segunda-feira, abril 06, 2009

Uau! A Excelsior - embutidos, não pneus - contratou a Pedrita e o Bambam para garotos-propaganda. Imagino como foi a negociação. Os publicitários da empresa nos Estados Unidos, prospectando garotos propaganda... Reunião com o Spider Man: não, muito caro. Reunião com os Back Yardigans (é assim que escreve?): agenda lotada, estão na crista da onda. Alex, do Madagascar, Nemo, do Procurando, Troy e Gabriella, do High School Musical - todos inacessíveis e sem tempo. Aí alguém lembrou dos pré-históricos Pedrita e Bambam, que só rivalizavam em preço e disponibilidade com o Salsicha, do Scooby, mas seria uma ironia muito grande utilizá-lo em embalagens de salsicha, e então fecharam contrato com os bebês Flitstones. Pra disfarçar, dizem que foi algo previamente pensado, que a dupla foi a única sondada, que desde o princípio a ideia foi fazer as crianças se sentirem fortes como Pedrita e Bambam ao comer salsicha, presunto, patê ou mortadela. 
Vocês sabem, eu sempre me interessei pelos bastidores das estratégicas publicitárias. Como os breinestormes (sic) para escolher os garotos-propaganda de papéis-higiênico: o trio labrador-coelhinho-urso tem se destacado nas prateleiras, para representar a ideia de maciez, mas os publicitários esqueceram que ninguém gosta de pêlo no rabo. Também me intriga, e já expressei aqui, o fato de três grandes distribuidoras de alimentos gaúchas utilizarem bonequinhos originados da mesma forma, ou da mesma pena, como logotipo: Letícia, Claju e Brenda. 
Sim, este post é mais um oferecimento dos desvarios de minha mente.

quinta-feira, março 26, 2009


Recentemente, eu me referi ao sonho renitente de que volto pra escola/faculdade e tenho de terminar uma última prova/ano/cadeira. O Beto Baibich foi sensacional ao encontrar na Net (a Inter) JUSTAMENTE o que eu e, agora sei, todos nós sonhamos.
Vejam a performance da arquiteta Rafaela Ritter (contratem: www.rafaelaritter.com.br e 3321-3677) e do pequeno João na TV: http://tinyurl.com/dengmu

quarta-feira, março 25, 2009

Eu nunca achei a minha mulher a mais bonita do mundo. Tampouco a minha mãe. Eu apenas achei o meu cão, o Barbosa, um dos mais lindos de todos. Eu nunca me achei o top. Mas eu olho pro João e eu REALMENTE acho, eu realmente sinto, que ele é o bebê mais lindo do Universo. Juro.

sábado, março 21, 2009

Doa-se. Gato frajola. Dois anos e meio. Castrado. Vacinado. Bem tratado. Bonito. Querido. Não foge quando viaja. Espera o dono na porta. Motivo: concorrência com o irmão, o pequeno João. Contato: rafaelaritter@terra.com.br. Ou direto comigo.
Ah, é sério.

O jardim aqui de casa é bem maluco. Bem dito, não é exatamente um jardim, mas vasos de plantas e árvores plantados na cobertura. Hoje, a Rafa me acorda da sesta berrando lá de cima.
- Socoooooooorro. Sebastião. Sobe aqui. Agora! Já. Vem ver.
Meu Deus, pensei e me botei a escalar a escada, só pode ter uma cobra, uma aranha na cobertura.
- Que que houve, meu bem?
- Olha isso, que nojo, ai, socorro, que coisa nojenta, tira isso daqui.
Aproximei-me da árvore do meio, sei lá o nome, dá uma flor pequenina que atrai milhares de abelhas no verão. Dos seus galhos, saíam tentáculos moles, espécie de mini-cipós, tantos que haviam se emaranhado no chão, agarrados uns nos outros, enquanto alguns desses braços perigosamente atacavam o ficus ao lado, numa clara intenção de assassiná-lo por estrangulamento. E eu achei tudo lindo! Até os dois anos, aquela fora uma planta inocente, dava florzinhas amarelas e não incomodava. Agora, transformava-se em um monstro. Era a natureza em seu estado mais puro, bruto, novamente surpreendendo. Eu tinha na cobertura da minha casa um episódio digno de National Geographic.
- Corta. Corta, agora. Traz a tesoura! - ordenou a Rafa.
- Tu tá louca, é muito legal isso. No máximo, afasto aquele tentáculo do ficus, pobrezinho.
Não houve jeito. Era tesoura ou tesoura, ela berrava.Tentei discutir, mas então ela veio com um argumento irrefutável, apelou para seus conhecimentos técnicos de arquiteta, evocou a segurança: aqueles tentáculos poderiam enrolar-se nos fios, invadir o sistema elétrico do apartamento, do prédio, até, e provocar um incêndio (só faltou dizer "explosão") que poderia atingir os vizinhos, os edifícios ao lado, o bairro, a cidade, a nação, se Francisco esquecesse de dar o sinal! De forma que eu vi que seria absolutamente inútil contra-argumentar e deixei-a buscar a tesoura, apenas me negando a fazer o trabalho sujo com minhas próprias mãos.
Eu sou fascinado pelas coisas que acontecem no meu jardim. Uma vez colocamos um vaso de tostão - umas plantinhas com folha miúda que, dizem, traz dinheiro, o que é a maior mentira do planeta, senão eu já seria o Warren Buffet. Ocorre que os tostões espraiaram-se de maneira descontrolada, ocupando cada espaço de terra que restava nos vasos ao lado, fazendo a maior reforma agrária do Mont Serrat, reproduzindo-se até transbordar até o chão em velocidade inimaginável para o reino vegetal. Situação parecida ocorreu com as bromélias que trouxemos da fazenda do meu primo, correndo risco de multa, encarceramento por anos, perseguição de promotores malucos e ONGs ambientais, tudo isso por uma única e pobre bromélia que visivelmente vivia deprimida com sua rotina no mato. Pois esta bromélia desenvolveu-se com tanto vigor que, certo dia, sem avisar, explodiu dela uma piroca, uma espécie de pendão que avançava rumo ao alto na velocidade de dois palmos por dia, até superar a minha própria altura e interromper seu processo de desenvolvimento. Da mesma forma, do vaso da jaboticabeira saem pequenas árvores que nunca plantei e do ficus, ervas que não sei nomear. 
O que me impressiona é a forma que eu e a Rafa vemos isso tudo. Adoro esta bagunça, esta disputa de espaços, este brotar e morrer caótico. Quero ver o circo pegar fogo, os tentáculos ameaçando os ficus, a piroca desafiando as palmeiras, e assim por diante. Já a Rafa está ficando, como se diz, enervada. E ameaça chamar um jardineiro. E, meu amigo, quando um jardineiro entra na sua casa, você está em perigo. Melhor é acatar as ordens e pegar na tesoura.

segunda-feira, março 16, 2009

Mãe, eu sei que tu não sabe o que é Twitter. Não importa. Só o que tu precisas saber é que, se olhares pro canto direito desta página, haverá algumas tiradas, retiradas, insights, outsights, impressões e desimpressões. O que resolve o problema da necessidade de atualização permanente deste blógui, evitando, eu espero, cobranças por parte da família e dos leitores normais. Ou seja, quando não houver posts, ao menos haverá fumaça de posts. Pingos. Tuitadas. Ok, mãe?
E mais: tu podes comentar as tuitadas nos comments aqui do blog. Por exemplo, mãe: o que tu achas da ascenção dos dos panos de chão (Scottish Terriers) a cães da moda? E tu, Carioca, o que achas disso?

quinta-feira, março 12, 2009

Toooooma, Caio Fernando Abreu!



Tooooooma, Fernanda Takai!

quarta-feira, março 11, 2009

Integramos as postagens do tuíter. Organizamos os arquivos. Mas perdemos os comments. E a contagem de acessos. Culpa da Vanessa Nunes. Logo agora que eu estava preparando a festa para comemorar as 80 mil visitas. Então comentem bastante, acessem bastante.

domingo, março 08, 2009

Oi. Invadi de novo. E nem é pra contar que a pediatra mandou passar maizena nas minhas dobrinhas.


Mas para mostrar que já sei veranear.

Ass.: João.

quinta-feira, março 05, 2009

Ainda que encravado na badalação da Dinarte Ribeiro, o Daimu está sempre entre a cruz e a escada, mas quero falar mesmo é sobre cabeça de peixe. Entre a cruz e a escada porque, do alto de um promontório, brigará sempre para acolher clientes. As pessoas gostam de dar uma espiadinha nos restaurantes que surgem. Mas, se há entre elas e a porta algumas dezenas de degraus, se retraem. Menos por preguiça do que por constrangimento. Ficam com vergonha de desistir da empreitada depois de subirem tanto.

Mas eu realmente recomendo encarar as escadas do Daimu. Feche os olhos, confie e suba. Lá em cima, uma hostess, com sorte ela se chamará Satoko e será muito simpática, lhe dirá:

- Ajumnhgsknnaijêê!

Presumo que seja boa noite ou bem-vindo e respondo:

- Ajumnhgsknnaijêêêêê!

O que obviamente é uma resposta equivocada, caso a saudação seja bem-vindo. Mas adoro japoneses e acho eles tri engraçados e não me importo com a possível gafe. O ambiente do restaurante é bem bacana, super design, sabe? Linhas retas, tons de berinjela e branco, parede trabalhada com tijolinhos irregulares de madeira. Mudérrno e de bom gosto. Mas isso é frescura e estou aqui para falar de... bom, vocês já sabem.

Acontece que dia desses meu cunhado Tiago Ritter teve no Daimu e me jurou, com os dois (e não haveriam de ser três) pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz, que tinha uma família de japas traçando uma cabeça de peixe lá.

- Nãããããão! Sério, meu???

