quarta-feira, março 30, 2005
segunda-feira, março 28, 2005
É muito triste entrar nestes condomínios da Serra. Patético, porque você os vê não prontos, mas ainda virgens, de forma que o único pensamento que vem à cabeça é: "as mototsseras vão roncar. Neste fim-de-semana, visitei o Reserva da Serra (www.reservadaserra.com.br). Na entrada, uma sede esportiva, um club house, e que diabos é um club house?, um pórtico, tudo imitando as casas da Toscana. A pintura como se desbotada por décadas de contato com a terra italiana, com o vento italiano, com a chuva italiana, o reboco liso adornado aqui e ali por uma luminária que podia ser um lampião no século XIX, tudo isso na Canela do século XXI. Em princípio, toda imitação soa brega, kitsch, coisa de novo rico ou de velho pobre, mas dá até uma vontadezinha de gostar do faz-de-conta. Até que uma mirada no horizonte se impõe e faz cair a ficha. Araucárias, caneleiras, troncos manchados de branco, aranhas peludas, aranhas peladas, veados, diz uma placa de trânsito em uma das muitas ruas que entrecortam a mata nativa. E de vinte em vinte metros uma placa: lote Q11 - 25, Q1 - 12, Q5 - 07, sendo Q sempre uma quadra. Em cada terreno, a certeza de que o mato está com seus dias contados e de que todos vão preferir a vastidão e a ostentação de um imenso gramado a um bosque na porta de casa - como aliás já acontece nas únicas duas casas construídas. 38% da área total do condomínio será preservada. 100% da aranhas e dos veados terão de coabitar 38% do terreno - e ainda conviver com o jogging nas trilhas ecológicas. Isso dói, mas dói mais ainda saber que nem uma viva alma trepará numa caneleira para que as motosserras sejam desligadas. Não sou contra nem a favor dos condomínios, mas me doeu em algum lugar visitar essa Toscana canelense.
terça-feira, março 22, 2005
terça-feira, março 15, 2005
segunda-feira, março 14, 2005
sexta-feira, março 11, 2005
sábado, março 05, 2005
De dentro de um carro em alta velocidade, uns caras passaram na frente do Ossip e dispararam uma saraivada de tiros. Só de raiva daquela gente. Não sei se foi isso o que aconteceu. Para mim foi e basta. Entendo os atiradores. Muitas vezes tive muito ódio de publicitários e jornalistas descolados. Só nunca atirei porque não tenho arma. E quando chegava na loja de caça e pesca para comprar a pistola, a raiva já tinha passado e se transformado em amor e mesmo numa vontade de tomar cerveja no Ossip. Eu amo e odeio tanto tantas coisas, várias vezes por dia, e o que detesto agora posso estar adorando daqui a cinco minutos. Já me imaginei liquidando todos em uma fila da Touch, na praça de alimentação do Iguatemi, na pista da Hípica, no avarandado do Café do Porto, nas mesas do Mamma Mia, nas ruas da Praia da Guarda, na quadra da Imperadores, nas areias do Rosa, no Acampamento Farroupilha, na calçada do Ossip. Mas por ser volúvel me livrei de ser um sujeito que sai por aí atirando no que não gosta. Afinal, mais dia menos dia, ia acabar atirando em mim mesmo.
Tinha uma escritora agora dando entrevista na Maria Gabriela. Aí, ela perguntou pra velha:
- O que você mais gostaria que acontecesse para você hoje?
- Como? - retucou a entrevistada.
- É. O que você mais gostaria que lhe acontecesse não hoje, mas nos dias de hoje?
- Não queria nada, não. Sou uma mulher feliz, tudo de bom me acontece, minha vida é boa, escrevo meus livros, tenho meus amigos. Não queria nada mesmo.
Rapaz, e eu ali, atirado na cama, sem nada pra fazer, na maior fossa... Pelo menos fez com que decidisse pegar o Barbosa e sair um pouco pra rua. Fui. Estou indo. Tentarei ser um pouco mais feliz nos próximos 60 minutos. Eu disse "um pouco" mais feliz (partindo de uma base muito pequena).
- O que você mais gostaria que acontecesse para você hoje?
- Como? - retucou a entrevistada.
- É. O que você mais gostaria que lhe acontecesse não hoje, mas nos dias de hoje?
- Não queria nada, não. Sou uma mulher feliz, tudo de bom me acontece, minha vida é boa, escrevo meus livros, tenho meus amigos. Não queria nada mesmo.
Rapaz, e eu ali, atirado na cama, sem nada pra fazer, na maior fossa... Pelo menos fez com que decidisse pegar o Barbosa e sair um pouco pra rua. Fui. Estou indo. Tentarei ser um pouco mais feliz nos próximos 60 minutos. Eu disse "um pouco" mais feliz (partindo de uma base muito pequena).
quinta-feira, março 03, 2005
quarta-feira, março 02, 2005
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
terça-feira, fevereiro 22, 2005
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
A Rafa mandou e eu deixei, pela primeira vez, a barba crescer. Até ontem, ainda estava com um visual assim meio Rodrigo Santoro, de gurizinho que se faz de desleixado querendo ser mais charmoso. Hoje, no entanto, acordei e me deparei com um bigode espesso, quase de verdade. Na barba relativamente fechada ainda flagrei vários pelos louros, como os cabelos que ostentava quando era bebê. Enfim, me olhei no espelho e me senti um José Hermeto Hoffmann. Argh, amanhã vou passar a Gilette.
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Depois de uma caminhada em Tramandaí, entrei no armazém da Gorda, um boteco desses de praia, singelo e despojado de qualquer luxo. Olhei para o sorvete, para o picolé, para uma Coca, para as garrafas de água com gás e sem gás e nada mexeu com a minha vontade de matar a sede. Ao contrário do Guaraná do Vovô, um refrigerante B, desses engarrafados em garrafas de cerveja, como o antigo guaraná Polar. Servi um a bebida bem gelada em um copo de requeijão, oferecido pelo dono da bodega, e, ah, como aquilo entrou bem! É triste que estejam desaparecendo os refrigerantes marginais. O melhor que já tomei foi a Cyrilinha de laranja. Quando era pequeno, adorava ir de ônibus Ouro e Prata para São Borja, porque no fundo do carro havia uma geladeira - daquelas com pesadas portas de metal e forradas com tábuas madeira - cheia de refrigerante. A garrafa da Cyrilinha era pequena, de vidro e tinha só 200 ml - muito charmosa! E o gosto do refri, então, nem se fala. Um néctar dos deuses.
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Como sei que muitos de vocês são uns preguiçosos, não se esforçam nem para dar três cliques, embora não se cansem de coçar o saco, e nunca irão atrás do Papalagui, fiz a pesquisa e aqui lhes apresento trechos do texto do samoano catados no site http://urbi.ubi.pt/ (não acessem, não tem graça - eu disse NÃO acessem!!!).
Segundo rápida busca na Internet, o livro O Papalagui é a descrição da civilização européia feita por Tuiavii, chefe de uma tribo samoana, reproduzida pelo alemão Erich Scheurmann e publicado em 1920. É um texto muito cultuado por comunidades alternativas e que recomenda-se ler paralelamente aos escritos antropológicos de Levi-Strauss. Em tempo: há dúvidas quanto ao fato de o relato ser mesmo de um samoano. Mas isso não interessa.
"O Papalagui (homem branco) é pobre porque vive obcecado pelas coisas, sem as quais já não consegue viver. Quando do dorso da tartaruga faz uma ferramenta que alisa os cabelos (...) o Papalagui ainda faz uma pele para a ferramenta e para esta pele faz um pequeno baú e para o pequeno baú faz outro grande; tudo ele coloca em peles e baús. Tem baús para as tangas, para as roupas de cima e de baixo, para os panos com que se enxuga, com que limpa a boca, e outros panos mais; baús para as peles que põe nas mãos e para as peles que põe nos pés, para o metal redondo e para o papel pesado, para as provisões de boca e para o livro sagrado, para tudo mesmo. Ele faz muitas coisas, quando apenas uma é suficiente.
(...)
Destruindo, onde quer que vá, as coisas do Grande Espírito (a natureza), o Papalagui com sua própria força pretende dar vida, novamente, àquilo que matou.
(...)
É difícil para Papalagui não pensar. É difícil viver com todas as partes do corpo ao mesmo tempo. É comum ele viver só com a cabeça enquanto todos sentidos dormem profundamente. Por exemplo, quando o belo sol brilha, o Papalagui pensa imediatamente: ´Como o sol brilha agora, que beleza!´ E continua pensando: ´Como o sol está brilhando, como está bonito!´ Isto está errado, inteiramente errado, absurdo, porque o melhor é não pensar em nada quando o sol brilha. O Samoano inteligente estira os membros à luz quente do sol e não pensa em nada. Ele recebe o sol tanto com a cabeça quanto com as mãos, os pés, as coxas, a barriga, todas as partes do corpo. Ele deixa que a pele e os membros pensem por si; e certamente eles também pensam de uma forma diferente da cabeça. (...) Pensa em coisas alegres, é certo, mas sem sorrir; pensa certamente em coisas tristes, mas sem chorar. (...) O Papalagui quase sempre vive em combate perpétuo entre sentidos e seu espírito; ele é um homem dividido em dois pedaços."
Segundo rápida busca na Internet, o livro O Papalagui é a descrição da civilização européia feita por Tuiavii, chefe de uma tribo samoana, reproduzida pelo alemão Erich Scheurmann e publicado em 1920. É um texto muito cultuado por comunidades alternativas e que recomenda-se ler paralelamente aos escritos antropológicos de Levi-Strauss. Em tempo: há dúvidas quanto ao fato de o relato ser mesmo de um samoano. Mas isso não interessa.
