira, agosto 02, 2006
Corretores de imóveis, com exceção do pai do Vicente e dos pais de todos os outros meus amigos que trabalham na profissão - são chatos e sem noção. A Rafaela, coitada, deu o telefone para uns quantos e os caras não param de ligar com ofertas qUe não têm nada a ver com a nossa demanda. Para terminar com essa chacrinha, decidi que só negocio por e-mail. Mandei uma mensagem para as principais imobiliárias da cidade explicando a minha situação, dizendo que a negociação via Internet seria bem mais frutífera, etc... Todos me responderam assim
"O Senhor poderia passar o telefone para termos um tratamento mais personalizado?".
NÃÃÃÃO, POR DEUS, NÃO! EU PODERIA PASSAR MEU TELEFONE, MAS VOCÊS NÃO PODERIAM ME LIGAR!!!
"O Senhor poderia passar o telefone para termos um tratamento mais personalizado?".
NÃÃÃÃO, POR DEUS, NÃO! EU PODERIA PASSAR MEU TELEFONE, MAS VOCÊS NÃO PODERIAM ME LIGAR!!!
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