E ele jurou de novo daquele jeitinho, de forma que o cabeça oca aqui preencheu a cachola com a idéia fixa de provar o prato. Tem toda uma coisa de ter de ligar antes quando for pedir a iguaria (www.daimu.com.br), acho que para dar um tempo de o chef decapitar o peixinho. Eu não sabia disso, mas tive a sorte de comparecer justo no dia e que aqueles japas tinham novamente passado por lá e traçado quatro cabeças, deixando apenas uma, para quemquemquem? Na mosca: para mim mesmo, Tiãozito, el devorador de cabezas. Juro com pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz.

O garçom explicou que a peça, se assim podemos chamar, vinha cozida no shoyu, com alguma coisa de gengibre, açúcar, ervas e temperos secretos do chef. Mandei vir, a um só tempo empolgado e temeroso. Foi com alegria que vi chegar aquela cabecinha de cheia de dentes serrados do Peixe Pargo. Dourada, com um molho escuro reduzido, cheio de frescor do gengibre, adocicado, mas não tanto para borrar por completo o tempero do sal. Umas ciboulettes verdinhas por cima davam o toque final.

- Ei, amigo, dá pra me explicar como se come isso? – perguntei ao garçom, dispensando a formalidade.

- O senhor pode procurar o que houver de carne aí dentro. Se quiser, pode usar a mão também. Eu lhe trago depois um pano úmido quente para limpá-la.

Ah, era tudo o que eu queria ouvir. Dei início à Operação Cabeça de Pargo. Foi muito mais fácil do que se pode imaginar. Incrível o que se pode extrair de carne da peça; uma carne bastante macia, um pouco mais forte do que a do filé, mas não a ponto de causar estranhamento ou deixar algum tipo de catinga – sabe catinga, né? Tipo de ovelha lanuda, peixe estragado...etc? Não, a carne já é adaptada ao paladar mais banal. O único senão pode ser o visual: aquele peixinho ali, com os olhos baços e mareados, um olhar triste e ainda os dentes serrados, ameaça inofensiva. Garotas e rapazes sensíveis podem não gostar.

Mas o melhor de tudo, tenho de admitir, não é nem o sabor convidativo. É a batalha, o desafio de virar e revirar a cabeça, com a ponta dos dedos e os hashis. Traçar bochecha, escamas, língua e miolos (se é que peixes têm línguas e miolos). Comer tudo, incansavelmente, até restarem apenas os ossinhos e cartilagens no prato. E então, a satisfação de ver aquela cabeça estraçalhada, suprema vitória marcada por mãos e beiços lambuzados, resquícios de um adversário totalmente derrotado. Ou quase totalmente. Ali ainda ficaram os olhinhos baços e tristes, testemunhas oculares da devastação, escondendo, lá no fundo, a ameaça de vingança, a regeneração do monstro.

Não, não cometerei esse pecado de novo. Da próxima vez, vou até o fim. Como, ah se como aquelas duas bolinhas viscosas e borrachudas. Ainda que me revirem o estômago. Me aguardem. 

quarta-feira, março 04, 2009

Poucas vezes o post abaixo foi tão oportuno. Acabo de pedir dados de produção industrial de fevereiro. Os números de janeiro estavam desatualizados.
- Boa tarde, senhor. Desculpa lhe incomodar à noite. Eu precisava dos dados de produção industrial de fevereiro.
- A divulgação será apenas daqui a duas semanas.
- Mas não há dados parciais, as empresas não começaram a enviar relatórios?
- Dados parciais não existem.
- Eles não foram enviados, ou não foram contabilizados?
- Não. Eles não existem.
- Mas eles já estão no sistema, quem sabe se eu falar com cada sindicato de empresas que remete a vocês.
- Não existem. Do ponto de vista estatístico, não existem.
- Mas eles não existem ou não foram somados?
- Não existem. Do ponto de vista estatístico, eles não existem.
- Mas se o senhor acessar o sistema, há como fazer uma previsão parcial, fazendo estimativa para quem ainda não mandou?
- Meu amigo, qual seu nome?
- Sebastião.
- Sebastião, você não está entendendo que eles NÃO EXISTEM?
- É que preciso saber aqui se eles não existem ou apenas não podem ser divulgados, ainda que parcialmente.
- Meu amigo...
- Está bem, obrigado. Desculpa.
Tu, tu, tu, tu.

terça-feira, março 03, 2009

Quero transcrever uma passagem do livro Radical Chique e o Novo Jornalismo, do Tom Wolfe, que me toca muito - e acredito que a todos os jornalistas:
"O trabalho de reportagem pode ser tedioso, confuso, fisicamente sujo, cansativo e até perigoso. Mas o pior de tudo, do ponto de vista gentil, é a contínua postura de humilhação. O ponto de partida do repórter é invadir a privacidade de alguém, fazer perguntas que não tem o direito de esperar que sejam respondidas - e, assim que ele se rebaixou a esse ponto, transforma-se num suplicante de canequinha na mão, esperando que venha a informação ou que alguma coisa aconteça, esperando ser tolerado o bastante para conseguir o que precisa, adaptando sua personalidade à situação, insinuando-se, servindo, fazendo o que for preciso, suportando insultos, abusos, até choques ocasionais na eterna busca da "história" - comportamento que chega bem perto do servilismo ou mesmo da mendicância."  
É um dia triste em minha vida. Uma dor pungente no peito. Entreguei-me. Twittei. Me sinto como quando troquei o MSN pelo ICQ. Meu blogui segue aqui, óbvio, mas também estarei lá. Adaptar-me-ei aos escassos caracteres - eu, o prolixo. Pior que se trata da maior regressão da história da Internet. É a volta à velha linguagem do Telex: RN AMN SL3, LV CAMS (reunião amanhã na sala 3, levar camisinha).
+++
Ah, sou tiaoribeiro no Twitter. Já fui Seb, Seba, Sebas, Sebola. Hoje sou Tião. O mais banal dos apelidos. Triste destino, esse meu. Ao abismo, sigam-me os bons.
+++
Tenho tantas coisas a contar das férias no Uruguai - coisa mais antiga isso de o cara achar que é esnobe passar férias em Punta. Punta já é xinelagem. Esnobe é passar a lua-de-mel em Anguila, como eu e o Lobo de Wall Street (leiam o livro com título idem). Enfim, tenho tantas coisas a contar das férias em Puntadileste, como diz minha amiga Silvinha, a Sra. Minhoca.
+++
O que o Uruguay tem de bom: carne, lácteos - doce de leite incluso -, milanesas, torta salgada e torta Rogel (foto). Foi isso que comi nas minhas férias. Ah, e chipirones a la plancha, no batido e imbatível Lo de Charly .
+++
Poucas coisas me mobilizam mais do que comida. Preciso sublimar isso. Acho que é assim que os psicólogos dizem. Meu sonho é ser o Jeffrey Steingarten. Pronto, falei.
+++
Aprendi a fazer milanesas uruguayas perfeitas. Ao menos na teoria. Seguinte: fatias bem finitas de tatu ou coxão de dentro, martelar bem o bife, passar na farinha-ovo-farinha, necessariamente nesta ordem, afogar na banha fervendo e correr pro abraço. Ah, não esqueça: farinha de pão.
+++
Apesar deste maravilhoso glossário - http://www.scribd.com/doc/3823290/Glosario - me sinto absolutamente incapaz de entender as diferenças e semelhanças entre os cortes de carne: ojo de bife, entrecote, bife angosto, bife de chorizo. Tampouco consigo achar correspondências com cortes brasileiros - ainda que não hajam totalmente, os cortes uruguaios e argentinos pegam partes dos daqui. Apenas a tapa de cuadril e a colita de cuadril e o asado de tira estão bem resolvidos: são picanha e maminha e costela, necessariamente nesta ordem. Ah, peceto é tatu. Nalga parece ser coxão.

segunda-feira, março 02, 2009

Voltei de férias intrigado. Por que a ameixa branca é sempre mais bicuda que a vermelha? Parece teta bonita na extremidade inferios.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Não é porque a loja é do meu primo, mas a Indiada tá com promoção de verão triiii boa. Sério, eu normalmente não compro tudo que eu quero lá, costumo pedir pra minha mãemãe de presente, porque as coisas ficam fora do meu orçamento. Mas agora, na liquidação, dá muita vontade de levar tudo. Quem gosta de moda comfy, como eu digo, ou moda aventura, como eles vendem, tem de passar lá. Tem coisas mega bonitinhas para namoradas e noivas e esposas também. Fica na Felix da Cunha, quase em frente ao Moinhos Shopping, naquele casario bonitinho.
+++
Ali do lado, na esquina da Felix com a Padre Chagas, tem agora o Saúde no Copo. Foi meu primo Bento, o dono da Indiada, que indicou: provem o bauru de frango com pão preto do lugar. Triiii bom!
+++
A propósito, gurias, tem roupitchas triiiiii legais e baratas também no boteco Casa de La Madre, aquele lugar triiii mulherzinha que tem na Tobias da Silva. 

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Bom, eu estou de férias em Poa, lutando contra a cama, sem executar meus planos de ir ao Lami e à Fundação Iberê, e tomo a liberdade de roubar da Clarissa a clássica piada do Cotoco.

Cotoco era um menino normal, quer dizer, quase normal.Ele não tinha nem
braços nem pernas. Um dia, Cotoco foi convidado para ir à praia com
seus amigos:

-Mas eu não sei nadar - falou Cotoco.
-Não tem problema, só vamos jogar futebol. Nós cuidamos de você.
-Tá certo,eu vou.
Na praia, depois de muito jogar, os amigos de cotoco foram pra casa e
esqueceram o pobre menino na areia.
Quando a praia já estava esvaziando, e a maré subindo, passou um bêbado passou e viu Cotoco
gritando por socorro.
Ao pegá-lo, colocou-o na água e falou:
-Vá tartaruguinha.Vá.

domingo, fevereiro 15, 2009

Quando a gente mata uma mosca, está matando todas as moscas do Universo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Para quem não se programou  pro Carnaval, um amigo tem uma casa beeeem bacana na Gamboa pra alugar. Acho que não custa muito, não. Interessados, mandem email para sebribeiro@yahoo.com
Extra, Extra! Noticias da Patagônia. Minha irmã vaga pelo vago Sur. Ra ra ra. Aproveitando que ela não atualiza o blógui dela, o blóguidotiao reproduz com exclusividade os relatos brutos que chegam do nada. E sem aquela papagaiada de poesia concreta tão apreciada no Vida-Intensa (link ao lado; aqui, preguiça).

