quarta-feira, julho 30, 2008
Há uns dias esteve na Capital o urbanista catalão Jordi Borja. Ele só disse o óbvio. Mas o óbvio seria uma revolução para Porto Alegre. Derrubar o muro, aproveitar os armazéns, retirando alguns para fazer a visão da água chegar até a cidade, criar atrações comerciais e também gratuitas para não elitizar demais como o Puerto Madero... Simples assim. Genial assim.
segunda-feira, julho 28, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
quinta-feira, julho 24, 2008
quarta-feira, julho 23, 2008

segunda-feira, julho 21, 2008
sexta-feira, julho 18, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
segunda-feira, junho 30, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
sábado, junho 21, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
Atualmente, Filipe passa mais tempo no hospital do que em casa. Quando está em Tenente Portela, o garoto se diverte com os amigos e mata as saudades do pai, Celso Mereis, que por causa do trabalho, não pode acompanhar o tratamento do filho em tempo integral.
Antes de fazer o transplante, Filipe, gremista fanático, faz um pedido especial a mãe. "Quero que ela vire gremista. Não quero uma medula colorada", fala o menino.
terça-feira, junho 10, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Quanto de frescura vai ter no teu casamento, numa escala de 0 a 10? (Sendo 0 o casamento dum amigo meu que foi num quintal com pizza e 10 o casamento do anghinoni, onde para tudo havia um garçom)
>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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8. pq?
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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Gostaria de saber o que esperar. Exemplos?
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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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tu não prefere que seja surpresa?
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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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prefiro. Não me entrega as surpresas, mas me dá uma idéia de que haverá de legal. Chamam de teaser, os publicitários.
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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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não haverá grandes surpresas... será um casamento normal. boa decoração, boa comida, muita bebida, espero. só que acho que estará bem animado, porque tenho amigos bastante bagunceiros...
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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Achas que há boas perspectivas pro Último Solteiro, o Vicente?
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>>>Sebastiao Ribeiro>>>
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poucas, mas algumas... mas poucas...
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>>>Rodrigo Bersch Muzell>>>
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Apesar desse monte de respostinhas medrosas, tens uma entrevista pro dia de hoje já.
terça-feira, maio 27, 2008
mariella: o que tu mais gostou na função toda?
sebastiao: de procurar a lua-de-mel. acho que gastei umas 500 horas na frente do computador sonhando com hotéis e lugares paradisíacos. como a rafa queria metrópole e eu, sombra, sexo, comida e água fresca, decidimos cinco noites no caribe e cinco noites em ny. demorei anos para me decidir por playa del carmen, no méxico, mas quando fomos a são paulo buscar o visto mexicano, esgotaram-se as senhas para o dia. nos irritamos com os cucarachos e decidimos não ir mais pra lá. desesperado, fiz um comment no blógui do ricardo freire pedindo ajuda. ele foi muito querido e nos mandou tomar no olho do cu. sério: nos sugeriu o ku hotel, em anguilla. a partri do dia 17, em encontre em www.ku-anguilla.com/
sebastiao: ... (longo tempo) ... mariella, uma entrevista pressupõe respostas e PERGUNTAS
mariella: hahahahahaha. sim,eu tava lendo, guri
mariella: e o noivo teve muitas funções no processo ou a noiva acabou absorvendo todas? quais as tarefas foram delegadas a ti, além da lua-de-mel?
sebastiao: putz, que bosta este gtalk, apagou toda uma resposta...
mariella: quer ir pro msn?
sebastiao: bem capaz. fiz um monte de coisas. escolhi o fotógrafo e a empresa de iluminação (foi por eliminação, já que o representante de uma delas tinha uma megatatoo do inter no braço e foi desqualificado). estou vendo as bebidas e comidinhas surpresas. descobri e comprei lembrancinhas criativas. a escolha do menu foi megademocrática, em um pleito que envolveu as duas famílias e voto aberto.
mariella: um noivo muito dedicado. e o terno? qual foi o critério de escolha? a rafa ja viu?
