sexta-feira, setembro 21, 2007
***
Foi no jogo Grêmio e Santos. Cheguei com uma vontade de mijar... Nem sabia que quentão dava vontade de fazer xixi. Ah, é: tomei um quentão antes de entrar no estádio. Na frente do portão principal, onde ficam uns gambás. Aliás, quase que não tomo. Quando estendi os dois pilas pro carinha, ele inventou de fazer propaganda do negócio. Mais ou menos assim, ó:
Eu - Quanto tá?
Ele - Dois pila. (Tiro a grana da carteira e vou pagando). O melhor de todos. Com gemada.
Eu – O quê? Gemada? Quentão com gemada?
Ele – O melhor que tem. Bastante gemada.
Recolho o dinheiro, penso um pouquinho e concluo: se fuder, me dá este quentão! Por sinal, tri bom o quentão. Mas por que mesmo eu tou falando disso? Ah, sim, o banheiro. Entrei no estádio e fui mijar. Quando passei pelas escadas, a vi.
Estava de pé encostada no corrimão. Tinha 1,70 metros, vestia uma calça jeans socada no rabo e um casaquinho preto do Grêmio, desses bem fashion. O fecho, fechecler, sofria uma pressão constante de duas melanças que queriam porque queriam saltar para fora. Que tetos! Na mão, levava uma mini-bolsa “Fendi”. Fazia o tipo boazuda e parecia pensar cada detalhe de sua postura: estava acentuadamente inclinada, como se apoiada exclusivamente no cotovelo direito, que, no entanto, apenas repousava no corrimão. Ah, e uma cara de puta que só vendo!
Mijei e sai do banheiro ainda fechando a braguilha. Passei pela moça e ela lançou um sorrisinho e deu a seguinte brincadeirinha.
- Não deu tempo de fechar?
E eu, babaca e enbasbacado, respondi apenas.
- Er, não... Não... – e segui.
Não foi assim - eu passei por ela e senti. Na verdade, passei por ela, senti e depois refleti sobre meus sentidos. Estou falando do cheiro, claro. A prova irrefutável da condição da amiga. Indubitavelmente, era cheiro de profissional. É difícil explicar. Não é que elas usem Amor Gaúcho, como muito se diz. Pelo contrário, fazem questão de perfume fino. Então, é mágico, não tem lógica: é como se quando a fragrância tocasse no corpo de uma prostituta adquirisse características uma característica única que denuncia a identidade da profissional.
****
Como acaba: a amiga vai pra casa com um magro narigudo que se dignou a dar-lhe atenção em meio ao futebol. O Grêmio perdeu a final dessa libertadores para o Boca Juniors.
quarta-feira, setembro 19, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
sábado, setembro 01, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Entrevistando o Lord Mayor da City of London, sir John Stuttard, e falar com alguém que é sir já é muito divertido, envolvi-me com uma instigante história do nosso Pampa. Meu entrevistado contou-me do parentesco de sua esposa com um antigo dono de uma fábrica de línguas enlatadas em Bagé. Na conversa, pediu que, se eu tivesse informações sobre a origem da marca das línguas, mandasse notícias. Curioso, fui um pouco além e, com meu inglês macarrônico (corrijam meus erros, plis), escrevi o seguinte e-mail a Sir Stuttard (bem abaixo deste post, leia o resumo, em português).
I had to call to Bagé to confirm McCawl´s first name. I found out many other things that I didn´t use in newspaper but may be curiosities for your wife´s family.
Your wife´s great grandfather, Charles McCawl, was a well-known man in Bagé. As you told me, he had an industry that canned cattle tongues to export. At that time, there were other brittish an european families operating in the meat area in the south of Rio Grande do Sul. McCawl didn´t speak portuguese well, but was very good in spanish - language that everybody understands in that region.
I talked to a friend of Charles (sun of a very good friend of him) and he told me your wife´s relative was a very tall and strong man. What he liked most was to hunt (specially grouses) and to fish. That man told me Charles had two suns - Alan and Osborne, who were twins. Alan lived in Bagé untill death and fabricated aliminium boats. Osborne is alive and works for Rolls Royce in London, according to that man. Charles had also a daughter, who died, when was young, in an accident envolving a shot in a hunting - a very sad story.