"Hoje 2o dia de Patagonia ja vimos o que eh um GLACIAR, o Perito Moreno. Eh uma coisa gigantesca, um absurdo, da uma ideia muito primitiva, assim era nosso Planeta quando comecou? Uma coisa linda, azul por dentro, o lago verde, as monta nhas em vlta, aquele branco imenso mais branco ainda por causa das nuvens que choviscavam gelado nas bochechas mas nao importa, isso eh lindo demais. Eu e a Cris ate agora nos dando suuuperbem, conseguindo rir nos momentos mais dificeis quando preciso. Amanha vamos para El Chalten onde esta o Fitz Roy, ai faremos um trekking de 3 dias acampando, mas todos dizem q eh barbada, que eh pequeno e cheio de gente aih.Dia 14 partimos para a grande jornada, Torres del Paine, onde caminharemos com as barraca nas costas durante 7 dias, em nome das paisagens mais fantasticas que existem.
Mandem emails vcs tambem, contando as novidades, ok?"


Acho que fui meio bruto na resposta:

"Não mando novidades para ípies. Odeio ípies."

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Excepcionalmente, anunciamos a troca do "a propósito" do cabeçalho.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Tem um motel na frente da minha casa. Maior vergonha. É fuque fuque fuque fuque. Toda hora. Ainda mais à tarde. A gritaria é tanta que às vezes temos de fechar a janela. Não sei quem berra mais, se eles ou elas. A Rafa anda preocupada, até. Quando o João crescer, como faremos? Manter a cortina sempre cerrada? Impossível. Talvez nosso filho venha a ter uma noção bem precoce do que seja o sexo. Sexo sem pudores (do Anghinoni, Pastor, 2003, Viamão, Editora Protestante). Mas com algumas regras, claro. A forma ortodoxa, ele e ela, tem sido adotada. Não sei até quando. Hoje mesmo, já vi um troço estranho. Lá em cima, no último galho do jacarandá, o sabiá de coisinha com a pomba rola. Pode isso?

domingo, fevereiro 01, 2009

João Pedro
João Pedro era ranhento, a cara sempre borrada de preto, mistura de ranho e terra amealhada no pátio de casa, nas caixas de areia, no barranco do Ipa. Andava todo esfarrapado, molambento, de camiseta branca, sempre suja, às vezes rasgada. Tinha tudo para ser uma criança linda, loirinho, bonitinho, mas também não calhava de pentear o cabelo. E era bagaceiro que só.
Morava numa casa rodeada por um baita muro lá na rua Silveiro, altos do morro Santa Tereza. O pátio tinha um cachorrão e mais desafios que um campo de paintball, ao menos lá de baixo, de onde as crianças viam tudo, assim parecia. Na varanda, havia um alvo onde adorávamos jogar dardos, brincadeira de gente grande. Não lembro bem, mas acho que a família dele era meio bagunçada, de uma bagunça comovente. Pelo menos o irmão mais velho, o João Cláudio, colega do Bento, era um cara atrapalhado.
João Pedro estudou comigo na pré-escola. Vivíamos juntos. Até que deixamos o IPA para começar a primeira série. Cada um para o seu lado, paramos de se ver, de se telefonar. Eu fui para o Aplicação e ele não lembro. Só sei que uns anos depois estudou no Instituto de Educação, ao lado do meu colégio. Às vezes passava pelo nosso pátio. Quando o via, eu corria para a tela que cercava a cancha de futebol. Conversávamos como amigos que jamais tinham se separado. Mas não trocávamos telefonemas nem nada.
Nunca esqueci o João Pedro. Quando meu filho nasceu, quis batizá-lo com o nome do meu colega. A Rafa achou melhor não, o guri já ia ter muito sobrenome. Ficou só João mesmo, o único entre todos os nomes do mundo que agradava a nós dois. Há uns anos, o Bento contou-me que uma ex-namorada dele disse que era colega do meu velho companheiro na faculdade de medicina. Deve ser médico, o João Pedro. Decerto já sabe assoar o nariz. Ao menos para entrar na sala de cirurgia.

P.S.: se alguém sabe dele, comenta aí embaixo.

+++
O texto acima é o segundo da série perfis. O primeiro saiu em janeiro de 2006 – há três anos! Para quem não lembra, segue:

Winnie
Winnie tinha seis anos e cabelos angelicais. Era um doce de criança, um narizinho de batata misturado com ricos cachinhos louros. Morava com a mãe, a tia e a avó - todas muito insanas e muito bacanas - em um sobrado de classe média em um bairro de classe alta de Niterói. Era prima da minha então namorada Rebeca, com a família de quem passávamos uns dias no litoral carioca.
Foi me ver e Winnie se apaixonou por mim. Acho que com ela aprendi a gostar de crianças. Por causa dela, me dei conta que eu então já era um tio para a piazada. Pela primeira vez, estava mais para pai do que para irmão.
Não lembro bem como ela gostava de mim, as coisas que dizia. Sei que estava sempre às voltas, me convidava para brincar de boneca, pulava no colo, conversava, conversava, conversava e fazia bagunça na praia. Eu a levava para tomar banho de mar, ameaçava deixá-la sozinha no fundão. Ela andava na minha garupa na areia. Eu perguntava sobre bonecas e sobre brinquedos e fazia esforço para educá-la.
De repente, aquela menina, cujo súbito amor por mim impressionou a todos, passou a me odiar. Ódio mortal. Por nada. A família não entendeu. Eu tampouco. Fiquei muito constrangido, porque parecia que eu tinha maltratado o anjinho às escondidas. E não havia jeito de reconquistar a guriazinha. Quando fomos embora e ela tinha de voltar para o seu quarto - de onde temporariamente foi desalojada para dar lugar aos hóspedes - se negou.
- Só volto se alguém passar um aspirador pra tirar vermes deste quarto - disse no seu adorável sotaque carioca, externando todo o nojo que passou a nutrir por mim.
Nunca mais via a Winnie. Final do ano passado, me mostraram uma foto dela na formatura da Rebeca. Uma linda mulher de 16 anos, com um chapéu de caubói, e fazendo pose de sem-vergonha. Adorável e perigosa Winnie.

Com o João, aprendi o real sentido da palavra inocência. Meu filho é a primeira pessoa que conheci totalmente isenta de culpa. Dele, eu tudo relevo, tudo perdoo. Até as ofensas mais ignóbeis, como mijar no papai, lançar um jato de cocô na roupa da mãe ou abrir o berreiro no meio do último capítulo d'A Favorita. Alguém pode dizer: que coisa óbvia! Mas uma coisa é saber como funcionam as coisas; outra é experimentá-las. Certamente a palavra inocência tem um significado diferente para nós, pais e mães, do que para o resto do mundo.

Meu filho não tem culpa de nada. Está com fome? Culpa da mãe, que não ofereceu a teta. Arranhou-se com as prórias unhas? Culpa do pai, que não ficou de olho. Foi picado por mosquitos? Culpa nossa, que não o cobrimos. Creio que é dessa inculpabilidade da criança que advém o sentimento de escravidão na nossa relação com os filhos. Qual o pai que não se surpreendeu ao se ver, pela primeira vez, escravo de uma coisinha de apenas 4 quilos (o João já tem seis) e poucos dias de vida?

No fundo, até isso é culpa nossa.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Oi. Invadi o bloguidomeupai. Pra contar que ontem fui fazer minha identidade. Maior encheção de saco. Primeiro, queriam porque queriam bater uma foto minha. E eu tinha de ficar lá paradinho pra Polícia me fichar. Capaz que ia deixar. Fiz caras e bocas e no fim eles tiveram de engolir uma em que estou com a mão no queixo. Até o chefe do departamento teve de vir aprovar. Parece que a regra é não aceitar fotos de pessoas com a mão no queixo. Mas passou. Rá, sou sensacional! Depois, enfiaram meus dedos num troço do computador lá. Coisa chata! Não bastasse enfiar meu pé na tinta quando nasci, agora me marcam pela mão. Ah, mas para me pegar só com muita berralheira. Assim, quando um vier me prender vai pensar duas vezes: ih, este é aquele moleque que faz escândalo na delegacia. Bom, pelo menos agora vou ter minha carteira. No Carnaval, estou pensando em fugir pro Uruguai. Não vão os bobocas da alfândega querer me parar. E no freeshop vou comprar todas as latas de leite em pó e todas as garrafas de uísque que eu quiser. Beijo, João.
Mais uma coisinha: como sei que as gurias são abobadas por mim, mando uma fotita. Pero no se olvidem, chicas: no me acosen. Por ahora soy de mi mamá. Hablamos en unos años. Besitos, Juan.






terça-feira, janeiro 27, 2009

Passei o dia me sentindo um Passat 89 a álcool. Nhé nhé nhé nhé. E não houve jeito de eu pegar. Odeio segundas-feiras.
+++
Falando em gato, inveja do Aquiles. Está passando uma semana de férias em Tramandaí, o sortudo.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Que me desculpe esta turma de jornalistas, que tudo antes sabe, mas vou roubar da Clarissa Barreto a dica da pérola: entrevista do Anderson em "englãn". Segue o link. Imperdível.

http://br.youtube.com/watch?v=GG55Ze_Dj20

A propósito. O vídeo suscitou uma série de reações controversas. Constrangimento, pena, hilariedade, solidariedade, simpatia. Mas acho que a melhor análise foi a do Tiago Ritter.

