sexta-feira, agosto 03, 2007
"Depois de gerar polêmica no futebol, o episódio que envolve o são-paulino Richarlyson e o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., ganhou contornos mais agudos na Justiça. A queixa-crime apresentada pelo volante contra o cartola foi arquivada pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, que, em sua sentença, classifica ofutebol de "jogo viril, varonil, não homossexual". O jogador foi à Justiça após o dirigente citar o seu nome ao responder uma pergunta sobre homossexualismo no futebol em programa da TV Record. A Folha teve acesso ao despacho de quatro páginas no qual o magistrado relaciona os motivos para o arquivamento, no último dia 5 de julho. No documento, o juiz sugere que, se [o atleta] fosse homossexual,"melhor seria que abandonasse os gramados". Em outro trecho, Junqueira Filho diz que "quem se recorda da Copa doMundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (...) jamais conceberia um ídolo ser homossexual". A seguir, ele afirma: "Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação". Por fim, Junqueira Filho utiliza uma estrofe popular antes de proferir a sentença: "Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso".
quinta-feira, agosto 02, 2007
Vida", do jornal Extra, em um vídeo nada politicamente correto. O
diretor do Big Brother Brasil, Boninho, a socialite Narcisa
Tamborindeguy e o neto do ex-governador do Estado do Rio Leonel
Brizola, João Eduardo, aparecem dando declarações sobre como se
sentiram jogando ovos em pedestres da janela de seus apartamentos, na
Zona Sul. Boninho se empolga tanto com o depoimento que dá a receita
para o ovo apodrecer: "Já acertei muita vagabunda em São Paulo. E ovo
estragado. Olha a receita: bota éter dentro, espera três dias e fica
uma beleza", contou o diretor.
O vídeo, que estava no You Tube, já foi retirado do ar, mas ainda pode
ser acessado na página do Extra Online (http://extra.globo.com/).
Entre outras coisas, Narcisa diz que já arremessou, pela janela,
almofadas, flores e ovos. No vídeo, ela aparece jogando um ovo. "Adoro
ficar escondida, jogar balde de água. Às vezes, vem o síndico, a
polícia quer subir. Me tranco toda. Quando fico muito louca, jogo até
roupa."
O vídeo foi feito por João Eduardo, que aparece às gargalhadas
acertando ovos em carros que passam na rua. Outro entrevistado, Bruno
Chateaubriand, apresentador do programa "Viva a noite", também deu
depoimento: "Já joguei uma vassoura e uma garrafa de Big Coke"."
E não é que apareceu uma alma caridosa, pouco antes das 9h e abortou a missão! Aquiles não oi castrado. A faxineira apareceu 8h30min, antes de nos acordarmos, e deu um pote de comida para ele. Como naturalmente todos sabem, os gatos têm de estar em jejum para perderem as bolas ou o que seja. Tentaremos de novo hoje. Já sabem: 9h, no Seguezio da 24.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Se não tem perdão, ao menos peço compreensão. Vocês sabem, o Aquiles era para ser Elza. Até gata manhosa sangrando e no cio nós agüentaríamos. Mas um desgraçado mijando cada canto da casa, da nossa casa nova, isso não. Dá-lo seria uma vergonha, um fracasso. Ter despachado o Barbosa para fora já o foi, embora ele esteja bem feliz por lá. Mas fui vencido pelo mijo de amônia.
Agora, seu eu vou ficar com dor na consciência, vocês também vão. Hoje, 9h no Seguezio. Quem é contra que se apresente para impedir.
terça-feira, julho 31, 2007

terça-feira, julho 24, 2007
terça-feira, julho 17, 2007

sábado, julho 14, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
terça-feira, junho 19, 2007

