segunda-feira, março 31, 2008
sábado, março 22, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
sexta-feira, março 14, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Passa que a irmã dele vai casar em novembro, e ela é mais nova, e sabe como são estas coisas: ele, mais velho, enrolando há anos uma pobre moça e daí vem a sacana da maninha e não só noiva (do verbo noivar!) como marca igreja, salão, lua-de-mel. O que, por óbvio, gerou uma injusta pressão sobre meu camarada e a respectiva dele para que, enfim, ao menos sinalizassem à família e à sociedade e a si mesmos um desejo de união eterna.
O problema é que noivar envolve aquela coisa de alianças. Anéis, para ser mais objetivo. E a troca das jóias normalmete exige uma certa solenidade. A Pati e o Gui, por exemplo. Era Natal, a família reunida, aquela coisa, entrega de presentes, todo mundo louco para pôr as mãos no peru... Um lance meio família Doriana, sabem? Aliás, eu tenho um amigo cujo apelido é Dori... Ops, ele não sabe. Mas, enfim, até o cachorro do casal ia ganhar um mimo do Noel. Por isso mesmo o cãozinho, um shi-tsu, aquele que parece lhasa mas tem a cara achatada de pequenês, apareceu na sala com um laçarote no pescoço. E então, quando a Pati foi ver, o bichinho trazia uma caixinha amarrada na coleira, e dentro da caixinha... Bingo: as alianças! E todos choraram e se emocionaram e são felizes para sempre. Tem também a história do Caetano, que optou pelo tradicional jantarzinho romântico. Papo vai, papo vem, o vinho rolando, e ele começa a mexer no dedinho da moça. Tira, bota, tira, bota, tira, bota - o anel no dedo da guria, claro. Até que, num passe de prestidigitador, troca o anel que a moça usava por uma jóia mais rara, a aliança propriamente dita. Quando ela se dá conta, é aquela comoção! E o final todos sabem: brigaram, se separaram e hoje ele está bem casado com outra menina e até filhote já tem.
Mas estamos aqui para falar do outro amigo, aquele que é meio atrapalhado com estes troços de noivado. Pois bem, retomando: pressionado pelas circunstâncias e embalado pelo amor, ele resolveu agir. Já sabendo das próprias dificuldades, optou pelo básico: viagem a dois para marcar o momento. Mas a verdade é que queria acabar logo com aquilo - a necessidade de planejar alguma coisa bonita o estava enlouquecendo. Tanto que no próprio aeroporto Salgado Filho ele, atormentado, fez a seguinte proposta.
- Amor, vamos acabar logo com esta coisa. Bobagem a gente ter de fazer uma função para noivar. Trocamos aqui mesmo no saguão as alianças e tá tudo feito. Daí a gente já aproveita a viagem relaxados.
A resposta da moça, claro, nós já sabíamos: na na ni na na. E lá se foi o casal para o Rio, em pleno Carnaval, com a única missão de formalizar a união. Para não complicar, a opção foi o jantarzinho básico - de novo ele. Escolheram um restaurante charmoso na Barra da Tijuca. Para chegar lá, até barquinho tiveram de pegar. O lugar não poderia ser melhor para o momento - quer dizer, até podia, Veneza, uma gôndola, um violino... Mas, considerando as circunstâncias, de novo elas, aquele jantarzinho à beira d´água estava ótimo. Ou melhor, estaria ótimo.
Porque, em vez de tranqüilamente pedirem o antepasto, o vinhozinho, o prato principal, a sobremesa e trocarem as alianças, se puseram a debater qual o melhor momento para o ato.
- Antes do couvert - dizia ele.
- Depois da janta - dizia ele.
E o clima foi se desfazendo, se desfazendo, se desfazendo... até que ela entrou em pânico.
- Eu não vou mais. Aqui, no meio deste povo, não vou. Tenho vergonha. Todo mundo vai olhar. Não, não e não.
Pois é. Como vocês podem ver, não é só meu amigo que é atrapalhado com estes troços de noivado. A mulher dele também é. De forma que os dois deixaram o restaurante, literalmente, de mãos abanando. Assim como foram, os dedinhos voltaram para o hotel. Os candidatos a noivos chegaram abatidos e desanimados. Sem saco até para caminhar entre a torre principal do estabelecimento à secundária, onde ficava o quarto do casal. Preferiram usar o carrinho elétrico de golfe, que levava os mais preguiçosos pelo curto trajeto. Sentados no banquinho de trás, os dois olhavam o jardim, quietos. Em absoluto silêncio. Até que, em um rompante, o meu amigo abriu a caixinha com as alianças e enfiou no dedo da noiva. Assim mesmo: enfiou. Quando o negrão que conduzia o carrinho estacionou, o noivo apenas pediu.
- O senhor podia tirar uma foto, por favor? Ahn... Acabamos de noivar.
