sexta-feira, agosto 03, 2007

As notícias andam fantásticas. Dispensam comentários.

"Depois de gerar polêmica no futebol, o episódio que envolve o são-paulino Richarlyson e o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., ganhou contornos mais agudos na Justiça. A queixa-crime apresentada pelo volante contra o cartola foi arquivada pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, que, em sua sentença, classifica ofutebol de "jogo viril, varonil, não homossexual". O jogador foi à Justiça após o dirigente citar o seu nome ao responder uma pergunta sobre homossexualismo no futebol em programa da TV Record. A Folha teve acesso ao despacho de quatro páginas no qual o magistrado relaciona os motivos para o arquivamento, no último dia 5 de julho. No documento, o juiz sugere que, se [o atleta] fosse homossexual,"melhor seria que abandonasse os gramados". Em outro trecho, Junqueira Filho diz que "quem se recorda da Copa doMundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (...) jamais conceberia um ídolo ser homossexual". A seguir, ele afirma: "Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação". Por fim, Junqueira Filho utiliza uma estrofe popular antes de proferir a sentença: "Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso".

quinta-feira, agosto 02, 2007

São adultescentes, kid adults ou só imbecis mesmo?
 
"RIO, 2 (AG) - Famosos foram descobertos pela coluna "Retratos da
Vida", do jornal Extra, em um vídeo nada politicamente correto. O
diretor do Big Brother Brasil, Boninho, a socialite Narcisa
Tamborindeguy e o neto do ex-governador do Estado do Rio Leonel
Brizola, João Eduardo, aparecem dando declarações sobre como se
sentiram jogando ovos em pedestres da janela de seus apartamentos, na
Zona Sul. Boninho se empolga tanto com o depoimento que dá a receita
para o ovo apodrecer: "Já acertei muita vagabunda em São Paulo. E ovo
estragado. Olha a receita: bota éter dentro, espera três dias e fica
uma beleza", contou o diretor.
O vídeo, que estava no You Tube, já foi retirado do ar, mas ainda pode
ser acessado na página do Extra Online (http://extra.globo.com/).
Entre outras coisas, Narcisa diz que já arremessou, pela janela,
almofadas, flores e ovos. No vídeo, ela aparece jogando um ovo. "Adoro
ficar escondida, jogar balde de água. Às vezes, vem o síndico, a
polícia quer subir. Me tranco toda. Quando fico muito louca, jogo até
roupa."

O vídeo foi feito por João Eduardo, que aparece às gargalhadas
acertando ovos em carros que passam na rua. Outro entrevistado, Bruno
Chateaubriand, apresentador do programa "Viva a noite", também deu
depoimento: "Já joguei uma vassoura e uma garrafa de Big Coke"."
Salvo pelo gongo!
E não é que apareceu uma alma caridosa, pouco antes das 9h e abortou a missão! Aquiles não oi castrado. A faxineira apareceu 8h30min, antes de nos acordarmos, e deu um pote de comida para ele. Como naturalmente todos sabem, os gatos têm de estar em jejum para perderem as bolas ou o que seja. Tentaremos de novo hoje. Já sabem: 9h, no Seguezio da 24.

quarta-feira, agosto 01, 2007

O gato, eu vou levá-lo para castrar. Vamos. Me apedrejem. Eu mereço. Se ainda tivesse lhe permitido uma bimbada. Uminha que fosse. Nem precisava ser tão gata a gata. Uma gorda guaipeca bastava. Só para desafogar mesmo. Mas não. Está marcado. Hoje, 9h no Seguezio. Entrega de manhã e pega à tarde. Nem sei o que eles fazem. É como terneiro? Passa a faca e tira as bolas? Ou é tipo vasectomia?
Se não tem perdão, ao menos peço compreensão. Vocês sabem, o Aquiles era para ser Elza. Até gata manhosa sangrando e no cio nós agüentaríamos. Mas um desgraçado mijando cada canto da casa, da nossa casa nova, isso não. Dá-lo seria uma vergonha, um fracasso. Ter despachado o Barbosa para fora já o foi, embora ele esteja bem feliz por lá. Mas fui vencido pelo mijo de amônia.
Agora, seu eu vou ficar com dor na consciência, vocês também vão. Hoje, 9h no Seguezio. Quem é contra que se apresente para impedir.

terça-feira, julho 31, 2007


Olhem para a cara do gordinho dois posts abaixo, o parrilleiro. Viram ele no Fantástico? Domingo agora, na série aquela em que a Denise Fraga tenta encontrar o não-sei-quem pela América. Bem legal, até, a historinha. Pois então: aqui no Blógui do Tião você vê antes.
***
Ia passar aqui para dizer que não ando passando por aqui, o que seria uma passagem inútil, tão inútil quanto a passagem em que eu dio que no Blógui do Tião você vê antes. Esses dias fui cobrado pelo Carioca quanto à minha assiduidade nas postagens. Passa que sinto que não tenho nada, nada, nada para dizer. Esses dias teve uma janta aqui em casa. Eu fiquei mudo. Meus amigos falando, falando, e eu quieto. Não tenho nada a acrescentar ao mundo. Nossa, que melodramático. Estou.
***
As pessoas têm interesses. A Maria Paula sabe sobre moda, o Tiago sobre futebol, o Filipe sobre música, o Paulinho sobre cinema, a Bruna sobre Harry Potter. E eu? Não sei nada sobre nada. Só um pouco de nada sobre tudo.
Preciso urgente me interessar por alguma coisa. Já tentei, já tentei... Literatura e cinema, por exemplo, eu gosto, tentei. Mas dois dias depois de ler um livro ou ver um filme já me esqueço o nome dos escritores, dos personagens, dos atores, dos diretores. E os nomes dos montadores, então, eu nunca nem soube. Uma vez, tentei me interessar por fotos. Eu gosto de fotos. Compro livros e fico vendo. Daí, enchi minha lista de favoritos de sites de fotografia. Fui uma, duas vezes e só. Nunca mais.
***
Se um dia eu for velho, e se nesse dia eu me aposentar, e se eu tiver algum dinheiro, então eu vou querer ser fotógrafo ou ator.
***
Parece que tudo que eu disse aqui eu já disse outra vez aqui mesmo. Disse?
***
Eu queria ser que nem o Carioca, o pai do Ganso. Rápido, esperto, capaz de formar uma opinião instantânea e genial sobre qualquer assunto. O Carioca devia ter um blógui. Sério!
***
Meu querido diário...

terça-feira, julho 24, 2007


Quem me dera ser um terneiro
Para em tuas límpidas areias passear
Fazer um ou dois mus pra te encantar
Deixar esta vida estúpida
Um terneiro!

sexta-feira, julho 20, 2007

Inventaram este tal dia do amigo. E o pior é que as pessoas acreditam.

