segunda-feira, junho 28, 2010
domingo, junho 13, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
Acabei de assinar Época mais duas revistas mensais (época Negócios e Globo Rural) por 10 X R$ 39,90. Estava pensando agora... Nem foi um negócio tão bom. Ao menos, muito pior do que eu consegui calcular na hora de assinar.
Isso é incrível! Foi naqueles estandes de feira. A moça nem era tão bonita. Me chamou, psiu!, quer um brinde?, eu ainda brinquei, ah, pára, sei que tu vai me dar a revista, mas perguntar qual cartão eu tenho e pedir meu CPF, e ela, não, bem capaz, é só o brinde. Não é que eu fui seduzido pela revista, comecei a conversar com ela, ela foi loroteando, loroteande e eu terminei dando meu CPF, endereço, telefone, cartão de crédito, até me comprometer em R$ 399!!! Eu sabia que era golpe, eu até brinquei sobre o fato quando a sereia quis cantar. Mas em determinada hora foi como se eu tivesse me esquecido disso. Como se tivesse bailado no fundo do mar, suavemente, pelo canto de uma sereia, que, ademais, era quase horrenda.
Graziele, o nome da sereia. Da equipe Felinos (!). Parabéns, Grazi.
quinta-feira, abril 15, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
sábado, março 20, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sexta-feira, janeiro 22, 2010
sexta-feira, dezembro 18, 2009
1) O Grêmio ficará proibido de treinar na Arena?
Não é verdade. O Grêmio poderá treinar sim na Arena, entretanto a
preferência será dado ao Centro de Treinamentos que receberá
investimentos para torná-lo um CT ao nível dos melhores existentes no
Brasil e que terá sinergia com o novo estádio. Grandes clubes do
Brasil e do exterior se utilizam de um CT e não do estádio como
estrutura de treinamento.
2) O Grêmio terá direito à renda do estádio?
Sim. O dinheiro das bilheterias irá para o caixa da empresa gestora da
Arena, administrada em conjunto pelo Grêmio a a construtora OAS. Nos
primeiros sete anos de operação da Arena, o Grêmio receberá a cada ano
um valor de R$ 7 milhões, reajustáveis pela inflação, mais 100% do
resultado operacional da empresa, ou seja, a OAS não ganhará nada com
a exploração do estádio. Mesmo se nenhum torcedor for à Arena e ela
não sediar um evento qualquer, logo não havendo qualquer receita para
a gestora, o Grêmio ainda receberá R$ 7 milhões todos os anos na fase
inicial do contrato. Entre os anos 8 e 20 de execução do contrato, o
Grêmio receberá valores fixos de R$ 14 milhões de reais a cada ano,
também reajustáveis, além de 65% do resultado operacional do estádio
com jogos e eventos. Hoje, o Estádio Olímpico não é usado para shows
musicais, conferências, encontros de empresas, etc, o que acontecerá
na Arena com resultados financeiros em benefício do Grêmio. Se o novo
estádio sediar, por exemplo, show de uma grande banda ou mesmo um
festival de rock, todo os recursos auferidos com a cessão do
equipamento serão revertidos para o Grêmio nos primeiros sete anos do
contrato e 65% nos demais anos até o prazo final de 20 anos, quando
todas as receitas passam novamente a ser do clube. Com o novo estádio,
também, o Grêmio gastará menos do que hoje à medida que não
necessitará de um quadro de funcionários tão grande como o existente
na atualidade para administrar o Olímpico assim como não precisará
efetuar gastos com reformas caras, o que hoje é exigido constantemente
pelo Olímpico que tem mais de 50 anos e sofre acentuada deterioração.
A Arena será, portanto, um estádio muito mais rentável que o Olímpico
para o Grêmio que manterá ainda as suas principais receitas como
direitos de televisionamento, quadro social, exploração da marca e
marketing, etc. O clube passará por um processo de capitalização,
aumento de receitas e redução de despesas.
3) Os sócios terão que pagar para entrar?
Não é verdade que o associado com título patrimonial terá que pagar
mensalidade mais ingresso. Não existe nenhuma previsão no contrato a
respeito nem tampouco há qualquer decisão nesse sentido. A questão dos
associados, que não envolve a empresa OAS, será decidida
exclusivamente pelo Grêmio em discussão com o seu quadro associativo.
A tendência é que o associado com título siga pagando mensalidade,
mantendo o direito de ingressar na Arena sem o pagamento de ingresso.
Caberá ao Grêmio restituir à empresa gestora o valor correspondente ao
ingresso dos seus associados, mas 100% dos resultados da gestora serão
do clube nos primeiros sete anos do contrato e 65% no restante do
período, o que vialibiza a manutenção dos direitos dos associados
patrimoniais.
4) A área do Olímpico vai para a OAS por quantos milhões?
