quinta-feira, janeiro 20, 2011

Este vídeo de Capão da canoa nos anos 50 é genial. Queria muito que o nosso estimado e falecido leitor Carioca estivesse aqui para ver: http://youtu.be/BqZsNoQ9O1Q 

Depois, tem a reutilização das imagens, feitas pela moçada (adoro expressões de locutores de rádio) do Pergunte ao Crepe: http://bit.ly/ezsXFG 

PS: Confio que nenhum leitor saiba o que é embedar.  

sexta-feira, janeiro 14, 2011

De minha parte, gosto tanto de videogames que não os tenho. Comprar um Wii ou PS3 seria uma autossabotagem. Já não me dou o direito de trocar a telinha por horas com a família, muito embora tenha certeza de que sucumbiria ao vício caso estivesse ao meu dispor. E não precisaria tanto, um MegaDrive, MasterSystem ou Phanton System em minha telona já seriam o suficiente para me abduzir. Muda a tecnologia, mas a diversão é a mesma. Tudo termina em salvar a princesa.
O diabo é que descobri os joguinhos de celular. Agora, não somente estou com uma plataforma à disposição como a tenho 24 horas por dia (literalmente) à minha mão. Deu uma brecha no mundo, lá estou eu matando ursos com pinguins, no Crazy Penguin Catapult.


Se tivesse de apontar um defeito nos jogos pra celular diria: são muito fáceis. Eu baixo um e já viro. O que não me impede de continuar jogando. No Smash Kart, genérico do Mario Kart, eu terminei todos os percursos em primeiro. No fim, foquei apenas na última e mais difícil pista: a Pista Espacial, do último mundo. Agora minha meta é reduzir meu tempo. Sempre. O inferno é que certa feita - lembro bem, foi na sala de espera do oculista - fiz a marca de 1'07''74. E nunca mais a superei. Já joguei um milhão de vezes depois disso. E digo: a marca obtida por mim é imbatível. Até para mim mesmo. Deve ser o recorde mundial do Smash Kart.


E com isso, ando eu numa obsessão infinita, querendo jogar o celular longe cada vez que perco para mim mesmo, em meio a uma dessas brechas do mundo, que são tantas...

segunda-feira, janeiro 10, 2011

É um ritual que se impõe no início do veraneio. Despojado do chinelo, sai a caminhar. É preciso encascorar o pé. Estar preparado para qualquer eventualidade. De que natureza? Não pergunte. Também não sabe. Qualquer eventualidade, apenas.
Descalço, como uma tartaruga recém-nascida na Praia do Forte, entrega-se ao impulso que o leva em direção ao mar. No caminho, cem por cento do – volumoso, diga-se de passagem - corpo concentrados em 250 cm² de uma planta de pé.
Com o dedão, cava a areia que se deposita entre descombinados paralelepípedos e a lança ao ar. Sobre as pontiagudas pedrinhas de asfalto, enfim compreende o sadomasoquista: é sádico ao maltratar seus pés e masoquista ao gozar com a dor auto-infligida. Na grama indomada dos terrenos baldios, há se de pisar firme e fazer cara feia para amedrontar as rosetas. As raras calçadas bem cuidadas são oásis de alívio no caminho. Os pisos se sucedem de forma mais desafiadora do que os programas randômicos das esteiras de academia.
É preciso encascorar... É preciso sofrer até sentir a areia da praia acariciando o entrededos, a água gelada do mar anestesiando o corpo, de cima para baixo. Faz parte do ritual banhar-se olhando para a frente. Seguir caminhando como se em terra firme até ter o oceano na altura dos calcanhares, dos joelhos, do púbis, do umbigo, do peito. E só então mergulhar, parar e olhar firme para o fim do mundo, de costas para os espigões e para a praia que mais parece um campo de batalha com suas tropas, abaladas pela chuva, batendo em retirada e deixando para trás armas e mantimentos. Lixo, puro lixo.
Cada onda concentra em si a energia de um vento, de muitos ventos, se assim se pode dizer, que sopraram centenas de quilômetros à frente. Uma onda batendo forte no peito é a comunhão maior do homem com a natureza, assim como o pé descalço no asfalto o é com a obra humana. É preciso encascorar, para enxergar toda a beleza da imundície do homem.
Redimido com a natureza e com a obra humana, é hora de voltar, de fazer as pazes com com o homo sapiens sapiens. A ida já lhe deu o casco e a confiança necessários para caminhar sem olhar para o chão. Está pronto para enxergar seus pares. É bom ver-se de calção do Grêmio e cueca samba-canção, as banhas debruçando-se sobre o elástico na cintura, pelas ruas de Tramandaí. É reconfortante fazer parte da massa de homens obesos e suados por carregar seus isopores até há pouco repletos de latinhas de cerveja, ao lado de suas mulheres vermelhas sapecadas de sol, a pele sempre escorregando para fora do maiô. Ele vê aquela turma na varanda do condomínio de casas geminadas, dando risada com o CD do Guri de Uruguaiana, o casal de Sapucaia namorando no carro ao som do Musical JM, o negro corpulento de sunguete berrando bêbado por onze quadras que vai matar um brigadiano... e já não sente asco. Pelo contrário: encontra certa beleza e imagina-se parte de tudo isso. Acha que porque é gordo e porque usa calção de time de futebol e porque seu filho também tem um baldinho de areia em forma de peixe, pertence à grande massa, e isso lhe conforta. Está feliz porque não tem preconceitos.
O encascorar dos pés, o banho de mar, o conviver com os colegas humanos. No dia em que o mar o chama como às tartarugas da Praia do Forte, tudo isso faz parte. Só é preciso estar no Litoral Gaúcho. Fosse em Atlântida, ele rogozijar-se-ia por assintosamente desfilar seu calção tricolor entre o mar de bermudas coloridas com fecho de velcro e cordinha, daquelas que muito já usou - e ainda usa. Fosse em Torres, filosofaria sobre a relação entre o deterioramento de sua forma física e a decadência do bom gosto na praia: a cada quilo ganho, um espigão construído, uma suburbana à beira-mar, um cagalhão no mar dos Molhes... Ainda assim, lembrar-se-ia, tomado por uma dor gostosa, daqueles tempos em que todos eram belos - inclusive ele, embora só o tenha descoberto anos depois, olhando fotos antigas.
Tantas vezes encascorou os pés em Torres, Atlântida, Tramandaí... E sempre foi um ritual bonito, este. Que venham os dias de praia da temporada! A planta do pé está que é uma lixa. Agora, sim, está preparado para qualquer eventualidade.

***

PS1: Para sentir-se feliz fazendo parte da massa em Tramandaí, usar calção de futebol à beira-mar de Atlântida e horrorizar-se com a decadência de Torres, é preciso fingir que você paira sobre tudo e todos, que enxerga o mundo soberbamente de um patamar superior. É preciso fingir que você no fundo não faz parte de tudo isso. É preciso fingir que não tem preconceitos. Mas faz. Mas tem.

***

PS2: Borrifar veneno nas formigas proporciona sensação de poder.

segunda-feira, junho 28, 2010

Sobre a mudança de rótula para sinaleira na esquina da Nilo com a Carazinho, acabei de emitir a seguinte opinião, a quem interessar possa.

"Veja, só. É possível que a Maria Paula estivesse se lamuriando dos engarrafamentos de três carros na Avenida Júlio de Castilhos (Cx), quando havia ali na Nilo com a Carazinho uma sinaleira. Naquele tempo, a fila na Carazinho batia lá em cima, na Professor José Salgado Martins. Trocaram o farol por uma rótula, e a mudança foi festejada. Diminuíram os engarrafamentos. Hoje voltaram. Começam na rótatória e terminam na Professor José Salgado Martins. Ou seja, hoje Porto Alegre tem umas duas vezes mais carro (chute), e ainda assim o engarrafamento é apenas igual ao do tempo da sinaleira. Qual o melhor modelo??????"

domingo, junho 13, 2010

Já era cego. Fiquei ainda mais. Foi uma conjuntivite. Das brabas. Infernal. Olhos vermelho, chatos e gosmentos por duas semanas. Já faz mais de 15 dias que me recuperei. Mas ficaram sequelas. Se havia alguma dúvida, já não há: sou um sequelado. Desde a maldita, não enxergo direito. Não que eu enxergasse antes, claro. Mas calhou de o João quebrar meu óculos justo agora. Hoje mesmo, fui ao supermercado, desprovido de muleta ótica. Um carro andava em zigue-zague a 100km/h na 24 de outubro. Liguei pro 190. Mas óbvio, não consegui dizer nem a marca, nem a placa. Depois, no meio das bergamotas, me aparece uma amiga. Sorrindo.
- Oi. Como é que tá? Como é que tá a Rafa?
- Tudo bem. E contigo? E o pecorrucho, como está?
- Er*... Ahn... Ainda não temos filhos, mas é por uma boa razão.
Putz, troquei as bolas. Confundi a guria com uma prima, a Bibs (a minha prima, não o chocolate). Ainda por cima, estou até agora com esse "é por uma boa razão" na cabeça. Que raios a guria queria dizer com isso? Mas vá perguntar depois de ter trocado as bolas! Não que se eu tivesse nas condições de visão pré-conjuntivite eu a teria reconhecido certo. Mas seria mais provável. Ao menos eu teria tido mais tempo entre o avistar um rosto familiar e a aproximação para pensar, refletir sobre a verdadeira identidade da pessoa. Pior é que nem posso fazer óculos novos. Estou louco pra ir na Valéria, da Masson do Moinhos (queria até falar mais dela aqui, deixa pra depois), ver uma armação e uma lente novas. Mas a Dra. Carla, minha oftalmologista, colega da Dra. Maria Cláudia, as duas são bem bonitas e atendem ali na Clínica Visão, na Bordini, é só estacionar no Zaffari e depois comprar um vinho pra disfalçar, mas, enfim, a Dra. Carla recomendou que eu postergasse a encomenda dos óculos. Foi uma forma delicada de dizer: você pode ficar assim, cegueta, pra sempre, amiguinho, portanto, empenhe-se em pingar o colírio cinco vezes ao dia,
Resta a mim, então, curtir minha hipermiopia (não confundir com hipermetropia). Afinal, há uma certa beleza em enxergar assim, distorcido. Dizem que naquele filme, Janela da Alma, um documentário, falam disso. Nunca tive paciência de ver. Uma vez, na Fabico, estavam exibindo-o para um grupo de cegos (ou seria de surdos?). Enfim, vi cinco minutos e achei um saco. E uma mentira. O que pode ter de belo em ver tudo feito debaixo d'água, as luzes da cidade como eternas estrelas de Natal, as árvores, um tronco marrom com uma massa verde unicolor em cima. O míope não vê as folhas, os muitos sóis que batem nelas, os contrastes. O míope vê um borrão.
Agora, por favor, vamos parara de palhaçada e alguém instala um limpador de parabrisas na minha retina (ou seria córnea?)! 