terça-feira, julho 17, 2007


Já disse pra vocês que terá uma parrilla na frente da minha casa? E que o sofá chega nesta semana? E que eu vou viver deitado nele e olhando pro fogo da lareira? E que ele será içado? Já disse? Que a Rafa recolocou metade dos parquês da casa porque deram problema? Que sobraram horrores de parquês para eu queimar na lareira? Que eu acabei de comer um roquefort mofado (depois que eu vi, aquelas teias de fungo nas cavidades verdes)? Já disse? Que eu saí do Campo e Lavoura da Zero Hora e voltei para a Economia? Que isso é bom e ruim? Já disse? Hein, hein, hein?

sábado, julho 14, 2007

Estamos recém no dia 15. Metade do mês. Minha conta no bar da redação chega a R$ 65. Nesse ritmo, ultrapassarei pela primeira vez na vida os R$ 100, fazendo a surpreendente marca de R$ 130.
Sábado de manhã. Plantão infernal na redação. De repente, uma algazarra. As pessoas correm para a TV. Vai, vai, vai, gritam as mulheres. Uma reza com as mãos entrelaçadas sob o queixo. Tem brasileira disputando a natação. Ainda bem que ficou com a prata. Gritaria e abraços por uma nadadora eu não aguentaria. É o Pan. É deprimente. Não os jogos, mas a reação das pessoas. Porque o final da prova até que estava bonito. Mas agüentar mais 15 dias de comooção nacional, eu não mereço.

quarta-feira, julho 11, 2007

Numa destas matérias da vida conheci um barbeiro - uma de tantas figuras folclóricas que existem pela cidade. Mas o que importa é que as partes que ele mais gosta de ler no jornal são "crimes, palavras cruzadas e anúncios fúnebres". Anúncios fúnebres??? Fiquei um pouco chocado, mas decidi que eu também deveria passar a ler a seção. Pois bem, nos dois primeiros dias de leitura, experiência foi fantástica. A ver:
 
1) Ontem, descobri que fazia um ano da morte do pai de um amigão meu. A família solicitava uma prece. Parei uns segundos para pensar no meu amigo e no falecido.
2) Hoje, a Confraria da Sauna Porto Alegre (!) informa que Sommer "deixará uma saudade no coração de todos nós".
 
São realmente imperdíveis, os anúncios fúnebres.

quinta-feira, julho 05, 2007

Na minha próxima folga, vou tomar chá preto com leite e quéques.

segunda-feira, julho 02, 2007

Quando você liga para um assessor de imprensa, ele te pergunta a pauta e você gagueja, há alguma coisa errada.
Homenagem aos trinta anos do Leo Prestes (deve ter um link aí do lado) e ao estilo tiozinho de ser. Página 4 de ZH de hoje. Humberto Trezzi entrevista o senhor Alfredo Knispel, 75 anos, sobre a Lei Seca em Santa Rosa. A frase:
- É bebida, é maconha, é barulho... Dá de tudo quando essa rapaziada se junta na rua. 

quinta-feira, junho 28, 2007

Estou de folga nesta sexta-feira. Meu Deus: o que fazer? Alguma sugestão?

terça-feira, junho 19, 2007


Que legal! Meu primo Dinho foi indicado ao Prêmio Jabuti na categoria "Livro de Reportagem" com "Entre Aspas". Já que não fiz propaganda aqui no lançamento, aqui vai meu marketing. Comprem, leiam, é imperdível!

Deu no Terra:
"Nana Gouvêa fez topless na Praia da Reserva, Rio de Janeiro, na tarde do último domingo. Ela estava acompanhada do amigo Amin Khader e, no momento em que curtiram o sol, não havia mais ninguém no lugar.
Nana e Khader foram juntos no carro da modelo. Ela já chegou usando somente a calcinha do biquíni e uma saída de banho, que tirou assim que colocou suas coisas na areia."

Agora, eu pergunto: quem hoje em dia andaria atrás de nana Gouvêa? Quinze anos atrás eu até entenderia. A menos que Amin seja uma figura superimportante que eu desconheça. Mas parece muito que a "assessoria de imprensa" dela ligou pra a agência e avisou.
- Nana, topless, 15 horas, Praia da Reserva. Sejam discretos.
Estou tranqüilo em meu leito lendo reportagem de Piauí sobre literatura mediúnica, livros escritos por espíritos, essas coisas. A Rafa está na cozinha, encantada com seu novo brinquedinho - uma máquina de lavar roupas Continetal - e com sua nova habilidade - lavar roupas na máquina. De repente, escuto um estrondo, todo móvel aéreo de nossa cozinha parece ter caído. Me ponho a gritar:
- Rafaaaaaaaaaaaaaa! Raaafaaaaaaaa! Que que houve???
Ninguém responde. O barulho que parecia ter sido de panelas caindo continua. Corro até a cozinha. Rafaela está branca, petrificada diante da máquina. A geringonça corcoveia pela área de serviço feito touro mecânico no bar do Lima. Produz um som desproporcional.
Ponho todo meu peso sobre a máquina maluca. Consigo, assim, mantê-la em um único lugar, ainda que tremendo. O braulho é abafado. Nos aliviamos.
Até que percebemos que o chão está inundando. A Rafa se toca para trás da bicha. Constata que, em sua dança, a máquina fechou um registro, impedindo a saída de água para o esgoto. Por isso, a inundação. Ela reabre o registro começa a secar o ambiente.
De repente eu paro. Me dou conta de que há cinco minutos estou montado numa máquina de lavar. Olho fixo para minha mulher. Não preciso dizer nada. Os dois realizam o absurdo da cena e começam a rir.
Depois, nos olhamos preocupados. Ela repete que a nova casa tem fluidos negativos. Não somos muito de acreditar nestas coisas, mas concordamos que temos de contratar um trabalho. Sério. É parquet que salta do lugar, pintura que não acaba nunca, porta de banheiro que não abre porque bate no vaso, água que entra pelos vidros da cobertura...
Ainda se este gato servisse para espantar espíritos.

domingo, junho 17, 2007

Quando você está com vontade de beber algo e não sabe o quê. Quando há uma sede que nem Coca, nem água, nem suco podem matar. Então, você pode até não saber, mas precisa de água tônica de quinino. De quinino! De quinino!

quinta-feira, junho 14, 2007

Receita de bolo
Ingredientes desta Receita:
Massa:
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de leite
• 5 ovos
• 1 xícara (chá) de açúcar
Recheio e cobertura:
• ½ xícara (chá) de chocolate granulado
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• 2 latas de leite condensado