"O Papalagui (homem branco) é pobre porque vive obcecado pelas coisas, sem as quais já não consegue viver. Quando do dorso da tartaruga faz uma ferramenta que alisa os cabelos (...) o Papalagui ainda faz uma pele para a ferramenta e para esta pele faz um pequeno baú e para o pequeno baú faz outro grande; tudo ele coloca em peles e baús. Tem baús para as tangas, para as roupas de cima e de baixo, para os panos com que se enxuga, com que limpa a boca, e outros panos mais; baús para as peles que põe nas mãos e para as peles que põe nos pés, para o metal redondo e para o papel pesado, para as provisões de boca e para o livro sagrado, para tudo mesmo. Ele faz muitas coisas, quando apenas uma é suficiente.
(...)
Destruindo, onde quer que vá, as coisas do Grande Espírito (a natureza), o Papalagui com sua própria força pretende dar vida, novamente, àquilo que matou.
(...)
É difícil para Papalagui não pensar. É difícil viver com todas as partes do corpo ao mesmo tempo. É comum ele viver só com a cabeça enquanto todos sentidos dormem profundamente. Por exemplo, quando o belo sol brilha, o Papalagui pensa imediatamente: ´Como o sol brilha agora, que beleza!´ E continua pensando: ´Como o sol está brilhando, como está bonito!´ Isto está errado, inteiramente errado, absurdo, porque o melhor é não pensar em nada quando o sol brilha. O Samoano inteligente estira os membros à luz quente do sol e não pensa em nada. Ele recebe o sol tanto com a cabeça quanto com as mãos, os pés, as coxas, a barriga, todas as partes do corpo. Ele deixa que a pele e os membros pensem por si; e certamente eles também pensam de uma forma diferente da cabeça. (...) Pensa em coisas alegres, é certo, mas sem sorrir; pensa certamente em coisas tristes, mas sem chorar. (...) O Papalagui quase sempre vive em combate perpétuo entre sentidos e seu espírito; ele é um homem dividido em dois pedaços."
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Sempre acreditei piamente naquelas tabelas que dizem que poodles e collies são inteligentes, enquanto beagles e akitas são burros. Tinha pena daqueles donos de snoopies que argumentavam que seus cães eram, sim, espertos, porque não se submetiam à ditadura humana - algo como Bolas de Neve caninos.
Assim pensei até ganhar um fox terrier. O esforço para educar meu cão foi imenso e dispendioso. Contratamos um adestrador, que, na primeira lição, fez evoluções inacreditáveis, ensinando-lhe o "senta" - até hoje o único comando eficaz. No entanto, de uma maneira inexplicável, todas as lições posteriores foram sumariamente ignoradas pelo educando. Minha conclusão foi imediata: um fox terrier é quase um beagle, de tão burro.
Mas, a cada dia, as atitudes do meu cão me fazem mudar de idéia. Todas as suas reações parecem ser criteriosamente estudadas. Se o solto na rua, não obedece; alucina. Desafia-me até o cansaço. Sabe que, por mais que me esforce, nunca hei de pegá-lo em território tão vasto. E mais: tem total consciência de que nunca irei abandoná-lo. Ao contrário, no elevador, ao alcance de meu punho, porta-se como um poodle. Senta, deita, rola, faz olhar meigo. Tem ciência de que, qualquer passo em falso significa uma punição, um tapa na fuça, uma pegada no cangote.
Em casa, é um santo. Só passa dos limites quando está a fim (e se vê protegido pela mesas, cadeiras e outros obstáculo intransponíveis para nós, humanos de mais de 12 anos). Enfim, tem a vida que quer, do jeito que deseja, sem precisar obedecer a comandos e caprichos dos homens.
Se não arrebanha ovelhas como um collie, é porque sabe que pode correr atrás delas ao léo, como lhe der na telha, e como melhor lhe convir e aprazer.
Que bobas aquelas tabelas que dizem que poodles são inteligentes e fox terriers são burros. Mas que espertos aqueles humanos que criam poodles; e que burros aqueles que têm fox terriers.
Assim pensei até ganhar um fox terrier. O esforço para educar meu cão foi imenso e dispendioso. Contratamos um adestrador, que, na primeira lição, fez evoluções inacreditáveis, ensinando-lhe o "senta" - até hoje o único comando eficaz. No entanto, de uma maneira inexplicável, todas as lições posteriores foram sumariamente ignoradas pelo educando. Minha conclusão foi imediata: um fox terrier é quase um beagle, de tão burro.
Mas, a cada dia, as atitudes do meu cão me fazem mudar de idéia. Todas as suas reações parecem ser criteriosamente estudadas. Se o solto na rua, não obedece; alucina. Desafia-me até o cansaço. Sabe que, por mais que me esforce, nunca hei de pegá-lo em território tão vasto. E mais: tem total consciência de que nunca irei abandoná-lo. Ao contrário, no elevador, ao alcance de meu punho, porta-se como um poodle. Senta, deita, rola, faz olhar meigo. Tem ciência de que, qualquer passo em falso significa uma punição, um tapa na fuça, uma pegada no cangote.
Em casa, é um santo. Só passa dos limites quando está a fim (e se vê protegido pela mesas, cadeiras e outros obstáculo intransponíveis para nós, humanos de mais de 12 anos). Enfim, tem a vida que quer, do jeito que deseja, sem precisar obedecer a comandos e caprichos dos homens.
Se não arrebanha ovelhas como um collie, é porque sabe que pode correr atrás delas ao léo, como lhe der na telha, e como melhor lhe convir e aprazer.
Que bobas aquelas tabelas que dizem que poodles são inteligentes e fox terriers são burros. Mas que espertos aqueles humanos que criam poodles; e que burros aqueles que têm fox terriers.
sábado, fevereiro 05, 2005
Estava pensando. A felicidade plena – ok, não sejamos tão ambiciosos, porque nada nesta vida é absoluto (à exceção do Romário), mas a felicidade, simplesmente, deve estar na harmonia entre todas as coisas. Digo, coisas da vida. Ou seja, para ser feliz, a gente tem de trabalhar, se divertir, fazer esportes, de tudo um pouco, a cada dia.
Por isso que os índios são felizes. Quer dizer, não sei se eles são felizes, não sou antropólogo, muito menos indigenista, mas eles me pareciam sempre bem faceiros naqueles documentários Kuarup, da Manchete. Tenho impressão de que nas aldeias se acorda, se come, se caça, se toma banho no rio, se conversa, se fode, se dorme, tudo no maior equilíbrio.
Sabem que no colégio eu li, para a aula de filosofia, cujo professor era o Celso Marques, um cara que vocês deveriam conhecer, inclusive uma vez ele fez a turma meditar em sala de aula, depois de contar que já presenciara uma levitação e o resultado foi que todo mundo meditou, ninguém levantou vôo e eu tive de sair da sala me mijando de rir, atitude à qual não me traz orgulho, tampouco vergonha - mas eu ia dizer que eu li para a aula do Celso Marques o texto de um samoano sobre os “papalaguis”. Digitem aí no Google: “samoano” e “papalagui”, que vale a pena.
Amigos, desculpem-me, não era desse texto que eu queria falar, o papo era outro, mas alguma coisa me levou ao samoano. Na verdade, eu queria dizer que tive de ler, para aula de filosofia, o livro “O que é budismo”, daquela coleção de livrinhos que explicam o que é qualquer coisa (menos o que é felicidade). E que eu me lembre, Sidarta, o Buda (está certo isso de dizer que Sidarta é o Buda?), depois de passar por todos os sacrifícios, viver mais do que frugalmente, comendo o mínimo, recluso no bosque, meditando para atingir o Nirvana, decidiu que a revelação estava no meio de tudo, entre os extremos, nem no oito, nem no oitenta, nada de auto-destruição, algo entre o Yin e o Yang. Eu gostei muito dessa conclusão, tanto que naquele momento decidi que seria do PMDB, o que, ademais, me poupou conflito em casa, por ser então o partido de meu pai, e me criou sérios problemas no Aplicação, por motivos óbvios. Mas, enfim, se até o Buda era centrão, por que eu também não podia ser?
E tudo isso prova que a minha idéia de uma vida harmônica e equilibrada encontra forte sustentação na história do pensamento humano. Creio mesmo que ela aflore na literatura de auto-ajuda, mas isso eu nunca vou descobrir. A diferença entre a minha proposta e tudo o que já se disse sobre o caminho das pedras, digo, da felicidade - desculpem, de novo, foi um ato-falho, uma vez tive de ler o texto “O caminho das pedras” de Heideger para a aula do samoano, perdão, do Celso Marques, e óbvio que não entendi lhufas do que tinha lido, mas a diferença do que já se disse sobre o caminho da felicidade e a minha teoria é que eu vou além. Acabei de montar uma agenda ideal para todos os homens que ambicionam a felicidade. Assim, para sermos como os índios deveríamos reservar:
- 9 horas para dormir (e nem me venha com esta de seis horas para adulto, que isto é o sistema capitalista financiando pesquisas para nos cravar cada vez mais!)
- 3 horas para trabalhar
- 1 hora e 45 minutos para comer
- 1 hora e 15 minutos para fazer exercício
- 2 horas para estudar
- 1 hora para ir ao banheiro (incluindo banhos)
- 2 horas para beber e conversar
- 1 hora para cumprir as funções sexuais
- 1 hora para cumprir obrigações, como pagar contas
- 2 horas para ir ao cinema, fazer compras ou se divertir mais um pouco, trepar mais um pouco, dormir mais um pouco, estudar mais um pouco, menos trabalhar mais um pouco
Foi assim que criei a fórmula da felicidade e, de lambuja, ainda expliquei por que todos nós somos infelizes. Agora, trabalhadores do mundo, passemos à luta. Felicidade já!
Por isso que os índios são felizes. Quer dizer, não sei se eles são felizes, não sou antropólogo, muito menos indigenista, mas eles me pareciam sempre bem faceiros naqueles documentários Kuarup, da Manchete. Tenho impressão de que nas aldeias se acorda, se come, se caça, se toma banho no rio, se conversa, se fode, se dorme, tudo no maior equilíbrio.