* Vai dizer, "er" só se diz em gibi.

quinta-feira, maio 27, 2010

Cada coisa que tem me acontecido... Com certeza, uma das coisas mais bacanas de ter aberto a Cartola - Agência de Conteúdo foi redescobrir que, como diria minha querida professora de jornalismo Rosa Nívea, "o mundo é uma pauta. Formigas. Formigas são uma pauta!". Em outras palavras, com a possibilidade de oferecer matérias para qualquer veículo, cada assunto é uma reportagem em potencial. Meu radar anda atento, minha curiosidade aguçada. Mesmo quando não ache que o assunto vá render, dou uma pesquisadam ainda que por pura diversão. Agora, por exemplo, ouvi o nome de Irton Marx, aquele cara do separatismo, da República do Pampa. Dei num texto do Movimento Pampa Livre denunciando a "armação" da Globo contra Marx, não Karl. Por meio de uma sacanagem, a emissora teria lhe acusado de nazismo - http://www.pampalivre.info/cartilha-1.htm. Até determinado momento do texto estava solidário com o autor. Até que o autor se perde no próprio, no próprio... Julguem como quiserem, a partir da defesa marxiana (não confundir com marciana, nem marxista).

"Naquele programa, em dado momento, Neide Duarte comentou, com palavras ditas por ela mesma, que o idioma do Pampa seria o alemão. Que bomba! Que ódio contra o mentor separatista do Sul do Brasil! Se ela tivesse dito que seria falado o inglês, francês, italiano ou outra qualquer, não teria o efeito bombástico ao falar que o idioma do pampa seria alemão. Mas alemão, nunca! Vejam bem, Irton Marx jamais pensou em tal possibilidade, pois falar este idioma não é para qualquer um. É preciso ser inteligente e ter muita boa vontade, caso contrário, jamais aprenderá tal idioma germânico. Por isso, jamais chegou a pensar em tal introdução cultural."

"É muito fácil criticar os alemães e seus descendentes. Há 55 anos só se fala mal deste povo no mundo inteiro! Já viram algum filme que mostra a bravura alemã na II Guerra Mundial? É evidente que são montadas cenas que só incriminam este povo. São taxados de bárbaros, de assassinos e assim por diante. Lhes permitir a defesa? Nem pensar, pois logo os seguidores do sionismo montam um esquema que os incrimina em qualquer tentativa." 



 

 

sexta-feira, abril 16, 2010

Acabei de assinar Época mais duas revistas mensais (época Negócios e Globo Rural) por 10 X R$ 39,90. Estava pensando agora... Nem foi um negócio tão bom. Ao menos, muito pior do que eu consegui calcular na hora de assinar.

Isso é incrível! Foi naqueles estandes de feira. A moça nem era tão bonita. Me chamou, psiu!, quer um brinde?, eu ainda brinquei, ah, pára, sei que tu vai me dar a revista, mas perguntar qual cartão eu tenho e pedir meu CPF, e ela, não, bem capaz, é só o brinde. Não é que eu fui seduzido pela revista, comecei a conversar com ela, ela foi loroteando, loroteande e eu terminei dando meu CPF, endereço, telefone, cartão de crédito, até me comprometer em R$ 399!!! Eu sabia que era golpe, eu até brinquei sobre o fato quando a sereia quis cantar. Mas em determinada hora foi como se eu tivesse me esquecido disso. Como se tivesse bailado no fundo do mar, suavemente, pelo canto de uma sereia, que, ademais, era quase horrenda.

Graziele, o nome da sereia. Da equipe Felinos (!). Parabéns, Grazi.

quinta-feira, abril 15, 2010


Sou ou não sou o gremista mais lindo do mundo?

sexta-feira, abril 02, 2010

Muita piada boba eu ouvi por ter incluído a matéria sobre sêmen sexado de gado leiteiro no meu www.slideshare.net/sebribeiro. Pois saibam que, das mais de 30 páginas que devo ter colocado ali, essa reportagem só perde para uma sobre o Eike Batista em número de pageviews. São 752 acessos para texto sobre o bilionário contra 536 para o relativo ao material reprodutivo bovino. Em terceiro lugar, com 417, vem uma matéria sobre a milionárioa Zuleika Torrealba. Os usuários do Slideshare parecem gostar mesmo de dinheiro. E de sexo.

sábado, março 20, 2010

Neste exato momento, um imenso QUATI de dois metros de altura, uma touca de dormir na cabeça e uma escova de dentes na mão, adentra o salão de café da manhã do hotel.

segunda-feira, março 01, 2010

Ó, na página 11 da Revista Época desta semana tem matéria minha. Sobre a turma que ganhou mas não levou o bolão da Mega Sena em Novo Hamburgo. Não achei na Internet. Comprem!

Olha o João tirando chope aí, gente. Fotos do Alex de Santi ou da Silvia Lisboa ou sei-lá-de-quem. No aniversário da Mariella Taniguchi.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

O João, por exemplo tá na fase do cahchorro:

- Como é que ronca o vô Jura, meu filho?
- ROOONC. 
- Hahahaha

- Hmmmm, que gatinho este João.
- Miau.
- Hahahaha

- Viu as galinhas, filhote?
- Cocó.
- Hahahahah

- Raiôôôô Silver!
- (cavalgada insana sobre as costas do papai)
- Hahahahaha


segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Lendo agora o caso dos apostadores de Novo Hamburgo que jogaram no bolão da Mega Sena, ganharam, mas não levaram, porque a lotérica não efetivou a aposta ou a efetivou equivocadamente, lembro da história contada por meu amigo Fernando, o Guga - ou seria meu amigo Júlio? 
Daqui a pouco me recordo, mas era semana de Carnaval, e a galera na praia. De repente um dos guris da turma enlouqueceu dizendo que tinha ganho na Esportiva. Virou loucura total. Compraram carne, assaram para um batalhão - picanhas e piranhas, samba, suor e ouriço por conta do rabudo. Nunca houve um Cranaval como aquele. 
Quando o cara foi pegar o prêmio na Caixa, descobriu que tinha levado a miséria de trezentos e noventa e dois reais. E só na bagunça do Carnaval tinha gasto uns dois paus. Naquela semana, só tinha dado jogo óbvio, todo povo acertou as colunas e um batalhão dividiu a grana do prêmio. 
Tá, o nome da praia, os valores e talvez até a data festiva eu acho que inventei. Mas parece que a história foi mais ou menos assim mesmo.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Estou emocionado! Aprendi a fazer mate que nem a Neyde da Zero Hora. Sem sujar a mão. Nada daquela meleca de ter de inclinar a cuia, aparar a erva com a palma ou então com um pratinho, empoeirar o balcão. Há anos pedia para ela me ensinar a mágica, mas só agora acertei. Falando é fácil, mas, na prática, nem tanto. É o seguinte. Coloca 1/3 de água morna na cuia. Preenche o resto com erva até a boca, deixando um pouco mais de erva em um dos lados. Espera dois minutos. No lado menos privilegiado ervisticamente, vai cavocando carinhosamente com a bomba, fazendo cosquinha na Ilex Paraguaienses moída, até chegar à parte úmida. Também usando a bomba, vai umedecendo um lado da erva até em cima, fazendo a chamada acimentação.  No fim, constrói uma cova, uma pequena toca no fundo da erva para a bomba. O segredo é: não usar muita água, ter a maior delicadeza no trato da bomba. tenta. Erra mil vezes até acertar. 

sexta-feira, dezembro 18, 2009

U-hu. O site da Cartola está no ar.
É obra da Fernanda Scur. 
Quem gostar e quiser contratá-la pega o mail em www.purnima.com.br.
Ou me liga. 
Um amigo do movimento Grêmio Novo me passou um FAQ esclarecedor sobre a Arena do Grêmio. Reproduzo. Se papai passar por aqui, pode postar um comment dizendo se há algo errado.

1) O Grêmio ficará proibido de treinar na Arena?

Não é verdade. O Grêmio poderá treinar sim na Arena, entretanto a
preferência será dado ao Centro de Treinamentos que receberá
investimentos para torná-lo um CT ao nível dos melhores existentes no
Brasil e que terá sinergia com o novo estádio. Grandes clubes do
Brasil e do exterior se utilizam de um CT e não do estádio como
estrutura de treinamento.

2) O Grêmio terá direito à renda do estádio?

