domingo, fevereiro 01, 2009

Com o João, aprendi o real sentido da palavra inocência. Meu filho é a primeira pessoa que conheci totalmente isenta de culpa. Dele, eu tudo relevo, tudo perdoo. Até as ofensas mais ignóbeis, como mijar no papai, lançar um jato de cocô na roupa da mãe ou abrir o berreiro no meio do último capítulo d'A Favorita. Alguém pode dizer: que coisa óbvia! Mas uma coisa é saber como funcionam as coisas; outra é experimentá-las. Certamente a palavra inocência tem um significado diferente para nós, pais e mães, do que para o resto do mundo.

Meu filho não tem culpa de nada. Está com fome? Culpa da mãe, que não ofereceu a teta. Arranhou-se com as prórias unhas? Culpa do pai, que não ficou de olho. Foi picado por mosquitos? Culpa nossa, que não o cobrimos. Creio que é dessa inculpabilidade da criança que advém o sentimento de escravidão na nossa relação com os filhos. Qual o pai que não se surpreendeu ao se ver, pela primeira vez, escravo de uma coisinha de apenas 4 quilos (o João já tem seis) e poucos dias de vida?

No fundo, até isso é culpa nossa.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Oi. Invadi o bloguidomeupai. Pra contar que ontem fui fazer minha identidade. Maior encheção de saco. Primeiro, queriam porque queriam bater uma foto minha. E eu tinha de ficar lá paradinho pra Polícia me fichar. Capaz que ia deixar. Fiz caras e bocas e no fim eles tiveram de engolir uma em que estou com a mão no queixo. Até o chefe do departamento teve de vir aprovar. Parece que a regra é não aceitar fotos de pessoas com a mão no queixo. Mas passou. Rá, sou sensacional! Depois, enfiaram meus dedos num troço do computador lá. Coisa chata! Não bastasse enfiar meu pé na tinta quando nasci, agora me marcam pela mão. Ah, mas para me pegar só com muita berralheira. Assim, quando um vier me prender vai pensar duas vezes: ih, este é aquele moleque que faz escândalo na delegacia. Bom, pelo menos agora vou ter minha carteira. No Carnaval, estou pensando em fugir pro Uruguai. Não vão os bobocas da alfândega querer me parar. E no freeshop vou comprar todas as latas de leite em pó e todas as garrafas de uísque que eu quiser. Beijo, João.
Mais uma coisinha: como sei que as gurias são abobadas por mim, mando uma fotita. Pero no se olvidem, chicas: no me acosen. Por ahora soy de mi mamá. Hablamos en unos años. Besitos, Juan.






terça-feira, janeiro 27, 2009

Passei o dia me sentindo um Passat 89 a álcool. Nhé nhé nhé nhé. E não houve jeito de eu pegar. Odeio segundas-feiras.
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Falando em gato, inveja do Aquiles. Está passando uma semana de férias em Tramandaí, o sortudo.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Que me desculpe esta turma de jornalistas, que tudo antes sabe, mas vou roubar da Clarissa Barreto a dica da pérola: entrevista do Anderson em "englãn". Segue o link. Imperdível.

http://br.youtube.com/watch?v=GG55Ze_Dj20

A propósito. O vídeo suscitou uma série de reações controversas. Constrangimento, pena, hilariedade, solidariedade, simpatia. Mas acho que a melhor análise foi a do Tiago Ritter.

"se a gente assiste a um alemao, russo ou japones tentando falar portugues e se atrapalhando todo nas palavras, a gente fica comovido e acha legal o esforço da pessoa em falar o nosso idioma. acha bonitinho. é isso, também, que eu acho dessa entrevista. tá longe de eu morrer de rir. simpatizei mais ainda com o esforço do neguinho que mal sabe falar português, tentando falar o ingrêis. e sim, to meio poliana hoje."

Quer dizer, eu acho que esta manifestação é do Tiago, mas posso ter me atrapalhado em meio às montanhas de e-mails. Até porque as palavras não estão condizendo muito com a pessoa.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Não sou muito de postar matérias que faço pro jornal. Mas vou começar a fazer mais isso...
Se vocês não sabem, o que eu mais gosto neste mundo é de gente. Por isso, adoro fazer perfis. Segue o de hoje.