"Nana Gouvêa fez topless na Praia da Reserva, Rio de Janeiro, na tarde do último domingo. Ela estava acompanhada do amigo Amin Khader e, no momento em que curtiram o sol, não havia mais ninguém no lugar.
Nana e Khader foram juntos no carro da modelo. Ela já chegou usando somente a calcinha do biquíni e uma saída de banho, que tirou assim que colocou suas coisas na areia."
Agora, eu pergunto: quem hoje em dia andaria atrás de nana Gouvêa? Quinze anos atrás eu até entenderia. A menos que Amin seja uma figura superimportante que eu desconheça. Mas parece muito que a "assessoria de imprensa" dela ligou pra a agência e avisou.
- Nana, topless, 15 horas, Praia da Reserva. Sejam discretos.
- Rafaaaaaaaaaaaaaa! Raaafaaaaaaaa! Que que houve???
Ninguém responde. O barulho que parecia ter sido de panelas caindo continua. Corro até a cozinha. Rafaela está branca, petrificada diante da máquina. A geringonça corcoveia pela área de serviço feito touro mecânico no bar do Lima. Produz um som desproporcional.
Ponho todo meu peso sobre a máquina maluca. Consigo, assim, mantê-la em um único lugar, ainda que tremendo. O braulho é abafado. Nos aliviamos.
Até que percebemos que o chão está inundando. A Rafa se toca para trás da bicha. Constata que, em sua dança, a máquina fechou um registro, impedindo a saída de água para o esgoto. Por isso, a inundação. Ela reabre o registro começa a secar o ambiente.
De repente eu paro. Me dou conta de que há cinco minutos estou montado numa máquina de lavar. Olho fixo para minha mulher. Não preciso dizer nada. Os dois realizam o absurdo da cena e começam a rir.
Depois, nos olhamos preocupados. Ela repete que a nova casa tem fluidos negativos. Não somos muito de acreditar nestas coisas, mas concordamos que temos de contratar um trabalho. Sério. É parquet que salta do lugar, pintura que não acaba nunca, porta de banheiro que não abre porque bate no vaso, água que entra pelos vidros da cobertura...
Ainda se este gato servisse para espantar espíritos.
domingo, junho 17, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
Ingredientes desta Receita:
Massa:
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de leite
• 5 ovos
• 1 xícara (chá) de açúcar
Recheio e cobertura:
• ½ xícara (chá) de chocolate granulado
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• 2 latas de leite condensado
Preparo da Receita
Massa: Bata na batedeira, as claras em neve bem firme. Junte as gemas, uma a uma, e acrescente o açúcar. Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater. Incorpore, por fim, delicadamente a farinha peneirada com o Chocolate em Pó e o fermento. Despeje em uma fôrma redonda (28 cm de diâmetro) untada e enfarinhada e leve para assar em forno quente (200º C) por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte-o ao meio.
Recheio e cobertura: Leve o Leite Moça, a manteiga e o Chocolate em Pó ao fogo, mexendo sempre. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar, sem parar de mexer, por cerca de 6 minutos ou até formar um creme consistente. Cubra uma metade do bolo com este creme, arrume a outra metade, espalhe o restante do brigadeiro com uma espátula ou faca e espalhe o chocolate granulado em toda a superfície. Leve para gelar e sirva.
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
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RESPOSTA GUION 01
"Beirando o roubo". Mas que exagero.
O filme tem momentos de fibrilação no som e percebemos o mesmo defeito na cópia que está no Guion Sol. De início pensávamos que fosse problema no projetor, mas o defeito foi verificado na outra sala também. Existem muitas coisas que não sabes da atividade para ficar jogando lama e considerar que tudo é uma questão de sacanagem. Desde quando um filme que roda 4 semanas pode estar gasto a ponto de ser chamada de fita velha?
Assim como um projetor apresenta defeitos da noite para o dia, o mesmo acontece com a copiadora do laboratório e só vamos perceber quando projetado. Ou acreditas que o laboratório faça testes nas mais de 600 cópias que foram lançadas no mercado deste filme?