Sabem que no colégio eu li, para a aula de filosofia, cujo professor era o Celso Marques, um cara que vocês deveriam conhecer, inclusive uma vez ele fez a turma meditar em sala de aula, depois de contar que já presenciara uma levitação e o resultado foi que todo mundo meditou, ninguém levantou vôo e eu tive de sair da sala me mijando de rir, atitude à qual não me traz orgulho, tampouco vergonha - mas eu ia dizer que eu li para a aula do Celso Marques o texto de um samoano sobre os “papalaguis”. Digitem aí no Google: “samoano” e “papalagui”, que vale a pena.
Amigos, desculpem-me, não era desse texto que eu queria falar, o papo era outro, mas alguma coisa me levou ao samoano. Na verdade, eu queria dizer que tive de ler, para aula de filosofia, o livro “O que é budismo”, daquela coleção de livrinhos que explicam o que é qualquer coisa (menos o que é felicidade). E que eu me lembre, Sidarta, o Buda (está certo isso de dizer que Sidarta é o Buda?), depois de passar por todos os sacrifícios, viver mais do que frugalmente, comendo o mínimo, recluso no bosque, meditando para atingir o Nirvana, decidiu que a revelação estava no meio de tudo, entre os extremos, nem no oito, nem no oitenta, nada de auto-destruição, algo entre o Yin e o Yang. Eu gostei muito dessa conclusão, tanto que naquele momento decidi que seria do PMDB, o que, ademais, me poupou conflito em casa, por ser então o partido de meu pai, e me criou sérios problemas no Aplicação, por motivos óbvios. Mas, enfim, se até o Buda era centrão, por que eu também não podia ser?
E tudo isso prova que a minha idéia de uma vida harmônica e equilibrada encontra forte sustentação na história do pensamento humano. Creio mesmo que ela aflore na literatura de auto-ajuda, mas isso eu nunca vou descobrir. A diferença entre a minha proposta e tudo o que já se disse sobre o caminho das pedras, digo, da felicidade - desculpem, de novo, foi um ato-falho, uma vez tive de ler o texto “O caminho das pedras” de Heideger para a aula do samoano, perdão, do Celso Marques, e óbvio que não entendi lhufas do que tinha lido, mas a diferença do que já se disse sobre o caminho da felicidade e a minha teoria é que eu vou além. Acabei de montar uma agenda ideal para todos os homens que ambicionam a felicidade. Assim, para sermos como os índios deveríamos reservar:
- 9 horas para dormir (e nem me venha com esta de seis horas para adulto, que isto é o sistema capitalista financiando pesquisas para nos cravar cada vez mais!)
- 3 horas para trabalhar
- 1 hora e 45 minutos para comer
- 1 hora e 15 minutos para fazer exercício
- 2 horas para estudar
- 1 hora para ir ao banheiro (incluindo banhos)
- 2 horas para beber e conversar
- 1 hora para cumprir as funções sexuais
- 1 hora para cumprir obrigações, como pagar contas
- 2 horas para ir ao cinema, fazer compras ou se divertir mais um pouco, trepar mais um pouco, dormir mais um pouco, estudar mais um pouco, menos trabalhar mais um pouco
Foi assim que criei a fórmula da felicidade e, de lambuja, ainda expliquei por que todos nós somos infelizes. Agora, trabalhadores do mundo, passemos à luta. Felicidade já!
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Gastronomia - Serviço
1) O restaurante alemão Schula´s, ao lado da Tok & Stok, oferece boa comida a preços compatíveis. Dá para pedir aperitivo, encher a pança de chope e comer filé com nata por menos de R$ 30.
2) Na mesma linha, tem o Mercado del Puerto, parrilla na Cairú, rótula com Benjamin. Herdeiro do antigo Pancho´s, tem asado de tira por menos de R$ 10, se não me engano.
3) Eu e Rafa, Rafa e eu, preparamos guia com ranking de restaurantes japoneses na capital.
1) O restaurante alemão Schula´s, ao lado da Tok & Stok, oferece boa comida a preços compatíveis. Dá para pedir aperitivo, encher a pança de chope e comer filé com nata por menos de R$ 30.
2) Na mesma linha, tem o Mercado del Puerto, parrilla na Cairú, rótula com Benjamin. Herdeiro do antigo Pancho´s, tem asado de tira por menos de R$ 10, se não me engano.
3) Eu e Rafa, Rafa e eu, preparamos guia com ranking de restaurantes japoneses na capital.
sexta-feira, janeiro 28, 2005
quarta-feira, janeiro 26, 2005
segunda-feira, janeiro 24, 2005
sexta-feira, janeiro 21, 2005
Semana passada, me irritei com a tecnoburocracia e com os preços da Vivo e decidi trocar de operadora. Quase entreguei-me à sedutora Cris - amável e insistente operadora de telemarketing da Claro, que já havia conquitado minha simpatia por causa das bolhinhas vermelhas que percorrem as mais belas praias na TV. Depois, encantei-me com a BrasilTelecom. Ontem mesmo, passei a noite pulando e (para a irritação da Rafa) cantando: "você paga num mês e não paga no outro...". Hoje de manhã, disposto a avaliar todas as propostas, liguei para a Vivo.
- O senhor tem recebido assédio de outras operadoras? - perguntou a guria do call center.
- Sim.
- Então o senhor pode estar aguardando um pouquinho que vamos estar lhe passando para a nossa "equipe de contra-ataque".
Ah, como eu amo o capitalismo!
- O senhor tem recebido assédio de outras operadoras? - perguntou a guria do call center.
- Sim.
- Então o senhor pode estar aguardando um pouquinho que vamos estar lhe passando para a nossa "equipe de contra-ataque".
Ah, como eu amo o capitalismo!
Se eu fosse o homem que planejo todas as noites antes de dormir, ah, que homem eu seria! Quantos feitos geniais teria protagonizado!
Provavelmente, se eu fosse o homem que planejo todas as noites antes de dormir, vestiria hoje a toga de juiz de direito e estaria faceiro por estar sendo transferido da comarca de Não-Me-Toque para São Leopoldo. Ou então: quanto dinheiro teria ganho eu fazendo com o Tiago vídeos institucionais para as maiores cabanhas do país. De todo o modo, seria um intelectual, leria dois livros por semana e escreveria belos artigos, crônicas e textos publicados nos melhores jornais do país.
Se eu fosse o homem que planejo todas as noites antes dee dormir, a Ana Gabriela teria sabido do meu amor naquele Natal de 95, o Tamper teria levado uma bordoada quando se achou dono da rua e pegou meu skate emprestado sem pedir, a Camila e a Márcia se impressionariam com a minha desenvoltura nas reuniões dançantes que nunca tive coragem de ir.
É justamente antes de dormir que construímos nossas utopias. Não é durante o sono que sonhamos; é um pouco antes do torpor. Porque quando sonhamos, no fundo, sabemos que estamos sonhando. Ao contrário, rolando na cama de cá para lá, de lá para cá, nossos sonhos se tornam possíveis - e somos capazes de tudo: de reconstruir nossas vidas, de correr três vezes por semana na praça da Encol, de escrever aquela matéria sobre o culto ao santo Cruzeiro na zona sul de Porto Alegre, de chamar o Rigotto para um tete-a-tete e explicar, por A mais B, porque uma TV estatal não funciona.
Mas de manhã, quando acordamos, puf: tudo isso se esvai, entra pelo ralo, percorre a tubulação do DMAE, cai no dilúvio, deságua no Guaíba e evapora. Nossos planos, há poucas horas tão exequíveis esbarram em tantas coisas - isso quando não nos soam como ridículos, absurdos ou, no mínimo, irrealizáveis.
Mas, ah, se a humanidade fosse o que os homens planejam todas as noites antes de dormir...
Provavelmente, se eu fosse o homem que planejo todas as noites antes de dormir, vestiria hoje a toga de juiz de direito e estaria faceiro por estar sendo transferido da comarca de Não-Me-Toque para São Leopoldo. Ou então: quanto dinheiro teria ganho eu fazendo com o Tiago vídeos institucionais para as maiores cabanhas do país. De todo o modo, seria um intelectual, leria dois livros por semana e escreveria belos artigos, crônicas e textos publicados nos melhores jornais do país.
Se eu fosse o homem que planejo todas as noites antes dee dormir, a Ana Gabriela teria sabido do meu amor naquele Natal de 95, o Tamper teria levado uma bordoada quando se achou dono da rua e pegou meu skate emprestado sem pedir, a Camila e a Márcia se impressionariam com a minha desenvoltura nas reuniões dançantes que nunca tive coragem de ir.
É justamente antes de dormir que construímos nossas utopias. Não é durante o sono que sonhamos; é um pouco antes do torpor. Porque quando sonhamos, no fundo, sabemos que estamos sonhando. Ao contrário, rolando na cama de cá para lá, de lá para cá, nossos sonhos se tornam possíveis - e somos capazes de tudo: de reconstruir nossas vidas, de correr três vezes por semana na praça da Encol, de escrever aquela matéria sobre o culto ao santo Cruzeiro na zona sul de Porto Alegre, de chamar o Rigotto para um tete-a-tete e explicar, por A mais B, porque uma TV estatal não funciona.
Mas de manhã, quando acordamos, puf: tudo isso se esvai, entra pelo ralo, percorre a tubulação do DMAE, cai no dilúvio, deságua no Guaíba e evapora. Nossos planos, há poucas horas tão exequíveis esbarram em tantas coisas - isso quando não nos soam como ridículos, absurdos ou, no mínimo, irrealizáveis.
Mas, ah, se a humanidade fosse o que os homens planejam todas as noites antes de dormir...
quinta-feira, janeiro 20, 2005
No meu armário na casa de meus pais repousam dezenas de camisas que resolvi não levar pro meu apê. Todas elas xadrez ou listradas. Se eu as usasse hoje, certamente seria alvo de chacota - caipira e empacotador do Dosul seria o mínimo que sobraria para mim. Mania esta que temos de cuspir nos pratos que comemos! Não faz muito - menos de dez anos - estávamos no Le Cap Ferrat e depois no Saigon e depois ainda no Dado, todos uniformizados.
