segunda-feira, abril 20, 2009
terça-feira, abril 14, 2009
Ah, mas agora que comprei a chinelagem, vou adiante. Vou fazer barraco no Procon, na Anaque, nas Pequenas Causa. Quero R$ 200 pila de volta. Vou mandar email pro Guilherme Paulus, o todo-poderoso presidente da CVC e segundo o jornal em que trabalho um gênio em negociar preços com companhias e operadoras, e dizer que ele não passa de um enganadorzinho. Vou mandar um Telex pro Constantino e dizer que além de suposto assassino, sonegador e comedor de palito, ele é um grande dum ladrãozinho que rouba do povão.
Porque o gente fina aqui se atirou com a massa ignara na MegaPromo e depois viu que o pacote que lhe saiu R$ 1,6 mil podia sair por R$ 1,4 mil em compras diretas no site da Gol e do Hotel. Agora, se é pra ser classe média tem de ser 100% - 100% babaca e 100% barraqueiro. A parte da babaquice eu já fiz.
"Me sinto absolutamente ludibriado pela Gol e pela CVC. Atraído pela MegaPromo que prometia 50% de desconto na passagem aérea da Gol, comprei um pacote envolvendo voo + hotel no RJ (saída 22 de maio de POA e retorno dia 24 de maio). O preço da parte aérea, no computador da atendente CVC era R$ 392. Buscando agora no site Gol vi que o preço comprando direto a passagem seria R$ 337,24. Então, eu pergunto: QUE DESCONTO DE 50% FOI ESSE OFERECIjavascript:void(0)DO NA CHAMADA MEGAPROMO SE A PASSAGEM COMPRADA DIRETO DO SITE É MAIS BARATA, E AINDA TEM A VANTAGEM DE ME DAR 30% DAS MILHAS NO MEU SMILES, O QUE, SEGUNDO A CVC, EU NÃO TENHO DIREITO NO PACOTE QUE COMPREI?"
segunda-feira, abril 13, 2009
Era pra ser uma janta no KOH PEE PEE, que devo pra Rafa porque joguei na Priscila contra o Max, mas o Brasil me decepcionou e eu agora tenho de me submeter à cozinha tailandesa (ai, que sacrifício!). Só que cheguei em casa e estavam minha mulher e meu filho de pijamas, de forma que tivemos de providenciar uma telentrega. Como a lua cintilava e a sexta-feira era Santa, achamos por bem que nada da porcaria do ruim e barato SUSHI DRIVE (este não merecia caps). Para variar, ligamos para o SASHIBURI, não se compara com o SAKURA, mas bem melhor do que a opção econômica. Para comer, sentamos no chão escorados no sofá e pusemos as peças sobre a mesinha de centro da sala. Abrimos uma MOËT & CHANDON, presente dos meus pais, que há meses esperava uma ocasião especial. Instalamos o pequeno João em seu bebê-conforto BURIGOTTO (putz, ainda se fosse CHICCO) sobre o sofá. Para distraí-lo, uma programação especial na nossa telona: o DVD BABY MOZART, da série BABY EINSTEIN. E assim devoramos o combinado. Ao fim, íamos comer a tradicional barra de MILKA, mas devido à solenidade que adquirira o momento abrimos a caixa de bombons DUAS CARAS KOPENHAGEN que estava reservada para hoje. Está aí o meu ideal de felicidade: um sushizinho com champagne em uma noite moderadamente sofisticada ao lado da mulher e do filhote.
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E já que o papo é ideal de felicidade e noites moderadamente sofisticadas, seguimos no sábado. Se tem coisa que me deixa alegre é fazer um churrasquinho. Sou um dos sujeitos mais preguiçosos, mas quando o assunto é preparar uma carninha estou sempre lépido. Adoro a função, desde a compra do carvão até servir o último pedaço de entrecot, limpar os espetos exclusive. Manejar o resfriamento da cerveja (sou fraco nisso), fazer o fogo, servir o aperitivo, sou pura disposição. E quanto mais amigos em volta, melhor. Assim foi a noite de sábado.
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Agora não tenho mais dúvida alguma. Anote aí: a carne certificada ANGUS é melhor e mais macia que a carne certificada HEREFORD. E ponto final. Não digo isso por um único teste. Foram dezenas de experiências até eu ganhar coragem para me posicionar sem medo de errar. Notem que não quero dizer que a carne da raça angus é melhor do que a da raça hereford. Para ser sincero, acho até os hereford mais bonitinhos, aquela carinha branca em um corpo todo marrom é pura simpatia. Até pode ser que a carne de uma raça seja melhor do que a da outra. Mas acho mais provável que o programa de certificação angus tenha um controle de qualidade sobre os animais terminados melhor do que o programa hereford. Atenção: a minha comparação é entre os cortes das duas raças vendidos no Zaffari.