sebastiao: a rafa não vai ver. desculpa, não sou vaidoso, mas quero preservar a informação sobre o terno. a escolha é minha e só minha. a maria paula foi chamada pra me ajudar, mas não me ajudou. de que adianta ter cunhada, então? agora, só eu sei como é meu terno (e o alfaiate e a margarida muller, que é a cerimonialista, muito querida). ah, ele é diferentão. disse isso pra minha mãe e ela está apavorada.
mariella: hahahaha. mas é terno ou fraque? ou meio fraque?
sebastiao: terno.
mariella: tu vais usar gravata ou plastrom? é assim que escreve?
sebastiao: o que é plastrom, meu deus? não, tudo menos PLASTROM, seja lá o que isso for..
mariella: é aquela gravata de noivo com uma pérola. acho meio esquisita, mas enfim. e a expectativa com o grande dia. tá perto, né? a rafa teve muitos pesadelos??
sebastiao: ah, começaram as perguntas de repórter esportivo pra jogador de futebol... tem expectativa nenhuma, guria. tá tudo ótimo. a rafa tá ótima. e chega de entrevista. amanhã fazemos mais. valeu!
mariella: não, não. não é pergunta de repórter esportivo. nem sei como se faz isso.
sebastiao: putz, não estou conseguindo fazer um copy-paste disso. e agora?
mariella: mas é que noivas têm pesadelos durante o processo. e a rafa me falou de um com o vestido, que era azul celeste. mas conta mais. vai ter pajem? imagina o barbosa levando as alianças!
sebastião: ba-ai.
segunda-feira, maio 26, 2008
Webmaster - Teu blógui tá uma merda.
Tião - Eu sei... É que...
WM - Tua meta é deixá-lo como o da Tica?
Tião - Não, não, de jeito maneira, prometo que vou me empenhar.
WM - Andam dizendo por aí que a tua condição de futuro marido e pai
está te fazendo um homem mais maduro, e que homens maduros não têm blóguis...
Tião - Mentira! Calúnia! Quer dizer, acho que não... Pode ver, eu tento atualizar, fiz dois posts sobre a azeitona, digo, o morangão... Talvez vá ser legal pra ele ler isso quando crescer. Saber que um dia foi uma azeitona. Bonito, né?
WM - Ele?
Tião - Não, tipo, digo ELE latu sensu. Pode ser uma morangona. Aliás, seria bem divers se fosse uma morangona...
WM - Divers? Tua filha vai te achar ridículo se tu falar assim com ela.
Tião - Tipo o pai de boné e pochete que eu vi tomar um tombo na rua quando andava de skate com o filho?
WM - Não desvia. Por que tu não tá atualizando?
Tião - Não fui eu que tergiversei, cara. Foi tu que perguntou se eu ia falar divers pra minha filha. Filho. Sei lá.
WM - Desculpa.
Tião - Tá, não tenho tempo pra ficar de abobrinha. Tenho de ensacar as lamparinas. Nos falamos depois.
WM - Abobrinha? Lamparina?
Tião - Esquece, esquece... A propósito, o que é Webmaster?
terça-feira, maio 20, 2008
segunda-feira, maio 19, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
Se você fosse um bovino - um boi, uma vaca, um touro, um terneiro - e estivesse no brete (aquela confusão toda, a cola do da frente espalhando merda no seu focinho molhado), prestes a levar uma pistolada no pescoço, preferia que a vacina contra aftosa aplicada fosse da:
a) Bayer (se é Bayer, é bom)
b) Intervet (leia-se Schering Plough - se diz "pláu")
c) Merial (sem proteínas não-estruturais)
d) Vallée (se faz de francesa, mas é de Uberlândia)
segunda-feira, maio 05, 2008
"Muito obrigada pela lembrança. Sabe que essa questão do gosto que a lanolina passa prá carne é super importante mesmo! O Álvaro, que era o meu namorado mas agora estamos separados, sempre fala isso, tanto é que quando o irmão dele carneava qualquer ovelha velha o sabor da carne era tão suave quanto o de um cordeiro mamão!!!