The house where the McCawl lived was big and beautiful, and it still exists in Vila Santa Thereza (district of Bagé). It belongs to HugoVaz Pinto, a businessman, who rents it. Untill some time ago, the place was - I'm sorry to inform - a brothel.
About the origin of the name "Paysandu": it was the name of a great prophet in the guarany indians' religion. After the christians arrived here, the indians began using the name Paysandu to call "Saint Thomas" (from Wikipedia).
Mais tarde, chegou a seguinte resposta do pedido de informações que fiz ao diretor do arquivo municipal de Bagé, mestre em história, Claudio Boucinha, um sujeito muito atencioso que não gosta de Zero Hora.
O GUIA ILUSTRADO COMERCIAL, INDUSTRIAL E PROFISSIONAL DE BAGÉ, publicado em 1937, possuía um conjunto de informações preciosas sobre a história de Bagé, embora com alguns senões. Por exemplo, o GUIA não possuía indicação de página alguma, bem como a autoria dos textos não estava devidamente identificada. No presente trabalho, um desenvolvimento do Município de Bagé, embora com uma série de ressalvas. O GUIA estava assinado pelo Dr. S. de Navasques, em Bagé, setembro de 1937. No original, completava uma planta da cidade de Bagé e seus arrabaldes, organizada e desenhada na gestão do Ilmo. [1] Dr. Luiz Mércio Teixeira, D. D. Prefeito Municipal ( aparecia, na planta da cidade, a assinatura de Francisco Gonçalves Vieira[2] ); e uma planta do Município de Bagé, em que apareciam os oito distritos.
[1] Exmo. (?).
[2] O nome não está legível, parcialmente.
Conforme depoimento de Ilo Mendes Boucinha, engenheiro agrônomo, que conheceu o pai e o filho: A família de Mac Cool, possivelmente, tenha vindo na década de 30 ou até antes. Permaneceu até a década de 60, quando mudou a regulamentação sanitária, que exigiam outras instalações. No caso, a fábrica era uma fabriqueta, de madeira, mas com todos os equipamentos para fazer a língua enlatada. Era exportada para a Inglaterra, visto que, entre outras coisas, era um súdito inglês que fazia a exportação. A casa da Família ficava na mesma localidade, perto da Charqueada Santa Teresa. Depois da década de 60, o filho passou a fabricar barcos, pois tinha equipamento para isso. A língua era temperada e bem feita.
As informações são pequenas, visto o apuro do momento. Um abraço. Claudio Antunes Boucinha.
Após o qual, enviei a seguinte resposta, como contribuição a quem quer que possa querer estudar a história de Bagé.
Olá, Claudio. Obrigado pela atenção. Conversei com o Sr. Nei Carneiro, um amigo do "velho" Charles McCawl, e com o Lord Mayor sir John Stuttard (abaixo a função dele), uma bisneta do inglês. A grafia correta do nome é a referida acima, segundo ambos, com certeza. De acordo com o Stuttard, ele chegou aqui no final do século 19. A marca das línguas enlatadas era Paysandu, conforme relato do Stuttard. A grafia seria "Paysandu", como a cidade uruguaia, conforme o Nei. A partir de agora, as informações são todas do Nei. Charles McCawl era um inglês grande e corpulento. Um sujeito reservado. Se comunicava em esanhol. Suas grandes paixões eram pescar e, principalmente, caçar. Teve dois filhos gêmeos em Bagé: Alan e Osborne (cuja grafia não tenho certeza). Alan ficou na cidade até morrer e tinha uma indústria de barcos de alumínio. Osborne vive na Inglaterra até hoje. Trabalha na Rolls Royce, com motores. Charles ainda teve uma filha, que faleceu em um acidente durante uma caçada. Um tiro acidental disparado pelo próprio pai a teria vitimado, em um episódio trágico, envolvendo a abertura de uma porteira e cães. A casa dos McCawl, grande e bela, ainda existe no distrito de Santa Thereza (com h?). Até pouco tempo atrás, era um bordel.
Um abraço, e, novamente, obrigado. Sebastião Ribeiro.
Seguem as explicações de quem é sir Stuttard.
