sexta-feira, janeiro 26, 2007


Em posição fetal. Ele nunca tinha feito isso. Nem nunca voltou a fazer.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Tem texto novo do Margarida na Revista Dois Pontos.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Passou a noite em claro, cada estalo nas madeiras da casa um susto. Às nove e quarenta e cinco chamou um táxi. Entrou no auto e pediu pro motorista seguir até a agência central da Caixa. Baixou na Caldas Jr, a 20 metros da entrada do banco. Nesse pequeno trajeto foi derrubado por um trombadinha. Desmaiou. Acordou com uma multidão à volta. Meteu a mão no bolso: cadê a carteira? Rememorou seus últimos passos e desmaiou de novo. Abriu os olhos instantes depois, ainda o povo. Pôs-se de pé. Deslizou a mão para dentro da calça. Estava lá, bem enfiado no rabo, o bilhete premiado da Mega Sena.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Fim-de-semana na fazenda.
Camperear, tomar banho de açude, se esticar na rede no fim de tarde - é tudo.
Voltar num pinga-pinga São Borja-Porto Alegre - ninguém merece.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Às vezes - e às vezes é mais do que às vezes - fico triste. Desmotivado, sem vontade de sorrir ou me mover. Me parece algo totalmente químico. Como se os remédios não funcionassem a contento. Andava assim semana passada. Aí, embarquei para Garopaba, onde teve o casamento da Tica. Três dias de praia - ainda que sem sol. Uma baita festa. Me perguntem quantas vezes fiquei abatido por lá. Pois bem: nenhuma.
Às vezes as coisas estão por trás dos remedinhos.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Tratado sobre o sexo dos gatos

– O pinto do gatinho fica dentro de um pontinho pequeno; a xeca da gatinha é um rasgãozinho na vertical. Diz-se que o gato é ":" e a gata, ";" ou "ponto de exclamação invertido"
– O c* é mais próximo da xaninha do que do pinto
– O que pode parecer uma xaninha inchada é muitas vezes um saco com duas bolinhas. Portanto, aperte esse saquinho e tente achar as bolinhas. Se tiver bolas, acredite, é gato
– Entre o c* e o pintinho do gato - que fica escondido no tal buraquinho - fica o saco
– Para ajudar, conheça a anatomia do gato e a da gata (imagens colhidas na Internet)

terça-feira, dezembro 26, 2006

Eu já vou explicara tim-tim por tim-tim, Bia, como se diferencia um gato de uma gata. Antes disso, passo aqui só para me queixar. Eu odeio trabalhar. E estou com muita bronca da Yeda.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

A Isabel Marchezan tem uma gata. A gata não tem nome. É só "gata". Muito Isabel.