Sim. O dinheiro das bilheterias irá para o caixa da empresa gestora da
Arena, administrada em conjunto pelo Grêmio a a construtora OAS. Nos
primeiros sete anos de operação da Arena, o Grêmio receberá a cada ano
um valor de R$ 7 milhões, reajustáveis pela inflação, mais 100% do
resultado operacional da empresa, ou seja, a OAS não ganhará nada com
a exploração do estádio. Mesmo se nenhum torcedor for à Arena e ela
não sediar um evento qualquer, logo não havendo qualquer receita para
a gestora, o Grêmio ainda receberá R$ 7 milhões todos os anos na fase
inicial do contrato. Entre os anos 8 e 20 de execução do contrato, o
Grêmio receberá valores fixos de R$ 14 milhões de reais a cada ano,
também reajustáveis, além de 65% do resultado operacional do estádio
com jogos e eventos. Hoje, o Estádio Olímpico não é usado para shows
musicais, conferências, encontros de empresas, etc, o que acontecerá
na Arena com resultados financeiros em benefício do Grêmio. Se o novo
estádio sediar, por exemplo, show de uma grande banda ou mesmo um
festival de rock, todo os recursos auferidos com a cessão do
equipamento serão revertidos para o Grêmio nos primeiros sete anos do
contrato e 65% nos demais anos até o prazo final de 20 anos, quando
todas as receitas passam novamente a ser do clube. Com o novo estádio,
também, o Grêmio gastará menos do que hoje à medida que não
necessitará de um quadro de funcionários tão grande como o existente
na atualidade para administrar o Olímpico assim como não precisará
efetuar gastos com reformas caras, o que hoje é exigido constantemente
pelo Olímpico que tem mais de 50 anos e sofre acentuada deterioração.
A Arena será, portanto, um estádio muito mais rentável que o Olímpico
para o Grêmio que manterá ainda as suas principais receitas como
direitos de televisionamento, quadro social, exploração da marca e
marketing, etc. O clube passará por um processo de capitalização,
aumento de receitas e redução de despesas.

3) Os sócios terão que pagar para entrar?

Não é verdade que o associado com título patrimonial terá que pagar
mensalidade mais ingresso. Não existe nenhuma previsão no contrato a
respeito nem tampouco há qualquer decisão nesse sentido. A questão dos
associados, que não envolve a empresa OAS, será decidida
exclusivamente pelo Grêmio em discussão com o seu quadro associativo.
A tendência é que o associado com título siga pagando mensalidade,
mantendo o direito de ingressar na Arena sem o pagamento de ingresso.
Caberá ao Grêmio restituir à empresa gestora o valor correspondente ao
ingresso dos seus associados, mas 100% dos resultados da gestora serão
do clube nos primeiros sete anos do contrato e 65% no restante do
período, o que vialibiza a manutenção dos direitos dos associados
patrimoniais.

4) A área do Olímpico vai para a OAS por quantos milhões?

Avaliações independentes do setor imobiliário contratadas pelo Grêmio
indicaram que a área do Olímpico hoje valeria ao redor de R$ 60
milhões, entretanto com a mudança dos índices de construtividade da
área, aprovadas pela Câmara de Vereadores, o valor é muito maior.
Entretanto, esta valorização somente ocorre porque o Grêmio deixará a
área para aproveitamento imobiliário com a mudança para a Arena, sendo
que o atual valor de mercado menor seguiria o mesmo caso o Grêmio
resolva permanecer na Azenha.

5) Quanto valerá a Arena quando passar para o Grêmio, após 20 anos?

A estimativa é de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões.

6) Quem decidirá as questões da Arena?

A empresa gestora da Arena terá um conselho de administração formado
por cinco pessoas, sendo três da OAS e dois do Grêmio. O contrato
prevê que o Grêmio terá direito de veto em uma série de pontos da
administração.

7) Quando começam as obras?

A licença de construção deve sair em maio. Se a OAS abrir as linhas de
financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) ou bancos privados, as obras começam em junho.

8) O Grêmio colocará dinheiro na Arena?

Nem um centavo sequer. Do total, 55% são bancados pela OAS (equity) e
45% por financiamentos públicos ou privados captados pela empresa. Se
por qualquer motivo a construtora iniciar a obra e não poder
concluí-la, o contrato prevê ainda um seguro (performance bond) que
indenize o Grêmio que seguiria com o Estádio Olímpico e ainda
receberia a indenização, afinal a área da Azenha somente será entregue
à construtora OAS quando o Grêmio já estiver na Arena.

9) Quando a Arena estará pronta?

Se os prazos forem cumpridos, em dezembro de 2012.

10) Qual será o nome da Arena?

O nome será Arena Grêmio, mas podem ser comercializados os naming
rights do estádio em contrato com elevado valor que garantirá ainda
mais recursos para o Grêmio assim como se dá hoje com alguns dos
principais estádios do mundo.



domingo, novembro 29, 2009

Saiu o terceiro texto da série Perfis, a série mais arrastada da blogosfera brasileira. É só aqui, no Blógui do Tião, o blógui mais arrastado da blogosfera brasileira. O perfilado da vez é Rodrigo Moro. Aproveito para republicar os dois capítulos anteriores. A propósito, o primeiro saiu em janeiro de 2006.

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Rodrigo Moro (Nov/2009)
Rodrigo Moro parecia uma varilha. Era alto e magro. E ainda andava (não se sabe se por mania ou malformação) na ponta dos pés. Sempre. No colégio, o chamavam de bailarina. De onde eu tirei isso? Bom, se não o chamavam, deveriam tê-lo feito. Eu morava no 401 do Torremolinos; ele, no 501. Era meu grande amigo. A mãe dele se chamava Céu. Ou Sol, não lembro. Sul é que não era. O pai trabalhava na Souza Cruz. E era perito. Mil vezes perguntei o que fazia um perito, mil vezes o Rodrigo não soube explicar. Hoje, minha mulher é perita (até mesa de sinuca já periciou). Meu vizinho chegou no prédio, devia ter uns sete anos de idade. Veio com a família de São Paulo. Falava seteinta e torcia pro Curinga. A gente brincava de Comandos (em Ação, claro). Jogava Atari, Master System, MSX, futebol e botão. Não demoramos a integrar o clã da Aurélio Bit, com Marcelinho, Felipe, Dézinho, Kessler, Fernandinho. Um dia saí no tapa com o Rodrigo. Nunca fui bom de briga. Ele me derrubou com um chute no saco. Reclamei: nas bolas não vale! Dããããã, como assim não vale?, deixa de ser mongolão, me disse o irmão do Rodrigo, Serginho, que, por sinal, aos 12 anos já media 1,90m e fazia a barba com gilete. Subi brabo pra minha casa disposto a nunca mais falar com os Moro. Passei seis meses (ou seriam seis semanas?) sem os ver. Louco de saudade e louco de orgulho. Numa tarde, a campainha lá de casa bateu. Abri. Era o Rodrigo, na ponta dos pés, cara de cachorro pidão. Nunca vou esquecer da cena. Ele só me perguntou: vamos brincar de Comandos? Como se a gente nunca tivesse brigado, como se tê-lo à minha porta não me inundasse de alegria, como se a situação não me tirasse um puta peso das costas, apenas respondi: vamos. E brincamos. Por muitos e muitos anos. Até ele se mudar de volta para São Paulo. Isso faz uns 18 anos. Desde então, nunca mais o vi.

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João Pedro (Jan/2009)
João Pedro era ranhento, a cara sempre borrada de preto, mistura de ranho e terra amealhada no pátio de casa, nas caixas de areia, no barranco do Ipa. Andava todo esfarrapado, molambento, de camiseta branca, sempre suja, às vezes rasgada. Tinha tudo para ser uma criança linda, loirinho, bonitinho, mas também não calhava de pentear o cabelo. E era bagaceiro que só.
Morava numa casa rodeada por um baita muro lá na rua Silveiro, altos do morro Santa Tereza. O pátio tinha um cachorrão e mais desafios que um campo de paintball, ao menos lá de baixo, de onde as crianças viam tudo, assim parecia. Na varanda, havia um alvo onde adorávamos jogar dardos, brincadeira de gente grande. Não lembro bem, mas acho que a família dele era meio bagunçada, de uma bagunça comovente. Pelo menos o irmão mais velho, o João Cláudio, colega do Bento, era um cara atrapalhado.
João Pedro estudou comigo na pré-escola. Vivíamos juntos. Até que deixamos o IPA para começar a primeira série. Cada um para o seu lado, paramos de se ver, de se telefonar. Eu fui para o Aplicação e ele não lembro. Só sei que uns anos depois estudou no Instituto de Educação, ao lado do meu colégio. Às vezes passava pelo nosso pátio. Quando o via, eu corria para a tela que cercava a cancha de futebol. Conversávamos como amigos que jamais tinham se separado. Mas não trocávamos telefonemas nem nada.
Nunca esqueci o João Pedro. Quando meu filho nasceu, quis batizá-lo com o nome do meu colega. A Rafa achou melhor não, o guri já ia ter muito sobrenome. Ficou só João mesmo, o único entre todos os nomes do mundo que agradava a nós dois. Há uns anos, o Bento contou-me que uma ex-namorada dele disse que era colega do meu velho companheiro na faculdade de medicina. Deve ser médico, o João Pedro. Decerto já sabe assoar o nariz. Ao menos para entrar na sala de cirurgia.