Corta. Teve um reveillon em Punta que passamos na casa de uma gente muito fina. E isto que vou contar seria normal se não fosse verdade. Mas, juro, não há exageros nesta história para torná-la mais atraente: das 40 pessoas da festa, apenas minha família não vestia Ralf Laurent. Juro. Me senti muuuuito envergonhado com o jacarezinho no peito. Era como se todos aqueles cavalinhos o estivessem encarando ameaçadoramente. Imagina meu tio, que tem mania de tirar as costuras das marcas, que mico! Descorta.
E as gurias adoravam o xadrez e o listrado, parece que julgavam-nos pelo vestir: quanto mais jeca, mais chique éramos. Misturar uma calça creme com uma camisa xadrezinha vermelha e branca e azul era o auge do bom gosto e indicava um nível elevado de mauricice. E eu me esforçava para comprar camisas xadrez cada vez mais bonitas. Até hoje me orgulho de uma - Diesel, eu acho - comprada em Buenos Aires, cuja mistura de laranja, azul e branco é única. Está certo que parece um pouco roupa de palhaço, mas que roupa de palhaço! Juro: ainda hoje a acho bonita, embora perca em conforto para uma meio de flanela da Elle et Lui azul, verde e branca que costumava usar.
Corta. Lembram Elle et Lui? Ainda existe no Rio eu acho, mas sei que já não é a mesma. A loja aqui de Porto Algre ficava no Iguatemi, cheia de espelhos. As vendedoras davam cafezinho pra minha mãe e balas para mim. Rapaz, se eu soubesse naquele tempo o valor que tinham aquelas camisas pólo, teria comprado um estoque para a vida toda. Aquele logotipo pequenino azul, branco e vermelho - a bandeira da França - é tudo. A marca mais elegante e discreta que já vi. É como Tommy Hilfiger sem ser Tomy Hilfiger. Usar Elle et Lui era (é) dizer: "olha, eu não me preocupo com marca, gosto de discrição e qualidade, sou chique, mas não sou exibido". Eu sempre soube disso! O Andrei Kampff também. Descorta.
Sabem que estou tomando coragem de reativar minhas camisas xadrez e listradas? É um absurdo mesmo deixar de lado tanta roupa boa só porque elas não estão mais na moda. Isso mesmo: vou levá-las para a Jaime Telles. Aguardem: o empacotador do Dosul vem aí!
Corta. Teve um reveillon em Punta que passamos na casa de uma gente muito fina. E isto que vou contar seria normal se não fosse verdade. Mas, juro, não há exageros nesta história para torná-la mais atraente: das 40 pessoas da festa, apenas minha família não vestia Ralf Laurent. Juro. Me senti muuuuito envergonhado com o jacarezinho no peito. Era como se todos aqueles cavalinhos o estivessem encarando ameaçadoramente. Imagina meu tio, que tem mania de tirar as costuras das marcas, que mico! Descorta.
E as gurias adoravam o xadrez e o listrado, parece que julgavam-nos pelo vestir: quanto mais jeca, mais chique éramos. Misturar uma calça creme com uma camisa xadrezinha vermelha e branca e azul era o auge do bom gosto e indicava um nível elevado de mauricice. E eu me esforçava para comprar camisas xadrez cada vez mais bonitas. Até hoje me orgulho de uma - Diesel, eu acho - comprada em Buenos Aires, cuja mistura de laranja, azul e branco é única. Está certo que parece um pouco roupa de palhaço, mas que roupa de palhaço! Juro: ainda hoje a acho bonita, embora perca em conforto para uma meio de flanela da Elle et Lui azul, verde e branca que costumava usar.
Corta. Lembram Elle et Lui? Ainda existe no Rio eu acho, mas sei que já não é a mesma. A loja aqui de Porto Algre ficava no Iguatemi, cheia de espelhos. As vendedoras davam cafezinho pra minha mãe e balas para mim. Rapaz, se eu soubesse naquele tempo o valor que tinham aquelas camisas pólo, teria comprado um estoque para a vida toda. Aquele logotipo pequenino azul, branco e vermelho - a bandeira da França - é tudo. A marca mais elegante e discreta que já vi. É como Tommy Hilfiger sem ser Tomy Hilfiger. Usar Elle et Lui era (é) dizer: "olha, eu não me preocupo com marca, gosto de discrição e qualidade, sou chique, mas não sou exibido". Eu sempre soube disso! O Andrei Kampff também. Descorta.
Sabem que estou tomando coragem de reativar minhas camisas xadrez e listradas? É um absurdo mesmo deixar de lado tanta roupa boa só porque elas não estão mais na moda. Isso mesmo: vou levá-las para a Jaime Telles. Aguardem: o empacotador do Dosul vem aí!
quarta-feira, janeiro 19, 2005
terça-feira, janeiro 18, 2005
Chegou aqui:
"A maioria dos profissionais americanos que recebe US$ 75 mil ou mais por ano trabalha em mesas bagunçadas. 2/3 dos que ganham US$ 35 mil ou menos por ano se confessam obcecados por arrumaçao. As informaçoes sao de pesquisa da Ajilon, de recursos humanos. O estudo diz ainda que profissionais com melhor formaçao acadêmica sao mais bagunceiros do que aqueles que tiveram menos formaçao."
"A maioria dos profissionais americanos que recebe US$ 75 mil ou mais por ano trabalha em mesas bagunçadas. 2/3 dos que ganham US$ 35 mil ou menos por ano se confessam obcecados por arrumaçao. As informaçoes sao de pesquisa da Ajilon, de recursos humanos. O estudo diz ainda que profissionais com melhor formaçao acadêmica sao mais bagunceiros do que aqueles que tiveram menos formaçao."
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Que raiva da badalação sobre a morte do brasileiro no Aconcágua. A TV chegou a esperar o corpo do tal no aeroporto. Coisa mais previsível é morrer, quando se escala um dos mais altos picos do mundo. Enquanto nos interessávamos pelo alpinista, dezenas de brasileiros seguiam sumidos em meio aos restos do tsunami. Esses, sim, são uns coitados. Queriam sombra e água fresca. Não tiveram a mínima culpa pela própria morte. Tou nem aí pro aventureiro.
terça-feira, janeiro 11, 2005
domingo, janeiro 09, 2005
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Do Lá Nacion:
Argentino sobrevive a megaterremoto, 11 de setembro e tsunami
O jornal La Nación, de Buenos Aires, conta nesta sexta-feira a história do argentino que sobreviveu a um terremoto, aos ataques de 11 de setembro de 2001 e, agora, aos tsunamis na Ásia.
Jorge Fallus, de 62 anos, estava na Cidade do México em 1985 quando um terremoto matou 30 mil pessoas. Em 2001, ele estava perto do World Trade Center, em Nova York, durante os atentados.
Na semana passada, Fallus estava em Phuket, na Tailândia, passando as férias quando a cidade foi atingida por um tsunami.
Fallus diz ao jornal que, depois de 35 anos passando as férias sempre no Brasil, decidiu justamente neste ano ano variar um pouquinho e experimentar a Tailândia, onde chegou com sua família na noite anterior à tragédia.
"Meus amigos me dizem: Avise onde você vai passar as férias, que a gente vai para o outro lado", disse Fallus ao La Nación.
Argentino sobrevive a megaterremoto, 11 de setembro e tsunami
O jornal La Nación, de Buenos Aires, conta nesta sexta-feira a história do argentino que sobreviveu a um terremoto, aos ataques de 11 de setembro de 2001 e, agora, aos tsunamis na Ásia.
Jorge Fallus, de 62 anos, estava na Cidade do México em 1985 quando um terremoto matou 30 mil pessoas. Em 2001, ele estava perto do World Trade Center, em Nova York, durante os atentados.
Na semana passada, Fallus estava em Phuket, na Tailândia, passando as férias quando a cidade foi atingida por um tsunami.
Fallus diz ao jornal que, depois de 35 anos passando as férias sempre no Brasil, decidiu justamente neste ano ano variar um pouquinho e experimentar a Tailândia, onde chegou com sua família na noite anterior à tragédia.
"Meus amigos me dizem: Avise onde você vai passar as férias, que a gente vai para o outro lado", disse Fallus ao La Nación.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
quarta-feira, janeiro 05, 2005
terça-feira, janeiro 04, 2005
Diz que enfim vão começar a erguer o Shopping Cristal ao lado do Jockey. Não conheço o projeto, mas morro de medo. Aquela é uma área bonita, abandonada e mal explorada de Porto Alegre. Tenho receio de que encravem ali outro caixotão asqueroso como aquele Big Cristal. Por outro lado, um empreendimento bem desenhado podia dar vida não só à região, mas também ao prado. Imaginem um barzinho transado com vista para as pistas e possibilidade de apostas fáceis - nada daquele jargão turfístico, dos tradicionais aficcionados, enfim, dos placês, trifetas e quadrifetas que afastam o cidadão comum das corridas de cavalo. Tudo isso em um prédio bonito com vista para o Jockey e para o Rio.
Aliás, vocês sabiam que o projeto do Jockey de Porto Alegre - de um arquiteto ururguaio chamado Fresnedo Siri - é badaladíssimo pelos entendidos? Dizem que o prédio é lindo, leve, com vigas de metal finas como fios e muito vidro, interligando o rio e as pistas e blá blá blá blá blá...