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A cruzada por uma pecuária moderna
Sebastião Ribeiro
Se tem algo que tira o veterinário Rafael Saadi do sério é a produtividade da pecuária gaúcha. Descendente de uma das mais tradicionais famílias de fazendeiros do Estado, o proprietário de três estabelecimentos rurais tem dedicado os últimos cinco anos a uma cruzada pessoal para disseminar técnicas que garantam mais eficiência na produção de gado.
_ A produtividade da pecuária gaúcha é de 50 quilos (vivos) por hectare, só que todo mundo tem vergonha de falar isso! Mas tudo bem, nem vamos entrar nessa polêmica. Vamos assumir os números oficiais, que são de 75 quilos por hectare (dados do Programa Juntos para Competir). Nós podemos passar disso para mais de 1 mil quilos por hectare apenas com fertilização do solo, manejo do gado e uso adequado das forrageiras _ brada Saadi, alguns tons de voz acima do que a conversa a dois em seu pequeno escritório na Capital sugere.
Quem conhece o produtor certamente já ouviu esse discurso, repetido sempre em palestras e reuniões de amigos. Recentemente, no entanto, a tese de Saadi ganhou força junto ao governo do Estado. Em entrevista a Zero Hora, o secretário do Desenvolvimento, Mateus Bandeira, citou o produtor rural como exemplo de que a pecuária gaúcha pode evoluir. Estimativa da secretaria, com base em dados da Fundação de Economia Estatística dão conta de que, se a produtividade da pecuária gaúcha quadriplicasse, o impacto positivo no Produto Interno Bruto estadual seria de R$ 12,8 bilhões. A convicção dos técnicos de que esses números são possíveis é reforçada pela experiências de Saadi, já relatadas pelo produtor a um grupo de secretários e membros do primeiro escalão do Palácio Piratini. Em cinco anos, desde que começou um projeto de modernização das técnicas na menor de suas propriedades, a Fazenda Cerquinha, de 530 hectares, em Vacaria, a produtividade saltou de menos de cem quilos de boi por hectare para 583 quilos. Esse resultado é exaltado em palestras que o pecuarista costuma dar em clubes de produtores, sindicatos rurais e outras associações.
_ O meu interesse é incentivar os produtores do Estado a deixar de serem como eu mesmo era, quando preferia comprar campo do vizinho, em vez de investir mais na minha área. Com essa mentalidade, estamos morrendo aos poucos. E todos temos responsabilidade por isso _ desabafa Saadi.
O escritório do produtor rural fica em uma casa modesta de madeira, escondida feito fortaleza atrás de um muro alto com câmera de vigilância. A simplicidade do local contrasta com os modos elegantes e a gravata bem alinhada do encarregado que abre a porta. Postado atrás de um mini laptop e defronte a uma grande televisão, Saadi consulta com frequência o livro que publicou ano passado detalhando o sistema de produção que propõe. Atrás do produtor, um quadro do início do século passado mostra a paisagem da fazenda Três Marias, do avô, em Bom Jesus: um rebanho à beira do açude, tendo um capão de mato com araucárias ao fundo. É a vista da sede da propriedade, a primeira a ter luz elétrica na região, antes mesmo das cidades. O fazendeiro, no entanto, garante que suas propostas não são apenas para a elite rural da qual faz parte.
_ Pelo contrário. São melhores para a pequena propriedade, para os assentamentos de reforma agrária. O pequeno produtor pode usar o dejeto do do suíno ou do frango que cria para fertilizar o solo. E pode semear a pastagem e manejar o gado sozinho _ afirma Saadi.
A convicção de que é possível multiplicar a produtividade gaúcha e chegar aos 1 mil hectares, o produtor tira de suas viagens periódicas ao Exterior. Mesmo quando vai acompanhado da família _ é casado e tem cinco filhas _, Saadi diz aproveitar os roteiros para aprender, visitando fazendas em outros países. Seu modelo ideal é a Nova Zelândia, que teria características semelhantes ao Rio Grande do Sul, e ostenta produtividade de 1 mil quilos de boi por hectare ao ano. Na Fazenda Cerquinha, o produtor pretende chegar a essa marca em 2010.
Saadi fala como um sonhador. Seu sonho ultrapassa as porteiras das próprias terras. Tem algo de transcendental, que fica mais fácil de entender ao se ouvir uma passagem de sua vida.
_ Aos 18 anos, eu tencionava tirar física nuclear nos Estados Unidos. Porque, como homem do campo, quando me deitava na relva à noite e olhava o firmamento, me dava conta da pequenez da gente diante do universo. E o átomo tem as mesmas forças de atração e repulsão do universo. Mas, por pressão da família, terminei tirando medicina veterinária em Porto Alegre.
Se desistiu de lidar com as forças do átomo, Saadi não cansa de desafiar a inércia da pecuária gaúcha. Para muitos, suas propostas não passam de utopia. A diferença é que agora ganham chance de virar realidade e extrapolar as porteiras das fazendas administradas pelo pecuarista. Podem compor um programa estadual de aumento da produtividade da atividade mais tradicional da economia gaúcha, em gestação na Secretaria do Planejamento.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Gosto muito desta história, que a Larissa Magrisso me lembrou.

