domingo, novembro 29, 2009
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Rodrigo Moro (Nov/2009)
Rodrigo Moro parecia uma varilha. Era alto e magro. E ainda andava (não se sabe se por mania ou malformação) na ponta dos pés. Sempre. No colégio, o chamavam de bailarina. De onde eu tirei isso? Bom, se não o chamavam, deveriam tê-lo feito. Eu morava no 401 do Torremolinos; ele, no 501. Era meu grande amigo. A mãe dele se chamava Céu. Ou Sol, não lembro. Sul é que não era. O pai trabalhava na Souza Cruz. E era perito. Mil vezes perguntei o que fazia um perito, mil vezes o Rodrigo não soube explicar. Hoje, minha mulher é perita (até mesa de sinuca já periciou). Meu vizinho chegou no prédio, devia ter uns sete anos de idade. Veio com a família de São Paulo. Falava seteinta e torcia pro Curinga. A gente brincava de Comandos (em Ação, claro). Jogava Atari, Master System, MSX, futebol e botão. Não demoramos a integrar o clã da Aurélio Bit, com Marcelinho, Felipe, Dézinho, Kessler, Fernandinho. Um dia saí no tapa com o Rodrigo. Nunca fui bom de briga. Ele me derrubou com um chute no saco. Reclamei: nas bolas não vale! Dããããã, como assim não vale?, deixa de ser mongolão, me disse o irmão do Rodrigo, Serginho, que, por sinal, aos 12 anos já media 1,90m e fazia a barba com gilete. Subi brabo pra minha casa disposto a nunca mais falar com os Moro. Passei seis meses (ou seriam seis semanas?) sem os ver. Louco de saudade e louco de orgulho. Numa tarde, a campainha lá de casa bateu. Abri. Era o Rodrigo, na ponta dos pés, cara de cachorro pidão. Nunca vou esquecer da cena. Ele só me perguntou: vamos brincar de Comandos? Como se a gente nunca tivesse brigado, como se tê-lo à minha porta não me inundasse de alegria, como se a situação não me tirasse um puta peso das costas, apenas respondi: vamos. E brincamos. Por muitos e muitos anos. Até ele se mudar de volta para São Paulo. Isso faz uns 18 anos. Desde então, nunca mais o vi.
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João Pedro (Jan/2009)
João Pedro era ranhento, a cara sempre borrada de preto, mistura de ranho e terra amealhada no pátio de casa, nas caixas de areia, no barranco do Ipa. Andava todo esfarrapado, molambento, de camiseta branca, sempre suja, às vezes rasgada. Tinha tudo para ser uma criança linda, loirinho, bonitinho, mas também não calhava de pentear o cabelo. E era bagaceiro que só.
Morava numa casa rodeada por um baita muro lá na rua Silveiro, altos do morro Santa Tereza. O pátio tinha um cachorrão e mais desafios que um campo de paintball, ao menos lá de baixo, de onde as crianças viam tudo, assim parecia. Na varanda, havia um alvo onde adorávamos jogar dardos, brincadeira de gente grande. Não lembro bem, mas acho que a família dele era meio bagunçada, de uma bagunça comovente. Pelo menos o irmão mais velho, o João Cláudio, colega do Bento, era um cara atrapalhado.
João Pedro estudou comigo na pré-escola. Vivíamos juntos. Até que deixamos o IPA para começar a primeira série. Cada um para o seu lado, paramos de se ver, de se telefonar. Eu fui para o Aplicação e ele não lembro. Só sei que uns anos depois estudou no Instituto de Educação, ao lado do meu colégio. Às vezes passava pelo nosso pátio. Quando o via, eu corria para a tela que cercava a cancha de futebol. Conversávamos como amigos que jamais tinham se separado. Mas não trocávamos telefonemas nem nada.
Nunca esqueci o João Pedro. Quando meu filho nasceu, quis batizá-lo com o nome do meu colega. A Rafa achou melhor não, o guri já ia ter muito sobrenome. Ficou só João mesmo, o único entre todos os nomes do mundo que agradava a nós dois. Há uns anos, o Bento contou-me que uma ex-namorada dele disse que era colega do meu velho companheiro na faculdade de medicina. Deve ser médico, o João Pedro. Decerto já sabe assoar o nariz. Ao menos para entrar na sala de cirurgia.
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Winnie (Jan/2006)
Winnie tinha seis anos e cabelos angelicais. Era um doce de criança, um narizinho de batata misturado com ricos cachinhos louros. Morava com a mãe, a tia e a avó - todas muito insanas e muito bacanas - em um sobrado de classe média em um bairro de classe alta de Niterói. Era prima da minha então namorada Rebeca, com a família de quem passávamos uns dias no litoral carioca.
Foi me ver e Winnie se apaixonou por mim. Acho que com ela aprendi a gostar de crianças. Por causa dela, me dei conta que eu então já era um tio para a piazada. Pela primeira vez, estava mais para pai do que para irmão.