Aliás, vocês sabiam que o projeto do Jockey de Porto Alegre - de um arquiteto ururguaio chamado Fresnedo Siri - é badaladíssimo pelos entendidos? Dizem que o prédio é lindo, leve, com vigas de metal finas como fios e muito vidro, interligando o rio e as pistas e blá blá blá blá blá...
quinta-feira, dezembro 30, 2004
Muito bem. Não podemos terminar o ano com pendências. Vamos lá:
Chegamos no Parafernália e eu já tinha desistido da Rafa. Que fosse o que Deus quisesse. Me despi do personagem e junto com ele se foi o superego. Comecei a projetar a noite. Semanas antes, um jogo de amigas surpreendera-me numa atitude nada convencional no Garagem Hermética. Não é que as três moças, sempre tão comportadas, puseram-se a se beijar enlouquecidamente entre si. Não obstante, colocaram um amigo nosso na farra. Estavam todos bêbedos, tudo bem. O problema é que eu não estava e fui compulsoriamente introduzido no bacanal que não era bem bacanal, porque nem eu nem o amigo quisemos saber de viadage. Deliciamo-nos com o gosto da boca das amigas enquanto elas mesmo se experimentavam. Confesso que fiquei estarrecido: pois então andavam todos na libertinagem e só eu não sabia? Que babaca! Seriam todas as noites daquele jeito? Descobri depois que não - parece que não. Mas resolvi me vingar. Chueguei no Parafernália disposto a pegar o celular e acionar minhas concupiscentes amigas - e assim fiz. Enquanto ainda era cedo para encontrá-las e então mostrar as garras da vingança, pus-me a azucrinar todos no bar (aliás, como de costume). Cheguei mesmo a esquecer da Rafa. Até que o Tiago pediu-me que a levasse até o ponto do táxi. Claro, Tiago, não te preocupa que eu a levo até o ponto de táxi, até meu carro, até tua casa, a coloco na cama e tudo o mais. De modo que agora era minha obrigação dar o bote. Ela aceitou a minha carona e a viagem foi um desespero. Nós conversávamos, conversávamos, conversávamos e eu não achava o momento de agir. Comecei a suar frio. Afinal, eu era um homem ou um rato? Com esta indagação na cabeça, estacionei em frente ao prédio da moça. Foi então que num rompante, na hora do tchau, decidi: eu era um homem! Tasquei um chupão babado de língua que parece ter sido muito bem recebido pela moça. Mas eu era muito mais do que um homem - eu era fodido mesmo e usava camisa vermelharosalaranjada e só um cara assim faz o que eu fiz naquela noite. Passados dez segundos de beijo, abandonei a paixão e tive o auto-controle para afastar-me, afastá-la e, como quem não está nem aí, dizer:
- Quarta-feira te convido para ir na champanharia. Agora, sobe. Tchau, guria.
Tá, eu não sou um Don Juan e foi só ela entrar no prédio, para eu arrancar o carro, dar um urro de faceirice, meter a mão na buzina e ligar para um amigo para contar a façanha. Foi neste estado de graça que voltei ao Parafernália. Lá, enxuguei um pouco, liguei para minhas amigas lascivas e ainda fui encontrá-las em uma famosa boate da capital. Foi só elas me olharem que descobriram: em êxtase com o beijo na Rafa, eu só queria era beijar. E se semanas atrás elas haviam me submetido a um gostoso mas estranho ritual, hoje era a minha vez. E passamos a noite a beijar. Beija, beija, tá calor, tá calor! Baba, baba, sem amor, sem amor! Lambe, lambe, sem pudor, sem pudor! Enfim: que noite!!!
E esta história eu só comecei porque era dia 15 de novembro e fazia exatamente um ano que eu beijara a Rafa pela primeira vez. Hoje, um mês e meio depois do aniversário de namoro, foi-se o gancho. Mas ficou o amor. Te amo, minha gorda!
Chegamos no Parafernália e eu já tinha desistido da Rafa. Que fosse o que Deus quisesse. Me despi do personagem e junto com ele se foi o superego. Comecei a projetar a noite. Semanas antes, um jogo de amigas surpreendera-me numa atitude nada convencional no Garagem Hermética. Não é que as três moças, sempre tão comportadas, puseram-se a se beijar enlouquecidamente entre si. Não obstante, colocaram um amigo nosso na farra. Estavam todos bêbedos, tudo bem. O problema é que eu não estava e fui compulsoriamente introduzido no bacanal que não era bem bacanal, porque nem eu nem o amigo quisemos saber de viadage. Deliciamo-nos com o gosto da boca das amigas enquanto elas mesmo se experimentavam. Confesso que fiquei estarrecido: pois então andavam todos na libertinagem e só eu não sabia? Que babaca! Seriam todas as noites daquele jeito? Descobri depois que não - parece que não. Mas resolvi me vingar. Chueguei no Parafernália disposto a pegar o celular e acionar minhas concupiscentes amigas - e assim fiz. Enquanto ainda era cedo para encontrá-las e então mostrar as garras da vingança, pus-me a azucrinar todos no bar (aliás, como de costume). Cheguei mesmo a esquecer da Rafa. Até que o Tiago pediu-me que a levasse até o ponto do táxi. Claro, Tiago, não te preocupa que eu a levo até o ponto de táxi, até meu carro, até tua casa, a coloco na cama e tudo o mais. De modo que agora era minha obrigação dar o bote. Ela aceitou a minha carona e a viagem foi um desespero. Nós conversávamos, conversávamos, conversávamos e eu não achava o momento de agir. Comecei a suar frio. Afinal, eu era um homem ou um rato? Com esta indagação na cabeça, estacionei em frente ao prédio da moça. Foi então que num rompante, na hora do tchau, decidi: eu era um homem! Tasquei um chupão babado de língua que parece ter sido muito bem recebido pela moça. Mas eu era muito mais do que um homem - eu era fodido mesmo e usava camisa vermelharosalaranjada e só um cara assim faz o que eu fiz naquela noite. Passados dez segundos de beijo, abandonei a paixão e tive o auto-controle para afastar-me, afastá-la e, como quem não está nem aí, dizer:
- Quarta-feira te convido para ir na champanharia. Agora, sobe. Tchau, guria.
Tá, eu não sou um Don Juan e foi só ela entrar no prédio, para eu arrancar o carro, dar um urro de faceirice, meter a mão na buzina e ligar para um amigo para contar a façanha. Foi neste estado de graça que voltei ao Parafernália. Lá, enxuguei um pouco, liguei para minhas amigas lascivas e ainda fui encontrá-las em uma famosa boate da capital. Foi só elas me olharem que descobriram: em êxtase com o beijo na Rafa, eu só queria era beijar. E se semanas atrás elas haviam me submetido a um gostoso mas estranho ritual, hoje era a minha vez. E passamos a noite a beijar. Beija, beija, tá calor, tá calor! Baba, baba, sem amor, sem amor! Lambe, lambe, sem pudor, sem pudor! Enfim: que noite!!!
E esta história eu só comecei porque era dia 15 de novembro e fazia exatamente um ano que eu beijara a Rafa pela primeira vez. Hoje, um mês e meio depois do aniversário de namoro, foi-se o gancho. Mas ficou o amor. Te amo, minha gorda!
Já tinha mesmo desistido desta procura insana pela cor perfeita. Adotara quanto à cor perfeita a mesma postura que tenho com relação a Deus: ela pode existir, mas nunca conseguirei descobri-la. Foi então que minha mãe me deu, no último dia 24 uma camisa cuja coloração beira a perfeição, renovando as minhas esperanças. Em 2005, retomarei a busca. Por enquanto, já sei que a cor perfeita se situa entre o rosa, o laranja e o salmão.
segunda-feira, dezembro 27, 2004
As empresas têm todo o direito de adotar uma política de comunicação hermética e não dar informações à imprensa. Mas que isso atrapalha a minha vida, ah atrapalha. É por isso que, em nome da categoria, não mais comprarei no Zaffari, avesso à imprensa, concentrando o meu rancho no Nacional e no Big - cujos dirigentes estão sempre dispostos a engrossar uma matéria.
domingo, dezembro 26, 2004
Esses dias o patrão esteve aqui na redação de ZH, para desejar-nos feliz Natal, próspero Ano-Novo e parabenizar-nos de coração pelos excelentes resultados alcançados em 2004. Mais de duzentos jornalistas reunidos, um silêncio rotundo, e Nelson a falar. Me senti como quem se aproxima da janela do 22o andar. É dar um passo e terminar com a vida. Era dar um passo e terminar com a carreira. Fica por conta de vocês tudo que eu poderia fazer para me queimar para sempre. Não precisaria nem dar um beijo ou um murro no chefe. Poderia mesmo pedir a palavra - e dizer tanta coisa. E aquela coceirinha na barriga, impelindo-me a mudar a ordem de tudo, a dar enfim o passo. Mas desta vez deixei passar. Preciso preparar melhor o discurso.
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Ontem foram uns caras vender um filtro d´água lá para casa. Não um filtro comum: algo revolucionário, que vai mudar os rumos da humanidade - a julgar pelas vantagens relatadas. Sabem água Fonte Ijuí, Sarandi, Santa Catarina, São Lourenço, Perrier? Esqueçam. O filtro com ozônio veio para terminar com as minerais. O ozônio é o oxigênio com mais um átomo, vocês sabem, né? Eu não. Mas diz que oxigênio comum é O2 e ozônio é O3. Enfim, o fato é que, passando por este filtro a água pesada da Corsan vira leve. Mais leve que mineral. E mais: um copo de água filtrada com ozônio funciona mais do que uma colher de sopa de sal de fruta contra a asia. E ressaca: vocês ainda têm ressaca? Xihh, isso é coisa do passado, o novo filtro termina com o mal-estar pós-bebedeira. Um copo de água filtrada e deu. Duvidam? então reguem suas florzinhas com água filtrada com ozônio. Num instante, elas revivem. Porque a filtragem revolucionária mata todos os microorganismos que estão nos imundos canos subterrâneos da rede de água. Duvidam? Experimentem, então. Mas experimentem vocês, porque eu não vou pagar 600 pilas por tudo isso. Depois me contem. Filtro neolife.
sábado, dezembro 18, 2004
quinta-feira, dezembro 16, 2004
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Sempre que visito um amigo cuja casa ou apartamento disponham de pátio, piscina, cancha de futebol, cobertura, lareira ou churrasqueira penso a mesma coisa: Deus dá carne para quem não tem dente. Invariavelmente, parece-me que os mais abastados não aproveitam adequadamente os bens de que têm a graça de dispor. Pois não é que, já faz quatro meses, moro num apartamentinho com churrasqueira! E, desde que me mudei, planejei dezenas churrascos. E sabem quantos se concretizaram? Dois! Uma vergonhosa média de um a cada 60 dias. De fato o homem gosta mesmo é de roer o osso que Deus dá aos outros. Mas semana que vem, sem falta, churrasco lá em casa.
sábado, dezembro 11, 2004
www.odonepravoltaraganhar.com.br
aos sócios e amigos de sócios, peço votos.
aos gremistas, a torcida para mudar o Grêmio.
aos colorados... bem, aos colorados, vão se catar !
aos sócios e amigos de sócios, peço votos.
aos gremistas, a torcida para mudar o Grêmio.
aos colorados... bem, aos colorados, vão se catar !
terça-feira, dezembro 07, 2004
sábado, dezembro 04, 2004
Fotos inéditas da viagem a Búzios. É só hoje ! Visualização gratuita ! Não perca ! É só no fotologuidotiao2. Acesse já www.fotki.com/fotologuidotiao2 .
