terça-feira, fevereiro 22, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
quinta-feira, janeiro 20, 2011
sexta-feira, janeiro 14, 2011
O diabo é que descobri os joguinhos de celular. Agora, não somente estou com uma plataforma à disposição como a tenho 24 horas por dia (literalmente) à minha mão. Deu uma brecha no mundo, lá estou eu matando ursos com pinguins, no Crazy Penguin Catapult.

Se tivesse de apontar um defeito nos jogos pra celular diria: são muito fáceis. Eu baixo um e já viro. O que não me impede de continuar jogando. No Smash Kart, genérico do Mario Kart, eu terminei todos os percursos em primeiro. No fim, foquei apenas na última e mais difícil pista: a Pista Espacial, do último mundo. Agora minha meta é reduzir meu tempo. Sempre. O inferno é que certa feita - lembro bem, foi na sala de espera do oculista - fiz a marca de 1'07''74. E nunca mais a superei. Já joguei um milhão de vezes depois disso. E digo: a marca obtida por mim é imbatível. Até para mim mesmo. Deve ser o recorde mundial do Smash Kart.

E com isso, ando eu numa obsessão infinita, querendo jogar o celular longe cada vez que perco para mim mesmo, em meio a uma dessas brechas do mundo, que são tantas...
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Descalço, como uma tartaruga recém-nascida na Praia do Forte, entrega-se ao impulso que o leva em direção ao mar. No caminho, cem por cento do – volumoso, diga-se de passagem - corpo concentrados em 250 cm² de uma planta de pé.
Com o dedão, cava a areia que se deposita entre descombinados paralelepípedos e a lança ao ar. Sobre as pontiagudas pedrinhas de asfalto, enfim compreende o sadomasoquista: é sádico ao maltratar seus pés e masoquista ao gozar com a dor auto-infligida. Na grama indomada dos terrenos baldios, há se de pisar firme e fazer cara feia para amedrontar as rosetas. As raras calçadas bem cuidadas são oásis de alívio no caminho. Os pisos se sucedem de forma mais desafiadora do que os programas randômicos das esteiras de academia.
É preciso encascorar... É preciso sofrer até sentir a areia da praia acariciando o entrededos, a água gelada do mar anestesiando o corpo, de cima para baixo. Faz parte do ritual banhar-se olhando para a frente. Seguir caminhando como se em terra firme até ter o oceano na altura dos calcanhares, dos joelhos, do púbis, do umbigo, do peito. E só então mergulhar, parar e olhar firme para o fim do mundo, de costas para os espigões e para a praia que mais parece um campo de batalha com suas tropas, abaladas pela chuva, batendo em retirada e deixando para trás armas e mantimentos. Lixo, puro lixo.
Cada onda concentra em si a energia de um vento, de muitos ventos, se assim se pode dizer, que sopraram centenas de quilômetros à frente. Uma onda batendo forte no peito é a comunhão maior do homem com a natureza, assim como o pé descalço no asfalto o é com a obra humana. É preciso encascorar, para enxergar toda a beleza da imundície do homem.
Redimido com a natureza e com a obra humana, é hora de voltar, de fazer as pazes com com o homo sapiens sapiens. A ida já lhe deu o casco e a confiança necessários para caminhar sem olhar para o chão. Está pronto para enxergar seus pares. É bom ver-se de calção do Grêmio e cueca samba-canção, as banhas debruçando-se sobre o elástico na cintura, pelas ruas de Tramandaí. É reconfortante fazer parte da massa de homens obesos e suados por carregar seus isopores até há pouco repletos de latinhas de cerveja, ao lado de suas mulheres vermelhas sapecadas de sol, a pele sempre escorregando para fora do maiô. Ele vê aquela turma na varanda do condomínio de casas geminadas, dando risada com o CD do Guri de Uruguaiana, o casal de Sapucaia namorando no carro ao som do Musical JM, o negro corpulento de sunguete berrando bêbado por onze quadras que vai matar um brigadiano... e já não sente asco. Pelo contrário: encontra certa beleza e imagina-se parte de tudo isso. Acha que porque é gordo e porque usa calção de time de futebol e porque seu filho também tem um baldinho de areia em forma de peixe, pertence à grande massa, e isso lhe conforta. Está feliz porque não tem preconceitos.