Preparo da Receita
Massa: Bata na batedeira, as claras em neve bem firme. Junte as gemas, uma a uma, e acrescente o açúcar. Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater. Incorpore, por fim, delicadamente a farinha peneirada com o Chocolate em Pó e o fermento. Despeje em uma fôrma redonda (28 cm de diâmetro) untada e enfarinhada e leve para assar em forno quente (200º C) por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte-o ao meio.
Recheio e cobertura: Leve o Leite Moça, a manteiga e o Chocolate em Pó ao fogo, mexendo sempre. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar, sem parar de mexer, por cerca de 6 minutos ou até formar um creme consistente. Cubra uma metade do bolo com este creme, arrume a outra metade, espalhe o restante do brigadeiro com uma espátula ou faca e espalhe o chocolate granulado em toda a superfície. Leve para gelar e sirva.

terça-feira, junho 12, 2007


Com milhões de espécies vivendo no Planeta, por que raios os canais de animais gostam tanto de falar dos malditos SURICATOS? Aliás, aquela novelinha dos suricatos no Animal Planet quando começa a ficar legal, termina.

segunda-feira, junho 11, 2007

Olhem que lindo o trabalho da Roseli. Amanhã, às 19h, inaugura uma exposição dela. Na Fundação Ecarta - João Pessoa 943.

segunda-feira, junho 04, 2007

Um amigo foi ao Guion e não gostou do som da película. Resolveu enviar um mail para o endereço carlos@guion.com.br, o único que constava no site do Guion. Vejamos o profissionalismo com que foi tratado. É divertido.
A propósito, eu já tive problema com som no AeroGuion, mas fui previamente avisado, pelo bilheteiro, do defeito da fita  antes da sessão e resolvi encarar.
 
MEU EMAIL 01
Prezados,
Sou cliente e freqüentador dos cines Guion há um bocado de tempo. Sempre fui apreciador dos cafés, das salas de cinema e de toda a qualidade dos serviços oferecidos no local. No entanto, confesso ter ficado bastante decepcionado ao assistir Homem-Aranha 3 na sala do AeroGuion neste último sábado, dia 02 de junho, na sessão das 20h30. A qualidade sonora da película, com o perdão da palavra, estava ridícula. Acordes desafinados, sonoridade oscilante, sons dissonantes. A combinação do áudio remontam aos piores momentos de sessões freqüentadas no finado Baltimore da Osvaldo Aranha.
Por ser freqüentador das salas de cinema do Guion, entendo elas estarem entre as melhores da cidade. No entanto, neste último sábado, senti-me completamente desrespeitado por ter desembolsado 12 reais para assistir a uma fita velha, gasta e completamente inapropriada de ser rodada ao público. Especialmente por tal preço. A péssima sonoridade impossibilitou que qualquer momento do filme, em especial àqueles de maior tensão e emoção, fosse apreciado.
Estava pronto para reclamar no ato, na saída. Mas por ter sido a última sessão do dia, não havia mais ninguém no local além do rapaz que fechou a sala. Certamente não seria ele o responsável pela fita. Por isso envio esse email. Reclamo por ter me sentido desrespeitado, beirando o roubo. E peço que vocês avaliem melhor os critérios das fitas que recebam antes de rodarem ao grande público.
 
Atenciosamente,

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RESPOSTA GUION 01
Marcio,
"Beirando o roubo". Mas que exagero.
O filme tem momentos de fibrilação no som e percebemos o mesmo defeito na cópia que está no Guion Sol. De início pensávamos que fosse problema no projetor, mas o defeito foi verificado na outra sala também. Existem muitas coisas que não sabes da atividade para ficar jogando lama e considerar que tudo é uma questão de sacanagem. Desde quando um filme que roda 4 semanas pode estar gasto a ponto de ser chamada de fita velha?
Assim como um projetor apresenta defeitos da noite para o dia, o mesmo acontece com a copiadora do laboratório e só vamos perceber quando projetado. Ou acreditas que o laboratório faça testes nas mais de 600 cópias que foram lançadas no mercado deste filme?
Acreditas que os exibidores têm condições de ficar vendo cada filme antes de o lançar? E a troca da fita não é uma questão de querer e pronto. Já solicitamos ao distribuidor e estamos aguardando troca.
No momento em que a atriz principal canta no teatro há uma leve fibrilação na voz e de resto não há nada que justifique uma reação tão dramática como a sua.
Para compensar a frustração, colocamos à disposição uma cortesia na bilheteria do cinema.
Atenciosamente
Carlos

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MEU EMAIL 02

Carlos,
 
Não quero a sua cortesia. Aliás, cortesia é uma palavra que tem me parecido impressionantemente distante do Guion. Não sou a primeira pessoa a ter suas críticas recebidas com desprezo e desdenho.
 
E se você acredita mesmo que existe apenas uma leve fibrilação na voz da atriz principal no momento do teatro, ou você não assistiu a fita até o final ou seu ouvido é atonal.
 
Lamento que você tenha interpretado a minha reação como dramática ou exagerada. Mas a verdade é que não consegui apreciar qualquer passagem do filme em que houvesse som. Como o filme não era mudo, ficou realmente complicado curtir o momento.
 
Concordo com você que tem muita coisa que eu não sei sobre a sua atividade. Assim como tenho certeza que não é sacanagem. Não sou conspiracionista e acredito que no fundo há bondade em todos. No entanto, a verdade é que eu não tenho que entender absolutamente NADA da sua atividade. Tenho que simplesmente entrar na sala de cinema e ver meu filme com tranqüilidade. A partir do momento em que um leigo como eu percebe alguma coisa errada, é porque alguém não fez o seu trabalho direito.
 
Não quero cortesia. Quero respeito e que aceites uma simples crítica construtiva ao invés de desdenhar a opinião de quem um dia foi seu público.
 
Att.

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RESPOSTA GUION 02

Sabia que reagirias assim, afetadamente!
Me chamas de ladrão e queres ser tratado com cortesia!!
Espero que cuides com a mesma severidade desta sua empresa com que exiges dos outros.
Ridículo fazer esta onda toda por míseros R$ 12,00.
Temos pelas pessoas que te prestam algum serviço.
Não me responda pois não lerei mais seu e-mail. Aliás duas linhas deste já foram suficientes.

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sábado, junho 02, 2007

Últimos capítulos da novela "Giovani: o estacionador".
 

Vontade de chorar ao me despedir da dona do estacionamento.

Giovani – Vou sentir falta, sabia?

Ela – Eu também. Me acostumei em te ver aqui, sempre assim...

(Que será que ela quis dizer com "assim"?).

Giovani – ...Glup...

Ela – Calma, não fica assim... Vocês vão para um lugar melhor. Tudo novinho.

Giovani – Posso te perguntar uma coisa? Será que eu podia deixar o carro aqui às vezes sem pagar. Sei lá, só pra matar a saudade, quando eu vier no Ventura ao meio-dia. Meia horinha. Daí a gente se vê às vezes.