"se a gente assiste a um alemao, russo ou japones tentando falar portugues e se atrapalhando todo nas palavras, a gente fica comovido e acha legal o esforço da pessoa em falar o nosso idioma. acha bonitinho. é isso, também, que eu acho dessa entrevista. tá longe de eu morrer de rir. simpatizei mais ainda com o esforço do neguinho que mal sabe falar português, tentando falar o ingrêis. e sim, to meio poliana hoje."

Quer dizer, eu acho que esta manifestação é do Tiago, mas posso ter me atrapalhado em meio às montanhas de e-mails. Até porque as palavras não estão condizendo muito com a pessoa.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Não sou muito de postar matérias que faço pro jornal. Mas vou começar a fazer mais isso...
Se vocês não sabem, o que eu mais gosto neste mundo é de gente. Por isso, adoro fazer perfis. Segue o de hoje.

+++

A cruzada por uma pecuária moderna
Sebastião Ribeiro
Se tem algo que tira o veterinário Rafael Saadi do sério é a produtividade da pecuária gaúcha. Descendente de uma das mais tradicionais famílias de fazendeiros do Estado, o proprietário de três estabelecimentos rurais tem dedicado os últimos cinco anos a uma cruzada pessoal para disseminar técnicas que garantam mais eficiência na produção de gado.
_ A produtividade da pecuária gaúcha é de 50 quilos (vivos) por hectare, só que todo mundo tem vergonha de falar isso! Mas tudo bem, nem vamos entrar nessa polêmica. Vamos assumir os números oficiais, que são de 75 quilos por hectare (dados do Programa Juntos para Competir). Nós podemos passar disso para mais de 1 mil quilos por hectare apenas com fertilização do solo, manejo do gado e uso adequado das forrageiras _ brada Saadi, alguns tons de voz acima do que a conversa a dois em seu pequeno escritório na Capital sugere.
Quem conhece o produtor certamente já ouviu esse discurso, repetido sempre em palestras e reuniões de amigos. Recentemente, no entanto, a tese de Saadi ganhou força junto ao governo do Estado. Em entrevista a Zero Hora, o secretário do Desenvolvimento, Mateus Bandeira, citou o produtor rural como exemplo de que a pecuária gaúcha pode evoluir. Estimativa da secretaria, com base em dados da Fundação de Economia Estatística dão conta de que, se a produtividade da pecuária gaúcha quadriplicasse, o impacto positivo no Produto Interno Bruto estadual seria de R$ 12,8 bilhões. A convicção dos técnicos de que esses números são possíveis é reforçada pela experiências de Saadi, já relatadas pelo produtor a um grupo de secretários e membros do primeiro escalão do Palácio Piratini. Em cinco anos, desde que começou um projeto de modernização das técnicas na menor de suas propriedades, a Fazenda Cerquinha, de 530 hectares, em Vacaria, a produtividade saltou de menos de cem quilos de boi por hectare para 583 quilos. Esse resultado é exaltado em palestras que o pecuarista costuma dar em clubes de produtores, sindicatos rurais e outras associações.
_ O meu interesse é incentivar os produtores do Estado a deixar de serem como eu mesmo era, quando preferia comprar campo do vizinho, em vez de investir mais na minha área. Com essa mentalidade, estamos morrendo aos poucos. E todos temos responsabilidade por isso _ desabafa Saadi.
O escritório do produtor rural fica em uma casa modesta de madeira, escondida feito fortaleza atrás de um muro alto com câmera de vigilância. A simplicidade do local contrasta com os modos elegantes e a gravata bem alinhada do encarregado que abre a porta. Postado atrás de um mini laptop e defronte a uma grande televisão, Saadi consulta com frequência o livro que publicou ano passado detalhando o sistema de produção que propõe. Atrás do produtor, um quadro do início do século passado mostra a paisagem da fazenda Três Marias, do avô, em Bom Jesus: um rebanho à beira do açude, tendo um capão de mato com araucárias ao fundo. É a vista da sede da propriedade, a primeira a ter luz elétrica na região, antes mesmo das cidades. O fazendeiro, no entanto, garante que suas propostas não são apenas para a elite rural da qual faz parte.
_ Pelo contrário. São melhores para a pequena propriedade, para os assentamentos de reforma agrária. O pequeno produtor pode usar o dejeto do do suíno ou do frango que cria para fertilizar o solo. E pode semear a pastagem e manejar o gado sozinho _ afirma Saadi.
A convicção de que é possível multiplicar a produtividade gaúcha e chegar aos 1 mil hectares, o produtor tira de suas viagens periódicas ao Exterior. Mesmo quando vai acompanhado da família _ é casado e tem cinco filhas _, Saadi diz aproveitar os roteiros para aprender, visitando fazendas em outros países. Seu modelo ideal é a Nova Zelândia, que teria características semelhantes ao Rio Grande do Sul, e ostenta produtividade de 1 mil quilos de boi por hectare ao ano. Na Fazenda Cerquinha, o produtor pretende chegar a essa marca em 2010.
Saadi fala como um sonhador. Seu sonho ultrapassa as porteiras das próprias terras. Tem algo de transcendental, que fica mais fácil de entender ao se ouvir uma passagem de sua vida.
_ Aos 18 anos, eu tencionava tirar física nuclear nos Estados Unidos. Porque, como homem do campo, quando me deitava na relva à noite e olhava o firmamento, me dava conta da pequenez da gente diante do universo. E o átomo tem as mesmas forças de atração e repulsão do universo. Mas, por pressão da família, terminei tirando medicina veterinária em Porto Alegre.
Se desistiu de lidar com as forças do átomo, Saadi não cansa de desafiar a inércia da pecuária gaúcha. Para muitos, suas propostas não passam de utopia. A diferença é que agora ganham chance de virar realidade e extrapolar as porteiras das fazendas administradas pelo pecuarista. Podem compor um programa estadual de aumento da produtividade da atividade mais tradicional da economia gaúcha, em gestação na Secretaria do Planejamento.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Gosto muito desta história, que a Larissa Magrisso me lembrou.

Pedro Repórter-e-gato Bial tinha um programa de entrevistas na GloboNews. Entrevistando o João Ubaldo Ribeiro, ele tascou, jurando que ia arrasar:

"Poeta, o Brasil dói?"

E o poeta respondeu:

"Não entendi a pergunta, meu filho."

Em tempo: peçam pro Rodrigo contar ao vivo, é bem melhor.

Um quadradinho de chocolate, um golinho de café, um quadradinho de chocolate, um golinho de café, um quadradinho de chocolate, um golinho de café, e assim a gente vai enchendo linhas.

sábado, janeiro 10, 2009

Me diverti vendo a Playboy da Vanusa Spindler. Quer ver todas as outras? http://www.perguntascretinas.com.br/todas-as-playboys-2008/

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Tem coisa mais demodé do que poesia concreta? Pior: tem alguém mais ultra passado do que Arnaldo Antunes? Minha irmã gosta. Fazer o quê? Então, em homenagem a ela, segue uma que me veio à cabeça:

ver
descrever
crer
escrever
descrer

Nossa, vocês não têm idéia como o joguinho acima faz sentido na minha vidinha de jornalista.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Se uma mulher estourando é uma mulher muito gostosa, porque um canhão ou um míssil, que também estouram, são uma mulher muito feia?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sabe quando a gente é criança e adolescente, super malcriado em casa, e vira um anjo quando vai dormir na casa de um amigo? Arruma a cama e até dobra o pijama, para ser educado e impressionar a tia. Eu sabia que isso era normal na infância e puberdade e até mais tarde, quando nos hospedamos em residência alheia. Agora, no primeiro mês de vida! O João, quando está numa festa, num restaurante, num evento social, é um anjinho. Dorme que é uma beleza. Aí, volta para casa, pro aconchego do lar, e BUÁÁÁ BUÁÁÁ BUÁÁÁ nos ouvidos do papai e da mamãe.
+++
Ah, mas que bate, lá no fundo, uma invejinha e uma raiva quando uma mãe ou um pai vêm dizer "ah, o meu dorme que é uma beleza a noite toda", isso bate.

domingo, dezembro 28, 2008

Plantão de domingo: olhei o relógio há meia hora e eram 17h. Olhei agora e são 17h08min.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Acabo de comer o melhor Sufganiot da minha vida. Foi mandado pela Karina, da Eliana Camejo, em nome da Federação Isaraelita. Estão divulgando o Chanucá. Vocês sabem que os judeus não celebram Natal, ainda esperam Messias, se não me engano (e posso muito me enganar). Mas, no dia 22, eles vão acender a Chanukiá gigante, um candelabro "com oito braços" que tem ali na pracinha da Goethe com a Vasco. Depois, seguem acendendo velas e candelabros por aí - é a "festa das luzes". A data tem uma história bem legal, como costumam ser essas histórias religiosas. Remonta a quando os Macabeus reconquistaram o Grande Templo Sagrado de Jerusalém. Para a reinauguração, tinham de acender a Menorá. Mas, para tacar fogo, era preciso azeite não profanado do qual só tinha um frasco. Um rolo que, quem quiser entender tem ler o texto no site da Federação. Ou então passar na praça segunda-feira, às 19h, onde, o mais importante, eles vão distribuir dezenas de Sufganiots.
+++
Ok, não vou ser malvado. Sufganiots são sonhinhos. Os que ganhei, de doce de leite e creme. Imperdíveis. Melhores que os sonhos Girassol.

... e a gente acha que ele tá com dor de barriga, pum atravessado, intolerância a lactose, refluxo, intolerância a proteína, sono, manha, mas é sempre, sempre: fome. Leite, leite, leite, mamãe.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Quando foi que calça fuzô virou calça leg? Quem, nesse ínterim, deu fim à Deandê?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Leitura de banheiro:
Do dicionário Caldas Auletinho:
hip interj. Expressão de alegria gritada antes do hurra.
Então, tá.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

GAP GENERACIONAL
 
FULANA diz:
sabe oq eu queria?