Não lembro bem como ela gostava de mim, as coisas que dizia. Sei que estava sempre às voltas, me convidava para brincar de boneca, pulava no colo, conversava, conversava, conversava e fazia bagunça na praia. Eu a levava para tomar banho de mar, ameaçava deixá-la sozinha no fundão. Ela andava na minha garupa na areia. Eu perguntava sobre bonecas e sobre brinquedos e fazia esforço para educá-la.
De repente, aquela menina, cujo súbito amor por mim impressionou a todos, passou a me odiar. Ódio mortal. Por nada. A família não entendeu. Eu tampouco. Fiquei muito constrangido, porque parecia que eu tinha maltratado o anjinho às escondidas. E não havia jeito de reconquistar a guriazinha. Quando fomos embora e ela tinha de voltar para o seu quarto - de onde temporariamente foi desalojada para dar lugar aos hóspedes - se negou.
- Só volto se alguém passar um aspirador pra tirar vermes deste quarto - disse no seu adorável sotaque carioca, externando todo o nojo que passou a nutrir por mim.
Nunca mais via a Winnie. Final do ano passado, me mostraram uma foto dela na formatura da Rebeca. Uma linda mulher de 16 anos, com um chapéu de caubói, e fazendo pose de sem-vergonha. Adorável e perigosa Winnie.
terça-feira, novembro 17, 2009


Meu filhote completa hoje um ano. No sábado, teve uma experiência inesquecível. Conheceu a linda e adorável Vitória, filha do Garrincha, não o das pernas tortas. Reproduzo aqui o relato de meu primo Paulinho sobre a "amizade" estabelecida pelos anjinhos.
vitoria estava lá no evento. ela nao tinha achado ninguem interessante.
pegou um copinho de musse de chocolate e ficou por ali até o joao chegar.
quando se olharam nos olhos, ele sorriu.
ela sumiu. e voltou com um copinho de musse de chocolate para ele.
muita gente em volta. joao era requisitado.
mas depois deixaram espaço para os dois em volta da cadeira.
ele sorriu de novo para ela.
ela se aproximou.
deu abraço. ele aceitou.
e em uma nova investida, ela, depois do abraço, deu um beijo.
joao foi beijado por vitoria, ali na cadeira, ainda outras vezes mais naquela tarde.
muito fácil, segundo o sebi.
"tem que ser 'predador'.
assim, fácil, nao vai dar..."
Flagrantes:
quarta-feira, outubro 28, 2009
sexta-feira, outubro 23, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
A propósito: a Cartola - Agência de Conteúdo é a empresa que estou tocando com a Clarissa Barreto. Nos sigam no Twitter: @cartolaconteudo. Ah, em breve nosso site sai do forno.
segunda-feira, outubro 05, 2009
sexta-feira, setembro 25, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
atualizar a quantidade de senhas que eu devo decorar. Agora, descobri
que há MAIS UMA SENHA, de quatro dígitos, só para banco por telefone!
- Chave de acesso para banco por Internet
- Senha da chave de acesso
- Código de cadastramento do computador
- Senha do teclado virtual
- Senha de oito dígitos para Internet
- Senha numérica de seis dígitos de para cartão
- Senha de letras para cartão
- Senha de quatro dígitos para banco por telefone
segunda-feira, setembro 21, 2009
Como não sei se todo mundo leu, vou promover a post o comment da Heloisa, mãe do Aquiles. Vai assim, in natura, mesmo. Antes, aproveito para publicar uma foto fantástica dele e do João, uma relação de amor e ódio. Não se trata de denegrir a imagem do nosso amado ferino, mas só que o entende sabe que tudo isso era amor. E falo sério.
"Oba!!! Progressos com o pequeno João!!! Ainda bem que pode ter sido "teta", heheheheh Tem criancinha dizendo horrores, ahahahah... Progressos com o meu filho de pelúcia, Aquiles, ou melhor Monsenhor Aquiles de Briseida!!! Sabe, já tem 4 meses que estamos morando com o pequeno (digo num modo muito carinhoso), roliço e protuberante lorde! É uma verdadeira e alegre contenda pelo melhor espaço na cama (que ele sempre fica), com a perda de privacidade na hora do banho (agora tenho que tomar banho com a porta abaixo ou ela virá abaixo)... Aquiles faz coisas que até Deus duvida. Ameaça-lo com um velho chinelo já incapaz de provocar dor e pedir para ser agredido impiedosamente com patinhas bem abertas e unhas ultra afiadas, que ele não permite sejam cortadas. Talvez porque ele já sabe que elas causam cortes profundos e dor (como dói)! Gosto de contar as proezas do pequeno lorde! Escreveria um livro! Ah, cotonetes são bons para morder e não para serem usadas dentro dos marisquinhos (orelhas) de um gato e que este gato não seja eu, escreveria o Aquiles. Tenho que confessar que talvez vocês não reconheceriam o pequeno roliço. Virou um grande marginalzinho. Banho??? Só de língua e acima de 30°. Patas branquinhas feito neve? Só se ele caminhar na neve! Mas acho que ele vive feliz do seu jeito "in natura". É claro, dorme na minha cama, hehehehe Ele está muito saudável! Aliás, continua saudável e para mantermos o lordezinho relaxado assim, tenho que pegar a carteira de vacinações dele. Dio Santo, tenho medo de pensar no fatídico dia de levá-lo para ser vacinado. Agredirá médicos, estagiários e telefonista (e eu!!!). Eu sempre o perdoo, afinal, qual mãe não perdoaria um filho um pouquinho excentrico e temperamental. Eu amo o Aquiles e agradeço isso a vocês. Não esqueçam da carteira! Beijos em todos!"