Pedro Repórter-e-gato Bial tinha um programa de entrevistas na GloboNews. Entrevistando o João Ubaldo Ribeiro, ele tascou, jurando que ia arrasar:

"Poeta, o Brasil dói?"

E o poeta respondeu:

"Não entendi a pergunta, meu filho."

Em tempo: peçam pro Rodrigo contar ao vivo, é bem melhor.

Um quadradinho de chocolate, um golinho de café, um quadradinho de chocolate, um golinho de café, um quadradinho de chocolate, um golinho de café, e assim a gente vai enchendo linhas.

sábado, janeiro 10, 2009

Me diverti vendo a Playboy da Vanusa Spindler. Quer ver todas as outras? http://www.perguntascretinas.com.br/todas-as-playboys-2008/

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Tem coisa mais demodé do que poesia concreta? Pior: tem alguém mais ultra passado do que Arnaldo Antunes? Minha irmã gosta. Fazer o quê? Então, em homenagem a ela, segue uma que me veio à cabeça:

ver
descrever
crer
escrever
descrer

Nossa, vocês não têm idéia como o joguinho acima faz sentido na minha vidinha de jornalista.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Se uma mulher estourando é uma mulher muito gostosa, porque um canhão ou um míssil, que também estouram, são uma mulher muito feia?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sabe quando a gente é criança e adolescente, super malcriado em casa, e vira um anjo quando vai dormir na casa de um amigo? Arruma a cama e até dobra o pijama, para ser educado e impressionar a tia. Eu sabia que isso era normal na infância e puberdade e até mais tarde, quando nos hospedamos em residência alheia. Agora, no primeiro mês de vida! O João, quando está numa festa, num restaurante, num evento social, é um anjinho. Dorme que é uma beleza. Aí, volta para casa, pro aconchego do lar, e BUÁÁÁ BUÁÁÁ BUÁÁÁ nos ouvidos do papai e da mamãe.
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Ah, mas que bate, lá no fundo, uma invejinha e uma raiva quando uma mãe ou um pai vêm dizer "ah, o meu dorme que é uma beleza a noite toda", isso bate.

domingo, dezembro 28, 2008

Plantão de domingo: olhei o relógio há meia hora e eram 17h. Olhei agora e são 17h08min.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Acabo de comer o melhor Sufganiot da minha vida. Foi mandado pela Karina, da Eliana Camejo, em nome da Federação Isaraelita. Estão divulgando o Chanucá. Vocês sabem que os judeus não celebram Natal, ainda esperam Messias, se não me engano (e posso muito me enganar). Mas, no dia 22, eles vão acender a Chanukiá gigante, um candelabro "com oito braços" que tem ali na pracinha da Goethe com a Vasco. Depois, seguem acendendo velas e candelabros por aí - é a "festa das luzes". A data tem uma história bem legal, como costumam ser essas histórias religiosas. Remonta a quando os Macabeus reconquistaram o Grande Templo Sagrado de Jerusalém. Para a reinauguração, tinham de acender a Menorá. Mas, para tacar fogo, era preciso azeite não profanado do qual só tinha um frasco. Um rolo que, quem quiser entender tem ler o texto no site da Federação. Ou então passar na praça segunda-feira, às 19h, onde, o mais importante, eles vão distribuir dezenas de Sufganiots.
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Ok, não vou ser malvado. Sufganiots são sonhinhos. Os que ganhei, de doce de leite e creme. Imperdíveis. Melhores que os sonhos Girassol.