domingo, dezembro 24, 2006

Aconteceu um troço muito punk aqui em casa. Chato mesmo. Eu nem devia estar contando. Me sinto um idiota completo. Acho que a Rafa também. Não desejo para ninguém passar o que passamos agora há pouco. Tem de ter muita abertura para encarar na boa. Sabem aquelas coisas que de uma hora para outra mudam tudo na vida de alguém? Até determinado momento as coisas são assim - a bola é redonda; a terra, azul; a chuva, molhada -; desse instante em diante as coisas passam a ser assado.
Era noite de amigo secreto, a turma reunida, troca de presentes, talecôsa. Nos divertimos, eu tomei umas cervejas, a Rafa, coca e champanha, e voltamos cansados para casa. Giramos a chave e nossa gatinha já nos esperava - como sempre - atrás da porta. Sedentos, pegamos uma água, e o bichinho - como sempre - se meteu para dentro da geladeira, dando-nos um pouco de trabalho para retirá-lo. Mas foi só isso de arte, que logo depois ela sossegou o pito, estirou-se na laje gelada da cozinha e pôs-se a se coçar. Coçada vai, coçada vem, e eu resolvi ajudar. É irresistível, a nossa gatinha.
Mudei o tom da voz para modo criancinha - "cadê a minha gatinha amada do coração" - e cheguei mais perto. Ela estava coçando a xota. Só que a xaninha, coitada, tava vermelha e inchada feito tomate passado. Chamei a Rafa.
- Rafa, vem cá ver que coisa bizarra. A bucetinha da Elza tá pra fora.
Ela se aproximou, conferiu a coisa. Permanecemos calados alguns segundos - um esperando o outro dizer o que um pensava -, nos olhamos, até que ela disse:
- Ai, isto é um tiquinho.
Parecia mesmo. Era estranho, porque ficava para trás, bem embaixo do fiofó. E ticos, até onde eu saiba, são para frente. Se bem que o cachorro sofre com esta história de ter tico pra frente, porque ele gosta mesmo é de ficar bunda com bunda. De todo modo, pegamos a Elza para uma análise anatômica.
Pusemo-la na cama. A Rafa abriu as patas de trás. Eu iniciei a apalpação. O buraco - ufa! - era de xeca. Mas acima dele havia um volume. Aperta aqui, aperta ali, e ficou claro que eram duas bolinhas. Vocês devem estar pensando - óbvio, é um gato -, mas a coisa não foi assim. Ficamos por uns dez minutos apalpando e discutindo, apesar de todas as evidências - eu diria até provas.
- Duas bolas e um tiquinho. É macho.
- Mas me deram como fêmea, Gordo. E ela já foi três vezes na veterinária e ela nunca disse nada.
- Pois é... Não sei. Esse buraquinho para trás parece xeca. Se bem que...
E assim ficamos, pouco a pouco convencendo-nos de que, realmente, Elza podia não ser Elza, embora, isto pareceu-nos claro desde o início, Elzo nunca seria. Já quase convencidos do equívoco, viemos até o computador. Google, imagens, "anatomia gato" e então a prova cabal: a gata é gato.
Sabia que isso era comum. Nas buscas na Internet, lemos muitos casos semelhantes. A falecida gata dos pais da Rafa era Kanu, o jogador de futebol, até descobrirem que ela era Kanu, uma femeazinha com nome original. Mas nunca pensei que tal infelicidade aconteceria comigo. A verdade é que só passando pelo que passamos é possível entender o que sentimos. Sofrimento, estupefação, desespero, perplexidade, desorientação - tudo junto. Enquanto isso, as peças vão se encaixando: é verdade, uma gata não morderia daquele jeito, os traços da cabeça sempre foram meio masculinos, nunca houve sinais de menstruação, etc...
Bom, a verdade é que ainda estamos absorvendo o impacto. Apesar desse relato superlativo, que mais pode parecer um deboche, é bem complicado, sim. A primeira providência que tomamos foi trocar o nome. De Elza Briseida para Aquiles. Na mitologia grega, Briseida é a paixão de Aquiles. Na minha casa, Briseida é Aquiles.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Tu ligas para o presidente de uma grande empresa e ele te trata triii bem. Aí, ligas prum executivozinho, um gerente regional, que seja, e o cara é um bagual. Impressionante, mas é SEMPRE assim.

domingo, dezembro 17, 2006

Estou tão arrasado que não tenho forças para descrever minha dor. Este post é uma homenagem a vocês, amigos colorados.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Em breve, meu blog atinge a marca de 30 mil posts. Em março, faz 3 anos. estava a fim de comemorar. Ir a um bar. Fazer como na festa do Alfinete, que teve distribuição de um panfleto com os melhores posts. O que vocês acham?
Amanhã, não haverá despertador. Me acordarei quando o corpo quiser. Ou quando algum foguete vencer a barreira do sono. E está decidido.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Domingo à tarde. Canal 20. A câmera amadora passeia por uma festa. Tudo escuro, não se enxerga rostos, talvez alguns corpos, muitos moles, sacolejando. Distingue-se apenas um homem vestindo um excêntrico chapéu preto brilhante. Corta. Comerciais. Banricompras Banrisul. Retorna câmera amadora. Outra festa. Um gordo bizarro enrolado em uma espalhafatosa capa preta e brilhosa recebe cumprimentos. Os crédito ajudam. Ah, sim, Em Azul Marinho.