Quanto à lanolina, se tu quiseres explicar de um jeitinho bem delicado, é só dizer que é como aquele sebo que a gente fica se não toma banho uma semana... rsrsrs.
É a oleosidade produzida por glândulas sebáceas da pele da ovelha. A lanolina, apesar de não ter um perfume muito agradável quando está in natura, é extensamente usada em produtos cosméticos por suas propriedades de hidratação.
Como a lanolina tem esse cheiro forte e propriedade oleosa, quando se abate um cordeiro, é fundamental cuidar para que a mão que toca no pelego não toque na carne, pois a lanolina ficará "grudada" nos dedos e conseqüentemente será "transportada" para o nosso sagrado churrasquinho, ou qualquer que seja a forma de preparo da carne de cordeiro."
Aproveito para trazer dos comments para o corpo do blógui as considerações do Gustavo Ibarra, que atribui os diferentes góstos aos diferentes pastos e deixa uma receita:
"Tião, a questão do pasto é muito pessoal. As gramíneas que determinam o gosto variam de acordo com as microrregiões do estado. Notaste grande diferença de sabor entre o cordeiro produzido na fronteira e os originários dos campos de cima da serra ou da região central, por exemplo. Eu estranho o gosto, pois o meu costume é de comer carne proveniente da fronteira. Eu recomendaria que o pessoal comprasse a carne do selo ovino jovem do Nacional/Big. É garantida que é boa e cujo o manejo é correto, pois são cordeiros de campos nativos da fronteira, mais precisamente fornecidos pelo núcleo santanense de criadores de Texel.Hhehehe.Faz assim ó: compre uma paleta. Esmague alho com sal e faça uma pasta. Misture manjericão fresco picado a essa pasta e espalhe/esfregue por toda a paleta (fure ela com uma faca pra aumentar a absorção dos sabores). Leve ao forno para assar. Acompanhe com uma massa puxada na manteiga com sálvia (derreta a manteiga-bastante- na frigideira e jogue as folhas de sálvia para fritar rapidamente) e um bom tinto. Reze que seja um domingo chuvoso..."
terça-feira, abril 29, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
Foi mais ou menos assim. Terça-feira, dia do futebolzinho da turma, eu estava dando um tempo na Zero Hora para ir direto para a quadra, quando a Rafa liga. Ela sempre liga.
- Gordo, tu tá sentado?
- Ahn... Que tu quer?
- Tou grávida.
Neste momento, é bom que vocês entendam que a Rafa sempre ficava grávida. A cada ciclo que atrasava, engravidava. De fazer teste e tudo. Um dia sem a menstruação, e já queria ir pra farmácia comprar palitinho. Portanto, nenhuma novidade até aqui. Mas resolvi averiguar.
- Como? Explica.
- Eu tou muito nervosa. Eu tou aqui no escritório. Eu comprei um teste de farmácia. Deu dois risquinhos azuis. Um tá mais fraco que o outro, mas na bula diz que se dá dois risquinhos é que ta grávida.
A primeira reação foi físico-química. Senti um vazio no estômago; uma espécie de frio que se espraiou até a ponta dos dedos dos pés e das mãos. Instantes depois, pude elaborar um pensamento:
- Putaquiupariu, e o futebol? Tou fodido, tenho de ir ver a Rafa. Não vou conseguir jogar. Vai faltar um. Os guris vão me matar.
A questão neste momento era prática. Eu tinha de ver a Rafa. Era como se ela estivesse muito doente, e precisando de apoio. Ordenei que se dirigisse para casa e me esperasse. Antes de desligar, ela disse:
- Não podemos contar pra ninguém. Só depois do teste de sangue.
- Claro, claro! Tou correndo pra casa. Te amo. Beijo.
Desliguei o telefone, olhei para o meu lado e enxerguei a Isabel. Então vomitei:
- Isabel tenho que te contar uma coisa não conta pra ninguém a Rafa tá grávida acabou de descobrir foi um exame de farmácia diz que é 99% de certeza.