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Winnie (Jan/2006)
Winnie tinha seis anos e cabelos angelicais. Era um doce de criança, um narizinho de batata misturado com ricos cachinhos louros. Morava com a mãe, a tia e a avó - todas muito insanas e muito bacanas - em um sobrado de classe média em um bairro de classe alta de Niterói. Era prima da minha então namorada Rebeca, com a família de quem passávamos uns dias no litoral carioca.
Foi me ver e Winnie se apaixonou por mim. Acho que com ela aprendi a gostar de crianças. Por causa dela, me dei conta que eu então já era um tio para a piazada. Pela primeira vez, estava mais para pai do que para irmão.
Não lembro bem como ela gostava de mim, as coisas que dizia. Sei que estava sempre às voltas, me convidava para brincar de boneca, pulava no colo, conversava, conversava, conversava e fazia bagunça na praia. Eu a levava para tomar banho de mar, ameaçava deixá-la sozinha no fundão. Ela andava na minha garupa na areia. Eu perguntava sobre bonecas e sobre brinquedos e fazia esforço para educá-la.
De repente, aquela menina, cujo súbito amor por mim impressionou a todos, passou a me odiar. Ódio mortal. Por nada. A família não entendeu. Eu tampouco. Fiquei muito constrangido, porque parecia que eu tinha maltratado o anjinho às escondidas. E não havia jeito de reconquistar a guriazinha. Quando fomos embora e ela tinha de voltar para o seu quarto - de onde temporariamente foi desalojada para dar lugar aos hóspedes - se negou.
- Só volto se alguém passar um aspirador pra tirar vermes deste quarto - disse no seu adorável sotaque carioca, externando todo o nojo que passou a nutrir por mim.
Nunca mais via a Winnie. Final do ano passado, me mostraram uma foto dela na formatura da Rebeca. Uma linda mulher de 16 anos, com um chapéu de caubói, e fazendo pose de sem-vergonha. Adorável e perigosa Winnie.

terça-feira, novembro 17, 2009



Meu filhote completa hoje um ano. No sábado, teve uma experiência inesquecível. Conheceu a linda e adorável Vitória, filha do Garrincha, não o das pernas tortas. Reproduzo aqui o relato de meu primo Paulinho sobre a "amizade" estabelecida pelos anjinhos.


vitoria estava lá no evento. ela nao tinha achado ninguem interessante.
pegou um copinho de musse de chocolate e ficou por ali até o joao chegar.
quando se olharam nos olhos, ele sorriu.
ela sumiu. e voltou com um copinho de musse de chocolate para ele.
muita gente em volta. joao era requisitado.
mas depois deixaram espaço para os dois em volta da cadeira.
ele sorriu de novo para ela.
ela se aproximou.
deu abraço. ele aceitou.
e em uma nova investida, ela, depois do abraço, deu um beijo.

joao foi beijado por vitoria, ali na cadeira, ainda outras vezes mais naquela tarde.

muito fácil, segundo o sebi.
"tem que ser 'predador'.
assim, fácil, nao vai dar..."

Flagrantes:

quarta-feira, outubro 28, 2009

O Paulo Franken era fotógrafo lá de ZH. Gente boa e figuraça. Tem mais cara de indiano do que qualquer indiano. Mas é brasileiríssimo, acho. Lembrei dele porque minha sócia Clarissa Barreto disse que em uma época braba havia dias nos quais a única pessoa que lhe perguntava "tudo bem?" era uma assessora dada a simpatias em relises enviados para toda a imprensa. 
Antes de explicar a relação, deixa eu dizer uma do Franken. Ele tava numa pauta no Centro com o Alexandre de Santi quando de repente, sem avisar, ou pedir licença, dirigiu-se à lotérica. Diante da perplexidade do repórter com a atitude intempestiva, o fotógrafo, pintando os numerozinhos da Mega, apenas disse, ou melhor, sentenciou em tom definitivo e irrebatível:
- É a única saída...
O Franken era chegado em uma melancolia. Estava definhando, a pele amarela, tinha problema no fígado. Ou no rim, nunca sei a diferença. Até que teve de se operar e se aposentou, por invalidez, acho. Meses depois foi visitar a ZH de bermuda, todo arrumadinho, 20 anos mais jovem, um sorrisão no rosto, jeito de guri. 
Agora sim, a relação do Franken com a constatação da Clarissa. Em sua fase melancólica, estávamos saindo eu e ele para uma pauta. Nas escadas de ZH, passou um colega de longa data e o saudou efusivamente.
- Grande Franken! Como tá?
O fotógrafo não esboçou reação. Nem um alô. Nem um aceno. Passou reto e segundos depois apenas rosnou.
- Perguntar como eu estou hoje em dia é até uma falta de respeito.
Adoro esta frase!
 

sexta-feira, outubro 23, 2009

Aliás, eu já postei aqui o link pra segunda matéria da Cartola - Agência de Conteúdo para o Via Política? É sobre o Monte, do Bar do Monte, pai dos donos do Ossip. O link é http://www.viapolitica.com.br/VPTV_04.php.

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Gente, fiz um exame do sono. Plis, me cobrem um relato via post. 

quinta-feira, outubro 15, 2009

Segue a primeira matéria multimídia da Cartola - Agência de Conteúdo, dentro de uma parceria fechada com o site Via Política para produção de conteúdo exclusivo. Espero que gostem. Acessem e recomendem, se possível. 

Também sugiro que dêem uma olhada em todo o www.viapolitica.com.br. É atualizado semanalmente com textos de altíssima qualidade de colaboradores de todo o país e exterior.

A propósito: a Cartola - Agência de Conteúdo é a empresa que estou tocando com a Clarissa Barreto. Nos sigam no Twitter: @cartolaconteudo. Ah, em breve nosso site sai do forno. 

segunda-feira, outubro 05, 2009

Infelizmente, para me saber mais, é preciso entrar no tupiter. Ou ler a coluninha ali da esquerda. Tenho escrito muita matéria longa. E burocrática. Sobra pouco fôlego para um post. Com cara de post. Com jeito de post. Com tamanho de post. Uma tuitada é um protesto contra essa linha industrial em que tenho me transformado. É como um blééé. Um arroto. Uma libertação. Vocês não sabem o desgaste que provoca encher tanta linguiça. Preciso preencher as páginas. Em algumas, falta espaço para o assunto. Em outras, sobra. E não posso pegar a gordura da página A e contrabandear para a linguiça da página B. Porque são porcos, digo, assuntos diferentes. Aqui, o cheiro de churrasco comido, de graxa pingada, de carvão queimado impera. Quebrou a tampa da churrasqueira. Me sinto como um enfartado. Sufocado. Sem ar. Desconforto. Formigamento não. Dor no peito, sim. Mas na lateral. Gases, portanto. Eu sabia que isso ia terminar em samba do crioulo doido. falando nele, tava passando Buena Vista Social Club no telecine Cult. Diz a Mariella que o light tava dando 21 gramas. Rá. Mas voltando aos cubanos. Prestando a atenção no jeito, no timbre, seja lá o que isso for, no gestual dos cantores cubanos, vi muita semelhança com os puxadores de escolas de samba. Sério. Música negra. Aliás, escutei hoje rádio Oi FM, ouvi música clássica, passei o dia com os fones no ouvido. Eu que odeio música. resultado. Fiquei irritado. Juro. O que vale é a intenção. Sim, eu dei a chance pro BrOffice, mas este lance de software livre é meio ípi. E se é ípi. é ruim. Vou ter de comprar o CD do MSOffice.  

sexta-feira, setembro 25, 2009

Leitores e amigos. Organizei um portfolio online de matérias feitas no tempo de ZH. Estão convidados a passar lá e eleger as preferidas. http://www.slideshare.net/sebribeiro/

terça-feira, setembro 22, 2009

O Banco do Brasil está cada vez mais insuportável e louco. Vamos
atualizar a quantidade de senhas que eu devo decorar. Agora, descobri
que há MAIS UMA SENHA, de quatro dígitos, só para banco por telefone!
- Chave de acesso para banco por Internet
- Senha da chave de acesso
- Código de cadastramento do computador
- Senha do teclado virtual
- Senha de oito dígitos para Internet
- Senha numérica de seis dígitos de para cartão
- Senha de letras para cartão
- Senha de quatro dígitos para banco por telefone

segunda-feira, setembro 21, 2009


Como não sei se todo mundo leu, vou promover a post o comment da Heloisa, mãe do Aquiles. Vai assim, in natura, mesmo. Antes, aproveito para publicar uma foto fantástica dele e do João, uma relação de amor e ódio. Não se trata de denegrir a imagem do nosso amado ferino, mas só que o entende sabe que tudo isso era amor. E falo sério.

"Oba!!! Progressos com o pequeno João!!! Ainda bem que pode ter sido "teta", heheheheh Tem criancinha dizendo horrores, ahahahah... Progressos com o meu filho de pelúcia, Aquiles, ou melhor Monsenhor Aquiles de Briseida!!! Sabe, já tem 4 meses que estamos morando com o pequeno (digo num modo muito carinhoso), roliço e protuberante lorde! É uma verdadeira e alegre contenda pelo melhor espaço na cama (que ele sempre fica), com a perda de privacidade na hora do banho (agora tenho que tomar banho com a porta abaixo ou ela virá abaixo)... Aquiles faz coisas que até Deus duvida. Ameaça-lo com um velho chinelo já incapaz de provocar dor e pedir para ser agredido impiedosamente com patinhas bem abertas e unhas ultra afiadas, que ele não permite sejam cortadas. Talvez porque ele já sabe que elas causam cortes profundos e dor (como dói)! Gosto de contar as proezas do pequeno lorde! Escreveria um livro! Ah, cotonetes são bons para morder e não para serem usadas dentro dos marisquinhos (orelhas) de um gato e que este gato não seja eu, escreveria o Aquiles. Tenho que confessar que talvez vocês não reconheceriam o pequeno roliço. Virou um grande marginalzinho. Banho??? Só de língua e acima de 30°. Patas branquinhas feito neve? Só se ele caminhar na neve! Mas acho que ele vive feliz do seu jeito "in natura". É claro, dorme na minha cama, hehehehe Ele está muito saudável! Aliás, continua saudável e para mantermos o lordezinho relaxado assim, tenho que pegar a carteira de vacinações dele. Dio Santo, tenho medo de pensar no fatídico dia de levá-lo para ser vacinado. Agredirá médicos, estagiários e telefonista (e eu!!!). Eu sempre o perdoo, afinal, qual mãe não perdoaria um filho um pouquinho excentrico e temperamental. Eu amo o Aquiles e agradeço isso a vocês. Não esqueçam da carteira! Beijos em todos!"

Primeiro, foram os Bocaditos Punta Ballena que aportaram no Porto e conquistaram os Porto-Alegrenses. Mas logo vêm os oportunistas - no mau e no bom sentido, respectivamente: no shopping Iguatemi tem uma banca de um bocadito genérico e imitão produzido na Argentina, que não se deu ao trabalho nem de fazer um novo leiaute para a embalagem: é quase cópia do uruguaio. E a Neugebauer lançou o seu também, com um nome lá que eu não lembro. No próximo café, eu provo para dar o verediCto.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Vai dizer: Câmara Cascudo sabe tudo. Tudo.