John Stuttard exerce desde 2006 o cargo de Lord Mayor, uma espécie de prefeito nobre com status de ministro que dirige a City of London, como é chamado o distrito financeiro da capital britânica. O cargo existe desde 1189 e sua função primordial é promover os serviços financeiros da City para empresas e governos de todo o mundo.
Como comandante da City of London, o Lord Mayor preside órgãos governamentais, tais como, o Tribunal de Vereadores e o Tribunal da Câmara unicipal. É Chefe Magistrado da City of London, Almirante do Porto de Londres, Chanceler da City University e Presidente ou Patrono de várias outras organizações civis e de caridade. O Lord Mayor também é embaixador da indústria de serviços financeiros estabelecida no Reino Unido, cuja sede é no centro financeiro de Londres, mas que inclui, também, centros financeiros regionais como Edimburgo, Glasgow, Leeds, Manchester e Bristol. Como parte de sua função diplomática para os serviços financeiros, ele também recebe visitas de Chefes de Estado e Governos em nome do governo britânico e da City of London. Em seu mandato como Lord Mayor da Cidade de Londres, assumido em novembro de 2006, John Stuttard promoverá Londres como Cidade Financeira. Ele promoverá ainda, as Universidades e Escolas de Administração de Londres, sob o slogan City of London - City of Learning.
segunda-feira, agosto 20, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
Meu trajeto original é
Ipiranga-Silva Só-Goethe-Mostardeiro-Bordini-Anita Garibaldi-Silva Jardim-Fabrício Pilar.
Ontem, fiz:
Ipiranga-Aureliano de Figueiredo-Sebastião Leão-Jerônimo de Ornelas-Santa Terezinha-Venâncio-Felipe Camarão (aqui começa a doideira)-Castro Alves-Miguel Tostes-Cabral-Goethe (sentido Ipiranga)-retorno-Goethe (Sentido Parcão)-Cabral-Joaquim Pedro Salgado-Casimiro de Abreu-Artgur Rocha-Fabrício Pilar
Foram 25 minutos. Até que não foi tão mal...
domingo, agosto 12, 2007
sexta-feira, agosto 03, 2007
"Depois de gerar polêmica no futebol, o episódio que envolve o são-paulino Richarlyson e o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., ganhou contornos mais agudos na Justiça. A queixa-crime apresentada pelo volante contra o cartola foi arquivada pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, que, em sua sentença, classifica ofutebol de "jogo viril, varonil, não homossexual". O jogador foi à Justiça após o dirigente citar o seu nome ao responder uma pergunta sobre homossexualismo no futebol em programa da TV Record. A Folha teve acesso ao despacho de quatro páginas no qual o magistrado relaciona os motivos para o arquivamento, no último dia 5 de julho. No documento, o juiz sugere que, se [o atleta] fosse homossexual,"melhor seria que abandonasse os gramados". Em outro trecho, Junqueira Filho diz que "quem se recorda da Copa doMundo de 1970, quem viu o escrete de ouro jogando (...) jamais conceberia um ídolo ser homossexual". A seguir, ele afirma: "Não que um homossexual não possa jogar bola. Pois que jogue, querendo. Mas forme seu time e inicie uma Federação". Por fim, Junqueira Filho utiliza uma estrofe popular antes de proferir a sentença: "Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho. É assim que penso".
quinta-feira, agosto 02, 2007
Vida", do jornal Extra, em um vídeo nada politicamente correto. O
diretor do Big Brother Brasil, Boninho, a socialite Narcisa
Tamborindeguy e o neto do ex-governador do Estado do Rio Leonel
Brizola, João Eduardo, aparecem dando declarações sobre como se
sentiram jogando ovos em pedestres da janela de seus apartamentos, na
Zona Sul. Boninho se empolga tanto com o depoimento que dá a receita
para o ovo apodrecer: "Já acertei muita vagabunda em São Paulo. E ovo
estragado. Olha a receita: bota éter dentro, espera três dias e fica
uma beleza", contou o diretor.
O vídeo, que estava no You Tube, já foi retirado do ar, mas ainda pode
ser acessado na página do Extra Online (http://extra.globo.com/).
Entre outras coisas, Narcisa diz que já arremessou, pela janela,
almofadas, flores e ovos. No vídeo, ela aparece jogando um ovo. "Adoro
ficar escondida, jogar balde de água. Às vezes, vem o síndico, a
polícia quer subir. Me tranco toda. Quando fico muito louca, jogo até
roupa."