Prontamente, o motorista atendeu ao pedido e, olhando para as duas alianças, caiu na gargalhada. Meu amigo e a mulher dele agradeceram e subiram ao quarto. Foram dormir o sono pesado do dever cumprido e da felicidade. A foto dos dois no carrinho está hoje num porta-retratos.
Pensando bem, talvez eles nem sejam assim tão atrapalhados com estes troços de noivado.
sexta-feira, março 07, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
Pois é. Parece eu nessa última semana. Minha cabeça só pensa em uma coisa: onde vou passar a lua-de-mel? Esqueci até da minha noiva, por causa disso. Quase que a Rafa cancela o casamento, após eu ter passado cinco madrugadas seguidas na Internet (e longe da cama) em busca de pacotes de viagem.
Pobres dos meus amigos. Não aguentam mais meus pedidos de conselhos. Têm razão. É uma coisa chata mesmo, meio esnobe, porque tu chega pro cara e pergunta: será que vou pro Caribe, pra Córsega ou pra Grécia? Que tal NY? Paris?
Eu só não enchi tanto o saco dos amigos porque sabiamente resolvi canalizar toda esta minha paixão adolescente para as agentes de viagens. Afinal, são profissionais acostumadas com esse tipo de situação. Será?
Uma delas já saiu da casinha com os meus mil telefonemas e e-mails. Olha só a mensagem que me mandou:
"Bom dia Sebastião,
Para que eu possa estar verificando a melhor opção para a Lua de Mel de vocês é necessário que você centralize a idéia da viagem em apenas um destino.
Não estou conseguindo compreender a sua intenção uma vez que já me solicitastes mais de cinco destinos diferentes sendo, que muitos deles não seguem a mesma linha como no caso dos hotéis "charmosos" no caribe e um hotel "bem simples" em New York!!!
Para esclacer também não temos acesso as operadoras locais, e só conseguimos vender com intermédio de um operador local, o qual tennha representação de tal operadora estrangeira, com isso não temos com vender nenhuma das operadoras que você me passou no último e-mail...
Aguardo seu retorno com a solcitação do que exatamente vocês gostariam para a viagem de Lua de Mel!
Atenciosamente, Fulana de Tal." (sic)
terça-feira, fevereiro 19, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Viram a fotinha aí ao lado? É da seguinte notícia: "O fenômeno que atingiu a cidade de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, na noite de sábado, foi realmente um tornado". Foi este o ventinho (e a chuvinha) que eu peguei na BR-101 ao voltar de Santa Catarina no final da tarde de sábado. Não, tu não tem noção.
1 bloco de anotações: R$ 3,00
2 lanterninhas: R$ 5,00
4 pilhas AA para energizar as lanternas: R$ 3,00
2 benajmins, ou Ts ou como prefiram dizer: R$ 2,50
1 rolo pega-pêlos: R$ 5,50
1 super estilete: R$ 2,50
1 faixa de cabelo: R$ 2,00
1 serra pequena: R$ 2,00
1 minidicionário inglês-português/português-inglês: R$ 3,50
3 canetas Bic: R$ 2,10
1 caixa com 50 gizes para quadro-negro: R$ 2,50
1 cabo áudio e vídeo: R$ 2,50
TOTAL: R$ 36,10
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Foi com um único galho de jacarandá que MontSerrat me conquistou. Eu já tinha conversado com centenas de corretores, visitado dezenas de apartamentos e estava cheio da busca por um novo lar. Até que entrei no que hoje é minha casa, caminhei até a janela do dormitório principal e dei de cara com aquele braço da árvore querendo me tocar.
O verde foi o primeiro artifício que o bairro usou para me seduzir. Ao longo desses oito meses que estou aqui, fui descobrindo outros atributos. Um deles me encanta mais: é este ar de comunidade do Interior que o comércio ao redor da minha casa dá à zona. Antes de tudo, preciso esclarecer: moro no baixo MontSerrat, quase Auxiliadora. Da maior parte do meu bairro pouco sei - aliás quem tem coragem de escalar este monte? Viver subindo e descendo lomba é coisa de cabrito, que me perdoem meus vizinhos lá do alto.
Mas, como ia dizendo, é um varejo simples, este que tem aqui pela Silva Jardim, Eudoro Berlink e adjacências. Uma padaria destas que vendem cerveja, um bar destes que vendem cachaça, Correios (e quem ainda escreve cartas?), ferragens, mercadinhos (no MontSerrat, até o Zaffari, na Anita Garibaldi, parece um minimercado), estas coisas... Além de, é claro, milhares de pet shops e de cabeleireiros - cabeleireiros de todos os tipos, dos finos às tantas estéticas improvisadas em garagens. O mais bacana é que tudo isso está a algumas quadras de alguns dos bairros mais chiques da cidade: Moinhos de Vento, Bela Vista, Petrópolis.