Ela – Claro!

Abraçamo-nos.

***

Cumpre retroceder dois meses e publicar um capítulo-chave inédito de nossa relação.

Chego para pagar a mensalidade. Mais uma vez, sem dinheiro. Claro que ela já sabe que eu não sou Giovani, já recebeu mil cheques meus, mas impossível não ter um medinho de que tudo se desfaça de repente.

Assino o cheque e entrego. Ela olha, olha, olha...

Ela – Mas... Tu não é Giovani?!

Eu congelo. Tonteio. Perco o equilíbrio, os ouvidos zunindo. Não acredito que dois meses antes de me mudar a mágica vai se desfazer. Não, isso não pode estar acontecendo. Preciso agir. Agir rápido.

Giovani – Não, sou Sebastião. Sempre fui. Mas por favor, pelo amor de Deus, te rogo: continua me chamando de Giovani. Olha só: se tu parar de me chamar de Giovani, eu fico brabo, nunca mais estaciono aqui. Combinado?

Ela – Combinado. Tchau, Giovani,

Ela me chamou de Giovani de novo. Menos mal. Mas alguma coisa mudou. Parece que se quebrou o encanto. Dirijo até a Zero Hora no automático. Quase bato duas vezes. Um vazio, um vazio... Isso durou dois dias. Até eu ver que ela continuou me chamando de Giovani com tanta naturalidade e espontaneidade que seria injusto pensar que algo estava diferente entre nós.

***

A propósito. Desde hoje, estou em casa nova. Agora, sou de Mont Serrat.  

sexta-feira, junho 01, 2007



Depois de A BARATA...

... O PORCO!

quarta-feira, maio 30, 2007

o melhor chope que eu tomei na minha vida foi em oxford. o dia estava plúmbeo, como, aliás, são os dias do inverno inglês. eu estava completando minha temporada de 30 dias na cidade. já tinha experimentado uns 50 chopes guinness desde a chegada, e todos tinham o mesmo gosto e a mesma consistência de xixi. uma tarde - e estava frio! -, o professor gordo do curso de inglês apresentou a turma a um pub realmente tradicional. eram umas 15h, e o lugar estava abarrotado de estudantes da universidade. na rua, o típico fog britânico. dentro, o típico fog britânico gerado pelos cigarros acesos. instalamo-nos em mesas de madeira no pátio, em volta de carvões megacompactos em brasa - carvão australiano, diz meu primo bento. tateando na fumaça, ingressei no pub e fiz a última tentativa.
- uma guinness, plis.
tomei um gole. (som de fadas se aproximando). (arrepau no pio). (peito de pomba morta). que loucura. o chope era tão cremoso e tão amargo e tão bom que me tirou do ar por uns segundos.
As pessoas têm uma mania absurda de se impressionar com o clima. Cada vez que vem o frio dizem: "nossa, olha o frio, é o maior em dez anos". Se vem calor: "oh, o aquecimento global". Porra! Sempre fez frio e sempre fez calor em Porto Alegre. Temperaturas baixas não são novidade no nosso outono ou no nosso inverno e até na nossa primavera. Não há nada de escandaloso no clima dos últimos dias. Continuo saindo de camiseta, camisa e casaco, como faria se a temperatura fosse 20 graus. Então, parem! 

terça-feira, maio 29, 2007

- Como te llamas?
- Pedro Pachuca.
- Más alto.
- Pedro Pachuca.
- Más alto.
- PEDRO PACHUCA!!!
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
...
- Son novios! Son novios! Son novios!

segunda-feira, maio 28, 2007

Nossas coisas já estão na casa nova. Foram sábado. Nós estamos passando uma temporada na casa dos meus sogros. Se Deus quiser, só até sábado. Nada contra os anfitriões, pelo contrário. É que dormir separado é brabo. Ainda tenho de escrever sobre a despedida da Jaime Teles. E sobre o Uruguai. E sobre alguma coisa mais, provavelmente.

quinta-feira, maio 24, 2007

Uma produção das Organizações Fabiano Goldoni y Laura Cogo. Confiram:
 

quarta-feira, maio 23, 2007

Seis da tarde e toca a música do plantão da Globo. A redação de ZH pára. Uma centena de jornalistas corre para a TV. O que houve? Caiu um avião? Lula foi internado? Alexandre de Santi tenta colocar no 12, mas se mostra incompetente para mudar de canal. Nos bandos em volta das demais TV, olhares interrogativos. Até alguém se dar conta que tinha sido só um celular com toque de plantão acionado pelo Zarif, da arte. Pura verdade.

sábado, maio 19, 2007

Quando cheguei em Montevideo, uma destas promotoras maravilhosas do Free Shop ofereceu-me uma nova fragrâcia. Polo Double Black. Pingou um pouco em meu punho, no outro, olhou bem no meu olho e disse: espere, sinta no corpo, depois você decide se gostou. Ela desapareceu, e eu fui embora sem dar muita bola. Pois nos cinco dias seguintes que passei no Uruguai tomei pelo menos cinco banhos e o cheiro burrifado pela princesa não saiu. Na volta, procurei-a. Ela não estava. Me veio outra com a mesma oferta, de novo odorificou-me e desapareceu sem nem um adiós. Pois não é que já faz três dias e continuo com o punho perfumado! Que fixador tem esse perfume, que fixador!
A menos que... A menos que... A menos que aquelas moças fossem fadas, e aqueles perfumes poções. Poções que modificaram minha estrutura genética e fizeram meu próprio corpo produzir a fragrância. E se, hein? E se? E se, agora eu sou um ser especial, mágico, divino. E então serei levado de cima a baixo, de baixo a cima, mãos dadas com os cientistas. Nova York, Massachussets, Basiléia, hospitais e laboratórios em todo o mundo. Levar-me-ão por toda a parte, serei um rato de laboratório, até conseguirem isolar o gene mágico e depois inseri-lo em todos os que pretendem ser eternamente cheirosos. Nesse caso... Nesse caso serei rico, rico, rico (imagem de fim de desenho animado, bonequinho jogando moedas ao alto)!
Mas peraí. Tive uma idéia. Outra idéia. Meu gato. Meu gato, ele produz amoníaco. Não mija, libera amônia pura - usamos máscaras de gás aqui em casa. É uma fabrica ambulante. Tenho de apresentar urgente o Aquiles aos cientistas. Já imaginou se todas as vacas tivessem o gene do aquiles? Elas estariam despejando puro adubo no campo. Os pastos nascerão mais bastos, o gado terá mais bóia. E, nesse caso, serei rico, rico, rico!

sexta-feira, maio 18, 2007

Oi, tudo bom? Estou chegando de Montevidéu. Passei aqui só para dar um abraço. Em breve, fotos e relatos. 

