quinta-feira, outubro 13, 2005
A melhor coisa da Bélgica é... Sim, exatamente isto: a cerveja. Em um bar, você pode tomar algumas das melhores do mundo por 2 Euros, um pouco mais, um pouco menos. Se quiser tentar aqui no Brasil, também dá, mas o preço é salgadinho. Fui no Nacional da Lucas agora de manhã e eles têm uma gama interessante de cevas belgas e, também, irlandesas. Tem a ótima Duvel (uns R$ 20), a tradicional Leffe (uns R$ 20), a Chimay (trapista, feita por monges, uns R$ 25) e a Deus (R$ 199). Para tomar sozinho em casa, com grãos de soja transgênica tostados e salgados, de repente valha a pena. Uma boa idéia é começar com uma belga, passar para a Baden Baden, seguir com a Bohemia Confraria, depois Brahma Extra, Malt 90 e fechar com a Kayser. Que tal?
quarta-feira, outubro 12, 2005
terça-feira, outubro 11, 2005
Cinco coisas que perdi na viagem, em ordem cronológica. O que, onde e o preju:
1. O óculos de grau que tinha comprado dois dias antes da viagem, no embarque do aeroporto de Guarulhos, R$ 250.
2. Um guia de Londres, no Design Museum, zero Libras (foi recuperado).
3. Um cartão semanal de metrô, nas ruas de Londres, 10 Libras.
4. Uma garrafa de Lemoncello italiano (presente do cunhado, que ficou com o presente dos colegas de ZH, que ficaram sem presente), no aeroporto de Guarulhos, 6 Euros.
5. Dois boarding pass que dariam direito a milhas da Varig (por Deus, eu não sabia que eles eram necessários), em algum lugar, milhares de milhas.
1. O óculos de grau que tinha comprado dois dias antes da viagem, no embarque do aeroporto de Guarulhos, R$ 250.
2. Um guia de Londres, no Design Museum, zero Libras (foi recuperado).
3. Um cartão semanal de metrô, nas ruas de Londres, 10 Libras.
4. Uma garrafa de Lemoncello italiano (presente do cunhado, que ficou com o presente dos colegas de ZH, que ficaram sem presente), no aeroporto de Guarulhos, 6 Euros.
5. Dois boarding pass que dariam direito a milhas da Varig (por Deus, eu não sabia que eles eram necessários), em algum lugar, milhares de milhas.
domingo, outubro 09, 2005
Você encontra alguém e a pergunta é inevitável: e aí, como é que tava? Eu devia mesmo ter escrito um pequeno relatório sobre a viagem de férias e então eu carregaria o texto no bolso e o entregaria ao interlocutor cada vez que inquirido. "Saímos, no dia 15. Esperamos seis horas no aeroporto de São Paulo. Dormimos na sala VIP do Banco do Brasil, a mais chinela de todas as salas VIPs - a única na qual você não tem vergonha de tirar o sapato e se atirar no sofá. Embarcamos no vôo para Paris. Estava muito quente. Chegamos no Charles de Gaulle às...etc...etc...". Fora que a gente nunca sabe contar o que rolou numa viagem, porque as coisas mais bacanas são sempre momentos simples, mas que encerram em si um sentimento normalmente inefável.
Mas uma listinha básica talvez ajude a contar as férias. Tipo: o que comprei.
1 - Um vidro grande de perfume Calvin Klein One no Free-Shop de São Paulo (44 dólares)
2 - Uma lata antiga de Kellog´s Corn Flakes num brique de rua de Bruxelas (3 euros)
3 - Um casaco apeluciado da Umbro azul e vermelho num torra-torra de uma loja esportiva de Londres (8 libras)
4 - Um livro de fotografia do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, com imagens do projeto A Terra Vista do Céu, em uma loja junto à exposição, em Londres (25 libras)
5 - Uma garrafa de vinho do Porto Sandeman (16 dólares) e uma garrafinha de licor Amarula (8 dólares), no Free-Shop de São Paulo
Mas uma listinha básica talvez ajude a contar as férias. Tipo: o que comprei.