Primeiro, foram os Bocaditos Punta Ballena que aportaram no Porto e conquistaram os Porto-Alegrenses. Mas logo vêm os oportunistas - no mau e no bom sentido, respectivamente: no shopping Iguatemi tem uma banca de um bocadito genérico e imitão produzido na Argentina, que não se deu ao trabalho nem de fazer um novo leiaute para a embalagem: é quase cópia do uruguaio. E a Neugebauer lançou o seu também, com um nome lá que eu não lembro. No próximo café, eu provo para dar o verediCto.
quarta-feira, setembro 09, 2009
quarta-feira, agosto 26, 2009
Telemarketing.
- Boa tarde, Sebastião Ribeiro.
- Olá, Seu Sebastião, meu nome é Tatiane. Faço parte da empresa Angelus. Você conhece?
- Ahn... Deixa eu ver... Funerária???
- Sim, exatamente. Eu estou ligando para lhe oferecer um plano que vai passar mais segurança para o senhor e sua família.
- Ah, é? Como é isso?
- É o seguinte: por apenas R$ 40 por mês o senhor terá um seguro que garante funeral para o senhor, a sua esposa, dois filhos, dois sobrinhos, com todas as despesas pagas.
- Desculpe, não entendi. Como os sobrinhos entraram na história? São dois filhos OU dois sobrinhos ou dois filhos E dois sobrinhos?
- Os dois. Filhos e sobrinhos. E, se ocorre uma fatalidade, terão caixão ou cremação paga, coroa de flores, todo apoio na parte burocrática, de encaminhamento de documentos, túmulo em cemitério. Temos convênios com os melhores cemitérios de Porto Alegre. Santa Casa, São...
- Ah, é? Com túmulo para sempre? Digo, perpétuo?
- Não. Por três anos. Ah, e também temos convênios de atendimento médico.
- Como assim? Tipo plano de saúde? Em qualquer ocasião ou para emergências ligadas às dores da perda.
- É isso mesmo, algum atendimento de emergência nessa hora, com cardiologista, neurologista... Temos convênio com a clínica...
- Ah, bom. Mas, sabe que eu estou achando meio caro. R$ 40 por mês... Se eu colocar isso na poupança, espero que até acontecer (toc, toc, toc) alguma coisa, eu tenha mais condições.
- Mas o senhor veja, pagando R$ 40 por mês, em seis meses, por R$ 240, já teria todos os gastos cobertos em caso de fatalidade.
- Ah, não. Desculpa, mas eu não pretendo morrer daqui a seis meses. Mas muito obrigado. Vou avisar meus amigos sobre o plano.
- Boa tarde. Fique com meu telefone. 3072-3217.
terça-feira, agosto 25, 2009
segunda-feira, agosto 24, 2009
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Mas hoje o que eu quero mesmo é contar que passei o fim-de-semana com a Rafitcha e o Little John em Bento Gonçalves. Na Pousada Don Giovanni (www.dongiovanni.com.br). Nossa, mó amor. Quero voltar muito. Da próxima vez, com amigos. E me hospedar na estrebaria, agora uma cabana, com uma banheira de hidro que dá direto para o potreiro das ovelhas. Vinhedos ao fundo, claro.
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Vou colocar uma fotitas aqui. O link completo para álbum da Web é http://bit.ly/Fg53k.
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Senhora Barp
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Queijos Hmmm Barp
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Quem vai podar?
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O Seu Basso
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Enquanto eles vão olhar
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E eu vou beber
sexta-feira, agosto 07, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
Há duas horas tentando entender e acessar o "gerenciador financeiro" do Banco do Brasil. O troço é tão kafkiano que tem chave de acesso, senha da chave, código de cadastramento do computador, senha do teclado virtual, especificação de 1o ou 2o titular, sem contar número da conta e da agência... São ao todo 39 caracteres para inserir, Diante disso, o home banking Banrisul, com a sua senha de três letras, parece fichinha.