A Isa ficou faceira. Eu comecei a refletir sobre como me sentia. Com certeza, muito mais feliz do que triste; muito mais assustado do que alegre; sem dúvidas, muito eufórico e orgulhoso de ser um bom reprodutor.
Assim, rumei para casa. De carro, mas a jato. Minha preocupação voltou a ser o estado da Rafa e o futebol. Eu realmente queria jogar. Nossa peladinha de terça à noite é um dos raros momentos de prazer garantido. Mas, agora eu era pai. Pai. Tinha compromissos de pai. E, se a Rafa precisasse, eu ficaria com ela.
Cheguei no apartamento louco para vê-la. Ela abriu a porta e eu a abracei. Com força, mais pela necessidade de mostrar que estava ali do que por emoção incontida. Fiz um interrogatório sobre as circunstâncias do exame e então tomei coragem para dizer que eu queria ir ao futebol, mas não admitia, em hipótese alguma, que ela ficasse sozinha. Era como se instantaneamente ela tivesse se tornado um cristalzinho muito frágil. Tanto que, quando a deixei na casa da mãe dela, antes de seguir para o jogo, subi com o carro na calçada para não haver risco de minha mamãe ser atropelada. Parece pouco, mas eu nunca tinha feito isso antes.
Na ida para o futebol, tive de ligar para a Isabel. Eu tinha de falar. O jogo foi bom, apenas que às vezes eu parava no meio da quadra e pensava: meu, que viagem, eu vou ser pai, que coisa mais nonsense. Ao fim da partida, eu estava absolutamente eufórico. Tomei uma cerveja e voltei para levar a Rafa até a casa dos meus pais, onde fomos recebidos com muitos beijos e champanhas Cave Geisse para o brinde. Entrementes, o Alô Panvel entregou mais um exame que apontou dois riscos.
Acordei-me no outro dia incrédulo. Uma mijada num palito era totalmente insuficiente para me convencer da paternidade. Enquanto a Rafa fazia mil planos para o bebê, eu passei o dia ansioso, esperando o resultado do exame. Por volta das 17h, entrei eu mesmo no site do laboratório Weinmann. O resultado, vocês conhecem tanto quanto eu.
Quando o vi, lá na Zero Hora, chamei imediatamente a Isabel e pedi que convocasse a turma para um brinde no bar da redação. Todos ficaram muito alegres com a notícia e até Totosinho foi chamado.
De tudo, o que mais me surpreendeu é que eu fiquei muito menos nervoso do que esperava. Ando mais é faceiro mesmo. Acho que, na verdade, eu estou muito mais preparado para ser pai do que pensava. Ou não.
sexta-feira, abril 18, 2008
Uma azeitona com um caroço pulsante. Bem maior do que uma ervilha, pelo menos. Meu bebê tem exatos 1,29 cm “da cabeça à nádega”. Francamente! Não consigo entender por que eles medem uma criança da cabeça à bunda. Aliás, não consigo entender como eles conseguem descobrir onde é a cabeça e onde é a bunda. Pra mim, é tudo a mesma azeitona.
Tem gente que chora na primeira eco. Eu não. Digamos que o ambiente não é lá muito inspirador. Entramos em uma sala e uma moça ordenou à Rafa que tirasse a calça – e a calcinha. Todo dia, ela se despe na minha frente. Mas ali, naquele cubículo frio, achei meio estranho. E que coisinha ela ficou quando foi vestida com um saiote de papelão!
Deitada na cama, agora sem a moça, e aguardando a doutora, minha mulher olhou para o lado. Encontrou 30 centímetros de um objeto cilíndrico. Mais parecia uma salsicha parrillera desenrolada. Fina e comprida como a vara do Minhoca – palavras da própria mulher do Minhoca. Uma vara que espia (e ouve).
Passado o choque com as dimensões, seguiu-se uma preocupação mais nobre. Higiênica. Por quantas pererecas teria aquela... ah, deu pra entender, né? A tranqüilidade só veio quando a médica entrou e, em um movimento ágil e certeiro, uns cinco segundos no máximo, encobriu o objeto cilíndrico com uma camisinha.