O encascorar dos pés, o banho de mar, o conviver com os colegas humanos. No dia em que o mar o chama como às tartarugas da Praia do Forte, tudo isso faz parte. Só é preciso estar no Litoral Gaúcho. Fosse em Atlântida, ele rogozijar-se-ia por assintosamente desfilar seu calção tricolor entre o mar de bermudas coloridas com fecho de velcro e cordinha, daquelas que muito já usou - e ainda usa. Fosse em Torres, filosofaria sobre a relação entre o deterioramento de sua forma física e a decadência do bom gosto na praia: a cada quilo ganho, um espigão construído, uma suburbana à beira-mar, um cagalhão no mar dos Molhes... Ainda assim, lembrar-se-ia, tomado por uma dor gostosa, daqueles tempos em que todos eram belos - inclusive ele, embora só o tenha descoberto anos depois, olhando fotos antigas.
Tantas vezes encascorou os pés em Torres, Atlântida, Tramandaí... E sempre foi um ritual bonito, este. Que venham os dias de praia da temporada! A planta do pé está que é uma lixa. Agora, sim, está preparado para qualquer eventualidade.
***
PS1: Para sentir-se feliz fazendo parte da massa em Tramandaí, usar calção de futebol à beira-mar de Atlântida e horrorizar-se com a decadência de Torres, é preciso fingir que você paira sobre tudo e todos, que enxerga o mundo soberbamente de um patamar superior. É preciso fingir que você no fundo não faz parte de tudo isso. É preciso fingir que não tem preconceitos. Mas faz. Mas tem.
***
PS2: Borrifar veneno nas formigas proporciona sensação de poder.
segunda-feira, junho 28, 2010
domingo, junho 13, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
sexta-feira, abril 16, 2010
Acabei de assinar Época mais duas revistas mensais (época Negócios e Globo Rural) por 10 X R$ 39,90. Estava pensando agora... Nem foi um negócio tão bom. Ao menos, muito pior do que eu consegui calcular na hora de assinar.
Isso é incrível! Foi naqueles estandes de feira. A moça nem era tão bonita. Me chamou, psiu!, quer um brinde?, eu ainda brinquei, ah, pára, sei que tu vai me dar a revista, mas perguntar qual cartão eu tenho e pedir meu CPF, e ela, não, bem capaz, é só o brinde. Não é que eu fui seduzido pela revista, comecei a conversar com ela, ela foi loroteando, loroteande e eu terminei dando meu CPF, endereço, telefone, cartão de crédito, até me comprometer em R$ 399!!! Eu sabia que era golpe, eu até brinquei sobre o fato quando a sereia quis cantar. Mas em determinada hora foi como se eu tivesse me esquecido disso. Como se tivesse bailado no fundo do mar, suavemente, pelo canto de uma sereia, que, ademais, era quase horrenda.
Graziele, o nome da sereia. Da equipe Felinos (!). Parabéns, Grazi.
quinta-feira, abril 15, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
sábado, março 20, 2010
segunda-feira, março 01, 2010
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
sexta-feira, janeiro 22, 2010
sexta-feira, dezembro 18, 2009
1) O Grêmio ficará proibido de treinar na Arena?
Não é verdade. O Grêmio poderá treinar sim na Arena, entretanto a
preferência será dado ao Centro de Treinamentos que receberá
investimentos para torná-lo um CT ao nível dos melhores existentes no
Brasil e que terá sinergia com o novo estádio. Grandes clubes do
Brasil e do exterior se utilizam de um CT e não do estádio como
estrutura de treinamento.
2) O Grêmio terá direito à renda do estádio?