FULANA diz:

remedinhos pra emagrecer

FULANA diz:

consegue pra mim?

sebastiao diz:

ai, sebastião, olha só, eu preciso que tu me massageie o ego, eu estou carente, sabe?, e vou pedir remédios pra emagrecer pra tu dizer que eu estou esbelta e esguia

FULANA diz:

q bobagem

FULANA diz:

nao eh pra eu emagrecer

FULANA diz:

eh pra ficar ligada e acordadinha

FULANA diz:

entendeu?

sebastiao diz:

ah, sim

sebastiao diz:

eh que eu nao sou da tua geração. no meu tempo quem queria ficar ligado tomava café, e não ritalina

FULANA diz:

KKKKKKKKKKKKKKKK

FULANA diz:

pq eu preciso ter menos sono

FULANA diz:

eu gosto da loucurinha

FULANA diz:

mas ng quer me vender

sebastiao diz:

vou botar este papo no blogui omitindo teu nome

FULANA diz:

mmmmm..... tá bem

terça-feira, dezembro 09, 2008

Melhor título de relise do dia:
"Abef debate novo Riispoa com a SDA"

sábado, dezembro 06, 2008

A Rafa anda numas de light, diet, naturébis. No café da manhã aqui em casa, agora é iogurte com granola. Talvez com morango ou melão - do rugoso. O melhor iogurte de supermercado que tem é o Sans Souci. Se diz Sansucí. Então eu estava hoje de manhã preparando minha granola com iogurte, e a Jocemara... A Jocemara é faxineira aqui de casa, acho que nunca expliquei. Enfim, a Jocemara disse que estava com uns bichinhos em casa. Que bichinhos, Jaciara? Acho que não expliquei, mas chamo ela de Jaciara por causa do Gremio Jaciara, mas isso é bobagem. Os bichinhos pra fazer iogurte, oras, Sebastião. Bactérias. Fica igualzinho assim a este iogurte. Bem cremoso. Quer que eu traga uns? Mas tem de trocar o leite onde eles ficam a cada dois dias. Ah, leveduras, tu estás falando de leveduras. Não, obrigado, Nunca vi leveduras, mas acho que não teria paciência para trocar a cada dois dias o leite dos bichinhos.
Este papo casual e um almoço de sexta no Copacabana. É dia 5, a gente recebeu, e as gurias dos bairros gostam de comer fora. Só que elas são bem engraçadas. E daí, tem a Clarissa Ciarelli, que é lá de Gravataí e é bem engraçada. Contou da amiga dela que foi comprar semente de soja na agropecuária. A guria tava numas de naturébis, queria plantar soja no canteiro de casa pra depois esmagar e ver se conseguia fazer leite de soja pra misturar com iogurte, achava que ia ser saudável. Aposto que dali só saía óleo, mas, enfim. Importa que atendeu ela o filho do seu Bento, o dono da agropecuária, e o papo do iogurte veio à tona.
- A senhora faz iogurte em casa? - perguntou o guri.
- É, tenho aqueles bichinhos que a gente vai trocando o leite de tempos em tempos e eles vão se multiplicando - ensinou a amiga da Ciarelli.
Todo curioso, o piá não resistiu:
- A senhora me consegue um casalzinho?
Tá, eu acho que a história é de mentira, era só uma piada. Mas acompanha super bem uma vitela recheada do Copacabana.

terça-feira, dezembro 02, 2008

- Colino, busca um copo d'água pra mim?
- Colino? De onde isso?
- Hmmm. Xeupensar... Ah! De Gordo, Gordico, Dico, Dicolino, Colino!
- Ah, tá...
 

sábado, novembro 29, 2008

Transformo em post um comment meu no blógui da Marcela por se tratar de uma clássica de meu repertório. Aqui segue.

O ano era 1996. Eu e colegas do terceiro ano do Alpicação, que excursionávamos por Buenos Aires, íamos a um jogo de Racing e Arg. Jrs, em Avellaneda. Entrei no táxi para o estádio com a camiseta do Grêmio, e o taxista mandou-me trocar, porque não seria seguro ir com o uniforme de um time brasileiro. Obedeci. Assistimos ao jogo, um tenebroso 0X0, com direito a briga nas arquibancadas, tiro e morte na saída da partida. Deu na TV e tudo. Adivinha que camiseta usava o líder da torcida do racing, o rei dos barra-bravas, o cabeludo que a todos comandava e deu o start à pancadaria? A do tricolor gaúcho. Pura verdade.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Quando um ser humano do sexo feminino vem ao mundo, seu cérebro já traz um vocabulário secreto que só se desenvolve com a maternidade. É engravidar e a mulher começa a falar uma língua diferente, composta de palavras tão estranhas quanto linha nigra (a listra que aparece na barriga com a gestação) e que você não sabe como, nem onde aprendeu. E nem vai saber – ela não aprendeu: nasceu sabendo.

E não apenas isso: aflora na gestante uma nova noção de tempo. De uma hora para outra, sua mulher, que pensava que 2,5 semanas eram duas semanas e cinco dias, passa a calcular com perfeição qualquer intervalo com a unidade semana. Quase que um convite para almoço amanhã vira "amor, vamos almoçar daqui a um sétimo de semana?" e "daqui a dois anos" vira "daqui a 112 semanas". Claro, a gestante sempre tem na ponta da língua quantas semanas acumula de gestação. As gurias sempre me perguntavam:

- Com quanto tá a Rafa de gravidez?

- Três meses, mais ou menos.

- Mas quantas semanas.

- Sei lá, faz a conta, mulher. Só sei que fabricamos dia 7 de março.

Voltando ao vocabulário feminino, ele se mostra ainda mais rico quando nasce o bebê. Sua mulher e as médicas e as avós começam a falar outra língua. E você, pobre pai, tem de ter um dicionário de português e outro de inglês e outro de medicina para entender. Para facilitar o ingresso dos homens nesse novo mundo, deixo aqui um glossário, que pode ser enriquecido com comments. Afinal, como diz meu amigo e papai Filipe Maia, este blógui tem de ser relevante.

 

Coto: anagrama de toco; o toco do umbigo, enquanto já cortado e ainda não caído.

Mecônio: os primeiros cocôs do recém-nascido. Gosma escura e grudenta, parece doce de ameixa. Sai nos primeiros dois dias, dando lugar ao cocô erva-mate e ao cocô molho de maracujá, respectivamente, nos dias subseqüentes.

Tampão: tampa grande, decerto. Primeira parte do corpo feminino que rompe antes do nascimento do bebê. Os sintomas são vazamento de borra marrom e sangue aguado. Após esse rompimento, ainda pode levar dias para o parto. A gente ouve falar de bolsa, útero, contrações, etc... Mas, antes de tudo, há o tampão, quem diria!

Colostro: o leite que não é leite que sai nos primeiros dias. Precioso em conferir defesas imunológicas ao bebê. Aguado após o nascimento. Igual a cheddar antes dele.

Nan: marca registrada. Alimento infantil da Nestlé que virou sinônimo para qualquer complemento alimentar. Não hesite em dar Nan em copinho de cachaça se seu pobre filho é glutão e não se satisfaz com o colostro. Fará bem aos seus ouvidos (e a seu sono)

Concha: armadura de plástico para a teta, ops, para o seio da mamãe. Protege a mamica, ops, o mamilo contra fissuras, e o parceiro da mãe contra jatos de leite. Pode vir com reservatório para leite materno.

Mijão: sim, o seu filho também é um mijão, ainda mais quando está trocando as fraldas e brinca de chafariz. Mas a palavra também indica a calça ou ceroula do bebê.

Tip-top: desse eu já tinha ouvido falar. Espécie de macacão, a roupa ideal para o bebê. Peça única fechada por botões. Tenha muitos destes.

Bóri: certo que é body, mas, para ser in, a gente tem que falar bóri, com erre. Espécie de camiseta de algodão macio que pode ir debaixo do tip-top.

Cuero: coberta de algodão ou lã para cobrir o bebê (e para que mais serviriam as cobertas)? Um dia deve ter sido de couro.

Alucinar a teta: é o que seu filho faz quando fica mordendo o ar, a roupa e seu dedo imaginando que se trata do seio. Mais detalhes, pergunte para a Melanie Klein. Ou para a minha irmã mesmo.

Bebê-conforto: pequeno berço desconfortável para levar o bebê no carro ou na rua. Evolução do moisés, agora impermeável, para ser largado no rio sem molhar o Moisés.

Sling: faixa que se usa atravessada no tórax para carregar o bebê junto ao corpo. Muito na moda, embora pareça coisa de ípi (hippie).

domingo, novembro 23, 2008

Meu filho nasceu sabendo perfeitamente a diferença entre o dia e a noite. O dia é para dormir; a noite, para farrear. É a distinção fundamental, que contém toda a dicotomia do universo. Não tenho dúvidas de que o João já entende a oposição entre o doce e o salgado, o claro e o escuro, o bem e o mal, o azul e o vermelho.
+++
Tentarei explicar o inexplicável, relatar os sentimentos que acometem um pai de primeira viagem quando nasce o filho, o que se passou antes e depois das 23h39min do dia 17 de novembro de 2008, quando o João Ritter Com Dois Tês dos Santos de Araujo Sem Acento Ribeiro veio ao mundo.
+++
Dos fatos: na sexta e no sábado a Rafa submeteu-se a duas ecografias para verificar se, digamos assim, um ‘vazamento’ percebido não era de líquido amniótico, o que precipitaria uma cesariana. Não era. Ao ouvir o diagnóstico da médica, a Ana Lúcia Letti Muller Recomendamos, minha mulher descobriu de uma só vez que possuía um tampão e que ele havia rompido. O parto poderia demorar alguns dias.