Foi então que o exame propriamente dito começou. A médica dizia: ali é o embrião, ali a comidinha dele, ali a parede do útero, ali o ovário... E nós: Ahn? Quê? Onde? Ahn? Olha, eu podia dizer que é superfrustrante descobrir que o teu bebê é... uma azeitona disforme. Mas a verdade é que dá um puta orgulho. De saber que a tua mulher é fértil, que o ovário direito está produzindo progesterona, que o útero está dilatado, que o corpo dela está se comportando exatamente como devia até agora. E de saber que tu é capaz de gerar uma vida, porque nada simboliza mais a vida do que aquela minúscula bolinha pulsando, enlouquecidamente. Olha, vou confessar, estou arrepiado neste exato momento. E não é só para encerrar o texto como ele começou, mas passei o dia inteiro ouvindo aquele barulhinho: tu-tuc-tuc-tuc.
domingo, abril 13, 2008
Kati
Comprar carne ovina é uma loteria. Não importa se tem marca, é vendida em butique, faz parte de programa de abate controlado: há sempre o risco de o corte vir catinguento.
Sabe catinga? Aquele cheiro de barba de bode impregnado? Um gosto que causa náusea e instantânea contração nos músculos da face (e do abdôme)? E cuja sensação retorna a cada expirada? Pois é, tem bagual que adora, acha que é coisa de macho. Margarida detesta. Está certo, Margarida fala de si na terceira pessoa, e isso não é lá muito abonador, mas nem por isso deve-se desqualificar sua opinião.
Conversando com quem sabe ou quem diz que sabe, chega-se a três explicações com relação às origens da catinga _ aliás, ensina o Aurélio, termo com origem na palavra guarani kati, ou "cheiro forte". Para alguns, a kati poderia ser causada pela idade avançada do animal (oveia véia), pela raça ou pelo mau procedimento na hora do abate.
De início, Margarida colocou em xeque a questão da idade. A carne ovina mais catinguenta que já comeu foi um filezinho de cordeiro ao molho de mostarda. Prato lindo, receita tentadora e uma kati absolutamente desproporcional à delicadeza do corte. O problema era que a carne era de "marca", de "cordeiro mamão": como podia então ter aquele gosto repelente? Foi então que um criador amigo, adepto da teses que envolvem idade e raça, respondeu:
- Rapaz, eles dizem que é cordeiro. Eu sei que não é, porque eles oferecem para comprar meus bichos e da redondeza. E embarcam de qualquer idade e de qualquer raça. Tem oveia véia, eles compram.
A diferença de gosto entre as raças é uma explicação que sempre agradou a Margarida. Este colunista freqüentou o campo ao longo de toda sua vida. Lembra-se da kati da carne servida na fazenda do avô lá pela década de 80, quando se criavam raças específica para produção de lã. E sabe como o cheiro ruim desapareceu totalmente após a migração para a raça texel, voltada à produção de carne. A melhor paleta assada que Margarida já comeu - daquelas macias, suaves e ca-ra-me-la-das - foi de um animal suffolk criado (tipo carne) na Cabanha Picumã, de Butiá, do Rogério Silva, um veterinário muito gentil e que, aliás, tinha um carneiro megasuperultraresistente a vermes na propriedade, mas isso é outra história.
Quem defende a tese da forma de carnear é o marido da Letícia Picoli, outra veterinária querida totalmente apaixonada (e especializada) por ovinos. Pois o cara, cujo nome eu não lembro, com a chancela da mulher, diz que o problema é quando o carneador encosta a carne na lã. Se isso acontecer, com o perdão da expressão, fodeu. Essa, aliás, é uma tese antiga, mas Margarida não acredita muito nela, não. Duvida que nos grandes frigoríficos haja processos múltiplos de abate, e ainda assim a carne oriunda deles sai às vezes com kati, às vezes sem.