sexta-feira, maio 11, 2007

Pois duas pessoas já me disseram isto: chupar limão é o melhor remédio para a azia. Seria mais ou menos assim: o limão informaria ao cérebro que algo muito ácido está por descer, que enviaria ao estômago ordem para neutralizar a ação liberando substâncias básicas. Ainda não experimentei.

terça-feira, maio 08, 2007

Jaime Palilo peidava em sala de aula. Um dia, disseram-lhe que dar puns na frente dos outros era falta de educação, mesmo quando a liberação não causava ruído. Jaime Palilo passou a sair de sala de aula para se traquear. Levantava-se da classe, ultrapassava a porta, fechava-a, cerrava os olhinhos e só então soltava-se. Esperava vinte segundos até o cheiro se dispersar e voltava ao seu assento. Algumas poucas vezes, o odor seguiu seu rastro pelo interior da sala no retorno. Disseram-lhe que desafrouxar no corredor e logo regressar à classe era falta de educação; o correto seria utilizar sempre o banheiro para se aliviar. Novamente, Jaime Palilo mudou sua rotina. Quando vinha a vontade, saía correndo da aula e cruzava o corredor até o lavatório da escola. Mas quando chegava no lugar certo para peidar educadamente, a vontade já tinha passado. Foi então que Jaime começou a segurar puns. Pois reteve tantos gases, o pobre, que terminou por explodir. Diz-se que faleceu de peido.

domingo, maio 06, 2007

A Maria Paula Letti agora tem um blog: Banho de Loja. É só sobre moda.

quinta-feira, maio 03, 2007

Acabei de publicar um post. E acabei de excluir esse post. Falava sobre minha opinião quanto a eucaliptos na Metade Sul. Já fiz matérias sobre isso, ainda devo fazer, e é certo que as fontes poderiam me tratar diferente se soubessem o que realmente penso - sem contar que poderiam utilizar o texto para me pressionar de alguma maneira. Não que as fontes costumem passar por aqui, não que isso fosse uma probabilidade, mas é sempre uma possibilidade. Por isso, retirei o post do ar.
Mas no exato momento em que deletei o texto, senti um sufoco danado. Estou na minha casa, a minha pança a descoberto, o vento frio no lombo, calça de pijama furada no saco, meia-noite. O suprassumo da privacidade. E não é que minha vida profisisonal invade intempestiva e abruptamente, sem bater na porta, a minha vida pessoal! Me sinto absolutamente desrespeitado.
Sempre tentei separar o trabalho do resto. O certo seria eu publicar o post, as fontes o lerem e entenderem que se trata de uma opinião pessoal que não interfere no meu labor. No mundo perfeito seria assim.
Acho que estou ficando velho, perdendo as forças para lutar por esse mundo perfeito.
***
Please, se possível comentem, me consolem, ainda que anonimamente. Só eu que me sinto agredido por situações como essa?

quarta-feira, maio 02, 2007

Hai Kai

Mate com leite de cabra
Gosto de bode
Enjoado

segunda-feira, abril 30, 2007


Vai dizer: patins eram muito mais sexy do que rollers.


Na foto: Gretchen - dava um caldo, hein?
Aleluia! Tem coluna nova do Margarida na www.revistadoispontos.com.br

sexta-feira, abril 27, 2007


Eu quero ir para a Agrishow. Eu quero, eu quero, eu quero. Tomar café na cafeteria secreta da AGCO e ver o novo cabelo da Joelma. Eu preciso. Comprar botinhas de camurça na lojinha da Massey. Eu agüento. Me empoeirar de terra vermelha, correr feito cão e ainda tomar um chopinho à noite. Eu tolero. Dormir em convento, ser acordado por sino e participar de coletivas chatas. Eu mereço. Conhecer gente nova, aprender tudo sobre agronegócio e encontrar o autor desta foto ao lado (o fotógrafo Ernesto de Souza, figura imperdível). Eu quero, eu quero, eu quero. Mas não vou. Pra mim, é Fenasul (!), Esteio, Brasil.

quarta-feira, abril 25, 2007



Tenho uma dica. Jamais economize em ovos de codorna. Para pagar 2 pilas a menos comprei o pote mais barato. Afinal, por fora todas as marcas são iguais. Não existe você chegar na prateleira das conservas e dizer "nossa, como estes ovos de codornas estão lindos" ou "que horror, estes ovos de codorna estão bichados". Mas por dentro... Por dentro cada marca é diferente. Por exemplo: os ovos de codorna da Conservas Leopoldina, que eu comprei, eles são o que há de ruim. São duros, a gema é quase branca e não têm gosto de nada. Estou frustrado, porque queria mesmo adquirir o hábito de comer ovos de codorna - acho tão chique -, mas não foi desta vez.

terça-feira, abril 24, 2007

Descobri um blógui bem legal. É de uma amante de aluguel. E amante a la antiga. Fada Safada, o nome dela. Só não entra direto, cara. É bom saber antes que é impróprio para menores e para ambientes de trabalho (exceto agências de publicidade).
***
Nada a ver com a saFADA. Mãe, Maria, mulherzinhas: a Tica voltou a atualizar o blógui. Alías, mãe, Maria, vocês conhecem o monomulti, né?
***
Tá, desculpem, eu sei, isto aqui não é a porta da geladeira lá de casa.

sexta-feira, abril 20, 2007

Esta apresentacao foi gerada pela VIVO


Quem é feliz come. Quem é triste também.

quinta-feira, abril 19, 2007

Me pediram e eu fiz um grifo para a matéria que saiu no Guia dos Mascotes de ZH sobre "o sexo dos gatos" (adivinha quem sugeriu a pauta). No fim, o texto saiu no ClicRBS. Mas eu poupo tempo de vocês e o reproduzo aqui. É adaptação do que já tinha feito à época neste blog.