No sábado, entretanto, começaram as contrações. Leves e a cada 30 minutos, moderadas e a cada 20, fortes e a cada 10, insuportáveis e a cada 4. Esse último nível, já na manhã de segunda-feira, quando fomos ao hospital. No centro obstétrico, uma máquina foi ligada à Rafa para medir o ritmo e a intensidade das contrações. Imediatamente, de inopino, as insuportáveis e a cada 4 minutos ficaram moderadas e a cada 15, pelo menos até o aparelho ser desligado. Meu pai disse que é como chamar um técnico para ver a TV e, quando ele chega, o aparelho está funcionando perfeitamente. A Rafa foi mandada de volta para casa.
+++
A tarde foi insuportável para a minha pobre mulher. O dilema era o seguinte. As contrações estavam horríveis, mas o bebê só tinha 37 semanas, enquanto o ideal são 40 para nascer. Havia uma remota possibilidade de o pulmãozinho ainda não estar formado 100%, e o João ter de ficar na incubadeira, feito pinto. Mas, com o ritmo voltando para insuportáveis e a cada 4, conversamos com a médica e tomamos uma decisão: o João estava pedindo para sair - de parto normal ou cesariana, era hora de ele nascer.
+++
A decisão me trouxe um alívio e uma alegria serena. Como minutos antes de meu casamento. Com calma, saí do apartamento dos pais da Rafa, onde meu pai já tomava um uísque para se tranqüilizar e nossas mães prestavam apoio à parturiente, e vim até minha casa. Peguei nossa mala e a bolsa do João, que já estava pronta, e tranquilamente, tomei um banho. Busquei a Rafa e rumamos para o Hospital. Às 21h estávamos no Moinhos.
+++
Desde o início da gravidez, que agora vira gestação, assim como dar de mamá vira amamentação, tenho procurado ser um pai participativo. Diz que é moderno participar. Mas eles, médicos, que não deixam muito. O pai não pode acompanhar o primeiro exame no Centro Obstétrico e nem o começo da cesárea.
Tinha dito à Rafa que apoiaria qualquer decisão dela. Quando entrei no Centro Obstétrico, ela me informou que faria uma cesárea. Tranqüilo, pensei. Até que a enfermeira informou: a doutora marcou o procedimento – cirurgia vira procedimento – para as 23h. Meu Deus! Já eram 22h30min. Quando a médica chegou, ainda pedi para ela atrasar a função, para o João nascer dia 18 e não ter de comemorar aniversário em feriadões. Em vão.
+++
Até eu entrar no vestiário onde deveria tirar a roupa e vestir o camisolão verde, estava tranqüilo. Só ali, sozinho, me dei conta de que alguma coisa realmente importante aconteceria. É como se tudo o que se passara na minha vida estivesse virando passado. De uma hora para a outra. Alguma coisa nova estava chegando para mudar tudo para sempre. Neste momento, olhei para o banheiro e pensei em quantos pais já haviam se utilizado dos serviços daquela privada. Se eu me caguei? Literalmente.
+++
Paramentado, de camisolão, touca, protetor de pés e máscara, fui para a sala dos médicos. Na Globo, passava um filme brasileiro, no qual, por coincidência, um bebê era deixado em frente a uma igreja. Na sala de parto, a Rafa era anestesiada. Ainda bem que a pediatra, Rejane Schmitz Sei Lá Como Escreve Mas É Um Anjo Recomendamos, ficou um pouco comigo. Ela mesma levou-me até o local do procedimento. Encontrei a minha mulher muito enjoada, e as médicas pingando suor de tanto forcejar a barriga. Passaram-se instantes até, de repente, uma delas abrir a cortina e aparecer aquele pedacinho de carne já quase chorando. Colocaram-no, ainda gosmento, sobre a Rafa, que o beijava feito bicho. Não derramou uma lágrima. Nem eu. Ainda iria demorar para eu me emocionar.
+++
Levaram o João para uma sala contígua. Fui junto. Ainda bem que tinha visto Discovery Home and Health e descoberto que bebês ficam roxos logo que nascem. Caso contrário, teria sido um pavor. Viraram e reviraram o João. Quando me dei por conta, ele era um pacotinho em minhas mãos. Peguei-o como achava que um pai deveria pegar uma criança. Sem medo, com firmeza e determinação. Sem fraquejar, eu só queria ser o que se espera de um pai. Tinha um papel e tinha de cumpri-lo a contento. Ponto.
+++
Os primeiros momentos de um bebê são do pai. É ele quem o acompanha, quem o pega, quem o assume, quem tem o controle. Ao menos nos casos de cesárea, em que a mulher está sendo costurada. Com o João no colo, dei-me conta que naquele momento o poder era meu; o poder de decidir o que fazer com ele – levá-lo para a mãe ou para a família? Deixei-o nos peitos da Rafa e corri para fazer um sinal de OK para os tios e avós que aguardavam atrás do vidro do Centro Obstétrico. Voltei à sala de cirurgia, para ficar com a Rafa e meu filho. Espiei por sobre a cortina que separa a cabeça da barriga da mãe e vi coisas que fariam muitos desmaiarem. Descobri que sou forte para isso.
+++
Como disse, os primeiros momentos de um bebê são do pai. Fui eu quem decidiu a hora e levá-lo para o forninho, digo, berço aquecido; foi minha a primeira mão que ele segurou. Acompanhei a pediatra manipulá-lo feito um pedaço de trapo. Vi meu guri levantar a cabeça ao sentir-se sufocado quando de bruços e dependurar-se como macaquinho nos dedos da enfermeira. Descobri ao mesmo tempo que o João tinha Apgar “nove e nove” e que Apgar era um teste para ver reflexos e condições do bebê ao nascer.
+++
Mas o sonho dos primeiros minutos é efêmero. Uma ilusão que se esvai no exato momento em que põem o garoto na teta da mãe. A boquinha que nunca sentiu um seio vai direto no mamilo e suga como se sempre antes. Nesta justa hora, o pai descobre que é ninguém. A vida do filho será teta e teta. Resta a mim, resta a nós, pais, fazê-lo arrotar.
+++
Os momentos no quarto do hospital são malucos. Pela primeira vez na minha vida, a sensação de sonho e realidade se inverteram. Prestes a cair no sono, sentia que voltaria ao mundo ao qual estava familiarizado do sonho e, ao mesmo tempo, abandonaria o mundo mágico que estava vivendo acordado. A realidade era muito mais fantástica do que qualquer sonho. E isso não é figura de linguagem nem metáfora. Realmente, tinha medo de dormir e interromper um sonho que dava vontade de sonhar.

Em que momento eu me senti pai? Sei direitinho quando foi. Tínhamos, os três, passado a noite no quarto. As primeiras visitas da terça-feira já haviam aparecido. A primeira delas, o Dr Flávio Prenna, médico amigo da família, que às 8h me explicou que pouco a pouco os humanos vão abandonar o reflexo primitivo de se dependurar nos dedos das enfermeiras feito macaquinhos em galhos da floresta. A seguir, chegaram alguns familiares, amigos, todos bem-vindos. Em um determinado momento, no entanto, me vi sozinho no quarto com o João. A Rafa no banheiro, provavelmente. Coloquei o guri no meu colo, sentei na poltrona e apenas olhei. A boca, a bochecha, os olhinhos, a orelha. Me pus a chorar e descobri que olhar para aquele rostinho me faria para sempre feliz. E cada vez que paro para observá-lo me vem a mesma paz e o mesmo amor.

sábado, novembro 22, 2008

Como a tecnologia fez com que o nascimento do João fosse acompanhado quase minuto a minuto por uma série de amigos, queria deixar para este blógui apenas conteúdo exclusivo. Mas enquanto não consigo parar para escrever seguem fotos dos primeiros dias feitas pela máquina do papai. Também fotos e vídeo produzidas pelo titio Tiago. E mais: como tiragosto, as imagens ao lado e abaixo. A propósito, não, ele está mamando superbem. Só na segunda noite que ficou muito faminto e as enfermeiras complementaram o colostro com Nam. Se babou todo e dormiu que é um anjo. Agora, o pobre não consegue nem dar conta de tanto leite que a mamãe tá produzindo.


sexta-feira, novembro 14, 2008

Um post tem o direito de ser ruim. Horrível. Deplorável, até.

Estou sentado no sofá de veludo vermelho, aquele na antessala do salão de bailes do Juvenil. À frente, a chapelaria, o banheiro. Tantas e tantas vezes. Algumas, ao menos. Minha cabeça gira, a testa sua frio, tenho vontade de... Mas logo já estou rodando. Por entre saias e vestidos. Longos e curtos. Calças socadas em rabos, também. Talvez eu esteja com um jeans branco Damyler e camisa xadrez de flanela azul Elle et Lui. Em todo o caso, rodo. Mil voltas no salão. Um lobo. Um caçador. Nada de cerveja. Uísque. Sempre. E danço. Às vezes. É debut, e sou par. Sou? Quando? De quem? Maria, me ajuda! Não sei valsar. Ainda bem que já é Natal. Ana Gabriela, somos todos teus dogs. Embarca o Alfredinho no táxi, que depois a gente junta da sarjeta. Porque esquentou. É Garden Party. Tem show! Tim Maia, Lulu Santos e mais alguém. Martha Medeiros disse que a adolescência dela eram sete dias de sofrimento por semana, apenas esperando a Garden Party. Me voy con ella, que es uma estrella. Martinha, agora outra, e seu vestidinho de boneca azul. Tão meiga, tão desajetada, tão criança. Me traz mais um uísque. Sou adulto. Ainda estou no sofá de veludo. Na festa, Klaus e Vanessa tocam bossa nova. Daqui a pouco, o sindicato dos construtores elege os construtores do ano. Preciso anotar o nome dos ganhadores. Com acentos e letras duplas e tudo. É 5 mil. Tem de sair no jornal. À minha direita, o salão de bailes que já não é de bailes está abarrotado de mesas, e as mesas, abarrotadas de engravatados. Como são tristes os adultos.
 