1 - Um vidro grande de perfume Calvin Klein One no Free-Shop de São Paulo (44 dólares)
2 - Uma lata antiga de Kellog´s Corn Flakes num brique de rua de Bruxelas (3 euros)
3 - Um casaco apeluciado da Umbro azul e vermelho num torra-torra de uma loja esportiva de Londres (8 libras)
4 - Um livro de fotografia do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, com imagens do projeto A Terra Vista do Céu, em uma loja junto à exposição, em Londres (25 libras)
5 - Uma garrafa de vinho do Porto Sandeman (16 dólares) e uma garrafinha de licor Amarula (8 dólares), no Free-Shop de São Paulo
Nunca entendi aqueles amiguinhos que no tempo do colégio chegavam das férias dizendo estar morrendo de saudades das aulas. O que eu lembro é dos finais de fevereiro em Torres, as pessoas instalando os tampos de madeira nas janelas, eu deitado na rede podre de deprimido porque o fim se aproximava - ou melhor, já tinha chegado - e mesmo assim querendo levar aquele sofrimento até o fim, esticar o verão até o último minuto. Pois é assim que me sinto agora, depois de 20 dias na Europa e mais quatro sem fazer absolutamente nada em Porto Alegre, e sabendo que amanhã, 13h, estarei chegando na Zero. Acho que vou me acordar ao meio-dia.
sábado, outubro 08, 2005
quinta-feira, outubro 06, 2005
Uma mochila escolar Company, daquelas que todos desejávamos lá pelos 90s, é certamente mais resistente do que uma backpack do exército americano. A minha sobreviveu bravamente - sem arranhões - aos 20 dias de viagem, incluindo o transporte de dezenas de quilos de livros de arquitetura adquiridos em trânsito.
segunda-feira, outubro 03, 2005
Pela primeira vez nos últimos dias acessei noticias do Brasil. Desde que sàí de fèrias as únicas coisas que fiquei sabendo foram os resultados dos jogos do Grêmio e a eleiçao do Rebelo. E só. gora, me deparei com um monte de coisas as quais nao entendo, tipo: como o Inter foi parar em terceiro? Que história é essa de corrupçao no futebol? Que mais de importante aconteceu nas últimas três semanas?
quarta-feira, setembro 28, 2005
quinta-feira, setembro 22, 2005
Uma correçao. Importante. Qualquer bodega aqui na França tem na fachada "boulangerie, patisserie, brasserie, etc...". Pois que vem meu primo frances explicar que o Paul e uma boulangerie ou patisserie. Entao, vamos a liçao do professor.
Boulangerie: padaria
Patisserie: confeitaria
Brasserie: restaurante simples
Confisserie: confeitaria
Boucherie: açougue
Ok?
Boulangerie: padaria
Patisserie: confeitaria
Brasserie: restaurante simples
Confisserie: confeitaria
Boucherie: açougue
Ok?
terça-feira, setembro 20, 2005
Tem um negocio muito bacana que da muito certo aqui em Paris e que podia ser copiado por Porto Alegre. Chama-se Jornada do Patrimonio: um fim-de-semana no qual os predios e sitios, publicos e privados, abrem suas portas ao publico. O povo se atira na visitaçao gratuita.
Se eu abrisse uma franquia no Brasil, abriria uma da Brasserie Paul. Com um patiozinho interno no qual os clientes pudessem degustar suas baguetes.
Almocamos baguete hoje. No fim do rango, dei de americano e despejei o que sobrou na bandeja fora. Um minuto depois lembrei que havia esquecido algo. Voltei e resgatei minha maquina fotografica da cesta de lixo.
Se eu abrisse uma franquia no Brasil, abriria uma da Brasserie Paul. Com um patiozinho interno no qual os clientes pudessem degustar suas baguetes.
Almocamos baguete hoje. No fim do rango, dei de americano e despejei o que sobrou na bandeja fora. Um minuto depois lembrei que havia esquecido algo. Voltei e resgatei minha maquina fotografica da cesta de lixo.
domingo, setembro 18, 2005
Notaram que naum estou escrevendo, neh?
Eh que estou em Paris.
Naun hah igreja da qual uma horda de turistas caspentos naum roube a aura. Caspas.
Ja hah mais cachorros em Porto Alegre do que na capital francesa.
Por aqui, o labrador tambem eh o cao (caum) da moda.
E deu, que naum tou aqui pra trabalhar.
Daqui a pouco, Londres e Barcelona.
Eh que estou em Paris.
Naun hah igreja da qual uma horda de turistas caspentos naum roube a aura. Caspas.
Ja hah mais cachorros em Porto Alegre do que na capital francesa.
Por aqui, o labrador tambem eh o cao (caum) da moda.