Avaliações independentes do setor imobiliário contratadas pelo Grêmio
indicaram que a área do Olímpico hoje valeria ao redor de R$ 60
milhões, entretanto com a mudança dos índices de construtividade da
área, aprovadas pela Câmara de Vereadores, o valor é muito maior.
Entretanto, esta valorização somente ocorre porque o Grêmio deixará a
área para aproveitamento imobiliário com a mudança para a Arena, sendo
que o atual valor de mercado menor seguiria o mesmo caso o Grêmio
resolva permanecer na Azenha.
5) Quanto valerá a Arena quando passar para o Grêmio, após 20 anos?
A estimativa é de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões.
6) Quem decidirá as questões da Arena?
A empresa gestora da Arena terá um conselho de administração formado
por cinco pessoas, sendo três da OAS e dois do Grêmio. O contrato
prevê que o Grêmio terá direito de veto em uma série de pontos da
administração.
7) Quando começam as obras?
A licença de construção deve sair em maio. Se a OAS abrir as linhas de
financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) ou bancos privados, as obras começam em junho.
8) O Grêmio colocará dinheiro na Arena?
Nem um centavo sequer. Do total, 55% são bancados pela OAS (equity) e
45% por financiamentos públicos ou privados captados pela empresa. Se
por qualquer motivo a construtora iniciar a obra e não poder
concluí-la, o contrato prevê ainda um seguro (performance bond) que
indenize o Grêmio que seguiria com o Estádio Olímpico e ainda
receberia a indenização, afinal a área da Azenha somente será entregue
à construtora OAS quando o Grêmio já estiver na Arena.
9) Quando a Arena estará pronta?
Se os prazos forem cumpridos, em dezembro de 2012.
10) Qual será o nome da Arena?
O nome será Arena Grêmio, mas podem ser comercializados os naming
rights do estádio em contrato com elevado valor que garantirá ainda
mais recursos para o Grêmio assim como se dá hoje com alguns dos
principais estádios do mundo.
domingo, novembro 29, 2009
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Rodrigo Moro (Nov/2009)
Rodrigo Moro parecia uma varilha. Era alto e magro. E ainda andava (não se sabe se por mania ou malformação) na ponta dos pés. Sempre. No colégio, o chamavam de bailarina. De onde eu tirei isso? Bom, se não o chamavam, deveriam tê-lo feito. Eu morava no 401 do Torremolinos; ele, no 501. Era meu grande amigo. A mãe dele se chamava Céu. Ou Sol, não lembro. Sul é que não era. O pai trabalhava na Souza Cruz. E era perito. Mil vezes perguntei o que fazia um perito, mil vezes o Rodrigo não soube explicar. Hoje, minha mulher é perita (até mesa de sinuca já periciou). Meu vizinho chegou no prédio, devia ter uns sete anos de idade. Veio com a família de São Paulo. Falava seteinta e torcia pro Curinga. A gente brincava de Comandos (em Ação, claro). Jogava Atari, Master System, MSX, futebol e botão. Não demoramos a integrar o clã da Aurélio Bit, com Marcelinho, Felipe, Dézinho, Kessler, Fernandinho. Um dia saí no tapa com o Rodrigo. Nunca fui bom de briga. Ele me derrubou com um chute no saco. Reclamei: nas bolas não vale! Dããããã, como assim não vale?, deixa de ser mongolão, me disse o irmão do Rodrigo, Serginho, que, por sinal, aos 12 anos já media 1,90m e fazia a barba com gilete. Subi brabo pra minha casa disposto a nunca mais falar com os Moro. Passei seis meses (ou seriam seis semanas?) sem os ver. Louco de saudade e louco de orgulho. Numa tarde, a campainha lá de casa bateu. Abri. Era o Rodrigo, na ponta dos pés, cara de cachorro pidão. Nunca vou esquecer da cena. Ele só me perguntou: vamos brincar de Comandos? Como se a gente nunca tivesse brigado, como se tê-lo à minha porta não me inundasse de alegria, como se a situação não me tirasse um puta peso das costas, apenas respondi: vamos. E brincamos. Por muitos e muitos anos. Até ele se mudar de volta para São Paulo. Isso faz uns 18 anos. Desde então, nunca mais o vi.
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João Pedro (Jan/2009)
João Pedro era ranhento, a cara sempre borrada de preto, mistura de ranho e terra amealhada no pátio de casa, nas caixas de areia, no barranco do Ipa. Andava todo esfarrapado, molambento, de camiseta branca, sempre suja, às vezes rasgada. Tinha tudo para ser uma criança linda, loirinho, bonitinho, mas também não calhava de pentear o cabelo. E era bagaceiro que só.