Dois gatos e uma gata

Um dia cheguei em casa e descobri que teria de agüentar duas gatas no apartamento - minha mulher, a Rafaela, e mais outra, uma guaipeca com lombo preto e pança branca, coisa mais bonitinha. Elza Briseida, o nome dela. Um pouco agitada, felina manhosa, mas também moça meiga e de andar elegante feito modelo de passarela.
Traços que me acostumei a amar nos primeiros dois meses que passamos com ela. Até a fatídica noite em que chegamos de uma festa e encontramos nossa princesa esparramada no chão da cozinha. Posto que se coçava, resolvi ajudar. Cheguei perto e notei que entretinha-se, a gata, com algo inchado abaixo do rabo. Chamei a Rafaela para ver.
- Ai, isso é um pinto, Sebastião! - exclamou.
Desesperados, fizemos ali mesmo um primeiro exame clínico, mas digamos que o aparelho reprodutivo dos felinos é bastante confuso. A seguir, fui à Internet, digitei "anatomia gato" no Google e descobri imagens reveladoras. Mas apesar de todas evidências - provas, eu diria - custamos a acreditar no fato (um veterinário confirmaria posteriormente que tínhamos em mãos um gato, e ainda por cima descobrindo a própria sexualidade).
Quando nos demos conta da verdade, bateu um vazio - afinal, amávamos um ser inexistente. Passamos alguns minutos apenas observando a bichana, digo, o bichano, e buscando traços de menino. Claro! As garras inquebráveis, a cabeça grande e robusta, os dentes afiados, o olhar desafiador, aquela energia para destruir os móveis, como nunca tínhamos reparado?
Aos poucos, fomos construindo o nosso gato guerreiro. A primeira providência foi, naquela mesma noite, trocar o nome do animal. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a escrava preferida de Aquiles. Na minha casa (onde hoje somos dois gatos e uma gata), Briseida é Aquiles.

segunda-feira, abril 16, 2007


Sabem quando a gente ganha algo tão bom que não merece? Pois eu ganhei uma câmera digital profissional.

Ontem mesmo, trouxe para casa e comecei a testá-la com a cobaia Aquiles. Deitado na cama, procurava o melhor ângulo do gato. Ao mudar de posição, terminei inadvertidamente forçando meu pé contra o vidro da janela. De repente - PLÉINSTRECS! -, o vidro estourou.

Olhei para trás e lá estava o meu pé atravessado por um pedaço de janela. Tinha de permanecer imóvel e dar um jeito de me livrar daquela lâmina. A Rafa veio, mas ficou branca ao ver tanto sangue. Pedi que chamasse algum vizinho. Voltou com o vigia da rua. O cara ficou branco também, mas cumpriu as ordens de desencravar a janela do pé.

Amarrei uma camiseta no corte para estancar o sangue. Tive de chamar meu pai (a Rafa continuava mal), que me levou ao HPS - apesar de tudo, nosso pronto-socorro funciona sempre muito bem. Me deram pontos e me mandaram para casa. Ainda dói.

Sabe quando a gente ganha algo tão bom que não merece? Então tem que acontecer algo tão ruim para compensar.

sexta-feira, abril 13, 2007

Nossa, que horror. Total abandono. Limpe as teias de aranhas ali no canto, Jocemara. Não! Aí não, no outro canto, acima, à direita. Isso bem sobre o "login". Aliás, nunca tinha reparado neste "login". Será que está há muito por aí? E pra que serve? Pra utros logarem no meu blógui? Cruzes, só de pensar me dá arrepio.
Rapaz, há mais de dez dias que não passo por aqui. A página jogada às traças. A-a-a-atchim!!!! Yek. Poeira. Já te disse, Jocemara, que só espanador não serve. Tem de passar paninho úmido, que nem a Beth. Bem feito pra mim. Onde já se viu comprar espanador em sinaleira? Onde eu estava com a cabeça naquele dia?
Mas o que é mesmo que eu vim fazer aqui? Ah, lembrei! Tem a história da mulher do estacionamento (mais uma), dos raios de Unistalda (terror), do passeio na Oscar Freire, mas agora está me dando uma pregui...(bocejo)ça. Acho que por hoje é só. Boa noite, vou me deitando.
Ah, sim, já ia me esquecendo. Tão aqui teus vales-transporte, Jocemara. Mas antes de ir queria te pedir uma última coisinha. Dá uma varridinha ali no rodapé, por favor. Isso, bem em cima da barra do Windows. Quero ver isto aqui limpinho amanhã. Fui.

terça-feira, abril 03, 2007

Tá lá no blog da Lu Geiger, que eu recém descobri. Um cara fez uma pílula anti-arroto para vacas - e bois e touros e terneiros e terneiras e etc... Dizem que os arrotos desses animais respondem por 4% do efeito estufa - com a pílula esse índice poderia baixar para 3%. Como eu sempre ouvia falar nos "gases" das vacas, achava que eram os peidos que causavam o aquecimento global. Mas, claro, faz sentido, ruminantes, arrotos, efeito estufa. Parece que eu estou vendo, na vacinação contra aftosa, pílula para todo povo lá da fazenda. Inclusive pros veados, que acho que veado rumina. Rumina? Nisso tudo o que me deixa mais indignado é esse lance de culpar os pobres bovinos. Que podemos fazer nós diante da necessidade fisiológica dos animais de soltar gases? A menos que eliminemo-los. Mas o que vamos nós, terráqueos, comer? Verdura? Mas aí seremos nós a peidar contra a atmosfera, que vocês sabem que quem come salada peida fedorento, né? Também podemos comer suínos (nham!) ou frango (bleargh!). Mas aí vem a questão dos dejetos. Porque bosta de porco e de galinha fede, e, além de feder, solta gases. Por mais que se façam biodigestores, boa parte dos gases escapam (ops). Enfim, é um labirinto sem saída. Portanto, deixemos as pobres das vaquinhas arrotar sem terem de pedir desculpas por isso e concentremo-nos em nossas indústrias e automóveis. Que tal?
E a irmã do Alemão não vai posar nua?

quinta-feira, março 29, 2007

Que Batalha dos Aflitos, que nada... Inacreditável é:
 
"O presidente da Congregação Israelita Paulista, Henry I. Sobel, de 63 anos, foi preso na última sexta-feira, em Palm Beach, nos Estados Unidos, acusado de furtar uma gravata da Louis Vuitton.(...) De acordo com um jornal local, o sistema de vigilância interno da loja já havia mostrado que o rabino tinha levado a gravata. Em sua sacola, foram encontradas gravatas Louis Vuitton, Giorgio's, Gucci e Giorgio Armani. O valor total das gravatas seria de US$ 680."

quarta-feira, março 28, 2007

Estou com cheiro de vileiro em dia que falta água. Tenho vontade de vomitar. Entrei e um táxi muito porco e o fedor impregnou na minha roupa. Contaminou. Minha camisa, eu vou botar fora. Tá, vocês não tinham nada a ver com isso.

segunda-feira, março 26, 2007



Só quem teve a casa invadida e roubada sabe a sensação de chegar ao lar e encontrá-lo revirado. Sábado, cheguei em casa e congelei. Até descobrir que o gato tinha:

- Dado um jeito de abrir a porta do armário

- Derrubado todas as sacolas que havia dentro e espalhado-as pela cozinha

- Escalado até derrubar o saco de rações e arrastado-o por toda a sala, esparramando a comida pelo apartamento

- Revirado o lixo seco e o orgânico

quinta-feira, março 22, 2007

Meu amigo Alexandre de Santi assinou promessa de compra e venda de um apartamento na Ramiro Barcelos. Assim justificou:
 
"O negócio é comprar apartamento no Bom Fim, trabalhar na Zero Hora, votar no PT, tomar chimarrão no brique trajando um abrigo de tactel e passar 30 dias em Cidreira todo fevereiro."
 