segunda-feira, abril 06, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
sábado, março 21, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
E mais: tu podes comentar as tuitadas nos comments aqui do blog. Por exemplo, mãe: o que tu achas da ascenção dos dos panos de chão (Scottish Terriers) a cães da moda? E tu, Carioca, o que achas disso?
quarta-feira, março 11, 2009
domingo, março 08, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
Ainda que encravado na badalação da Dinarte Ribeiro, o Daimu está sempre entre a cruz e a escada, mas quero falar mesmo é sobre cabeça de peixe. Entre a cruz e a escada porque, do alto de um promontório, brigará sempre para acolher clientes. As pessoas gostam de dar uma espiadinha nos restaurantes que surgem. Mas, se há entre elas e a porta algumas dezenas de degraus, se retraem. Menos por preguiça do que por constrangimento. Ficam com vergonha de desistir da empreitada depois de subirem tanto.
Mas eu realmente recomendo encarar as escadas do Daimu. Feche os olhos, confie e suba. Lá em cima, uma hostess, com sorte ela se chamará Satoko e será muito simpática, lhe dirá:
- Ajumnhgsknnaijêê!
Presumo que seja boa noite ou bem-vindo e respondo:
- Ajumnhgsknnaijêêêêê!
O que obviamente é uma resposta equivocada, caso a saudação seja bem-vindo. Mas adoro japoneses e acho eles tri engraçados e não me importo com a possível gafe. O ambiente do restaurante é bem bacana, super design, sabe? Linhas retas, tons de berinjela e branco, parede trabalhada com tijolinhos irregulares de madeira. Mudérrno e de bom gosto. Mas isso é frescura e estou aqui para falar de... bom, vocês já sabem.
Acontece que dia desses meu cunhado Tiago Ritter teve no Daimu e me jurou, com os dois (e não haveriam de ser três) pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz, que tinha uma família de japas traçando uma cabeça de peixe lá.
- Nãããããão! Sério, meu???
E ele jurou de novo daquele jeitinho, de forma que o cabeça oca aqui preencheu a cachola com a idéia fixa de provar o prato. Tem toda uma coisa de ter de ligar antes quando for pedir a iguaria (www.daimu.com.br), acho que para dar um tempo de o chef decapitar o peixinho. Eu não sabia disso, mas tive a sorte de comparecer justo no dia e que aqueles japas tinham novamente passado por lá e traçado quatro cabeças, deixando apenas uma, para quemquemquem? Na mosca: para mim mesmo, Tiãozito, el devorador de cabezas. Juro com pés juntos e beijinhos nos fura-bolos em cruz.
O garçom explicou que a peça, se assim podemos chamar, vinha cozida no shoyu, com alguma coisa de gengibre, açúcar, ervas e temperos secretos do chef. Mandei vir, a um só tempo empolgado e temeroso. Foi com alegria que vi chegar aquela cabecinha de cheia de dentes serrados do Peixe Pargo. Dourada, com um molho escuro reduzido, cheio de frescor do gengibre, adocicado, mas não tanto para borrar por completo o tempero do sal. Umas ciboulettes verdinhas por cima davam o toque final.
- Ei, amigo, dá pra me explicar como se come isso? – perguntei ao garçom, dispensando a formalidade.
- O senhor pode procurar o que houver de carne aí dentro. Se quiser, pode usar a mão também. Eu lhe trago depois um pano úmido quente para limpá-la.
Ah, era tudo o que eu queria ouvir. Dei início à Operação Cabeça de Pargo. Foi muito mais fácil do que se pode imaginar. Incrível o que se pode extrair de carne da peça; uma carne bastante macia, um pouco mais forte do que a do filé, mas não a ponto de causar estranhamento ou deixar algum tipo de catinga – sabe catinga, né? Tipo de ovelha lanuda, peixe estragado...etc? Não, a carne já é adaptada ao paladar mais banal. O único senão pode ser o visual: aquele peixinho ali, com os olhos baços e mareados, um olhar triste e ainda os dentes serrados, ameaça inofensiva. Garotas e rapazes sensíveis podem não gostar.
Mas o melhor de tudo, tenho de admitir, não é nem o sabor convidativo. É a batalha, o desafio de virar e revirar a cabeça, com a ponta dos dedos e os hashis. Traçar bochecha, escamas, língua e miolos (se é que peixes têm línguas e miolos). Comer tudo, incansavelmente, até restarem apenas os ossinhos e cartilagens no prato. E então, a satisfação de ver aquela cabeça estraçalhada, suprema vitória marcada por mãos e beiços lambuzados, resquícios de um adversário totalmente derrotado. Ou quase totalmente. Ali ainda ficaram os olhinhos baços e tristes, testemunhas oculares da devastação, escondendo, lá no fundo, a ameaça de vingança, a regeneração do monstro.
Não, não cometerei esse pecado de novo. Da próxima vez, vou até o fim. Como, ah se como aquelas duas bolinhas viscosas e borrachudas. Ainda que me revirem o estômago. Me aguardem.
quarta-feira, março 04, 2009
terça-feira, março 03, 2009