Acreditas que os exibidores têm condições de ficar vendo cada filme antes de o lançar? E a troca da fita não é uma questão de querer e pronto. Já solicitamos ao distribuidor e estamos aguardando troca.
No momento em que a atriz principal canta no teatro há uma leve fibrilação na voz e de resto não há nada que justifique uma reação tão dramática como a sua.
Para compensar a frustração, colocamos à disposição uma cortesia na bilheteria do cinema.
Atenciosamente
Carlos
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MEU EMAIL 02
Carlos,
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RESPOSTA GUION 02
Sabia que reagirias assim, afetadamente!
Me chamas de ladrão e queres ser tratado com cortesia!!
Espero que cuides com a mesma severidade desta sua empresa com que exiges dos outros.
Ridículo fazer esta onda toda por míseros R$ 12,00.
Temos pelas pessoas que te prestam algum serviço.
Não me responda pois não lerei mais seu e-mail. Aliás duas linhas deste já foram suficientes.
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sábado, junho 02, 2007
Vontade de chorar ao me despedir da dona do estacionamento.
Giovani – Vou sentir falta, sabia?
Ela – Eu também. Me acostumei em te ver aqui, sempre assim...
(Que será que ela quis dizer com "assim"?).
Giovani – ...Glup...
Ela – Calma, não fica assim... Vocês vão para um lugar melhor. Tudo novinho.
Giovani – Posso te perguntar uma coisa? Será que eu podia deixar o carro aqui às vezes sem pagar. Sei lá, só pra matar a saudade, quando eu vier no Ventura ao meio-dia. Meia horinha. Daí a gente se vê às vezes.
Ela – Claro!
Abraçamo-nos.
***
Cumpre retroceder dois meses e publicar um capítulo-chave inédito de nossa relação.
Chego para pagar a mensalidade. Mais uma vez, sem dinheiro. Claro que ela já sabe que eu não sou Giovani, já recebeu mil cheques meus, mas impossível não ter um medinho de que tudo se desfaça de repente.
Assino o cheque e entrego. Ela olha, olha, olha...
Ela – Mas... Tu não é Giovani?!
Eu congelo. Tonteio. Perco o equilíbrio, os ouvidos zunindo. Não acredito que dois meses antes de me mudar a mágica vai se desfazer. Não, isso não pode estar acontecendo. Preciso agir. Agir rápido.
Giovani – Não, sou Sebastião. Sempre fui. Mas por favor, pelo amor de Deus, te rogo: continua me chamando de Giovani. Olha só: se tu parar de me chamar de Giovani, eu fico brabo, nunca mais estaciono aqui. Combinado?
Ela – Combinado. Tchau, Giovani,
Ela me chamou de Giovani de novo. Menos mal. Mas alguma coisa mudou. Parece que se quebrou o encanto. Dirijo até a Zero Hora no automático. Quase bato duas vezes. Um vazio, um vazio... Isso durou dois dias. Até eu ver que ela continuou me chamando de Giovani com tanta naturalidade e espontaneidade que seria injusto pensar que algo estava diferente entre nós.
***
A propósito. Desde hoje, estou em casa nova. Agora, sou de Mont Serrat.
sexta-feira, junho 01, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
- uma guinness, plis.
tomei um gole. (som de fadas se aproximando). (arrepau no pio). (peito de pomba morta). que loucura. o chope era tão cremoso e tão amargo e tão bom que me tirou do ar por uns segundos.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007
sábado, maio 19, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
domingo, maio 06, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Mas no exato momento em que deletei o texto, senti um sufoco danado. Estou na minha casa, a minha pança a descoberto, o vento frio no lombo, calça de pijama furada no saco, meia-noite. O suprassumo da privacidade. E não é que minha vida profisisonal invade intempestiva e abruptamente, sem bater na porta, a minha vida pessoal! Me sinto absolutamente desrespeitado.
Sempre tentei separar o trabalho do resto. O certo seria eu publicar o post, as fontes o lerem e entenderem que se trata de uma opinião pessoal que não interfere no meu labor. No mundo perfeito seria assim.
Acho que estou ficando velho, perdendo as forças para lutar por esse mundo perfeito.
***
Please, se possível comentem, me consolem, ainda que anonimamente. Só eu que me sinto agredido por situações como essa?
sexta-feira, abril 27, 2007