O vídeo foi feito por João Eduardo, que aparece às gargalhadas
acertando ovos em carros que passam na rua. Outro entrevistado, Bruno
Chateaubriand, apresentador do programa "Viva a noite", também deu
depoimento: "Já joguei uma vassoura e uma garrafa de Big Coke"."
E não é que apareceu uma alma caridosa, pouco antes das 9h e abortou a missão! Aquiles não oi castrado. A faxineira apareceu 8h30min, antes de nos acordarmos, e deu um pote de comida para ele. Como naturalmente todos sabem, os gatos têm de estar em jejum para perderem as bolas ou o que seja. Tentaremos de novo hoje. Já sabem: 9h, no Seguezio da 24.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Se não tem perdão, ao menos peço compreensão. Vocês sabem, o Aquiles era para ser Elza. Até gata manhosa sangrando e no cio nós agüentaríamos. Mas um desgraçado mijando cada canto da casa, da nossa casa nova, isso não. Dá-lo seria uma vergonha, um fracasso. Ter despachado o Barbosa para fora já o foi, embora ele esteja bem feliz por lá. Mas fui vencido pelo mijo de amônia.
Agora, seu eu vou ficar com dor na consciência, vocês também vão. Hoje, 9h no Seguezio. Quem é contra que se apresente para impedir.
terça-feira, julho 31, 2007

terça-feira, julho 24, 2007
terça-feira, julho 17, 2007

sábado, julho 14, 2007
quarta-feira, julho 11, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
terça-feira, junho 19, 2007

"Nana Gouvêa fez topless na Praia da Reserva, Rio de Janeiro, na tarde do último domingo. Ela estava acompanhada do amigo Amin Khader e, no momento em que curtiram o sol, não havia mais ninguém no lugar.
Nana e Khader foram juntos no carro da modelo. Ela já chegou usando somente a calcinha do biquíni e uma saída de banho, que tirou assim que colocou suas coisas na areia."
Agora, eu pergunto: quem hoje em dia andaria atrás de nana Gouvêa? Quinze anos atrás eu até entenderia. A menos que Amin seja uma figura superimportante que eu desconheça. Mas parece muito que a "assessoria de imprensa" dela ligou pra a agência e avisou.
- Nana, topless, 15 horas, Praia da Reserva. Sejam discretos.
- Rafaaaaaaaaaaaaaa! Raaafaaaaaaaa! Que que houve???
Ninguém responde. O barulho que parecia ter sido de panelas caindo continua. Corro até a cozinha. Rafaela está branca, petrificada diante da máquina. A geringonça corcoveia pela área de serviço feito touro mecânico no bar do Lima. Produz um som desproporcional.
Ponho todo meu peso sobre a máquina maluca. Consigo, assim, mantê-la em um único lugar, ainda que tremendo. O braulho é abafado. Nos aliviamos.
Até que percebemos que o chão está inundando. A Rafa se toca para trás da bicha. Constata que, em sua dança, a máquina fechou um registro, impedindo a saída de água para o esgoto. Por isso, a inundação. Ela reabre o registro começa a secar o ambiente.
De repente eu paro. Me dou conta de que há cinco minutos estou montado numa máquina de lavar. Olho fixo para minha mulher. Não preciso dizer nada. Os dois realizam o absurdo da cena e começam a rir.
Depois, nos olhamos preocupados. Ela repete que a nova casa tem fluidos negativos. Não somos muito de acreditar nestas coisas, mas concordamos que temos de contratar um trabalho. Sério. É parquet que salta do lugar, pintura que não acaba nunca, porta de banheiro que não abre porque bate no vaso, água que entra pelos vidros da cobertura...