E deu, que naum tou aqui pra trabalhar.
Daqui a pouco, Londres e Barcelona.
segunda-feira, setembro 12, 2005
Você acharia temerária a atitude de, às vésperas de embarcar para a Europa, selecionar seis frutos sãos em uma bandeja de morangos mofados para compor uma batida matinal?
Você consideraria eficaz, do ponto de vista sanitário, mergulhar os moranguinhos em uma solução de água com graspa a fim de tornar a vitamina mais segura?
Você diria que alguém que hipoteticamente tenha tomado tais atitudes está livre de desenvolver, no organismo, uma flora de fungos brancos e enovelados como algodão?
Você consideraria eficaz, do ponto de vista sanitário, mergulhar os moranguinhos em uma solução de água com graspa a fim de tornar a vitamina mais segura?
Você diria que alguém que hipoteticamente tenha tomado tais atitudes está livre de desenvolver, no organismo, uma flora de fungos brancos e enovelados como algodão?
Estamos vendo o (fraco) documentário "A História de Duas Torres". Alguns depoimentos são curiosos. Vejamos.
Sobrevivente1: "...e então, depois de deixar o prédio em chamas, o pessoal da empresa se reuniu em frente a uma loja de eletrodomésticos para ver a TV e decidiu ir a um bar para (o cara estava louco para dizer ´comemora´ ) sentar e ver quem estava vivo".
Sobrevivente2: "... e então vi uma mulher grávida caindo ao meu lado da altura de 100 andares e ela se espatifou como uma melancia e eu vi o seu feto voando com o cordão umbilical pendurado"
Foi a coisa mais sensacional que aconteceu na história da humanidade.
Sobrevivente1: "...e então, depois de deixar o prédio em chamas, o pessoal da empresa se reuniu em frente a uma loja de eletrodomésticos para ver a TV e decidiu ir a um bar para (o cara estava louco para dizer ´comemora´ ) sentar e ver quem estava vivo".
Sobrevivente2: "... e então vi uma mulher grávida caindo ao meu lado da altura de 100 andares e ela se espatifou como uma melancia e eu vi o seu feto voando com o cordão umbilical pendurado"
Foi a coisa mais sensacional que aconteceu na história da humanidade.
quinta-feira, setembro 08, 2005
Caldas Junior: uma potência.
Quinta-feira, fui no programa da Tânia Carvalho, no 36. Antes que perguntem, era um debate sobre jornalismo rural, mais especificamente sobre os 30 anos do Campo & Lavoura na TV, e eu fui fazer o papel de foca. Ãn, ãn, ãn (é assim que falam as focas). TVCOM, apresentadora carismática, símbolo da televisão gaúcha, tinha certeza que não poderia andar na rua de tão famoso que ficaria no dia seguinte. Pois não é que ninguém comentou nada. Tipo, ninguém tava zapeando quando eu apareci - só minha mãe (que eu consegui avisar).
Pois bem. Três dias depois, domingo à noite, fui no baile da Expointer promovido pelo Correio do Povo. A cerimônia foi transmitida ao vivo e reprisada depois pelo 2. Pegaram um take meu e da Rafa dançando. E hoje sou um homem famoso. Por onde passo, vêm me dar tapinhas nas costas: "aê, bonitão no baile do Correio, hein, grandão!".
Tem coisas que nem o Ibope explica.
Quinta-feira, fui no programa da Tânia Carvalho, no 36. Antes que perguntem, era um debate sobre jornalismo rural, mais especificamente sobre os 30 anos do Campo & Lavoura na TV, e eu fui fazer o papel de foca. Ãn, ãn, ãn (é assim que falam as focas). TVCOM, apresentadora carismática, símbolo da televisão gaúcha, tinha certeza que não poderia andar na rua de tão famoso que ficaria no dia seguinte. Pois não é que ninguém comentou nada. Tipo, ninguém tava zapeando quando eu apareci - só minha mãe (que eu consegui avisar).
Pois bem. Três dias depois, domingo à noite, fui no baile da Expointer promovido pelo Correio do Povo. A cerimônia foi transmitida ao vivo e reprisada depois pelo 2. Pegaram um take meu e da Rafa dançando. E hoje sou um homem famoso. Por onde passo, vêm me dar tapinhas nas costas: "aê, bonitão no baile do Correio, hein, grandão!".
Tem coisas que nem o Ibope explica.
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