Tem fotos da pousada, da dona da pousada (a austríaca Ivy), do fenomenal Pali (o cão húngaro da pousada) e de praias de Búzios e Arraial do Cabo.
Tem fotos da pousada, da dona da pousada (a austríaca Ivy), do fenomenal Pali (o cão húngaro da pousada) e de praias de Búzios e Arraial do Cabo.
sexta-feira, dezembro 03, 2004
quinta-feira, dezembro 02, 2004
quarta-feira, dezembro 01, 2004
sexta-feira, novembro 26, 2004
quinta-feira, novembro 25, 2004
domingo, novembro 21, 2004
Então, continuando. O normal, para aquela época, era eu jogar por cima da calça jeans surrada uma camisetinha Zapping, Doc Dog, Sommer, comprada na Quincy, curtinha e apertadinha nos braços. Enfim, uma roupinha de veado dessas que eu usava e às vezes uso. Mas optei por colocar a polo colorida Legacy, também surrada, comprada em Punta, alma castelhana, que representaria melhor meu espírito naquela noite. Sabem como é: as roupas dizem tudo. Não é à toa que eu uso minha Hering branca puída. Por trás da escolha está a vontade de passar a idéia de um homem simples, sem frescura, masculino, despreocupado com a imagem. Enfim, os mesmos motivos que fazem um metrossexual escolher um visual hype ou coisa que o valha. Aliás que que é hype ? Somos todos metrossexuais. Até mesmo - ou principalmente - quando optamos por colocar aquela camiseta encardida da Ediba, da Gráfica Paloti ou do circuito estadual de tênis de 1988. Enfim.
Peguei meu carro às 19h30 - horário de verão - e me mandei para o Muffuleta, o barzinho simpático ao lado do Ossip. Naquele tempo eu não sabia nada sobre o Muffuleta e nem mesmo conhecia sua simpática e bela proprietária - a Déia. Fui lá simplesmente porque lá estava o happy hour eleito. E a noite estava começando bem, porque a função seria com a Maria Paula e sua maravilhosa cunhada, Rafaela. Não que eu fosse conseguir alguma coisa com a guria, até porque ela não era bem uma guria, como eu era um guri, mas uma mulher, 28 anos, vontade manifesta de casar e ter logo um filho. Se bem que, na verdade, isso é só floreio, porque eu não tava nem aí pra idade dela. Na verdade, com a minha moral (odeio quando falam "o meu moral", embora não saiba se está certo ou errado) lá em cima, nem a beleza da mulher nem qualquer coisa me abalariam. De forma que me fiz de normal, tomei suco, e utilizei minha habilidade em deixar os outros à vontade. Num dia em que, desde o despertar da sesta, tudo adquirira um ar mágico, não foi difícil fazê-las falar de amor e sexo. E como eu gosto de falar de sexo com mulheres. Não sei quando isso começou, mas eu amo ouvir putarias de uma boca feminina.
Voltando ao happy hour. Ou melhor: saindo do happy hour. Como o véio tava divertido naquela noite, a Maria Paula e a cunhada aceitaram esticar o programa, saindo do Muffuleta para ir a um sushi. Durante a janta, introduzi uma caipirinhas na mesa e a conversa seguiu no mesmo nível, mas num nível mais elevado. Digo, menos elevado. Rapaz, se o Tiago imaginasse quanta bobagem me contava a sua irmã na segunda conversa que mantínhamos, não sei o que teria acontecido. Acho que nada. Enfim.
Enfim, apesar de toda a intimidade que a cunhada da Maria Puala dava, não abria a guarda. Nenhuma brincadeirinha me envolvendo, nenhum olhar diferente, nenhuma cutucada por baixo da mesa, nada. Tanto nada, que eu já ia desistindo. Mais um pouco e já ficaria sem forças, sem ânimo, esgotado, de tanto representar bom moço para a cunhada. Tanto nada que, quando as gurias quiseram fazer uma terceira escala na programação, indo até a despedida da Telma, eu nem me empolguei. Ali, com a cunhada, me parecia um jogo perdido. Azar era dela.
Continua amanhã.
Peguei meu carro às 19h30 - horário de verão - e me mandei para o Muffuleta, o barzinho simpático ao lado do Ossip. Naquele tempo eu não sabia nada sobre o Muffuleta e nem mesmo conhecia sua simpática e bela proprietária - a Déia. Fui lá simplesmente porque lá estava o happy hour eleito. E a noite estava começando bem, porque a função seria com a Maria Paula e sua maravilhosa cunhada, Rafaela. Não que eu fosse conseguir alguma coisa com a guria, até porque ela não era bem uma guria, como eu era um guri, mas uma mulher, 28 anos, vontade manifesta de casar e ter logo um filho. Se bem que, na verdade, isso é só floreio, porque eu não tava nem aí pra idade dela. Na verdade, com a minha moral (odeio quando falam "o meu moral", embora não saiba se está certo ou errado) lá em cima, nem a beleza da mulher nem qualquer coisa me abalariam. De forma que me fiz de normal, tomei suco, e utilizei minha habilidade em deixar os outros à vontade. Num dia em que, desde o despertar da sesta, tudo adquirira um ar mágico, não foi difícil fazê-las falar de amor e sexo. E como eu gosto de falar de sexo com mulheres. Não sei quando isso começou, mas eu amo ouvir putarias de uma boca feminina.
Voltando ao happy hour. Ou melhor: saindo do happy hour. Como o véio tava divertido naquela noite, a Maria Paula e a cunhada aceitaram esticar o programa, saindo do Muffuleta para ir a um sushi. Durante a janta, introduzi uma caipirinhas na mesa e a conversa seguiu no mesmo nível, mas num nível mais elevado. Digo, menos elevado. Rapaz, se o Tiago imaginasse quanta bobagem me contava a sua irmã na segunda conversa que mantínhamos, não sei o que teria acontecido. Acho que nada. Enfim.
Enfim, apesar de toda a intimidade que a cunhada da Maria Puala dava, não abria a guarda. Nenhuma brincadeirinha me envolvendo, nenhum olhar diferente, nenhuma cutucada por baixo da mesa, nada. Tanto nada, que eu já ia desistindo. Mais um pouco e já ficaria sem forças, sem ânimo, esgotado, de tanto representar bom moço para a cunhada. Tanto nada que, quando as gurias quiseram fazer uma terceira escala na programação, indo até a despedida da Telma, eu nem me empolguei. Ali, com a cunhada, me parecia um jogo perdido. Azar era dela.
Continua amanhã.
quinta-feira, novembro 18, 2004
terça-feira, novembro 16, 2004
Creio que o biquíni fosse de bolinha - e não de bolhinha. E que seria para ficar one more night - e não one more time. Mas OK. Continua amanhã, então. No intervalo, uma brincadeirinha. Inventada por mim, viu ?
Coloque um pequeno grão de arroz debaixo da língua. Feche a boca, esqueça-o. Sim, salabim: mágica ! O grão desapareceu. E vai reaparecer em outro lugar - nada agradável, por sinal. Mas não se preocupem, eu não teria poder para levá-lo até os vossos rabos.
Coloque um pequeno grão de arroz debaixo da língua. Feche a boca, esqueça-o. Sim, salabim: mágica ! O grão desapareceu. E vai reaparecer em outro lugar - nada agradável, por sinal. Mas não se preocupem, eu não teria poder para levá-lo até os vossos rabos.
segunda-feira, novembro 15, 2004
| Há várias formas de se acordar de uma sesta no sábado à tarde. Mal humorado: você sai da cama puto da vida, porque perdeu um baita dia que os amigos aproveitaram pra jogar aquela bola. Com azia, louco por um Sonrisal: depois de comer uma puta feijoada e cair duro na cama. Com sede: depois de se entupir de cerveja e se atirar no ar condicionado. Louco por um doce: normalmente (e estranhamente), isso acontece quando você comeu muito doce no almoço. Mas naquele sábado me acordei eufórico. E me achando. O dia tava ducacete, o pessoal tinha ido pra casa de um amigo na Ilha da Pintada e eu nem aí. Perdera a tarde, mas ainda tinha o resto. O vento fresco aplacando o sol primaverio era um bom sinal. E eu estava disposto a começar cedo, alongar o máximo a noite que breve chegaria.