Ainda se este gato servisse para espantar espíritos.
domingo, junho 17, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
Ingredientes desta Receita:
Massa:
• 1 colher (sopa) de fermento em pó
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 xícara (chá) de leite
• 5 ovos
• 1 xícara (chá) de açúcar
Recheio e cobertura:
• ½ xícara (chá) de chocolate granulado
• ½ xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
• 2 colheres (sopa) de manteiga
• 2 latas de leite condensado
Preparo da Receita
Massa: Bata na batedeira, as claras em neve bem firme. Junte as gemas, uma a uma, e acrescente o açúcar. Despeje o leite aos poucos, sem parar de bater. Incorpore, por fim, delicadamente a farinha peneirada com o Chocolate em Pó e o fermento. Despeje em uma fôrma redonda (28 cm de diâmetro) untada e enfarinhada e leve para assar em forno quente (200º C) por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar e corte-o ao meio.
Recheio e cobertura: Leve o Leite Moça, a manteiga e o Chocolate em Pó ao fogo, mexendo sempre. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar, sem parar de mexer, por cerca de 6 minutos ou até formar um creme consistente. Cubra uma metade do bolo com este creme, arrume a outra metade, espalhe o restante do brigadeiro com uma espátula ou faca e espalhe o chocolate granulado em toda a superfície. Leve para gelar e sirva.
terça-feira, junho 12, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
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RESPOSTA GUION 01
"Beirando o roubo". Mas que exagero.
O filme tem momentos de fibrilação no som e percebemos o mesmo defeito na cópia que está no Guion Sol. De início pensávamos que fosse problema no projetor, mas o defeito foi verificado na outra sala também. Existem muitas coisas que não sabes da atividade para ficar jogando lama e considerar que tudo é uma questão de sacanagem. Desde quando um filme que roda 4 semanas pode estar gasto a ponto de ser chamada de fita velha?
Assim como um projetor apresenta defeitos da noite para o dia, o mesmo acontece com a copiadora do laboratório e só vamos perceber quando projetado. Ou acreditas que o laboratório faça testes nas mais de 600 cópias que foram lançadas no mercado deste filme?
Acreditas que os exibidores têm condições de ficar vendo cada filme antes de o lançar? E a troca da fita não é uma questão de querer e pronto. Já solicitamos ao distribuidor e estamos aguardando troca.
No momento em que a atriz principal canta no teatro há uma leve fibrilação na voz e de resto não há nada que justifique uma reação tão dramática como a sua.
Para compensar a frustração, colocamos à disposição uma cortesia na bilheteria do cinema.
Atenciosamente
Carlos
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MEU EMAIL 02
Carlos,
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RESPOSTA GUION 02
Sabia que reagirias assim, afetadamente!
Me chamas de ladrão e queres ser tratado com cortesia!!
Espero que cuides com a mesma severidade desta sua empresa com que exiges dos outros.
Ridículo fazer esta onda toda por míseros R$ 12,00.
Temos pelas pessoas que te prestam algum serviço.
Não me responda pois não lerei mais seu e-mail. Aliás duas linhas deste já foram suficientes.
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sábado, junho 02, 2007
Vontade de chorar ao me despedir da dona do estacionamento.
Giovani – Vou sentir falta, sabia?
Ela – Eu também. Me acostumei em te ver aqui, sempre assim...
(Que será que ela quis dizer com "assim"?).
Giovani – ...Glup...
Ela – Calma, não fica assim... Vocês vão para um lugar melhor. Tudo novinho.
Giovani – Posso te perguntar uma coisa? Será que eu podia deixar o carro aqui às vezes sem pagar. Sei lá, só pra matar a saudade, quando eu vier no Ventura ao meio-dia. Meia horinha. Daí a gente se vê às vezes.
Ela – Claro!
Abraçamo-nos.
***
Cumpre retroceder dois meses e publicar um capítulo-chave inédito de nossa relação.
Chego para pagar a mensalidade. Mais uma vez, sem dinheiro. Claro que ela já sabe que eu não sou Giovani, já recebeu mil cheques meus, mas impossível não ter um medinho de que tudo se desfaça de repente.
Assino o cheque e entrego. Ela olha, olha, olha...
Ela – Mas... Tu não é Giovani?!
Eu congelo. Tonteio. Perco o equilíbrio, os ouvidos zunindo. Não acredito que dois meses antes de me mudar a mágica vai se desfazer. Não, isso não pode estar acontecendo. Preciso agir. Agir rápido.
Giovani – Não, sou Sebastião. Sempre fui. Mas por favor, pelo amor de Deus, te rogo: continua me chamando de Giovani. Olha só: se tu parar de me chamar de Giovani, eu fico brabo, nunca mais estaciono aqui. Combinado?