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007
***
Nada a ver com a saFADA. Mãe, Maria, mulherzinhas: a Tica voltou a atualizar o blógui. Alías, mãe, Maria, vocês conhecem o monomulti, né?
***
Tá, desculpem, eu sei, isto aqui não é a porta da geladeira lá de casa.
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007

Dois gatos e uma gata
Traços que me acostumei a amar nos primeiros dois meses que passamos com ela. Até a fatídica noite em que chegamos de uma festa e encontramos nossa princesa esparramada no chão da cozinha. Posto que se coçava, resolvi ajudar. Cheguei perto e notei que entretinha-se, a gata, com algo inchado abaixo do rabo. Chamei a Rafaela para ver.
- Ai, isso é um pinto, Sebastião! - exclamou.
Desesperados, fizemos ali mesmo um primeiro exame clínico, mas digamos que o aparelho reprodutivo dos felinos é bastante confuso. A seguir, fui à Internet, digitei "anatomia gato" no Google e descobri imagens reveladoras. Mas apesar de todas evidências - provas, eu diria - custamos a acreditar no fato (um veterinário confirmaria posteriormente que tínhamos em mãos um gato, e ainda por cima descobrindo a própria sexualidade).
Quando nos demos conta da verdade, bateu um vazio - afinal, amávamos um ser inexistente. Passamos alguns minutos apenas observando a bichana, digo, o bichano, e buscando traços de menino. Claro! As garras inquebráveis, a cabeça grande e robusta, os dentes afiados, o olhar desafiador, aquela energia para destruir os móveis, como nunca tínhamos reparado?
segunda-feira, abril 16, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
Rapaz, há mais de dez dias que não passo por aqui. A página jogada às traças. A-a-a-atchim!!!! Yek. Poeira. Já te disse, Jocemara, que só espanador não serve. Tem de passar paninho úmido, que nem a Beth. Bem feito pra mim. Onde já se viu comprar espanador em sinaleira? Onde eu estava com a cabeça naquele dia?
Mas o que é mesmo que eu vim fazer aqui? Ah, lembrei! Tem a história da mulher do estacionamento (mais uma), dos raios de Unistalda (terror), do passeio na Oscar Freire, mas agora está me dando uma pregui...(bocejo)ça. Acho que por hoje é só. Boa noite, vou me deitando.
Ah, sim, já ia me esquecendo. Tão aqui teus vales-transporte, Jocemara. Mas antes de ir queria te pedir uma última coisinha. Dá uma varridinha ali no rodapé, por favor. Isso, bem em cima da barra do Windows. Quero ver isto aqui limpinho amanhã. Fui.
terça-feira, abril 03, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
segunda-feira, março 26, 2007


quinta-feira, março 22, 2007
domingo, março 18, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Olhem o documento que tive de enviar ao banco.
Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.
sábado, março 10, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!
sexta-feira, março 02, 2007
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.
- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).
- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.
terça-feira, janeiro 02, 2007
– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)
terça-feira, dezembro 26, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???
sexta-feira, dezembro 01, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.
terça-feira, novembro 21, 2006
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.
sexta-feira, novembro 17, 2006

Esta é a ilustração original para o texto "Americano que se diz australiano", do meu amigo Sérgio Margarida, na Revista Dois Pontos. O desenho é do Verça, da Afirma Comunicação. Aliás, como pediram os leitores deste blog, a publicação está totalmente remodelada. Não há mais que baixar arquivos e a atualização é bem mais freqüente. Divirtam-se.
quarta-feira, novembro 15, 2006
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Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/
P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.
terça-feira, novembro 14, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
quinta-feira, novembro 02, 2006
quarta-feira, novembro 01, 2006
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Se eu fosse o Paulo Sant´Anna escrevia um post de 40 frases, todas dizendo a mesma coisa: minhas previsões se concretizaram, eu sou muito bom. Como sou eu mesmo, apenas reproduzo minhas opiniões de início de segundo turno.
"Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula."
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Estou esperançoso com a Yeda.
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
Já são vencedores (com direito a música no disco do SBT) Vanusa, Katia (a ceguinha), Marcos Sabino e Adilson Ramos (interpretou "quando Deus te desenhou").
De saco pra mala. O melhor da pastilha Valda era a latinha. Hoje, ela não existe mais, e a pastilha vem em embalagens de cigarro! Quando eu era criança não vestia roupas da Speedo porque pensava que eram do cigarro Óliú. E, quando eu era criança também, achava que aquele jingle da Valda no Silvio Santos era: "Mastiga as fralda, mastiga as fralda..."
De mala pra mochila. Parei em uma esquina. O outdoor dizia: "tire o dedo do nariz: tem gente olhando. A Printpress cuida da sua imagem" (ou coisa assim). E eu tirei o dedo do nariz.