quinta-feira, novembro 13, 2008

A melhor sobremesa da cidade é o rocambole de laranja do Sanduíche Voador (Pça Maurício Cardoso). Se calhar, com sorvete de amêndoas.
+++
Um dos melhores livros que li nos últimos tempos é Delírio, de Laura Restrepo. Experimentem.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Adoro a gurizada. Eu mesmo sou um Peter Pan. E me dou tri bem com as gurias do meião aqui de ZH, as estagiárias. Hoje é aniversário da Bruna Vargas, a Mini, uma delas. E ela perguntando se eu ia na festa - num desses bares infectos da Cidade Baixa, claro, com direito a narquilé e tudo. Expliquei que gostaria, mas que a Rafa tá estourando e talvez não fosse bom para o nenê esta fumaceira todo. Além disso, brinquei que não teria ninguém para me fazer companhia por lá, que elas agora estão todas casadas e, sabe como são os jovens, ficariam de amassos e beijos públicos, trasnformando-me num castiçal coletivo. Sabem o que ela disse, bem espontaneamente, sem pensar?
- Nada a ver, vai ter outro tiozão lá, marido de uma amiga minha que tá viajando, vocês ficam conversando.
Acabou comigo.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Diz que a Globo fez um holograma antes da CNN. Aí eu parei para pensar: mas o que EXATAMENTE é um holograma? Tudo o que eu sei sobre isso é Jane e os Hologramas. Alguém lembra? Minha irmã era viciada.
+++
Como foi que a expressão "a vida não é um moranguinho" virou popular?
+++
Comecei terapia.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Há noites em que uma comichão me impede de ir para a cama e me leva ao sofá. É quando minhas mãos, já libertas do jugo da razão, tomam conta da cena e do controle remoto, ligando a TV no Canal 4. Como o drogadito, sou possuído por uma indômita necessidade de ver o Studio Pampa. Vez ou outra, a cabeça assume o comando e exige a mudança de canal, para instantes depois ser desautorizada por minhas mãos. A única chance de me libertar das pampacats é ser eu surpreendido por um bom julgamento do Supremo Tribunal Federal na TV Justiça. Agora, por exemplo. Há meia hora acompanho a colenda corte. E me fascino com a relevância dos assuntos tratados por nossos preclaros ministros. A excelentíssima ministra Ellen Gracie faz elucubrações sobre os efeitos de "um fininho de maconha" na operação de um fuzil. O julgamento é o seguinte. Acharam na caserna, entre as coisas de um pobre soldado, um pacotinho transparente com 3,8 gramas de "substância vegetal". O "paciente", como chama a defesa, alegou que levou a erva para o quartel com medo de que sua mamãe flagrasse em casa. Terminou expulso do Exército e condenado pelo "código castrense" a um ano de prisão. A defesa alega o princípio da insignificância, os gatos do Estado com o possível aprisionamento, a lei civil que prevê penas alternativas ao usuário. Não preciso dizer que nossos preclaros ministros estão cravando o ex-milico. Agora, peço vênia, que tenho de voltar pros braços das pampacats. Boa noite.
+++
Ah, eu seria um excelente adevogado. Se seria...
+++
Aliás, falando em exército e em Studio Pampa, vê se não parece um anúncio das Forças Armadas atrás de recrutas:
"Se você tem 18 anos ou mais (ou é emancipada), é uma menina comunicativa, gosta de dançar e sonha em trabalhar na televisão, você pode ser uma Pampacat."
E segue...
"Nesta fase, as participantes (que já foram aprovadas na fase de PRÉ-SELEÇÃO) passarão por provas de desenvoltura, fotografia, desinibição, dança, voz, dentre outras questões que serão avaliadas individualmente. Nesta fase, serão escolhidas de 10 a 15 canditadas para as eliminatórias finais do concurso "Seja uma Pampacat"."

quarta-feira, outubro 29, 2008

Os gatos preferem Whiskas. Os donos dos gatos preferem Cat Chow. Os gatos comem. Os donos dos gatos limpam os cocôs dos gatos.

Estes dias de inverno no verão, estes dias de verão no inverno, eu já disse isso, mas agora acrescento estes dias de primavera na primavera, mas não aqueles dias de outono no outono, enfim, estes dias são dias que têm algo de sobrenatural, mas agora eu acrescento que, apenas por serem, estes dias podem te levar aos píncaros da euforia ou às profundezas da depressão.

+++

Muito escrevi sobre as frutas e a primavera da Jaime Telles, sobre a atmosfera idílica do estacionamento da Zilnei, aquela que me chama de Giovani, aliás, saudade dela e do estacionamento, tenho de dar uma estacionada lá qualquer dia desses. Mas agora quero dizer das frutas e da primavera da Fabrício Pilar. É lentamente que exploro esta minha nova já velha rua. Se por um lado me demoro a aproveitá-la, por outro posso saboreá-la aos poucos, como o picolé que se lambe e não se morde, cada dia uma descoberta. A verdade é que este Mont Serrat não deve nada àquele Petrópolis. Em meia quadra e meia de caminhada hoje descobri a pitangueira da vizinha da frente, a goiabeira do meio da rua e as muitas... as muitas... Bom, ninguém sabe bem que fruta é aquela, mas todo mundo come, tem um gosto azedo, mas a gente finge que é doce. A senhora da maloca da esquina disse que é cereja, mas eu garanto, de cerejas ela não sabe nada. Outra velha, cheia de convicção, me garantiu ser amora, e então fiquei pensando como pode ela, em seus setenta e tantos anos de vida, não ter aprendido o que eu aprendi, senão antes, aos seis, quando entrei no Aplicação e conheci a amoreira que circundava "a casinha" de brinquedo. Desconfiei que pudesse ser jambolão, mas não, ninguém dirige melhor do que eu na estrada do jambolão, lá na Gamboa, eu sei muito bem o que é um jambolão para não olhar e dizer de cara: eis um jambolão. Então, tem esta fruta que é meio amora, meio cereja, meio pitanga, meio jaboticaba, meio jambolão e tem forma de caju e que ninguém sabe direito o que é. E, para encerrar, tem também o pêssego do casebre da esquina, um pêssego pequeno e verde e sem veludo cuja folha cheira a marzipan, mas que, definitivamente, é um pêssego, eu mesmo o quebrei e vi o caroço.

+++

Como é bom um almoço solitário ao ar livre, o vento fresco levantando os guardanapos presos debaixo do prato, o guarda-sol fazendo as vezes de árvore.

+++

Ai, ai... Perdão por toda essa viadagem. Deixarei os jacarandás para depois.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Minha conta é a seguinte. Para ser campeão, o Grêmio precisa ganhar quatro das sete partidas que tem. E deu. Nesse caso, seria ultrapassado apenas se São Paulo ou os outros ganhassem cinco e ainda empatassem mais uma, pelo menos. E não creio que consigam ter esse desempenho.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Dúvidas do cotidiano.
A impressora cospe 500 folhas com os sinais:

"0000000000000000000000000//////////////////////
/////////sdfjkçklçjsdfklçndfs0000000000000000000>&
gt;>>>>>>>>kçljçlwekjdçklnmsdk/////
///////////0000000000000000000000000/////////////
//////////////////sdfjkçklçjsdfklçndfs0000000000000......."

Trata-se de:
1) Uma instalação artística
2) Uma pegadinha
3) Os OVNIs tentando contato

terça-feira, outubro 21, 2008

É inverno, faz sol e venta em Capão da Canoa. No apartamento em um desses velhos prédios de veraneio semi-abandonados, afundada na poltrona e no próprio olhar, Juliana está. E bem.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Prime Rib Hereford do Frigorífico Silva. É só meter na grelha e correr pra galera. Ou melhor, pros braços da nêga.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Aos amigos sócios tricolores, vai meu pedido para passarem lá no Olímpico no sábado votar na Chapa 2, do Antônio Vicente Martins. Além de ser um cara legal, tá enfrentando a oposição e quer seguir a linha da atual direção, indo mais fundo na profissionalização do clube e com apoio total à nova Arena. Tem dado certo nos últimos quatro anos, é justo que apostemos no futuro do projeto.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Como são infantis as roupinhas de bebês!
***
As roupas do João menos infantis foram eu que comprei. Um abrigo Ralph Lauren (US$ 40) e um pala La Victoria (US$ 60). A propósito: as mais caras e as mais chiques e as mais legais.
***
Fazia quanto tempo que eu não tinha febre? Rapaz, desde que retireis as bolas. As amígdalas, fique claro, que as debaixo estão nos conformes. O João é prova.

***
- Siga aquele carro!
- Já sei, já sei... que nem nos filmes.

sexta-feira, outubro 10, 2008

... então Deus disse: "Tião, desce e arrasa!". De rebelde, descumpri a ordem.
Ler a Zero Hora tomando café da manhã em casa ou, melhor ainda, debaixo do pinheiro do Media Luna é um prazer imenso.
Ler o mesmo jornal, a mesma notícia, na redação de ZH, é um trabalho sacal.

terça-feira, outubro 07, 2008

Dois eventos para esta semana e para a próxima. Terça que vem, na Indiada, às 19h30min:



Quarta desta e da próxima semana, no Abbey Road: tomar um uisquinho ouvindo a Gilez.

segunda-feira, outubro 06, 2008

É ou não é a grávida mais linda do mundo? Mais da barriga que carrega o filhote aqui. Fotos by Claudio Fonseca, no Jardim Botânico.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Na ausência total e absoluta de inspiração e disposição para qualquer manifestação escrita, matemos a saudade do Barbosa...
... e fiquemos com a imagem do amanhecer no Itacurubi, pela lente de Mauro Vieira.











quinta-feira, setembro 25, 2008

Mulher quando está deprimida vai ao shopping. Se entope de compra e fica alegre. É o folclore. Também tenho minha válvula de escape. Quer ver o termômetro do meu humor passar do negativo para o positivo? Me deixa botar uma carninha para assar tomando um copo de whisky. Eu, minha nêga, meu baby e meu gato.