Ela – Combinado. Tchau, Giovani,
Ela me chamou de Giovani de novo. Menos mal. Mas alguma coisa mudou. Parece que se quebrou o encanto. Dirijo até a Zero Hora no automático. Quase bato duas vezes. Um vazio, um vazio... Isso durou dois dias. Até eu ver que ela continuou me chamando de Giovani com tanta naturalidade e espontaneidade que seria injusto pensar que algo estava diferente entre nós.
***
A propósito. Desde hoje, estou em casa nova. Agora, sou de Mont Serrat.
sexta-feira, junho 01, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
- uma guinness, plis.
tomei um gole. (som de fadas se aproximando). (arrepau no pio). (peito de pomba morta). que loucura. o chope era tão cremoso e tão amargo e tão bom que me tirou do ar por uns segundos.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
quarta-feira, maio 23, 2007
sábado, maio 19, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
domingo, maio 06, 2007
quinta-feira, maio 03, 2007
Mas no exato momento em que deletei o texto, senti um sufoco danado. Estou na minha casa, a minha pança a descoberto, o vento frio no lombo, calça de pijama furada no saco, meia-noite. O suprassumo da privacidade. E não é que minha vida profisisonal invade intempestiva e abruptamente, sem bater na porta, a minha vida pessoal! Me sinto absolutamente desrespeitado.
Sempre tentei separar o trabalho do resto. O certo seria eu publicar o post, as fontes o lerem e entenderem que se trata de uma opinião pessoal que não interfere no meu labor. No mundo perfeito seria assim.
Acho que estou ficando velho, perdendo as forças para lutar por esse mundo perfeito.
***
Please, se possível comentem, me consolem, ainda que anonimamente. Só eu que me sinto agredido por situações como essa?
sexta-feira, abril 27, 2007

quarta-feira, abril 25, 2007

terça-feira, abril 24, 2007
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Nada a ver com a saFADA. Mãe, Maria, mulherzinhas: a Tica voltou a atualizar o blógui. Alías, mãe, Maria, vocês conhecem o monomulti, né?
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Tá, desculpem, eu sei, isto aqui não é a porta da geladeira lá de casa.
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007

Dois gatos e uma gata
Traços que me acostumei a amar nos primeiros dois meses que passamos com ela. Até a fatídica noite em que chegamos de uma festa e encontramos nossa princesa esparramada no chão da cozinha. Posto que se coçava, resolvi ajudar. Cheguei perto e notei que entretinha-se, a gata, com algo inchado abaixo do rabo. Chamei a Rafaela para ver.
- Ai, isso é um pinto, Sebastião! - exclamou.
Desesperados, fizemos ali mesmo um primeiro exame clínico, mas digamos que o aparelho reprodutivo dos felinos é bastante confuso. A seguir, fui à Internet, digitei "anatomia gato" no Google e descobri imagens reveladoras. Mas apesar de todas evidências - provas, eu diria - custamos a acreditar no fato (um veterinário confirmaria posteriormente que tínhamos em mãos um gato, e ainda por cima descobrindo a própria sexualidade).
Quando nos demos conta da verdade, bateu um vazio - afinal, amávamos um ser inexistente. Passamos alguns minutos apenas observando a bichana, digo, o bichano, e buscando traços de menino. Claro! As garras inquebráveis, a cabeça grande e robusta, os dentes afiados, o olhar desafiador, aquela energia para destruir os móveis, como nunca tínhamos reparado?
segunda-feira, abril 16, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
Rapaz, há mais de dez dias que não passo por aqui. A página jogada às traças. A-a-a-atchim!!!! Yek. Poeira. Já te disse, Jocemara, que só espanador não serve. Tem de passar paninho úmido, que nem a Beth. Bem feito pra mim. Onde já se viu comprar espanador em sinaleira? Onde eu estava com a cabeça naquele dia?
Mas o que é mesmo que eu vim fazer aqui? Ah, lembrei! Tem a história da mulher do estacionamento (mais uma), dos raios de Unistalda (terror), do passeio na Oscar Freire, mas agora está me dando uma pregui...(bocejo)ça. Acho que por hoje é só. Boa noite, vou me deitando.