É isso aí!
Sabem o que eu estava vendo agora na TV? Os Monstr..., quer dizer, entrega dos prêmios Açorianos e Tibicuera de Teatro.

quarta-feira, março 21, 2007

Adenóides. Taí uma palavra que a gente só escuta quando é criança.

domingo, março 18, 2007

Deletei a foto que estava aqui. Quem viu viu. Quem não viu não perdeu nada. Viu?

quinta-feira, março 15, 2007



Rafa, está tudo bem aqui em Não-Me-Toque. Volto amanhã. Me espera. Te amo.

terça-feira, março 13, 2007

Deus do céu, estou casado! Mantenho "RELAÇÃO DE VIDA EM COMUM"!

Olhem o documento que tive de enviar ao banco.

Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.

sábado, março 10, 2007

Economizar em fio dental (leia-se comprar Colgate em vez de Johnson) é o cúmulo do pão-durismo.
***
Estarei em Não-Me-Toque nesta semana. Hospedado em Carazinho. Com escala prevista na Festa da Cuca e da Lingüiça, em Victor Graeff.

quinta-feira, março 08, 2007

Retrato da Cultura Gaúcha, parte II

Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
Me resta viver das glórias do passado. Esse blógui já teve bons momentos. Ah, se teve: http://bloguidotiao.blogspot.com/2005_12_01_archive.html
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
Quando recebo mensagens ou quero enviar um torpedo no meu celular, ele me oferece uma porção de respostas ou textos prontos e quase prontos para eu enviar. A saber, na ordem: Sim, Não, OK, Obrigado, Parabéns, Feliz Aniversario, Também te amo (sempre uso), Abraços e beijos, Desculpe, Me atrasei, Ligue para..., Estou em casa, Estou em reunião, Reunião cancelada, Estou no trabalho, Desculpe meu atraso, Vejo você em..., Infelizmente não poderei comparecer.
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!

sexta-feira, março 02, 2007

O que fazer quando uma matéria sua salva simplesmente desaparece do sistema às 18h de uma sexta-feira?
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
Tem umas cidades que cismam comigo. Uruguaiana e São Gabriel. Volta e meia elas me chamam. Lá vou eu para a Abertura da Colheita do Arroz em SG. Adeus fim-de-semana com a Rafa, adeus formatura da Aline, adeus festa da Júlia.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Um retrato da cultura gaúcha (será?), parte I.

Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Estava de férias. Vocês devem ter reparado. Se é que vocês existem. Toc, toc, toc: tem alguém aí, do outro lado? Rafa, irmã, pai, mãe, amigos? Aliás, ainda tenho amigos? Se não, culpa minha, absolutamente minha. Confesso - "confeti, confesso que chorei". Quando foi mesmo que deixei de ser aquele ser amado e dedicado que fui aos 17, para me tornar esta pessoa dura e misantropa? "Misantropo", no feminino, não funciona, vai dizer... Tinha de ter palavra mais bonita para isso, ah tinha. Ainda se eu fosse bom de metáforas, podia lançar mão de uma, para substituir. É no que dá ter escanteado a poesia por uma vida toda. Enfim, é o que se qué, resmungava o jardineiro da minha tia.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Barbosa no campo, seu novo (já velho) lar:

- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.

- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).

- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?

quarta-feira, fevereiro 07, 2007


PPR na conta. Primeiro dia de férias. Vou na exposição de fotos de Pierre Verger, no Margs. Saio com um livro de R$ 170 debaixo do braço. Adoro perder o controle.
***
A propósito. Eu e a Rafa compramos um apartamento (com ajuda dos pais, óbvio). Uma coberturinha na Fabrício Pillar.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Quanto menos tempo falta para eu sair de férias, mas os segundos demoram a passar.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Há uma senhora que é nossa vizinha. Peraê, linguagem de gente: tem a véia do 402. Toda santa vez que ela vê eu ou a Rafa diz a mesma coisa.
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.

sexta-feira, janeiro 26, 2007


Em posição fetal. Ele nunca tinha feito isso. Nem nunca voltou a fazer.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Tem texto novo do Margarida na Revista Dois Pontos.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Passou a noite em claro, cada estalo nas madeiras da casa um susto. Às nove e quarenta e cinco chamou um táxi. Entrou no auto e pediu pro motorista seguir até a agência central da Caixa. Baixou na Caldas Jr, a 20 metros da entrada do banco. Nesse pequeno trajeto foi derrubado por um trombadinha. Desmaiou. Acordou com uma multidão à volta. Meteu a mão no bolso: cadê a carteira? Rememorou seus últimos passos e desmaiou de novo. Abriu os olhos instantes depois, ainda o povo. Pôs-se de pé. Deslizou a mão para dentro da calça. Estava lá, bem enfiado no rabo, o bilhete premiado da Mega Sena.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Fim-de-semana na fazenda.
Camperear, tomar banho de açude, se esticar na rede no fim de tarde - é tudo.
Voltar num pinga-pinga São Borja-Porto Alegre - ninguém merece.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Às vezes - e às vezes é mais do que às vezes - fico triste. Desmotivado, sem vontade de sorrir ou me mover. Me parece algo totalmente químico. Como se os remédios não funcionassem a contento. Andava assim semana passada. Aí, embarquei para Garopaba, onde teve o casamento da Tica. Três dias de praia - ainda que sem sol. Uma baita festa. Me perguntem quantas vezes fiquei abatido por lá. Pois bem: nenhuma.
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Tratado sobre o sexo dos gatos

– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)

terça-feira, dezembro 26, 2006

Eu já vou explicara tim-tim por tim-tim, Bia, como se diferencia um gato de uma gata. Antes disso, passo aqui só para me queixar. Eu odeio trabalhar. E estou com muita bronca da Yeda.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

A Isabel Marchezan tem uma gata. A gata não tem nome. É só "gata". Muito Isabel.

domingo, dezembro 24, 2006

Aconteceu um troço muito punk aqui em casa. Chato mesmo. Eu nem devia estar contando. Me sinto um idiota completo. Acho que a Rafa também. Não desejo para ninguém passar o que passamos agora há pouco. Tem de ter muita abertura para encarar na boa. Sabem aquelas coisas que de uma hora para outra mudam tudo na vida de alguém? Até determinado momento as coisas são assim - a bola é redonda; a terra, azul; a chuva, molhada -; desse instante em diante as coisas passam a ser assado.
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Tu ligas para o presidente de uma grande empresa e ele te trata triii bem. Aí, ligas prum executivozinho, um gerente regional, que seja, e o cara é um bagual. Impressionante, mas é SEMPRE assim.