Antes mesmo de sair da cama, fiz a ronda e elegi o melhor happy hour. Fui pro banho cantando. Liguei o rádio a milhão. Lavei bem as partes. Passei xampú DUAS vezes ! Saí do banho. Fiz a barba calmamente - a Continental ainda no dial, era um biquíni de bolhinha amarelhinha, stay, don´t you go, stay with me one more time. Usei after shave. Dei mais uma olhadinha pro espelho, um olhar fatal, na verdade, quase uma auto-cantada: rapaiz, como eu estava bonito. Eu era fodido mesmo. Estava saindo com duas, beijando outras tantas (umas boas outras péssimas, mas e daí ?). Apesar daquela barriguinha proeminente, elas gostavam do véio. Não adiantava, o véio era charmoso, carismático. Apesar daquele narizinho forjado numa briga do Raga Store, elas queriam o véio. E ninguém ia segurá-lo naquela noite. Eu tava impossível e era só cuidar pra não dobrar o fio da bibida e correr pro abraço. Seria uma noite diferente, decidi. Eu podia até ter colocado o Aqua di Gió, cuja fragrância sempre provocou um frisson - sejamos justos, absolutamente fratenal e inocente - nas minhas eternas amiguinhas do Direito da Puc. Mas naquela noite, especificamente naquela noite, justamente naquela niote, optei pelo Polo Sport. O cheiro da minha adolescência, do Cord, do le Cap Ferrat, do Raga Store, mas não da Embaixada de Marte. Enfim, eu estava a mil. E com garra. Uma puta gana. Disposto a brigar pelo melhor. E também foi por isso que a velha camisa pólo rosalaranjada foi eleita o uniforme da noite. Podia dar tudo errado, mas eu ia com tudo. Pra golear. Continua amanhã. |
quinta-feira, novembro 11, 2004
| Perdida em ZH, no meio da matéria do assassinato de um operário da construção da hidrelétrica de Barra Grande, está uma informação abismante, a qual uma amiga já havia me relatado ontem. Para construir a barragem da usina, uma área de 1,4 mil hectares de mata nativa será inundada. Acaso não haveria terras de agricultura ou pecuária para dar lugar à necessa´ria geração de energia? Encarnando o Paulo Santana: são mil e quatrocentos hectares de araucárias. São mais de mil e quatrocentos campos de futebol que desaparecerão. Milhares, centenas de milhares, de árvores criminosamente afogadas. É um verdadeiro floricídio sob as nossas barbas, financiado com o nosso dinheiro - com o dinheiro de bancos e organizações públicas de crédito. Desencarnando o Paulo Santana: tenho apenas 25 anos, mas lembro bem que, quando pequeno, era infinitamente mais fácil apreciar as araucárias na Serra. Visite Canela e Gramado hoje e erga as mãos ao Senhor se conseguir avistar um mato de pinheiro nativo. Daqui a uns anos, os turistas farão fila para tocar em uma última árvore sobrevivente. E nós aqui, parados. Confeccionemos imediatamente nossos cartazes e trepemos nas araucárias. Impeçamos o crime ambiental. Já !!!
|
quarta-feira, novembro 10, 2004
Trechos de matéria da ZH.
Falluja - "Durante alguns minutos, uma cacofonia de sons tétricos e estranhos tomou conta do campo de batalha urbano. As mesquitas da cidade anunciavam a guerra santa nos alto-falantes. (...) Como se não bastasse, as tropas americanas também se valiam de veículos com alto-falantes potentes para espalhar na noite músicas - quase sempre velhas canções do grupo AC/DC - que competiam com o cântico das mesquitas."
Falluja - "Durante alguns minutos, uma cacofonia de sons tétricos e estranhos tomou conta do campo de batalha urbano. As mesquitas da cidade anunciavam a guerra santa nos alto-falantes. (...) Como se não bastasse, as tropas americanas também se valiam de veículos com alto-falantes potentes para espalhar na noite músicas - quase sempre velhas canções do grupo AC/DC - que competiam com o cântico das mesquitas."
O bastião da resistência. A Falluja do couro cabeludo. Uma renitente área de nove dedos quadrados que rejeita qualquer tentativa de domínio - seja do pente, da escova, da mão, da água gelada. Isso desde que me entendo por gente. Mas o exército inimigo ainda tem esperança de domá-la. Nem que seja com uma máquina zero. A propósito. Estava pensando. Os cabelos são como grama, né ? Digo, uns caem, outros nascem e assim por diante. Porque seria muito nojento pensar que algum fio meu existe desde a minha tenra infância. Argh, chega a me dar arrepio a idéia. |
sexta-feira, novembro 05, 2004
Na esperança de obter um algo mais para uma matéria que estou fazendo, marquei uma entrevista cara a cara com um oficial da Brigada Militar. A estratégia era deixá-lo falar, não intimidá-lo com bloquinho, ganhar confiança, enfim, o de sempre. Não adiantou: conversamos por 90 minutos sobre inteligência na Polícia Militar e dali não saiu nada que me valesse para a reportagem. Ao fim do encontro, ele falou da inconveniência de matérias que revelam detalhes que atrapalham investigações. E concluiu que a culpa não era nossa - dos jornalistas -, mas sim das fontes policiais que falam o que não devem. Despediu-se tocando uma flauta:
- Por isso que você ficou uma hora e meia aqui, ouvindo eu te enrolar, enrolar, enrolar, e saiu só com o meu e-mail anotado aí neste bloquinho.
Fiquei vermelho.
- Por isso que você ficou uma hora e meia aqui, ouvindo eu te enrolar, enrolar, enrolar, e saiu só com o meu e-mail anotado aí neste bloquinho.
Fiquei vermelho.
quinta-feira, novembro 04, 2004
terça-feira, novembro 02, 2004
Ontem, meu pai sugeriu que o blógui oferecesse notas de rodapé. Para explicar o que não está claro, o que carece de precisão. Como o post do Verle, por exemplo. Tremenda bobagem, tive de retrucar. O bom de um blógui é que ele não só comporta como se adequa às meias frases, ao non-sense. Com a desculpa de estar escrevendo para si, o blogueiro. Peraí. Escorreguei. Só o que faltava eu ter orgulho de ser nerd, agora. Tenho mais é vergonha ! Apaga "blogueiro" aí. Delete. Return. Voltemos. Com a desculpa de estar escrevendo para si (não obriguei ninguém a acessar esta merda), mas querendo efetivamente escrever para o mundo, o autor de um blógui se dá o direito de uma escrita descompromissada, sem a obrigação de uma nota de rodapé ou qualquer tipo de complemento. Isso é o bacana. Bacana. Bacana. Bacana. Ba-ca-na. Bacãna.
O post do Verle só existe porque não precisa de explicação (então por que diabos eu estou aqui a explicá-lo ?). Enfim. Mas tá difícil terminar este post, hein ? Quem sabe a gente bota aqui uma nota de rodapé lembrando que tudo isso está sendo feito no feriado, que não há o que fazer aqui em ZH, que o tempo que faltou para explicar o post do prefeito agora sobra ?
Voltando: o post do Verle só existe porque não carece de explicação. Porque num blógui a gente pode, em trinta segundos, no meio de um dia corrido, escrever uma coisa qualquer que venha à cachola. Que merda escrever um tratado sobre a insipidez do Verle, sobre o esforço do PT para escondê-lo, sobre as matérias que dão conta do aumento da dívida na prefeitura ! Bem melhor é escrever "e o Verle, hein" e deixar o amigo fazer suas elucubrações. Sorte daqueles que leram o post e logo se lembraram dele com o cocar na cabeça. Ou melhor: dele entrando de calçãozinho no Guaíba. Garanto que nem passou pela cabeça do Paulo Odone lembrar-se dessas coisas. Tivesse passado, não pediria notas de rodapé.
O post do Verle só existe porque não precisa de explicação (então por que diabos eu estou aqui a explicá-lo ?). Enfim. Mas tá difícil terminar este post, hein ? Quem sabe a gente bota aqui uma nota de rodapé lembrando que tudo isso está sendo feito no feriado, que não há o que fazer aqui em ZH, que o tempo que faltou para explicar o post do prefeito agora sobra ?
Voltando: o post do Verle só existe porque não carece de explicação. Porque num blógui a gente pode, em trinta segundos, no meio de um dia corrido, escrever uma coisa qualquer que venha à cachola. Que merda escrever um tratado sobre a insipidez do Verle, sobre o esforço do PT para escondê-lo, sobre as matérias que dão conta do aumento da dívida na prefeitura ! Bem melhor é escrever "e o Verle, hein" e deixar o amigo fazer suas elucubrações. Sorte daqueles que leram o post e logo se lembraram dele com o cocar na cabeça. Ou melhor: dele entrando de calçãozinho no Guaíba. Garanto que nem passou pela cabeça do Paulo Odone lembrar-se dessas coisas. Tivesse passado, não pediria notas de rodapé.
sexta-feira, outubro 29, 2004
quinta-feira, outubro 28, 2004
quarta-feira, outubro 27, 2004
quarta-feira, outubro 20, 2004
Do fabiano Goldoni:
"Parem de tentar me convencer que salada é bom. Todo mundo sabe que salada éobrigação e não prazer.Se salada fosse bom, os cartazes de buffet no centro seriam "buffet livre R$ 4,50 c/ duas saladas". Se salada fosse bom, a gente comeria um pouquinhomais de salada só de gula depois de se empanturrar nos restaurantes. Sesalada fosse bom, o MC Donnalds teria 8 saladas e 2 hamburgers e não ocontrário. Se salada fosse bom, os pratos-feitos teriam um pratão de saladae um pratinho de carne, massa, arroz, etc. E não o contrário. Se salada fosse bom, salada seria o prato principal e não SALADA!!!"
"Parem de tentar me convencer que salada é bom. Todo mundo sabe que salada éobrigação e não prazer.Se salada fosse bom, os cartazes de buffet no centro seriam "buffet livre R$ 4,50 c/ duas saladas". Se salada fosse bom, a gente comeria um pouquinhomais de salada só de gula depois de se empanturrar nos restaurantes. Sesalada fosse bom, o MC Donnalds teria 8 saladas e 2 hamburgers e não ocontrário. Se salada fosse bom, os pratos-feitos teriam um pratão de saladae um pratinho de carne, massa, arroz, etc. E não o contrário. Se salada fosse bom, salada seria o prato principal e não SALADA!!!"
terça-feira, outubro 19, 2004
Na minha rua, neva no finzinho do inverno. É quando as folhas de jacarandá caem como se fossem flocos de neve. No início da primavera, a rua fica inundada - e roxa. São as flores da árvore que desabam na calçada e no paralelepípedo, são pisoteadas e atropeladas, e deixam o chão molhado e escorregadio.