E então, quando o sábado chegar, só o que eu quero é descansar. E passar uma semana sem escrever sequer uma linha. Brabo é saber se vai chegar...

quarta-feira, agosto 26, 2009

Telemarketing. 

- Boa tarde, Sebastião Ribeiro.

- Olá, Seu Sebastião, meu nome é Tatiane. Faço parte da empresa Angelus. Você conhece?

- Ahn... Deixa eu ver... Funerária???

- Sim, exatamente. Eu estou ligando para lhe oferecer um plano que vai passar mais segurança para o senhor e sua família.

- Ah, é? Como é isso?

- É o seguinte: por apenas R$ 40 por mês o senhor terá um seguro que garante funeral para o senhor, a sua esposa, dois filhos, dois sobrinhos, com todas as despesas pagas.

- Desculpe, não entendi. Como os sobrinhos entraram na história? São dois filhos OU dois sobrinhos ou dois filhos E dois sobrinhos?

- Os dois. Filhos e sobrinhos. E, se ocorre uma fatalidade, terão caixão ou cremação paga, coroa de flores, todo apoio na parte burocrática, de encaminhamento de documentos, túmulo em cemitério. Temos convênios com os melhores cemitérios de Porto Alegre. Santa Casa, São...

- Ah, é? Com túmulo para sempre? Digo, perpétuo?

- Não. Por três anos. Ah, e também temos convênios de atendimento médico.

- Como assim? Tipo plano de saúde? Em qualquer ocasião ou para emergências ligadas às dores da perda.

- É isso mesmo, algum atendimento de emergência nessa hora, com cardiologista, neurologista... Temos convênio com a clínica...

- Ah, bom. Mas, sabe que eu estou achando meio caro. R$ 40 por mês... Se eu colocar isso na poupança, espero que até acontecer (toc, toc, toc) alguma coisa, eu tenha mais condições.

- Mas o senhor veja, pagando R$ 40 por mês, em seis meses, por R$ 240, já teria todos os gastos cobertos em caso de fatalidade.

- Ah, não. Desculpa, mas eu não pretendo morrer daqui a seis meses. Mas muito obrigado. Vou avisar meus amigos sobre o plano.

- Boa tarde. Fique com meu telefone. 3072-3217.


terça-feira, agosto 25, 2009

A propósito: o Tribunal Parental decidiu que o pequeno João não disse teta. Quer dizer disse, mas não disse. Ou melhor, disse, mas não quis dizer. Ainda a espera pela primeira palavra.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Eu preciso contar tudo aqui. Dizer que eu pedi as contas em ZH. Que eu abri uma agência de conteúdo, chamada Cartola. Explicar direito o que isso significa. Enfim.
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Mas hoje o que eu quero mesmo é contar que passei o fim-de-semana com a Rafitcha e o Little John em Bento Gonçalves. Na Pousada Don Giovanni (www.dongiovanni.com.br). Nossa, mó amor. Quero voltar muito. Da próxima vez, com amigos. E me hospedar na estrebaria, agora uma cabana, com uma banheira de hidro que dá direto para o potreiro das ovelhas. Vinhedos ao fundo, claro.
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Vou colocar uma fotitas aqui. O link completo para álbum da Web é http://bit.ly/Fg53k.
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Senhora Barp
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Queijos Hmmm Barp
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Quem vai podar?
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O Seu Basso
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Enquanto eles vão olhar
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E eu vou beber

sexta-feira, agosto 07, 2009

Hoje sonhei que morava na frente do Parcão. E que estava na janela, absorto com as cenas urbucólicas. Pois não é que estava o cão fila a descansar à beira do laguinho? Um cachorro lindo, baio, focinho preto babado de baba, os olhinhos fechados para melhor absorver os raios UVA e também os UVB. Quando vem o jacaré e - NHEC! - engole ele num só bote. Que coisa, heinhô. Diante disso, pombas e cágados são historinhas de ninar.

quinta-feira, agosto 06, 2009

A contenda aqui em casa é para ver qual palavra o João vai falar primeiro. Se papai, se mamãe, se Nicolau, o bicho de pelúcia preferido. Já comecei minha campanha há uns dois meses. Olho para ele, estralo os beiços e digo "papai". A reação foi imediata. Na primeira semana de aula, ele aprendeu a falar papapapapapapapa. Foi então convocado o júri familiar para decidir se aquilo era ou não uma referência ao progenitor, no caso, mim, digo, eu. Como não havia um vínculo direto entre papapapapapa e eu, ou seja, ele não repetia as sílabas quando estimulado ou ao me ver, meu pleito foi negado. Impetrei recurso, ainda em análise no Supremo Tribunal Paternal. Nesse ínterim, mamãe continuou com sua massiva campanha, também sob contestação judicial, devido ao abuso do poder leital. Mas mesmo toda a autoridade de quem o abrigou por nove meses não fez meu bebê dominar o complexo segredo do anasalado português. 
Nada de papai. Nada de mamãe. A primeira palavra que meu bebê parece ter dito foi: TETA. Sim, ele olhou para os melõ, ops, para os seios da mamãe e repetiu: tetatetateta. Por si só, como bem gizamos na exegese do caso papapapapapa, o pronunciamento das duas sílabas não constitui uma palavra. Mas, desta vez, meu pequeno foi além: ao ser estimulado a repetir a palavra teta, ele responde com fartura: "tetatetatetateta", tasca. Portadora dos melõ, ops, das tet, ops, dos seios, a Rafa advoga em favor do reconhecimento da pronúncia do que seria "a primeira palavra do João". De minha parte, aguardo novas ocorrências de concumitância entre o ato de observar melõ, ops, os armazéns de leite e a repetição da palavra teta, ou melhor, tetatetateta.  

terça-feira, agosto 04, 2009

Nunca na história deste blog, ele esteve tão abandonado. Por pouco tempo, prometo. Mas dando continuidade à programação do jornal Apneia Criativa, reproduzimos o obituário de ZH, lamentando o falecimento de dois eméritos vizinhos, com os quais infelizmente não tivemos o prazer de partilhar momentos de alegria e compadrio. Adeus, Focinho. Adeus, Pereta:

"Policial civil aposentado, Ilton Grandini costumava dizer que tinha três grandes amores, dois no futebol e um no samba: o Grêmio, o União Harmonia Futebol Clube, de Canoas, e a escola de samba Embaixadores do Ritmo. Aos 72 anos, Focinho, como era conhecido, morreu no dia 27 de junho, na Capital. Natural de Porto Alegre, ele morou no bairro Mont' Serrat, onde conquistou grandes amigos. Apesar do amor declarado pelas três agremiações, Grandini não escondia que nenhuma delas conseguia competir com a grande paixão, sua mulher, Ivone."

"Um dos primeiros moradores do bairro Mont' Serrat, na Capital, Luiz Pieretti começou a trabalhar ajudando seu pai a produzir e a vender hortifrutigranjeiros. Conhecido entre amigos como Pereta, ele morreu no dia 18 de julho, aos 94 anos, vítima de um infarto." 

quinta-feira, julho 23, 2009

Há duas horas tentando entender e acessar o "gerenciador financeiro" do Banco do Brasil. O troço é tão kafkiano que tem chave de acesso, senha da chave, código de cadastramento do computador, senha do teclado virtual, especificação de 1o ou 2o titular, sem contar número da conta e da agência... São ao todo 39 caracteres para inserir, Diante disso, o home banking Banrisul, com a sua senha de três letras, parece fichinha.

só eu nunca tinha visto o orgasmo da tartaruga (cagadãhn?)
Faz cinco dias que a mídia, ok, a RBS, só fala que estão vindo duas frentes frias ar-ra-sa-do-ras. Não houvesse o Bayard e o Lied, a hecatombe climática seria manchete permanente em ZH.Com. Ontem mesmo, eu ouvia toda uma explicação da meteorologista na Gaúcha. Dizia que naquela noite haveria rajadas de vento e temporal na Capital. Pois bem: até às 2h, foi uma bela noite primaveril, que me obrigou mesmo a tomar três Serramalte com os amigos na própria quadra de futebol. Cheguei a tirar a camisa para me sentir em Tramandaí. Na madrugada, caíram uns bons pingos, mas, de vento, quase nada. Como diz meu amigo De Santi, qualquer coisa menos do que Porto Alegre sem luz, sem Net, sem telhados e sem flocos hoje será prura frau(de). Será esta a segunda manifestação da maldição de Kuhn? A primeira foi no Katrina, que o taquara rachada disse que seria só um ventinho. Quem sabe agora o apocalipse previsto não será apenas uma brisa invernal? 

quarta-feira, julho 22, 2009

Dica da Clarissa Barreto: cartões de visitas divers.

quinta-feira, julho 16, 2009

Tem fotos lindas do João no álbum de aniversário da Pitá.

quarta-feira, julho 08, 2009

1986. Porto Alegre. Travessa Frederico Linck. Bazar Tokyo. Suprassumo da felicidade.

sexta-feira, junho 26, 2009

O JOão Marcelo Bôscoli, produtor musical, filho do comedorzinho aquele com a Elis Regina, fez duas frases ótimas sobre MIchael Jackson, em um especial do GNT do ano passado sobre o cinquentenário dele. Mais ou menos assim.

- O Michael Jackson é como aquela tia que gente ama, gosta muito, mas está lá, há tempos internada na Pinel, e a gente  tem pena.
- Michael Jackson é um refrigerante gelado.
O comentário da Thaís sobre o desentupimento da patente é tão genial que merece ser promovido a pôust.

"Da próxima vez tenta colocar uma sacola plástica sobre a abertura da privada cuidando para não deixar entrada de ar. Depois, baixa o assento e a tampa e dá descarga. Funciona sem necessidade de ameaças."