Dá para não concordar com o Feijó nestas horas???

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Quem foi o idiota que desinventou a ventarola?

quarta-feira, novembro 29, 2006

- O que foi?
- E quem disse que foi?
- Sei lá, tu ficou me olhando, achei que era alguma coisa.
- Desde quando só de olhar vai?

quinta-feira, novembro 23, 2006

Não tem erro. É batata. Se durmo sem camisa ou pego vento nas costas depois de fazer exercício, adoeço. A vida inteira foi assim. Quando eu tinha amígdalas, eram elas que estouravam e me lançavam à febre. Desde que tirei as bolas da garganta, é a faringe que me incomoda - esta com a vantagem de não me deixar febril.
Não importa se está 40 graus na rua, se o dia está infernal, minhas costas não podem ficar descobertas. Por que diabos, então, volta e meia, uma ou duas vezes por ano, eu insisto em deixá-las vulneráveis? Talvez para desafiar a natureza - vamos ver se tu me pegas, camarada, agora que estou tão cheio de saúde! Inútil. Ela sempre ganha. Eu sempre perco.

terça-feira, novembro 21, 2006

Um dia cheguei em casa e deparei com um gato. Uma gata, para ser mais preciso. A Rafaela já vinha dando fortes indícios de que faria a adoção. Contra mim, um argumento irrefutável: "Gato é o bicho mais independente do mundo, Gordo, tu nem vai ter de ter de te preocupar".
Dois meses de gato em casa e, se hoje alguém me diz "gato é o bicho mais independente do mundo", eu mato. Mato mesmo. Só mesmo a mais absoluta ignorância leva alguém a chamar o bicho mais dependente do mundo de o bicho mais independente do mundo.
Elza Brizeida é um amor, mas, acima de tudo, é um inferno. Não se fica mais sozinho ou a dois em casa. O bichano demanda atenção 100% do tempo. Não sai da volta nunca. Está sempre fazendo arte. Agora mesmo, ela está em cima da escrivaninha fazendo menção de pisar no teclado do computador. Já derrubou as caixas de som do CPU três vezes nos últimos cinco minutos. Quando ela sair daqui, vai retirar pedrinhas que adornam a palmeira da sacada e brincar com elas pela casa inteira. E após, afiará unhas no sofá. Ato contínuo, morderá meu calcanhar. E, não importa quantas vezes a retire ou quantos tapas dê em seu focinho, continuará mordendo. Quando cansar, virá para o meu colo e ronronará tão alto e fofamente que ficarei imobilizado, com dó de retirá-la de cima. Mas antes disso, fará um cocô cujo odor se espalhará pela casa obrigando-me a recolher o material com a pazinha e depositá-lo no vaso.
A Rafaela agora argumenta que isso é "só enquanto ela é novinha". Ah, tá! Era o mesmo que eu dizia do Barbosa, o cão da família. Hoje, ele vive no exílio, na fazenda, para onde foi deportado devido a seu comportamento inadequado.

sexta-feira, novembro 17, 2006



Esta é a ilustração original para o texto "Americano que se diz australiano", do meu amigo Sérgio Margarida, na Revista Dois Pontos. O desenho é do Verça, da Afirma Comunicação. Aliás, como pediram os leitores deste blog, a publicação está totalmente remodelada. Não há mais que baixar arquivos e a atualização é bem mais freqüente. Divirtam-se.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Hoje faço três anos de namoro. Te amo, Rafa.

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Nada a ver o cu com as calças, mas há um tempo ando interessado por este troço de anorexia. Agora, morreu esta modelo e eu resolvi começar a pesquisar mais pelos sites das Anas (anorexas) e das Myas (bulímicas). Aqui tem bons links para quem quiser se aprofundar. http://proannagorda.zip.net/

P.S.: Estão censurando vários sites do tipo. Será que vão censurar meu blógui por passar o link? Seria bem legal.