A Jaime Telles tem destas coisas. Na minha quadra, tem duas pitangueiras - estão carregadas -, duas ameixeiras e uma laranjeira. No estacionamento onde deixo meu carro, há uma vertente. Água purinha, purinha vindo ao sol. No verão, eles aproveitam o desague para encher a piscina. Nas outras épocas do ano, plantam ervas na poça. À noite, os sapos fazem uma barulheira com o seu uéééééé uééééééé. Do lado da vertente, também tem uma horta e um pomar cheio de hortifruti.
Tudo isso tem tornado menos traumático o abandono da Aurélio Bit, que, aliás, já não é a mesma.
A Jaime Telles tem destas coisas. Na minha quadra, tem duas pitangueiras - estão carregadas -, duas ameixeiras e uma laranjeira. No estacionamento onde deixo meu carro, há uma vertente. Água purinha, purinha vindo ao sol. No verão, eles aproveitam o desague para encher a piscina. Nas outras épocas do ano, plantam ervas na poça. À noite, os sapos fazem uma barulheira com o seu uéééééé uééééééé. Do lado da vertente, também tem uma horta e um pomar cheio de hortifruti.
Tudo isso tem tornado menos traumático o abandono da Aurélio Bit, que, aliás, já não é a mesma.
quinta-feira, outubro 14, 2004
Sempre senti falta de um aparelhinho que certo que já inventaram, mas eu nunca vi no mercado: um dicionário eletrônico. Um aparelhinho pequeno, do tamanho da palma da mão, com um tecladinho, e que nos desse o significado das palavras.
Uma vez disse isso pro meu primo Dinho e ele, meio brincando, meio sério, rebateu a idéia. Que horror ! O bom é tocar, sentir o cheiro do papel, escutar o bum surdo de um Aurelião sendo fechado; o bom é folhear, se perder entre as palavras, sair à cata de um verbete e descobrir outro, procurar peia e achar peguilha, dar para cada consulta um rumo diferente e inesperado.
Eu não acho. Bom seria topar na palavra desconhecida, digitá-la no teclado e imediatamente receber a resposta. Ideal seria descobrir o significado e não ter de voltar uma frase sequer na leitura, inserindo-o logo no contexto do texto.
Tá, eu sei: é preguiça minha, mesmo...
Uma vez disse isso pro meu primo Dinho e ele, meio brincando, meio sério, rebateu a idéia. Que horror ! O bom é tocar, sentir o cheiro do papel, escutar o bum surdo de um Aurelião sendo fechado; o bom é folhear, se perder entre as palavras, sair à cata de um verbete e descobrir outro, procurar peia e achar peguilha, dar para cada consulta um rumo diferente e inesperado.
Eu não acho. Bom seria topar na palavra desconhecida, digitá-la no teclado e imediatamente receber a resposta. Ideal seria descobrir o significado e não ter de voltar uma frase sequer na leitura, inserindo-o logo no contexto do texto.
Tá, eu sei: é preguiça minha, mesmo...
terça-feira, outubro 12, 2004
sexta-feira, outubro 08, 2004
Daqui a poucos dias, nós, jornalistas, teremos esquecido o Didi. A vida inteira, ele vai ouvir piadas dos colegas sobre o stripper que esfaqueou ontem à noite. Precisávamos dizer que a vítima era um michê, um profissional do sexo; que a circunstância era uma suruba, uma putaria, uma veadagem, uma baixaria generalizada ?
quinta-feira, outubro 07, 2004
segunda-feira, outubro 04, 2004
Eleições - Impressões
Nunca a oposição esteve tão perto da Prefeitura de Porto Alegre. Para chegar lá, entretanto, ainda é preciso atingir a excelência do PT nos programas de TV e rádio. Aguardemos.
Na eleição para vereador, dois fenômenos chamaram a atenção. Primeiro a Manuela, militante estudantil, ilustre desconhecida, que fez aquela puta votação. Mas vamos combinar: ela era queridinha na TV. Bem que mereceu. Segundo, o Ibsen, que estourou a boca do balão. Como eu queria conseguir quantificar as parcelas dos vinte e tantos mil votos que se deveram ao trabalho político-partidário, à popularidade no sala de redação e à vontade geral de se reparar uma injustiça.
Aliás, ontem ouvi o Ibsen dizer numa entrevista: "quem sabe não encerro minha carreira política como comecei...". Até parece que eles largam a cachaça assim.
Rapaiz, pobres desses candidatos que perderam ali, ali. O Schirmer, por exemplo, em Santa Maria. "Que coisa, hein, Macedo !"
Bah, que falta de moral da Marta. A mulher tem de ser muuuuito chata para perder assim pro Serra já no primeiro turno. E, na boa, é demais pro PT ter a Presidência da República e a ainda a prefeitura de São Paulo.
Nunca a oposição esteve tão perto da Prefeitura de Porto Alegre. Para chegar lá, entretanto, ainda é preciso atingir a excelência do PT nos programas de TV e rádio. Aguardemos.
Na eleição para vereador, dois fenômenos chamaram a atenção. Primeiro a Manuela, militante estudantil, ilustre desconhecida, que fez aquela puta votação. Mas vamos combinar: ela era queridinha na TV. Bem que mereceu. Segundo, o Ibsen, que estourou a boca do balão. Como eu queria conseguir quantificar as parcelas dos vinte e tantos mil votos que se deveram ao trabalho político-partidário, à popularidade no sala de redação e à vontade geral de se reparar uma injustiça.
Aliás, ontem ouvi o Ibsen dizer numa entrevista: "quem sabe não encerro minha carreira política como comecei...". Até parece que eles largam a cachaça assim.
Rapaiz, pobres desses candidatos que perderam ali, ali. O Schirmer, por exemplo, em Santa Maria. "Que coisa, hein, Macedo !"
Bah, que falta de moral da Marta. A mulher tem de ser muuuuito chata para perder assim pro Serra já no primeiro turno. E, na boa, é demais pro PT ter a Presidência da República e a ainda a prefeitura de São Paulo.
sexta-feira, outubro 01, 2004
quinta-feira, setembro 23, 2004
sábado, setembro 18, 2004
quinta-feira, setembro 16, 2004
quinta-feira, setembro 09, 2004
Faz pouco, a revista Época contratou, como cronista, no lugar do Mario Prata, uma gaúcha de quem eu nunca ouvira falar: Bibi da Pieve. Na primeira crônica publicada, a moça diz que o supermercado, mais especificamente o corredor de congelados, é o lugar ideal para encontrar homens solteiros, bonitos, bem sucedidos. Vou além. É também em meio às gôndolas que os rapazes podem encontrar o par ideal. Mais seletiva fica a busca se o passeio pelo súper for feito entre dez e meia-noite. Tem tanta gente jovem, bonita e atraente, que a Rafa não me deixa mais ir às compras sozinho. Em tempo: também não a autorizo a fazer incursões noturnas solitárias no Zaffari Cristóvão.
terça-feira, setembro 07, 2004
segunda-feira, setembro 06, 2004
sábado, setembro 04, 2004
Irrita-me horrores este gauchismo exacerbado, este orgulho de ser riograndense que temos. Isso que eu sou tri gaúcho, e sou tri portoalegrense e amo esta terra. Mas não saio por aí dizendo ou pensando que somos melhores que os outros. Foi de dar vergonha a abertura oficial da Expointer. Mais ainda a inauguração de portões, no sábado passado, quando quatro dançarinas do La Salle, de lenços amarelo, verde e vermelho e collant branco ressaltando a saliência mamária e as entranhas pubianas, apresentaram uma dança sexy, enquanto uma voz máscula contava que Deus criou este povo bravo e guerreiro. Mas fiquemos apenas com a inauguração oficial da feira. É deprimente que a cena mais bonita tenha sido a encenação de uma carga de lanças. Que orgulho bestial temos de nossas guerras ! Cultuamos uma revolução que foi uma verdadeira carnificina, matando milhares, pelo interesse de poucos, e mudando pouco ou nada a realidade local e brasileira. Isso sem falar na celebração do mau gosto que é aquele acampamento farroupilha que já deve estar começando no Harmonia. Um amontoado de gaudérios - boa parte nunca saiu do eixo Porto Alegre/Tramandaí - "enmalocados" num espaço minúsculo, fazendo lixo, enquanto a cavalhada bosteia. Ora bolas, cavalos no asfalto ! Pra quê ? E olha que eu sou tri gaúcho e sou tri portoalegrense e amo esta terra.
quarta-feira, setembro 01, 2004
A cada edição da Expointer, me assalta a mesma idéia. Por que não mudar de vida ? Digo, mudar mesmo, deixar o resto para trás. São duas as possibilidades absolutamente realizáveis que me vêm à cabeça. Largar tudo e virar ovinocultor e largar tudo e virar dono de empresa de comunicação. Ambas me parecem muito simples. No primeiro caso, é só começar a ler um pouco sobre o assunto, fazer um cursinho do Senar e iniciar a criação de Texel na Barra do Ribeiro. Eu viraria um agroboy com um pouco mais de visão de marketing do que os que dominam o mercado. No segundo caso, é só largar a TVE, começar a fazer contatos com empresas e deu ! Quer sonho mais fácil de realizar do que o de ser melhor do que a grande maioria dos assessores de imprensa que estão por aí ? É roubar pirulito de criança. Fazer vídeos, revistas, boletins informativos, relises. Deixa comigo ! Nunca foi tão fácil ganhar dinheiro.
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