Agora já sei. Hoje mesmo vou ameaçar minha privada: "se a senhora resolver entupir de novo, se prepare. Não vou usar hesitar em usar a técnica do sufocamento por saco plástico". Aliás, essa recomendação é tão genial que quase me move a lançar uma cruzada científica como aquela do leite. Lembram que consultei pesquisadores sobre o porquê do leite fervido subir tanto na panela?

quinta-feira, junho 25, 2009

Foram mais de 24 horas de luta. Usei todas as armas. Balde, água fervendo, arame de cabide, Coca-Cola, Diabo Verde. Ameacei várias vezes chamar o Roto-Rooter. Fustiguei o inimigo com o desentupidor de borracha. Até que a privada cedeu. Caminho livre para vocês, desertores. 

domingo, junho 21, 2009

O relato da Carol Amorim do primeiro carro é dos melhores (e mais sacanas)
 
"Meu primeiro carro foi um Corsa Sedan. A maioria conheceu. Era Azul Almirante, 1.6, 16V, uma loucura. Bati ele umas 5 vezes. Sempre em para e arranca. Clarissa e Ana eram as que mais estavam comigo, tem cada uma 2 experiencias. As outras coisas que eu fiz no Lolita Móvel eu acho melhor não contar"
Relato do amigo Fabiano Goldoni, que mora em Buenos Aires, sobre A Gripe. Grifo meu; genialidade dele.
 
"Recebemos a notícia de que uma colega foi infectada. A firma vai estar interditada na segunda e na terça. Na quarta, vamos receber máscaras para trabalhar. Não sei mais o que é medida de segurança ou paranóia. Por medida de segurança, me mantenho paranóico." 

quarta-feira, junho 17, 2009

O Primeiro carro a gente nunca esquece. Estávamos falando disso na lista de emails e vieram alguns relatos. E o teu primeiro carro, qual foi? Conta nos comments.


Solon Brochado
meu primeiro carro foi um Gurgel X12-TR, chassi e carroceria de fibra de vidro, mecânica de Brasília/Fusca, e o revolucionário sistema de travamento individual das rodas tracionadas. nunca tive medo de roubarem o dito cujo, ou seu rádio que nem toca-fitas tinha. na única vez em que bati com ele, bati bem de leve na traseira de um Voyage todo estropiado ao trocar de pista na Bento Gonçalves, saindo da PUCRS. ao contrário do Carajás, que foi o meu carro seguinte, não tenho muitas saudades dele, ainda que fosse um carro bem divertido de dirigir, especialmente em estradas de terra. (mais sobre Gurgel no excelente artigo do Solon: http://www.perestroika.com.br/2009/02/19/gente-que-foi-la-e-fez/ )

Mariella Taniguchi
meu primeiro carro foi um palio azul marinho, 4 portas, sem ar e sem direção. ele existiu até pouco tempo, deu pouca manutenção em toda sua vida e era guerreiro. nostalgia.

Larissa Magrisso
Voyage bordô com rodas douradas aqui. Desculpem humilhar...

Anna Martha
nosso primeiro carro foi o celta da Mirella. 

Emiliano Urbim
Meu primeiro e único carro foi um gol verde-Báli um ponto zero, o popular GV Bupz. Meu pai fez o favor de deixar ele estacionado na rua uma noite e de manhã ele não estava lá. Bah, se faz falta.

Sebastião Ribeiro
Meu primeiro carro foi um Gol azul?, roxo?, cor-de-burro-quando-foge?. Fui buscá-lo em São Sebastião do Caí porque era mais barato, dizia meu pai. Tinha apenas 12 mil quilômetro e descarga preparada - como se chama isso mesmo? Fazia VRUUUUMMM, VRUUUUMMM, VRUUUMMMM muito alto (só fui trocar o cano uns dois anos depois, quando meus ouvido não aguentavam mais). Levou o apelido de Chinki Winky, pela cor, e de Scooby, este mais popular, apesar de não se saber a origem. Valente, raçudo, potente, 1.6, costumava levar cinco atrás e dois na frente. Frequentou muitos as praias de SC e as ruas de Gramado.  

terça-feira, junho 09, 2009

sebastiao diz:
mãe, tu tá torcendo pro raj ou pro barruã?
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
pro raj, eu acho, e tu?
sebastiao diz:
mas hoje o barruã cumprimentou a maya com um aperto de mão, uma hora que o raj tava distante, e disse, seco, olhando nos olhos dela: eu te amo. bahhhh, balançou o brasil. 
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
acho q eu vou passar umas semanas sem ver tá mto monótona
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
será???
sebastiao diz:
monótona? agora que a maya decobriu o filho do raj com a duda???
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
a maya é tãi sem expressão q a gente não sabe o q, ou melhor, qual dos 2 ela quer
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
é mas não muda nada...
sebastiao diz:
é o contrário da camila, né?
sebastiao diz:
o tarso é que é sempre igualzim, igualzim
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
a camila tá na estratosfera. é desliada demais patricinha demais
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
é igualzim igualzim
sebastiao diz:
mas da tônia, eu gosto... esta menina, a marjorie estiano, virou uma atriz bem direitinha, para quem era ídala adolescnete
sebastiao diz:
vou colocar este papo no meu blog. kkkk
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
eu não conhecia a tonia. mas eu acho ela ótima tb. de onde tu conhecias ela?
mãe (Endereço de email não confirmado) diz:
falar niso faz dias q não atualizas teu blog n´?
sebastiao diz:
bota marjorie estiano no google
sebastiao diz:
e que tu tá achando do paulo gorgulho e da paloma duarte em poder paraelo, da record?

segunda-feira, junho 01, 2009

Shlep, shlep, shlep. Saiam, teias de aranha. Vou chamar a Rosie dos Jetsons com seu espanador para limpar essa espelunca. Isto mesmo: Rosie e seu espanador. Senão, daqui a pouco o administrador vai impor metas de postagens. Odeio metas. Metas são coisas de FIRMA. Meta no serviço. E até 25 de agosto eu estou licenciado da firma que me possui, a RBS. Verdade, o lide tá aqui, debaixo do nariz-de-cêra, sim. Acontece. Até essa data, estou trabalhando em casa, em cima de pesquisas para um livro a ser publicado em dezembro. Uma editora está pagando meu mate com media lunas. Falando em media luna, tenho de ir ali na esquisa, no Media Luna, comprar umas media lunas. A gorda tá gripadinha, de cama, e pediu. Quem sou eu para discordar?


quarta-feira, maio 20, 2009


O-oi. Sou eu, little John, de novo. Invadi, again. Mas foi só uma passadinha, para dar alô. Tcha-au.
Favor prestar a atenção nas tuitadas ao lado.

sábado, maio 16, 2009

Meu colega Daniel Marenco está matando a pau na cobertura da seca (e do fim dela) no interior do Estado. Esta foto do colono pulando a vala está sensacional. É o alemão bancando Cartier Bresson. Só que em vez dos fundos da Gare Saint Lazare, em Paris, os fundos dos fundos do Rio Grande. Para ver mais do trabalho dele, passem no blógui: http://provacontato.blogspot.com/. Vou roubar mais uma foto e um texto publicado lá, para dar o gostinho.

"A chuva fez do pó o barro e da tristeza a alegria. Para os açudes a água, para o pasto o verde e para o boi os quilos. Para os rostos o sorriso e para o colono a vida. A estiagem amenizou e a esperança tá renovada. Há quem ainda demore a se esquecer da dor de não ter o que dar aos seus animais. De não poder se lavar bem depois da nuvem de pó. Dos dias que quase faltou o que beber. Mas hoje eles comemoram. O frio que veio junto não assusta. Cedo é tarde e já é hora de voltar para a roça. De plantar, de buscar mudas da árvore que for. Eles querem é mexer na terra. Na terra outra vez encharcada.
Semana passada a felicidade minguou junto com a seca. Não senti sede. Conseguia comprar o que me saciava. Mas conhecer o drama deles ressecava também a alma. Saber que agora estão renovados, com fé e esperança, alivia. Acompanhar o primeiro dia, depois de meses, que o agricultor cavocou a terra atrás de minhocas para voltar a pescar é encorajador. E emocionante. Pra mim e muito mais pra eles. Vi lágrimas nos rostos quando falaram que é bom conseguir dar o que beber a uma vaca. Que é bom voltarem a plantar suas verduras. Que não sentem mais medo de olhar para o lado e verem tudo seco. Que agora estão apressados para se embrenhar no milharal, apanhar o restolho. Pressa para recuperar o tempo que perderam, o tempo de viverem como gostam, de pés descalços, pisando o barro frio. O tempo de sorrirem de novo."


Te cuida, Letícia Duarte!

quinta-feira, maio 07, 2009

Dando continuidade à programação da apneia criativa, faço questão de fazer constar nos anais deste blog a íntegra - ou o trecho, quem saberá - do glorioso Hino de São Borja. 

São Borja, vens de longe,
de mil seiscentos e oitenta e dois,
do guarani, do jesuíta, do espanhol,
e do domínio português, depois.

Das canções do pastoreio
mesclada à voz dos clarins,
guerreira e xucra nasceste,
glória da pátria,
flor plantada em seus confins.

Noiva do rio Uuruguai,
rumo ao futuro vais,
toda vestida pela flor azul do linho
toda enfeitada pelo ouro dos trigais.

Minha São Borja, terra vermelha como um coração,
berço de dois presidentes,
hoje e pra sempre Capital da Produção.

quarta-feira, maio 06, 2009

Supermeri diz:
de um livro infantil que uma amiga me presenteou: "indecisão é quando a gente sabe exatamente o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa"
sebastiao diz:
muito legal. me dá os créditos
Supermeri diz:
o livro se chama "mania de explicação", e dá definições pra coisas dificeis como saudade, amor, por ex, "solidão é uma ilha com saudade de barco"... ta la no meu quarto
sebastiao diz:
de quem é?
Supermeri diz:
nao lembro  
sebastiao diz:
www.justfuckinggoogleit.com pra nós dois. vamos ver quem é mais rápido?
sebastiao diz:
é da adriana falcão
sebastiao diz:
neste site tem as frases http://www.pensador.info/autor/Adriana_Falcao/
Supermeri diz:
bah tu foi beem mais rapido

sexta-feira, maio 01, 2009

Bom, enquanto a apneia não passa, vamos repassando os assuntos do dia ao público em geral - leia-se mãe, pai, irmã, mulher, esta turma de não-jornalistas. Olhem que gata que era a Iris Lettieri, a voz aveludada do aeroporto Galeão, do Rio, que agora será extinta do saguão. Seguem notícia e foto dela jovem (a atual não vale a pena). Antes disso, o site dela é muito bom http://www.irislettieri.com.br/.