terça-feira, setembro 23, 2008

Gremista é um tipo estranho. Há duas semanas, quando estávamos seis pontos na frente do Palmeiras, estavam todos, inclusive eu, desconfiados, achando que íamos perder e perder e perder. Agora, apenas um ponto de vantagem, nos enchemos de confiança. Hoje, pela primeira vez, um colega me parou para dizer: "seremos campeões". É o que acho. A ver. Parece que é assim que gostamos mesmo. 
***
Palavra de um colega, que prefere não se identificar. "É interessante a possibilidade de ter uma prefeita pegável".
 

quarta-feira, setembro 17, 2008

Me sinto enjoado. E com princípio de taquicardia. Não estou bem. Mas preciso trabalhar. Meu trabalho hoje é ficar sentado em uma cadeira em frente ao computador. Os computadores aqui são lentos. Neste momento, eu escrevo, mas nenhuma letra aparece na tela. Em segundos, o minhas palavras apresentar-seão. Unidas. Vez ou outra, preciso dar um telefonema. Meu braço pesa. O clima na redação pesa. É preciso um guindaste para erguer minha voz. Mas preciso trabalhar.

segunda-feira, setembro 15, 2008

A Wired.com faz uns concursos regulares de foto. Este era de retratos, e eu quis ver se tinha alguns retratos meus que eu gostava. Separei uns lá no Flickr . Estou postando uns aqui para poder enviar lá pro site da revista. No Flickr, vocês podem escolher os seus preferidos.












sexta-feira, setembro 12, 2008

Não sei o que é twitter. Pronto, falei. Foda-se a civilização. Cada vez que vou a uma livraria e vejo um livro do Darcy Ribeiro penso que seria legal ler um obituário assim: faleceu ontem o indigenista Sebastião Ribeiro. Este Sebastião Ribeiro também poderia ser um ator ou um fotógrafo. Mas é mentira que o homem faz seu caminho.

quinta-feira, setembro 11, 2008

O Fabiano Goldoni tinha falado de como gostava de se atirar em um ojo de bife, nas parrillas argentinas. Comentei que achava que antigamente não havia esse corte. Mandei um email para meu primo porteño Pedro com a dúvida. Eis a resposta:
"Ojo de bife, interessante, nunca tinha me dado conta, mas tens razão: é uma invenção dos últimos 10 anos. Uma tradução literal de Rib Eye,  em inglês, lançaada nos cardápios portenhos para apetecer os gostos de gringos acostumados ao seus cortes anglos. Acho que aqui o Ojo de bife era uma parte do bife, ou bife ancho...nunca cortado e apresentado sozinho."
Acrescento: mais provável ainda que o corte antes só exportado tenha chegado também às mesas argentinas.
A propósito: adoro quando tenho razão.
 
 

segunda-feira, setembro 08, 2008

Só eu não conhecia este tal de Museu do Pão? Um projeto arquitetônico de primeiro mundo assim em... Ilópolis, uma minilópole de apenas 5 mil habitantes encravada no Vale do Taquari, entre porcos, galinhas e antas gordas, ao lado da grandiosa Arvorezinha, terra da erva-mate e da Renata. Nossa, que vontade de conhecer... Não fosse o jogo do Grêmio, ia neste sábado mesmo.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Eis o João.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Hmmmmm. Cheirinho de bosta. E eu adoro.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Em que lugar do passado ficou Baltazar? Não faz um ano, eu e a Rafa tínhamos decidido. Seria esse o nome de nosso filho. Sério. Então, meses depois, ao descobrirmos que era ticudo mesmo começamos a discussão para bater martelo sobre como se chamaria o bichinho. Falamos Tibério, Bibiano, Josmar, Élcio, Batista. Só concordamos com João - e assim ficou. Mas de Baltazar, que nos pareceu tão lindo outrora, nem lembramos.  

segunda-feira, agosto 25, 2008

Desânimo.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Eu sei quando um atleta é vira-lata. E quase todos os brasileiros são. É o que explica tantos chegarem na disputa do ouro e só levarem o bronze. Ou a prata.
+++
É só olhar firme no rosto do atleta, pode ser pela TV mesmo, que posso dizer: este é vira-lata. Excepcionalmente na terça-feira fitei (e tenho o poder de fitar por meio da minha super LCD) Maurren Maggi, Maurren Maggi fitou-me também, e eu disse: esta não é vira-lata. A Rafa está de prova.
+++
Maurren Maggi não é vira-lata porque antes de saltar na terça-feira rangeu os dentes, misturou traços de raiva e empolgação, olhou firme para a platéia, bateu palmas, recebeu de troco palmas, e saltou.
+++
Note-se que nem todos que levam a prata ou o bronze são vira-latas. As meninas do Jangadeiros, Fernanda e Isabel, podiam claramente perder o pódium, mas na última regata foram para a frente cheias de gana, velejaram em primeiro, e garantiram o bronze. A dupla de prata no vôlei de praia é o símbolo da vira-latice. Está no alto do pódium dos vira-latas, dividindo a primeira colocação com Diego Hipólito.
+++
Aliás, o Diego Hipólito não devia ser do hipismo? OK, OK, desculpem.
+++
O conceito de vira-lata não é fácil de entender. As meninas do futebol, por exemplo, são vira-latas, porque chegaram lá e no final abriram as pernas. Os guris do futebol não o são. Perderam porque eram piores, porque o Dunga é ruim, porque se acham demais. Um vira-lata nunca se acha demais.
+++
Eu sou o típico cara que, como a Isabel Marchezan, diria: eu odeio Olimpíadas. Mas a verdade é que eu adoro. Sou vira-lata.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Passem lá no Blógui do Mauro Vieira, fotógrafo de ZH. Tem fotos tiradas nas andanças que fizemos para uma matéria que deve sair domingo que vem. Há um cemitério de campanha em São Francisco de Assis e imagens de Cândida Vargas, no longínquo Itacurubi. O endereço: www.maurovieiraphotos.blogspot.com
Me deu um desejo. Um desejo muito forte, agora. De pegar um buzum. Seis horas de estrada. Só para comer uma torta do Alecrim e da Joana.

sábado, agosto 16, 2008

Acabo de ir ao veterinário. Quer dizer, o Aquiles foi. Ou melhor, eu também fui, mas quem foi atendido foi ele. Fiz descobertas incríveis. A primeira delas é que pulga defeca, como diz a doutora. Chupa um sanguinho, enche a pança e - pfffffff (onomatopéia de pum) - caga. E o pior é que as fezes, como diz a doutora, não são microscópicas. Pelo contrário. São pretinhas, levezinhas e totalmente visíveis(zinhas). Mesmo quando não se enxerga a pulga, pode-se dizer que o bicho está infestado, se nele se virem cocôs. O Aquiles, por exemplo, não tem uma pulguinha sequer, mas é uma verdadeira latrina para a espécie. A veterinária não soube dizer onde se escondem as pulgas enquanto não estão no banheiro, digo, nos pêlos do meu gato. Decerto, sesteando no tapete da minha casa.
Pulgas defecam. Até aí tudo bem. Tudo que entra, sai; tudo que come, caga. Mas tem uma coisa mais impressionante. Pulgas cospem. Pffff (onomatopéia de cuspe). O que nos leva a uma conclusão estarrecedora, confirmada pela doutora: pulgas têm saliva, Ou seja, pulgas são quase humanos. A diferença entre nós e elas é que a saliva delas é poderosa. O cuspe da pulga irrita a pele do gato, e então o gato começa a se coçar e perde pêlo e a gente tem de levá-lo à veterinária, para decobrir que pulga caga e cospe. Ah, claro, e também para pagar R$ 160 por uma consulta, um banho, um shampoo e dois remédios.
Ainda bem que a gente aproveita para se divertir. Sabia que há esmalte para pets? E corretivo para os olhos? E bolo de laranja? E panetone? E óculos de sol? E tempero para ração? Sim, há tudo isso para cães e gatos e muito mais. Inclusive um refrigerante para cachorro. A latinha custa R$ 9,90. O sabor? Carne. Será que é gaseificado?

sexta-feira, agosto 15, 2008

Eu sou tão egocêntrico que julgo o talento das pessoas pela forma como elas se relacionam comigo.
***
Como ficam as mães que batizaram as filhas de Flora pensando que ela era do Bem?
***
Torrada com cerveja. Torrada.

quarta-feira, agosto 13, 2008




A pedido da Maria Paula, segue a foto da Margarida e um bônus extra: a da Laranja. A propósito: as fotos do casamento estão em www.claudiofonseca.com.br/rafaelaesebastiao

domingo, agosto 10, 2008




Bom, seguem duas fotos da viagem a Nova Pádua. Passeio em família, roteirizado e dirigido pelo Seu Miguel. Fantástico.







segunda-feira, agosto 04, 2008

É mesmo escandalizante a inflação dos alimentos. Os gastos do brasileiro com comida subiram muito além da média do custo de vida, superando qualquer índice de inflação. Senão, vejamos. Em junho de 2002, nossos arquivos digitais registram que se pagava um valor mínimo de R$ 60 para o cidadão comer na Sauna Guaíba, mais R$ 35 para entrar na boat..., digo, no refeitório, perfazendo um total de pelo menos R$ 95 por incursão. Esse valor, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), representaria R$ 140 a preços atuais. Ainda que a aplicação fosse na poupança, embora normalmente ela seja um pouco abaixo, o valor atualizado seria de R$ 157. No entanto, nossos pesquisadores foram a campo e descobriram que o mínimo que se gasta hoje no distinto estabelecimento é R$ 179, sendo R$ 69 para entrar e mais R$ 110 para adentrar. Ou seja, seis anos depois, o cidadão de bem está gastando R$ 39 a mais em uma refeição mediana. Desse jeito fica difícil comer fora de casa mesmo! Confira a tabela:

Inflação (junho de 2006 a junho de 2008)

IPC (Índice de Preços ao Consumidor): 47,55%

Poupança: 65,87%

IPG (Índice de Preços Guaíba): 88,42%