Ah, sim, já ia me esquecendo. Tão aqui teus vales-transporte, Jocemara. Mas antes de ir queria te pedir uma última coisinha. Dá uma varridinha ali no rodapé, por favor. Isso, bem em cima da barra do Windows. Quero ver isto aqui limpinho amanhã. Fui.
terça-feira, abril 03, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
quarta-feira, março 28, 2007
segunda-feira, março 26, 2007


quinta-feira, março 22, 2007
domingo, março 18, 2007
terça-feira, março 13, 2007
Olhem o documento que tive de enviar ao banco.
Eu, Sebastião Dornelles de Araújo Ribeiro, Brasileiro, Jornalista, RG nº 507493..., CPF nº 959722..., residente na Rua Jaime Telles, nº XXX, ap. X, em Porto Alegre, RS, declaro, sob as penas da lei, que meu estado civil é o de Solteiro e que mantenho relação de vida em comum com Rafaela Ritter dos Santos, Brasileira, Arquiteta, RG nº 4038..., CPF nº 7581..., como se casado(a) fosse, nos termos do artigo 1.723 do Código Civil.
Por ser verdade, firmamos o presente.
sábado, março 10, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Saímos, portanto, Marco e eu, do cinema. Vamos dar uma olhada na casa, ver se tem uma exposição legal, cara (nenhum amigo em volta para fazer piada de homossexual).
Procuramos um painel com a programação. Nada. Dirigimo-nos à recepção. Três funcionárias conversavam. Públicas, as funcionárias, uma delas bem atirada em frente ao ventilador, uma folha de ofício como leque e eu ia dizer que, as pernas bem abertas, sacudia a saia para arejar a bem-quista, mas vai que não passa de imaginação minha...
- Oi, tu tens aí a programação?
- Que programação?
- Da casa, uai! - (Uma prima, a Bruna, usa “uai”. A Priscila Montandon deve usar “uai”. Adoro “uai”, mas só tenho coragem de usar no MSN – e no blógui, agora).
- Não, não tem programação. Tem que olhar aqui (abre uma pasta daquelas que as gurias têm no colégio, cheias de plástico, com os nomes das exposições e dos artistas).
- Não tem fôlder?
- Que que é folder? – tá, isso é mentira.
Começamos pela mostra de fotos alusiva aos 50 anos da Arfoc, que é a Associação dos Repórteres Cinematográficos e Fotográficos, mas devia ser só dos Fotógrafos e Cinegrafistas, porque pá puta quiu pariu com o politicamente correto. Os papéis fotográficos eram colados direto em um painel, nem uma moldurinha nem nada, como em exposição trabalhos de segunda série do primeiro grau – em colégio público. Umas fotos eram antigas e puídas, outras novas e lustrosas, umas eram lindas, outras horríveis, umas históricas, outras sobre a Expointer do Rigotto... e assim ia, não sendo.
Decidimos subir aos andares acima. Uma mostra do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Estado – o MAC, vocês sabem. Não, vocês não sabem. Nem eu sei. Ele não existe. Dizem que é no Cais do Porto. Aliás, maior que todos os poucos quadros expostos, tem na parede da Casa um mapa do museu. “MAC: um museu bidimensional”, devia ser o nome da obra.
À saída, demos de cara com uns poemas em folhas de ofício pendurados em um varal. Acho que era trabalho do pré-primário, mas o calor me impediu de checar. Tentamos ir adiante. Um dos elevadores do Mário (o Quintana, que nem te comeu atrás do armário) não funciona. O outro vai só até o penúltimo andar. Para o café e as exposições do topo, só de escada.
Mas se passa que, ao chegarmos lá, Marco e eu nos olhamos. Os corpos suados. Quarenta e cinco graus Celsius no Majestic. Descemos as escadas correndo, entramos no carro e enfim o paraíso, o ar-condicionado.
***
A propósito, sou a única referência a cu de bobs na Internet. O termo segue restrito ao submundo. Como diria o falecido, é um não-termo.
***
O que é que eu ia dizer mesmo, Jesus?