Agrada-me muito esta singeleza do MontSerrat. Mas tenho medo de que ela se vá. Noto um movimento de "moinhosdeventização" dos entornos de casa. Primeiro, foi a Body One, uma das academias mais badaladas da cidade, já instalada quando eu cheguei. Depois, uma linda loja de doces argentinos (Media Luna), uma parrilla (Barbanegra) e uma pet shop (Bicho Papão) que só falta ala VIP - todos inaugurados no ano passado e a menos de uma quadra um do outro.
Não que eu não goste de ter coisas boas e finas perto de casa. Gosto. Mas receio que as coisas simples e este ar de pequena comunidade do bairro se esvaiam. Receio.
SEBASTIÃO RIBEIRO Repórter de Economia de ZH, morador do MontSerrat (texto publicado no ZH Bela Vista).
quinta-feira, janeiro 31, 2008
sebastiao diz:
é muito engraçado casar. todo mundo fica sabendo imediatamente que tu vai casar.
sebastiao diz:
daí tu descobre que as pessoas falam de ti - e normalmente devem falar mal - por causa disso
Dinho diz:
é, né. também acho engraçado isso
Dinho diz:
é uma noticia que se espalha logo e todo o mundo comenta
sebastiao diz:
e é engraçado que comentam pessoas nada a ver, com quem tu nem te relaciona. e daí tu te sente parte do mundo. embora isso não signifique nada
Dinho diz:
é bem assim mesmo (nota do editor: pela experiência manifesta, este já deve ter casado dezenas de vezes)
sebastiao diz:
ei. vou publicar isso no blógui
terça-feira, janeiro 29, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Desde aquele filme do Woody Alen, ela sempre foi tudo pra mim. Uma verdadeira ídala (sic). Okey, sou o pior fã do mundo, não a acompanho pela Internet, nem tenho um pôster guardado na gaveta do escritório. Sequer penso nela quando estou na cama com minha mulher, quando, aliás, só penso em minha mulher. Mas, enfim, uma ídala, uma verdadeira ídala.Agora, vem esta notícia:
Scarlett Johansson, de 23 anos, deve realizar uma viagem de cinco dias pela região, segundo apontou a USO (uma organização sem fins lucrativos fundada há 66 anos, que fornece serviços recreativos e de bem-estar geral para os militares americanos e suas famílias), que não especificou as cidades pelas quais passará a atriz.
Durante sua estadia na região, a atriz visitará diversas instalações militares, cumprimentará seus fãs, dará autógrafos e conversará com os membros das Forças Armadas.
"Esta viagem pelo Golfo representa muito para mim. Sempre quis visitar o Golfo, e agora chegou o momento", assinalou a atriz. "Uma coisa é responder uma carta ou felicitar os soldados em um discurso; outra, bem diferente, é visitá-los e passar tempo com eles, que fazem tanto por nós", acrescentou.
Meu Deus, que decepção! Como o menino que descobre que o pai não é o superman, ...
(só uma pausa aqui para eu contar que acabei de agarrar um mosquito com a mão, eu sou foda!)
...como eu ia dizendo, como o menino que descobre que o pai não é o superman, acabei de descobrir que minha ídala é só uma menina de 23 anos, vulgar e babaca, que obviamente vai fracassar na tentativa de dirigir precocemente seu primeiro filme (sobre isso eu li, li sim, claro que li). Vulgar, porque indo até os soldados ela me lembra dos shows da Gretchen para caminhoneiros e nos presídios. Vamos combinar: a Gretchen pode; ela, não.
Babaca porque indo até lá ela estará apoiando (modo revista, bleargh, Carta Capital on) A GUERRA DE BUSH. Veja bem, eu não costumo falar sério neste blógui. Mas vamos falar sobre A GUERRA DE BUSH.
Pra começar não há nada de moralmente condenável em intervir em um Estado para terminar com um regime bárbaro e implantar uma democracia. Por mim, que se fodam todos os radicais islâmicos que não suportam outras maneiras de crer e de pensar e todos filhasdasputa ditadores, incluindo o Chavez e o Fidel, pelo qual, no entanto, nutro uma tremenda simpatia. Portanto, os princípios DA GUERRA DE BUSH não são do mal, e eu quero um mundo democrático e igualitário no futuro. Um mundo do bem.
No entanto, o Bush fez tudo errado. Primeiro, por se achar ele mesmo o dono do mundo iniciando uma guerra sem o aval jurídico da comunidade internacional. Segundo, porque na verdade foi tudo mesmo um desastre. Tiraram o Sadam e aquilo ficou um caos, gentes continuam morrendo feito o mosquito que acabei de matar e não se vê perspectiva alguma de melhora. Fica então impossível não admitir que esta política unilateral intervencionista não leva a mais justiça, a mais democracia e a mais nada, a despeito de se apoiar nesses nobres valores (refirmo-me a justiça e democracia, já que não sei se "nada" é um nobre valor, se bem que acho que sim).
Por isso, que se foda a Scarlett e que comam o rabo dela por lá. À força, para ela ver que guerra não é brinquedo.
Rapaz, eu devo realmente ter bebido uma taça de vinho para estar escrevendo este monte de coisa séria. Ou quase séria.