É essa inconstância odorífera ou gustativa, vamos assim chamar, que faz com que tanta gente não goste da carne ovina, que é a melhor que há entre as vermelhas (quando está boa). E que, por fim, limita o mercado e até os preços do produto. Afinal, não é todo mundo que aceita arriscar. Da parte de Margarida, continuará apostando na loteria, porque acha que uma costelinha de cordeiro boa compensa outras mil com kati.
quarta-feira, abril 09, 2008
quinta-feira, abril 03, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
sábado, março 22, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
sexta-feira, março 14, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Passa que a irmã dele vai casar em novembro, e ela é mais nova, e sabe como são estas coisas: ele, mais velho, enrolando há anos uma pobre moça e daí vem a sacana da maninha e não só noiva (do verbo noivar!) como marca igreja, salão, lua-de-mel. O que, por óbvio, gerou uma injusta pressão sobre meu camarada e a respectiva dele para que, enfim, ao menos sinalizassem à família e à sociedade e a si mesmos um desejo de união eterna.
O problema é que noivar envolve aquela coisa de alianças. Anéis, para ser mais objetivo. E a troca das jóias normalmete exige uma certa solenidade. A Pati e o Gui, por exemplo. Era Natal, a família reunida, aquela coisa, entrega de presentes, todo mundo louco para pôr as mãos no peru... Um lance meio família Doriana, sabem? Aliás, eu tenho um amigo cujo apelido é Dori... Ops, ele não sabe. Mas, enfim, até o cachorro do casal ia ganhar um mimo do Noel. Por isso mesmo o cãozinho, um shi-tsu, aquele que parece lhasa mas tem a cara achatada de pequenês, apareceu na sala com um laçarote no pescoço. E então, quando a Pati foi ver, o bichinho trazia uma caixinha amarrada na coleira, e dentro da caixinha... Bingo: as alianças! E todos choraram e se emocionaram e são felizes para sempre. Tem também a história do Caetano, que optou pelo tradicional jantarzinho romântico. Papo vai, papo vem, o vinho rolando, e ele começa a mexer no dedinho da moça. Tira, bota, tira, bota, tira, bota - o anel no dedo da guria, claro. Até que, num passe de prestidigitador, troca o anel que a moça usava por uma jóia mais rara, a aliança propriamente dita. Quando ela se dá conta, é aquela comoção! E o final todos sabem: brigaram, se separaram e hoje ele está bem casado com outra menina e até filhote já tem.
Mas estamos aqui para falar do outro amigo, aquele que é meio atrapalhado com estes troços de noivado. Pois bem, retomando: pressionado pelas circunstâncias e embalado pelo amor, ele resolveu agir. Já sabendo das próprias dificuldades, optou pelo básico: viagem a dois para marcar o momento. Mas a verdade é que queria acabar logo com aquilo - a necessidade de planejar alguma coisa bonita o estava enlouquecendo. Tanto que no próprio aeroporto Salgado Filho ele, atormentado, fez a seguinte proposta.
- Amor, vamos acabar logo com esta coisa. Bobagem a gente ter de fazer uma função para noivar. Trocamos aqui mesmo no saguão as alianças e tá tudo feito. Daí a gente já aproveita a viagem relaxados.
A resposta da moça, claro, nós já sabíamos: na na ni na na. E lá se foi o casal para o Rio, em pleno Carnaval, com a única missão de formalizar a união. Para não complicar, a opção foi o jantarzinho básico - de novo ele. Escolheram um restaurante charmoso na Barra da Tijuca. Para chegar lá, até barquinho tiveram de pegar. O lugar não poderia ser melhor para o momento - quer dizer, até podia, Veneza, uma gôndola, um violino... Mas, considerando as circunstâncias, de novo elas, aquele jantarzinho à beira d´água estava ótimo. Ou melhor, estaria ótimo.
Porque, em vez de tranqüilamente pedirem o antepasto, o vinhozinho, o prato principal, a sobremesa e trocarem as alianças, se puseram a debater qual o melhor momento para o ato.
- Antes do couvert - dizia ele.