... e a gente acha que ele tá com dor de barriga, pum atravessado, intolerância a lactose, refluxo, intolerância a proteína, sono, manha, mas é sempre, sempre: fome. Leite, leite, leite, mamãe.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Quando foi que calça fuzô virou calça leg? Quem, nesse ínterim, deu fim à Deandê?

terça-feira, dezembro 16, 2008

Leitura de banheiro:
Do dicionário Caldas Auletinho:
hip interj. Expressão de alegria gritada antes do hurra.
Então, tá.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

GAP GENERACIONAL
 
FULANA diz:
sabe oq eu queria?

FULANA diz:

remedinhos pra emagrecer

FULANA diz:

consegue pra mim?

sebastiao diz:

ai, sebastião, olha só, eu preciso que tu me massageie o ego, eu estou carente, sabe?, e vou pedir remédios pra emagrecer pra tu dizer que eu estou esbelta e esguia

FULANA diz:

q bobagem

FULANA diz:

nao eh pra eu emagrecer

FULANA diz:

eh pra ficar ligada e acordadinha

FULANA diz:

entendeu?

sebastiao diz:

ah, sim

sebastiao diz:

eh que eu nao sou da tua geração. no meu tempo quem queria ficar ligado tomava café, e não ritalina

FULANA diz:

KKKKKKKKKKKKKKKK

FULANA diz:

pq eu preciso ter menos sono

FULANA diz:

eu gosto da loucurinha

FULANA diz:

mas ng quer me vender

sebastiao diz:

vou botar este papo no blogui omitindo teu nome

FULANA diz:

mmmmm..... tá bem

terça-feira, dezembro 09, 2008

Melhor título de relise do dia:
"Abef debate novo Riispoa com a SDA"

sábado, dezembro 06, 2008

A Rafa anda numas de light, diet, naturébis. No café da manhã aqui em casa, agora é iogurte com granola. Talvez com morango ou melão - do rugoso. O melhor iogurte de supermercado que tem é o Sans Souci. Se diz Sansucí. Então eu estava hoje de manhã preparando minha granola com iogurte, e a Jocemara... A Jocemara é faxineira aqui de casa, acho que nunca expliquei. Enfim, a Jocemara disse que estava com uns bichinhos em casa. Que bichinhos, Jaciara? Acho que não expliquei, mas chamo ela de Jaciara por causa do Gremio Jaciara, mas isso é bobagem. Os bichinhos pra fazer iogurte, oras, Sebastião. Bactérias. Fica igualzinho assim a este iogurte. Bem cremoso. Quer que eu traga uns? Mas tem de trocar o leite onde eles ficam a cada dois dias. Ah, leveduras, tu estás falando de leveduras. Não, obrigado, Nunca vi leveduras, mas acho que não teria paciência para trocar a cada dois dias o leite dos bichinhos.
Este papo casual e um almoço de sexta no Copacabana. É dia 5, a gente recebeu, e as gurias dos bairros gostam de comer fora. Só que elas são bem engraçadas. E daí, tem a Clarissa Ciarelli, que é lá de Gravataí e é bem engraçada. Contou da amiga dela que foi comprar semente de soja na agropecuária. A guria tava numas de naturébis, queria plantar soja no canteiro de casa pra depois esmagar e ver se conseguia fazer leite de soja pra misturar com iogurte, achava que ia ser saudável. Aposto que dali só saía óleo, mas, enfim. Importa que atendeu ela o filho do seu Bento, o dono da agropecuária, e o papo do iogurte veio à tona.
- A senhora faz iogurte em casa? - perguntou o guri.
- É, tenho aqueles bichinhos que a gente vai trocando o leite de tempos em tempos e eles vão se multiplicando - ensinou a amiga da Ciarelli.
Todo curioso, o piá não resistiu:
- A senhora me consegue um casalzinho?
Tá, eu acho que a história é de mentira, era só uma piada. Mas acompanha super bem uma vitela recheada do Copacabana.

terça-feira, dezembro 02, 2008

- Colino, busca um copo d'água pra mim?
- Colino? De onde isso?
- Hmmm. Xeupensar... Ah! De Gordo, Gordico, Dico, Dicolino, Colino!
- Ah, tá...