Do Estadão
Até o fim do ano, quem frequenta o Aeroporto Internacional Tom Jobim não ouvirá mais a voz da atriz e locutora Íris Lettieri, que há 32 anos anuncia, com timbre aveludado, as chegadas e partidas de voos no aeroporto. A Infraero decidiu interromper o serviço de alto-falante dos aeroportos do País. O argumento é de que a medida irá reduzir a poluição sonora, provocada pelo elevado número de mensagens nos horários de maior movimento."

terça-feira, abril 28, 2009

Apneia criativa. 

segunda-feira, abril 20, 2009

Eu não sinto o frio pelo tato. Farejo com o nariz. Adoro cheirinho de inverno. Acho que amanhã abriremos a temporada da lareira aqui em casa. Tava pensando em fazer um concurso neste ano. Vamos escolher a musa das lareiras, assim como qualquer clube tem a musa das piscinas, no plural, mesmo que a piscina seja apenas uma. A Rafa não gostou muito da ideia, e exigiu que a seleção também inclua o muso. As regras são assim: sempre que alguma visita vier aqui em casa, posará para uma foto sensual em frente ao fogo. Ao fim do inverno, haverá votação no blógui para escolher os vencedores. Gostaram? Acho que não vai funcionar. 
Assassinato de Marco Antônio Becker, do Cremers. Renúncia de Ruben Becker, da Ulbra. Greve na Fundição Becker, em Gravataí. Tão mal os Beckeres. 

terça-feira, abril 14, 2009

Alguém conhece alguma história ou personagem curiosa ou emocionante envolvendo o tema: Concurso Público? Me imeia so sebastiao.ribeiro@zerohora.com.br
O Aquiles foi doado. Helô é a nova mãe dele. Conversei com ela agora e fiquei emocionado. Tive certeza de que ele está bem mais feliz do que lá em casa. Retomou a aura esperta e agitada e deixou para trás o Garfield que vinha se manifestando nele ultimamente. Megafeliz.
Podem reclamar, mas eu me dou muito melhor quando banco o fino sofisticado do que o pobretão. Quer ver? Na primeira vez que embarquei nesta de comprar um pacote de viagem, aquela fila, aquela classe média enlouquecida se espremendo na loja e se atirando nas ofertas da da CVC, fiz cagada. Fui enganado. Bem feito.
Ah, mas agora que comprei a chinelagem, vou adiante. Vou fazer barraco no Procon, na Anaque, nas Pequenas Causa. Quero R$ 200 pila de volta. Vou mandar email pro Guilherme Paulus, o todo-poderoso presidente da CVC e segundo o jornal em que trabalho um gênio em negociar preços com companhias e operadoras, e dizer que ele não passa de um enganadorzinho. Vou mandar um Telex pro Constantino e dizer que além de suposto assassino, sonegador e comedor de palito, ele é um grande dum ladrãozinho que rouba do povão.
Porque o gente fina aqui se atirou com a massa ignara na MegaPromo e depois viu que o pacote que lhe saiu R$ 1,6 mil podia sair por R$ 1,4 mil em compras diretas no site da Gol e do Hotel. Agora, se é pra ser classe média tem de ser 100% - 100% babaca e 100% barraqueiro. A parte da babaquice eu já fiz.

"Me sinto absolutamente ludibriado pela Gol e pela CVC. Atraído pela MegaPromo que prometia 50% de desconto na passagem aérea da Gol, comprei um pacote envolvendo voo + hotel no RJ (saída 22 de maio de POA e retorno dia 24 de maio). O preço da parte aérea, no computador da atendente CVC era R$ 392. Buscando agora no site Gol vi que o preço comprando direto a passagem seria R$ 337,24. Então, eu pergunto: QUE DESCONTO DE 50% FOI ESSE OFERECIjavascript:void(0)DO NA CHAMADA MEGAPROMO SE A PASSAGEM COMPRADA DIRETO DO SITE É MAIS BARATA, E AINDA TEM A VANTAGEM DE ME DAR 30% DAS MILHAS NO MEU SMILES, O QUE, SEGUNDO A CVC, EU NÃO TENHO DIREITO NO PACOTE QUE COMPREI?"

segunda-feira, abril 13, 2009

Era pra ser uma janta no KOH PEE PEE, que devo pra Rafa porque joguei na Priscila contra o Max, mas o Brasil me decepcionou e eu agora tenho de me submeter à cozinha tailandesa (ai, que sacrifício!). Só que cheguei em casa e estavam minha mulher e meu filho de pijamas, de forma que tivemos de providenciar uma telentrega. Como a lua cintilava e a sexta-feira era Santa, achamos por bem que nada da porcaria do ruim e barato SUSHI DRIVE (este não merecia caps). Para variar, ligamos para o SASHIBURI, não se compara com o SAKURA, mas bem melhor do que a opção econômica. Para comer, sentamos no chão escorados no sofá e pusemos as peças sobre a mesinha de centro da sala. Abrimos uma MOËT & CHANDON, presente dos meus pais, que há meses esperava uma ocasião especial. Instalamos o pequeno João em seu bebê-conforto BURIGOTTO (putz, ainda se fosse CHICCO) sobre o sofá. Para distraí-lo, uma programação especial na nossa telona: o DVD BABY MOZART, da série BABY EINSTEIN. E assim devoramos o combinado. Ao fim, íamos comer a tradicional barra de MILKA, mas devido à solenidade que adquirira o momento abrimos a caixa de bombons DUAS CARAS KOPENHAGEN que estava reservada para hoje. Está aí o meu ideal de felicidade: um sushizinho com champagne em uma noite moderadamente sofisticada ao lado da mulher e do filhote.

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E já que o papo é ideal de felicidade e noites moderadamente sofisticadas, seguimos no sábado. Se tem coisa que me deixa alegre é fazer um churrasquinho. Sou um dos sujeitos mais preguiçosos, mas quando o assunto é preparar uma carninha estou sempre lépido. Adoro a função, desde a compra do carvão até servir o último pedaço de entrecot, limpar os espetos exclusive. Manejar o resfriamento da cerveja (sou fraco nisso), fazer o fogo, servir o aperitivo, sou pura disposição. E quanto mais amigos em volta, melhor. Assim foi a noite de sábado.

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Agora não tenho mais dúvida alguma. Anote aí: a carne certificada ANGUS é melhor e mais macia que a carne certificada HEREFORD. E ponto final. Não digo isso por um único teste. Foram dezenas de experiências até eu ganhar coragem para me posicionar sem medo de errar. Notem que não quero dizer que a carne da raça angus é melhor do que a da raça hereford. Para ser sincero, acho até os hereford mais bonitinhos, aquela carinha branca em um corpo todo marrom é pura simpatia. Até pode ser que a carne de uma raça seja melhor do que a da outra. Mas acho mais provável que o programa de certificação angus tenha um controle de qualidade sobre os animais terminados melhor do que o programa hereford. Atenção: a minha comparação é entre os cortes das duas raças vendidos no Zaffari. 


segunda-feira, abril 06, 2009

Uau! A Excelsior - embutidos, não pneus - contratou a Pedrita e o Bambam para garotos-propaganda. Imagino como foi a negociação. Os publicitários da empresa nos Estados Unidos, prospectando garotos propaganda... Reunião com o Spider Man: não, muito caro. Reunião com os Back Yardigans (é assim que escreve?): agenda lotada, estão na crista da onda. Alex, do Madagascar, Nemo, do Procurando, Troy e Gabriella, do High School Musical - todos inacessíveis e sem tempo. Aí alguém lembrou dos pré-históricos Pedrita e Bambam, que só rivalizavam em preço e disponibilidade com o Salsicha, do Scooby, mas seria uma ironia muito grande utilizá-lo em embalagens de salsicha, e então fecharam contrato com os bebês Flitstones. Pra disfarçar, dizem que foi algo previamente pensado, que a dupla foi a única sondada, que desde o princípio a ideia foi fazer as crianças se sentirem fortes como Pedrita e Bambam ao comer salsicha, presunto, patê ou mortadela. 
Vocês sabem, eu sempre me interessei pelos bastidores das estratégicas publicitárias. Como os breinestormes (sic) para escolher os garotos-propaganda de papéis-higiênico: o trio labrador-coelhinho-urso tem se destacado nas prateleiras, para representar a ideia de maciez, mas os publicitários esqueceram que ninguém gosta de pêlo no rabo. Também me intriga, e já expressei aqui, o fato de três grandes distribuidoras de alimentos gaúchas utilizarem bonequinhos originados da mesma forma, ou da mesma pena, como logotipo: Letícia, Claju e Brenda. 
Sim, este post é mais um oferecimento dos desvarios de minha mente.

quinta-feira, março 26, 2009


Recentemente, eu me referi ao sonho renitente de que volto pra escola/faculdade e tenho de terminar uma última prova/ano/cadeira. O Beto Baibich foi sensacional ao encontrar na Net (a Inter) JUSTAMENTE o que eu e, agora sei, todos nós sonhamos.
Vejam a performance da arquiteta Rafaela Ritter (contratem: www.rafaelaritter.com.br e 3321-3677) e do pequeno João na TV: http://tinyurl.com/dengmu

quarta-feira, março 25, 2009

Eu nunca achei a minha mulher a mais bonita do mundo. Tampouco a minha mãe. Eu apenas achei o meu cão, o Barbosa, um dos mais lindos de todos. Eu nunca me achei o top. Mas eu olho pro João e eu REALMENTE acho, eu realmente sinto, que ele é o bebê mais lindo do Universo. Juro.

sábado, março 21, 2009

Doa-se. Gato frajola. Dois anos e meio. Castrado. Vacinado. Bem tratado. Bonito. Querido. Não foge quando viaja. Espera o dono na porta. Motivo: concorrência com o irmão, o pequeno João. Contato: rafaelaritter@terra.com.br. Ou direto comigo.
Ah, é sério.