***
Putz, achei que teria alguma engraçada. Não rolou. Não vale um post. Mas vou postar. Pronto. Postei. Aliás: Que é uma pena./ Mas você não vale a pena./ Não vale uma pitada neste post!
sexta-feira, março 02, 2007
a) arrancar os cabelos e começar a gritar na redação
b) simplesmente cortar os pulsos
c) subir à sala do seu Sirotsky e pedir educadamente a imediata substituição do sistema
d) ligar para o help desk e mandar a atendente à pequeopê
e) reescrever a matéria
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Fui à Sala Eduardo Hirtz, na Casa de Cultura, hoje à tarde, ver O Labirinto de Fauno (não saiam de casa para ver esse filme). Cheguei em cima da hora, acompanhado de meu amigo Marco Maciel, também de férias. Um senhor de bigode abriu a cortina que dá acesso à sala. Quando dei as costas, ele fechou. Vi-me em um breu absoluto. Não havia cordão de luz na escada, luzes indiretas no chão e talvez nem a placa "saída de mergência", sinalizações obrigatórias em cinemas "comerciais". Se uma senhora cai ali, processa o Estado e quem paga somos nós!
Meu Deus, cadê o lanterninha? Esqueceram de sinalizar a sala e extinguiram o lanterninha - nisso eles imitaram a "concorrência". Tentei ligar o celular para iluminar o chão, mas a luzinha era muito fraca. Os trêileres eram de filmes escuros (óbvio).
- Sai da frente! - rosnou uma velha atrás de mim.
Tinha gente sentada atrás de mim! Nesse momento, minha única referência era a tela. Empacado, decidi que só havia uma coisa a fazer: seguir em frente. Se o bigodudo havia me deixado ali era porque a saída não era complicada. Dei um passo. Minha pança bateu na cabeça de um senhor.
- Cuidado!
- Desculpa, desculpa.
Numa breve cena em que a tela clareou, descobri que a sala estava lotada e que o caminho para as únicas cadeiras vagas, no gargarejo, era pela direita. Tateando na parede me aproximei da tela, não sem tropeçar em algo que eu creio ter sido o extintor de incêndio. Sentamos, eu e Marco, na segunda fileira. Passado o desespero, comentamos, em baixo e mal som, o inusitado. Passava ainda o último trêiler, de forma que uma conversa sussurrada seria algo normal (ao menos no "circuito comercial").
- Shhhhhh. Cala a boca. Ó o respeito - a platéia protestou.
- Vão tudo tomar no cú bando de intelectualóides de bosta. Vão trabalhar, seus vagabundos! - eu devia ter gritado, mas me segurei.
As próximas duas horas foram de estresse térmico, devido ao forno em que se transfomou a sala (ar condicionado, não trabalhamos), e de pequenas irritações causadas pelo filme. Quando a sessão acabou, olhei para trás. Só magrinho vegetariano de óculos e cabelo despenteado. Óbvio, todos permaneceram sentados, para ver nos créditos quem tinha segurado o pau de luz na cena do bosque.
Pois estava eu na Gamboa, quando num belo dia de chuva, que neste carnaval não teve sol, num belo dia de chuva... Putz. Cadê o verbo, cadê a ação? Isso, isso, isso, dizia o Chavez, não o Hugo. É que não houve ação nestas férias. Se foram boas? Dá preguiça até de pensar.
Sabem por que gosto da Gamboa? Não é porque ela é GamBOA. Amanhã explico. Amanhã, não.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
- Grrrrrrr. Sou um fox terrier. Tenho 750kg de força na mandíbula. Te cago a pau, colorado.
- Ah, se eu corcoveio! Ah, se eu escaramuço (homenagem a Maria e Rodrigo).
- Hace calor, hace calor... Sou recordista mundial dos 25 metros rasos modalidade cachorrinho, sabiam?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
- Tu mora muito tempo aqui?
- Sim, há mais de dois anos, dona Maria.
- Estranho, nunca te vi por aqui.
Eu sempre quero responder, mas nunca tenho coragem de dizer:
- Dona Maria, com todo o respeito, é a vigésima vez que temos esse diálogo. Creio que a senhora está seqüelada.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
terça-feira, janeiro 09, 2007
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.
terça-feira, janeiro 02, 2007
– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)
terça-feira, dezembro 26, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
domingo, dezembro 17, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???