domingo, dezembro 17, 2006

Estou tão arrasado que não tenho forças para descrever minha dor. Este post é uma homenagem a vocês, amigos colorados.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Em breve, meu blog atinge a marca de 30 mil posts. Em março, faz 3 anos. estava a fim de comemorar. Ir a um bar. Fazer como na festa do Alfinete, que teve distribuição de um panfleto com os melhores posts. O que vocês acham?
Amanhã, não haverá despertador. Me acordarei quando o corpo quiser. Ou quando algum foguete vencer a barreira do sono. E está decidido.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Domingo à tarde. Canal 20. A câmera amadora passeia por uma festa. Tudo escuro, não se enxerga rostos, talvez alguns corpos, muitos moles, sacolejando. Distingue-se apenas um homem vestindo um excêntrico chapéu preto brilhante. Corta. Comerciais. Banricompras Banrisul. Retorna câmera amadora. Outra festa. Um gordo bizarro enrolado em uma espalhafatosa capa preta e brilhosa recebe cumprimentos. Os crédito ajudam. Ah, sim, Em Azul Marinho.

Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Quem foi o idiota que desinventou a ventarola?

quarta-feira, novembro 29, 2006

- O que foi?
- E quem disse que foi?
- Sei lá, tu ficou me olhando, achei que era alguma coisa.
- Desde quando só de olhar vai?

quinta-feira, novembro 23, 2006

Não tem erro. É batata. Se durmo sem camisa ou pego vento nas costas depois de fazer exercício, adoeço. A vida inteira foi assim. Quando eu tinha amígdalas, eram elas que estouravam e me lançavam à febre. Desde que tirei as bolas da garganta, é a faringe que me incomoda - esta com a vantagem de não me deixar febril.
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.

terça-feira, novembro 21, 2006

Um dia cheguei em casa e deparei com um gato. Uma gata, para ser mais preciso. A Rafaela já vinha dando fortes indícios de que faria a adoção. Contra mim, um argumento irrefutável: "Gato é o bicho mais independente do mundo, Gordo, tu nem vai ter de ter de te preocupar".
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.

sexta-feira, novembro 17, 2006



Esta é a ilustração original para o texto "Americano que se diz australiano", do meu amigo Sérgio Margarida, na Revista Dois Pontos. O desenho é do Verça, da Afirma Comunicação. Aliás, como pediram os leitores deste blog, a publicação está totalmente remodelada. Não há mais que baixar arquivos e a atualização é bem mais freqüente. Divirtam-se.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Hoje faço três anos de namoro. Te amo, Rafa.

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Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/

P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.

terça-feira, novembro 14, 2006

Fiz salmão e lulas no jantar ontem. Ficou.

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Não escrevi semana passada porque estava em Uruguaiana. Estou de volta. Óbvio.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Será que eu acho arranhador de unhas para gatos por menos de R$ 40? Onde posso encontrar um arranhador de unhas para gatos por menos de R$ 40? Achei R$ 40 muito caro por um arranhador de unhas para gatos. Todo arranhador de unhas para gatos é feio? Ao menos, haveria um nome mais conciso para arranhador de unha para gatos?

quinta-feira, novembro 02, 2006

Jujuba.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Bosta. Não consigo mais ir ao futebol. Sempre trabalhando, sempre trabalhando, sempre trabalhando na hora dos jogos.

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Se eu fosse o Paulo Sant´Anna escrevia um post de 40 frases, todas dizendo a mesma coisa: minhas previsões se concretizaram, eu sou muito bom. Como sou eu mesmo, apenas reproduzo minhas opiniões de início de segundo turno.

"Tomem nota: o bigode vai crescer e pode até assustar. Só não se elege porque se desgastou muito quando foi governador e por causa do Lula."

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Estou esperançoso com a Yeda.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Um exemplo da guerrilha eleitoral petista: a mãe de uma amiga não vai mais votar na Yeda porque "diz que ela vai acabar com o 13º salário".

quarta-feira, outubro 25, 2006


Isto não é um convite. É uma convocação. Segunda, dia 30, 19h30, todos na "Feira do Livro" para o lançamento de "71 segundos", do Luiz Zini Pires. O assunto - a Batalha dos Aflitos - é bom, o autor é bom, o resultado só pode ser bom também. Gremistas: pintemos a praça de azul.

terça-feira, outubro 24, 2006

O telefone tocou. Atendi. Da parte de Andrea Santana. Os mais antigos devem lembrar, ela já freqüentou este blógui. O rapaz participou-me que a cabeleireira havia se mudado (aliás, notícia antecipada pelo Blógui do Tião há bastante tempo). Saiu do Sexton e instalou-se na Padre Chagas, 346. Pensei: "bom, agora que ela livrou-se do jugo do explorador, pode cobrar mais barato". Liguei para perguntar o preço e, quem sabe, marcar hora. Uma moça informou: R$ 53, o corte masculino. Desisti. Ah, Andrea, não muda esta Andrea...

segunda-feira, outubro 23, 2006

Está certo que eu sou descoordenado. Que passei a infância entre neurologistas, psicopedagogos e psiquiatras. Que joguei bola minha vida inteira e nunca deixei de ser perna-de-pau. Mas passar os dias inteiros tendo de escrever e até hoje não ter aprendido a digitar sem olhar para o teclado é absolutamente frustrante.
Acabei de lanchar um pastel de forno recheado com brócolis. Fiquei com uma vontade de arrematar com uma fatia de Marta Rocha. Maldita dieta!!!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Estou há uma hora vendo o programa Rei Majestade do SBT. É uma competição entre os mais decadentes artistas nacionais. O cenário é bizarro, a voz bizarra do Lombardi narra textos bizarros, o Silvio Santos é bizarro e agora o Byafra (voar, voar, voaaaar...) está se apresentando. Que oculta força do Universo me faz permanecer em frente à TV?

Já são vencedores (com direito a música no disco do SBT) Vanusa, Katia (a ceguinha), Marcos Sabino e Adilson Ramos (interpretou "quando Deus te desenhou").

De saco pra mala. O melhor da pastilha Valda era a latinha. Hoje, ela não existe mais, e a pastilha vem em embalagens de cigarro! Quando eu era criança não vestia roupas da Speedo porque pensava que eram do cigarro Óliú. E, quando eu era criança também, achava que aquele jingle da Valda no Silvio Santos era: "Mastiga as fralda, mastiga as fralda..."

De mala pra mochila. Parei em uma esquina. O outdoor dizia: "tire o dedo do nariz: tem gente olhando. A Printpress cuida da sua imagem" (ou coisa assim). E eu tirei o dedo do nariz.