Sim. O dinheiro das bilheterias irá para o caixa da empresa gestora da
Arena, administrada em conjunto pelo Grêmio a a construtora OAS. Nos
primeiros sete anos de operação da Arena, o Grêmio receberá a cada ano
um valor de R$ 7 milhões, reajustáveis pela inflação, mais 100% do
resultado operacional da empresa, ou seja, a OAS não ganhará nada com
a exploração do estádio. Mesmo se nenhum torcedor for à Arena e ela
não sediar um evento qualquer, logo não havendo qualquer receita para
a gestora, o Grêmio ainda receberá R$ 7 milhões todos os anos na fase
inicial do contrato. Entre os anos 8 e 20 de execução do contrato, o
Grêmio receberá valores fixos de R$ 14 milhões de reais a cada ano,
também reajustáveis, além de 65% do resultado operacional do estádio
com jogos e eventos. Hoje, o Estádio Olímpico não é usado para shows
musicais, conferências, encontros de empresas, etc, o que acontecerá
na Arena com resultados financeiros em benefício do Grêmio. Se o novo
estádio sediar, por exemplo, show de uma grande banda ou mesmo um
festival de rock, todo os recursos auferidos com a cessão do
equipamento serão revertidos para o Grêmio nos primeiros sete anos do
contrato e 65% nos demais anos até o prazo final de 20 anos, quando
todas as receitas passam novamente a ser do clube. Com o novo estádio,
também, o Grêmio gastará menos do que hoje à medida que não
necessitará de um quadro de funcionários tão grande como o existente
na atualidade para administrar o Olímpico assim como não precisará
efetuar gastos com reformas caras, o que hoje é exigido constantemente
pelo Olímpico que tem mais de 50 anos e sofre acentuada deterioração.
A Arena será, portanto, um estádio muito mais rentável que o Olímpico
para o Grêmio que manterá ainda as suas principais receitas como
direitos de televisionamento, quadro social, exploração da marca e
marketing, etc. O clube passará por um processo de capitalização,
aumento de receitas e redução de despesas.
3) Os sócios terão que pagar para entrar?
Não é verdade que o associado com título patrimonial terá que pagar
mensalidade mais ingresso. Não existe nenhuma previsão no contrato a
respeito nem tampouco há qualquer decisão nesse sentido. A questão dos
associados, que não envolve a empresa OAS, será decidida
exclusivamente pelo Grêmio em discussão com o seu quadro associativo.
A tendência é que o associado com título siga pagando mensalidade,
mantendo o direito de ingressar na Arena sem o pagamento de ingresso.
Caberá ao Grêmio restituir à empresa gestora o valor correspondente ao
ingresso dos seus associados, mas 100% dos resultados da gestora serão
do clube nos primeiros sete anos do contrato e 65% no restante do
período, o que vialibiza a manutenção dos direitos dos associados
patrimoniais.
4) A área do Olímpico vai para a OAS por quantos milhões?
Avaliações independentes do setor imobiliário contratadas pelo Grêmio
indicaram que a área do Olímpico hoje valeria ao redor de R$ 60
milhões, entretanto com a mudança dos índices de construtividade da
área, aprovadas pela Câmara de Vereadores, o valor é muito maior.
Entretanto, esta valorização somente ocorre porque o Grêmio deixará a
área para aproveitamento imobiliário com a mudança para a Arena, sendo
que o atual valor de mercado menor seguiria o mesmo caso o Grêmio
resolva permanecer na Azenha.
5) Quanto valerá a Arena quando passar para o Grêmio, após 20 anos?
A estimativa é de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões.
6) Quem decidirá as questões da Arena?
A empresa gestora da Arena terá um conselho de administração formado
por cinco pessoas, sendo três da OAS e dois do Grêmio. O contrato
prevê que o Grêmio terá direito de veto em uma série de pontos da
administração.
7) Quando começam as obras?
A licença de construção deve sair em maio. Se a OAS abrir as linhas de
financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) ou bancos privados, as obras começam em junho.
8) O Grêmio colocará dinheiro na Arena?
Nem um centavo sequer. Do total, 55% são bancados pela OAS (equity) e
45% por financiamentos públicos ou privados captados pela empresa. Se
por qualquer motivo a construtora iniciar a obra e não poder
concluí-la, o contrato prevê ainda um seguro (performance bond) que
indenize o Grêmio que seguiria com o Estádio Olímpico e ainda
receberia a indenização, afinal a área da Azenha somente será entregue
à construtora OAS quando o Grêmio já estiver na Arena.
9) Quando a Arena estará pronta?
Se os prazos forem cumpridos, em dezembro de 2012.
10) Qual será o nome da Arena?
O nome será Arena Grêmio, mas podem ser comercializados os naming
rights do estádio em contrato com elevado valor que garantirá ainda
mais recursos para o Grêmio assim como se dá hoje com alguns dos
principais estádios do mundo.