Morava numa casa rodeada por um baita muro lá na rua Silveiro, altos do morro Santa Tereza. O pátio tinha um cachorrão e mais desafios que um campo de paintball, ao menos lá de baixo, de onde as crianças viam tudo, assim parecia. Na varanda, havia um alvo onde adorávamos jogar dardos, brincadeira de gente grande. Não lembro bem, mas acho que a família dele era meio bagunçada, de uma bagunça comovente. Pelo menos o irmão mais velho, o João Cláudio, colega do Bento, era um cara atrapalhado.
João Pedro estudou comigo na pré-escola. Vivíamos juntos. Até que deixamos o IPA para começar a primeira série. Cada um para o seu lado, paramos de se ver, de se telefonar. Eu fui para o Aplicação e ele não lembro. Só sei que uns anos depois estudou no Instituto de Educação, ao lado do meu colégio. Às vezes passava pelo nosso pátio. Quando o via, eu corria para a tela que cercava a cancha de futebol. Conversávamos como amigos que jamais tinham se separado. Mas não trocávamos telefonemas nem nada.
Nunca esqueci o João Pedro. Quando meu filho nasceu, quis batizá-lo com o nome do meu colega. A Rafa achou melhor não, o guri já ia ter muito sobrenome. Ficou só João mesmo, o único entre todos os nomes do mundo que agradava a nós dois. Há uns anos, o Bento contou-me que uma ex-namorada dele disse que era colega do meu velho companheiro na faculdade de medicina. Deve ser médico, o João Pedro. Decerto já sabe assoar o nariz. Ao menos para entrar na sala de cirurgia.
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Winnie (Jan/2006)
Winnie tinha seis anos e cabelos angelicais. Era um doce de criança, um narizinho de batata misturado com ricos cachinhos louros. Morava com a mãe, a tia e a avó - todas muito insanas e muito bacanas - em um sobrado de classe média em um bairro de classe alta de Niterói. Era prima da minha então namorada Rebeca, com a família de quem passávamos uns dias no litoral carioca.
Foi me ver e Winnie se apaixonou por mim. Acho que com ela aprendi a gostar de crianças. Por causa dela, me dei conta que eu então já era um tio para a piazada. Pela primeira vez, estava mais para pai do que para irmão.
Não lembro bem como ela gostava de mim, as coisas que dizia. Sei que estava sempre às voltas, me convidava para brincar de boneca, pulava no colo, conversava, conversava, conversava e fazia bagunça na praia. Eu a levava para tomar banho de mar, ameaçava deixá-la sozinha no fundão. Ela andava na minha garupa na areia. Eu perguntava sobre bonecas e sobre brinquedos e fazia esforço para educá-la.
De repente, aquela menina, cujo súbito amor por mim impressionou a todos, passou a me odiar. Ódio mortal. Por nada. A família não entendeu. Eu tampouco. Fiquei muito constrangido, porque parecia que eu tinha maltratado o anjinho às escondidas. E não havia jeito de reconquistar a guriazinha. Quando fomos embora e ela tinha de voltar para o seu quarto - de onde temporariamente foi desalojada para dar lugar aos hóspedes - se negou.
- Só volto se alguém passar um aspirador pra tirar vermes deste quarto - disse no seu adorável sotaque carioca, externando todo o nojo que passou a nutrir por mim.
Nunca mais via a Winnie. Final do ano passado, me mostraram uma foto dela na formatura da Rebeca. Uma linda mulher de 16 anos, com um chapéu de caubói, e fazendo pose de sem-vergonha. Adorável e perigosa Winnie.
terça-feira, novembro 17, 2009


Meu filhote completa hoje um ano. No sábado, teve uma experiência inesquecível. Conheceu a linda e adorável Vitória, filha do Garrincha, não o das pernas tortas. Reproduzo aqui o relato de meu primo Paulinho sobre a "amizade" estabelecida pelos anjinhos.
vitoria estava lá no evento. ela nao tinha achado ninguem interessante.
pegou um copinho de musse de chocolate e ficou por ali até o joao chegar.
quando se olharam nos olhos, ele sorriu.
ela sumiu. e voltou com um copinho de musse de chocolate para ele.
muita gente em volta. joao era requisitado.
mas depois deixaram espaço para os dois em volta da cadeira.
ele sorriu de novo para ela.
ela se aproximou.
deu abraço. ele aceitou.
e em uma nova investida, ela, depois do abraço, deu um beijo.
joao foi beijado por vitoria, ali na cadeira, ainda outras vezes mais naquela tarde.
muito fácil, segundo o sebi.
"tem que ser 'predador'.
assim, fácil, nao vai dar..."
Flagrantes:
quarta-feira, outubro 28, 2009
sexta-feira, outubro 23, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
A propósito: a Cartola - Agência de Conteúdo é a empresa que estou tocando com a Clarissa Barreto. Nos sigam no Twitter: @cartolaconteudo. Ah, em breve nosso site sai do forno.