O jardim aqui de casa é bem maluco. Bem dito, não é exatamente um jardim, mas vasos de plantas e árvores plantados na cobertura. Hoje, a Rafa me acorda da sesta berrando lá de cima.
- Socoooooooorro. Sebastião. Sobe aqui. Agora! Já. Vem ver.
Meu Deus, pensei e me botei a escalar a escada, só pode ter uma cobra, uma aranha na cobertura.
- Que que houve, meu bem?
- Olha isso, que nojo, ai, socorro, que coisa nojenta, tira isso daqui.
Aproximei-me da árvore do meio, sei lá o nome, dá uma flor pequenina que atrai milhares de abelhas no verão. Dos seus galhos, saíam tentáculos moles, espécie de mini-cipós, tantos que haviam se emaranhado no chão, agarrados uns nos outros, enquanto alguns desses braços perigosamente atacavam o ficus ao lado, numa clara intenção de assassiná-lo por estrangulamento. E eu achei tudo lindo! Até os dois anos, aquela fora uma planta inocente, dava florzinhas amarelas e não incomodava. Agora, transformava-se em um monstro. Era a natureza em seu estado mais puro, bruto, novamente surpreendendo. Eu tinha na cobertura da minha casa um episódio digno de National Geographic.
- Corta. Corta, agora. Traz a tesoura! - ordenou a Rafa.
- Tu tá louca, é muito legal isso. No máximo, afasto aquele tentáculo do ficus, pobrezinho.
Não houve jeito. Era tesoura ou tesoura, ela berrava.Tentei discutir, mas então ela veio com um argumento irrefutável, apelou para seus conhecimentos técnicos de arquiteta, evocou a segurança: aqueles tentáculos poderiam enrolar-se nos fios, invadir o sistema elétrico do apartamento, do prédio, até, e provocar um incêndio (só faltou dizer "explosão") que poderia atingir os vizinhos, os edifícios ao lado, o bairro, a cidade, a nação, se Francisco esquecesse de dar o sinal! De forma que eu vi que seria absolutamente inútil contra-argumentar e deixei-a buscar a tesoura, apenas me negando a fazer o trabalho sujo com minhas próprias mãos.
Eu sou fascinado pelas coisas que acontecem no meu jardim. Uma vez colocamos um vaso de tostão - umas plantinhas com folha miúda que, dizem, traz dinheiro, o que é a maior mentira do planeta, senão eu já seria o Warren Buffet. Ocorre que os tostões espraiaram-se de maneira descontrolada, ocupando cada espaço de terra que restava nos vasos ao lado, fazendo a maior reforma agrária do Mont Serrat, reproduzindo-se até transbordar até o chão em velocidade inimaginável para o reino vegetal. Situação parecida ocorreu com as bromélias que trouxemos da fazenda do meu primo, correndo risco de multa, encarceramento por anos, perseguição de promotores malucos e ONGs ambientais, tudo isso por uma única e pobre bromélia que visivelmente vivia deprimida com sua rotina no mato. Pois esta bromélia desenvolveu-se com tanto vigor que, certo dia, sem avisar, explodiu dela uma piroca, uma espécie de pendão que avançava rumo ao alto na velocidade de dois palmos por dia, até superar a minha própria altura e interromper seu processo de desenvolvimento. Da mesma forma, do vaso da jaboticabeira saem pequenas árvores que nunca plantei e do ficus, ervas que não sei nomear. 
O que me impressiona é a forma que eu e a Rafa vemos isso tudo. Adoro esta bagunça, esta disputa de espaços, este brotar e morrer caótico. Quero ver o circo pegar fogo, os tentáculos ameaçando os ficus, a piroca desafiando as palmeiras, e assim por diante. Já a Rafa está ficando, como se diz, enervada. E ameaça chamar um jardineiro. E, meu amigo, quando um jardineiro entra na sua casa, você está em perigo. Melhor é acatar as ordens e pegar na tesoura.

segunda-feira, março 16, 2009

Mãe, eu sei que tu não sabe o que é Twitter. Não importa. Só o que tu precisas saber é que, se olhares pro canto direito desta página, haverá algumas tiradas, retiradas, insights, outsights, impressões e desimpressões. O que resolve o problema da necessidade de atualização permanente deste blógui, evitando, eu espero, cobranças por parte da família e dos leitores normais. Ou seja, quando não houver posts, ao menos haverá fumaça de posts. Pingos. Tuitadas. Ok, mãe?
E mais: tu podes comentar as tuitadas nos comments aqui do blog. Por exemplo, mãe: o que tu achas da ascenção dos dos panos de chão (Scottish Terriers) a cães da moda? E tu, Carioca, o que achas disso?

quinta-feira, março 12, 2009

Toooooma, Caio Fernando Abreu!



Tooooooma, Fernanda Takai!

quarta-feira, março 11, 2009

Integramos as postagens do tuíter. Organizamos os arquivos. Mas perdemos os comments. E a contagem de acessos. Culpa da Vanessa Nunes. Logo agora que eu estava preparando a festa para comemorar as 80 mil visitas. Então comentem bastante, acessem bastante.

domingo, março 08, 2009

Oi. Invadi de novo. E nem é pra contar que a pediatra mandou passar maizena nas minhas dobrinhas.


Mas para mostrar que já sei veranear.

Ass.: João.

quinta-feira, março 05, 2009

Ainda que encravado na badalação da Dinarte Ribeiro, o Daimu está sempre entre a cruz e a escada, mas quero falar mesmo é sobre cabeça de peixe. Entre a cruz e a escada porque, do alto de um promontório, brigará sempre para acolher clientes. As pessoas gostam de dar uma espiadinha nos restaurantes que surgem. Mas, se há entre elas e a porta algumas dezenas de degraus, se retraem. Menos por preguiça do que por constrangimento. Ficam com vergonha de desistir da empreitada depois de subirem tanto.

Mas eu realmente recomendo encarar as escadas do Daimu. Feche os olhos, confie e suba. Lá em cima, uma hostess, com sorte ela se chamará Satoko e será muito simpática, lhe dirá:

- Ajumnhgsknnaijêê!

Presumo que seja boa noite ou bem-vindo e respondo:

- Ajumnhgsknnaijêêêêê!

O que obviamente é uma resposta equivocada, caso a saudação seja bem-vindo. Mas adoro japoneses e acho eles tri engraçados e não me importo com a possível gafe. O ambiente do restaurante é bem bacana, super design, sabe? Linhas retas, tons de berinjela e branco, parede trabalhada com tijolinhos irregulares de madeira. Mudérrno e de bom gosto. Mas isso é frescura e estou aqui para falar de... bom, vocês já sabem.

Acontece que dia desses meu cunhado Tiago Ritter teve no Daimu e me jurou, com os dois (e não haveriam de ser três) pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz, que tinha uma família de japas traçando uma cabeça de peixe lá.

- Nãããããão! Sério, meu???

E ele jurou de novo daquele jeitinho, de forma que o cabeça oca aqui preencheu a cachola com a idéia fixa de provar o prato. Tem toda uma coisa de ter de ligar antes quando for pedir a iguaria (www.daimu.com.br), acho que para dar um tempo de o chef decapitar o peixinho. Eu não sabia disso, mas tive a sorte de comparecer justo no dia e que aqueles japas tinham novamente passado por lá e traçado quatro cabeças, deixando apenas uma, para quemquemquem? Na mosca: para mim mesmo, Tiãozito, el devorador de cabezas. Juro com pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz.

O garçom explicou que a peça, se assim podemos chamar, vinha cozida no shoyu, com alguma coisa de gengibre, açúcar, ervas e temperos secretos do chef. Mandei vir, a um só tempo empolgado e temeroso. Foi com alegria que vi chegar aquela cabecinha de cheia de dentes serrados do Peixe Pargo. Dourada, com um molho escuro reduzido, cheio de frescor do gengibre, adocicado, mas não tanto para borrar por completo o tempero do sal. Umas ciboulettes verdinhas por cima davam o toque final.

- Ei, amigo, dá pra me explicar como se come isso? – perguntei ao garçom, dispensando a formalidade.

- O senhor pode procurar o que houver de carne aí dentro. Se quiser, pode usar a mão também. Eu lhe trago depois um pano úmido quente para limpá-la.

Ah, era tudo o que eu queria ouvir. Dei início à Operação Cabeça de Pargo. Foi muito mais fácil do que se pode imaginar. Incrível o que se pode extrair de carne da peça; uma carne bastante macia, um pouco mais forte do que a do filé, mas não a ponto de causar estranhamento ou deixar algum tipo de catinga – sabe catinga, né? Tipo de ovelha lanuda, peixe estragado...etc? Não, a carne já é adaptada ao paladar mais banal. O único senão pode ser o visual: aquele peixinho ali, com os olhos baços e mareados, um olhar triste e ainda os dentes serrados, ameaça inofensiva. Garotas e rapazes sensíveis podem não gostar.

Mas o melhor de tudo, tenho de admitir, não é nem o sabor convidativo. É a batalha, o desafio de virar e revirar a cabeça, com a ponta dos dedos e os hashis. Traçar bochecha, escamas, língua e miolos (se é que peixes têm línguas e miolos). Comer tudo, incansavelmente, até restarem apenas os ossinhos e cartilagens no prato. E então, a satisfação de ver aquela cabeça estraçalhada, suprema vitória marcada por mãos e beiços lambuzados, resquícios de um adversário totalmente derrotado. Ou quase totalmente. Ali ainda ficaram os olhinhos baços e tristes, testemunhas oculares da devastação, escondendo, lá no fundo, a ameaça de vingança, a regeneração do monstro.

Não, não cometerei esse pecado de novo. Da próxima vez, vou até o fim. Como, ah se como aquelas duas bolinhas viscosas e borrachudas. Ainda que me revirem o estômago. Me aguardem.