- Depois da janta - dizia ele.
E o clima foi se desfazendo, se desfazendo, se desfazendo... até que ela entrou em pânico.
- Eu não vou mais. Aqui, no meio deste povo, não vou. Tenho vergonha. Todo mundo vai olhar. Não, não e não.
Pois é. Como vocês podem ver, não é só meu amigo que é atrapalhado com estes troços de noivado. A mulher dele também é. De forma que os dois deixaram o restaurante, literalmente, de mãos abanando. Assim como foram, os dedinhos voltaram para o hotel. Os candidatos a noivos chegaram abatidos e desanimados. Sem saco até para caminhar entre a torre principal do estabelecimento à secundária, onde ficava o quarto do casal. Preferiram usar o carrinho elétrico de golfe, que levava os mais preguiçosos pelo curto trajeto. Sentados no banquinho de trás, os dois olhavam o jardim, quietos. Em absoluto silêncio. Até que, em um rompante, o meu amigo abriu a caixinha com as alianças e enfiou no dedo da noiva. Assim mesmo: enfiou. Quando o negrão que conduzia o carrinho estacionou, o noivo apenas pediu.
- O senhor podia tirar uma foto, por favor? Ahn... Acabamos de noivar.
Prontamente, o motorista atendeu ao pedido e, olhando para as duas alianças, caiu na gargalhada. Meu amigo e a mulher dele agradeceram e subiram ao quarto. Foram dormir o sono pesado do dever cumprido e da felicidade. A foto dos dois no carrinho está hoje num porta-retratos.
Pensando bem, talvez eles nem sejam assim tão atrapalhados com estes troços de noivado.
sexta-feira, março 07, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
Pois é. Parece eu nessa última semana. Minha cabeça só pensa em uma coisa: onde vou passar a lua-de-mel? Esqueci até da minha noiva, por causa disso. Quase que a Rafa cancela o casamento, após eu ter passado cinco madrugadas seguidas na Internet (e longe da cama) em busca de pacotes de viagem.
Pobres dos meus amigos. Não aguentam mais meus pedidos de conselhos. Têm razão. É uma coisa chata mesmo, meio esnobe, porque tu chega pro cara e pergunta: será que vou pro Caribe, pra Córsega ou pra Grécia? Que tal NY? Paris?
Eu só não enchi tanto o saco dos amigos porque sabiamente resolvi canalizar toda esta minha paixão adolescente para as agentes de viagens. Afinal, são profissionais acostumadas com esse tipo de situação. Será?
Uma delas já saiu da casinha com os meus mil telefonemas e e-mails. Olha só a mensagem que me mandou:
"Bom dia Sebastião,
Para que eu possa estar verificando a melhor opção para a Lua de Mel de vocês é necessário que você centralize a idéia da viagem em apenas um destino.
Não estou conseguindo compreender a sua intenção uma vez que já me solicitastes mais de cinco destinos diferentes sendo, que muitos deles não seguem a mesma linha como no caso dos hotéis "charmosos" no caribe e um hotel "bem simples" em New York!!!
Para esclacer também não temos acesso as operadoras locais, e só conseguimos vender com intermédio de um operador local, o qual tennha representação de tal operadora estrangeira, com isso não temos com vender nenhuma das operadoras que você me passou no último e-mail...
Aguardo seu retorno com a solcitação do que exatamente vocês gostariam para a viagem de Lua de Mel!
Atenciosamente, Fulana de Tal." (sic)
terça-feira, fevereiro 19, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Viram a fotinha aí ao lado? É da seguinte notícia: "O fenômeno que atingiu a cidade de Tubarão, no Sul de Santa Catarina, na noite de sábado, foi realmente um tornado". Foi este o ventinho (e a chuvinha) que eu peguei na BR-101 ao voltar de Santa Catarina no final da tarde de sábado. Não, tu não tem noção.
1 bloco de anotações: R$ 3,00
2 lanterninhas: R$ 5,00
4 pilhas AA para energizar as lanternas: R$ 3,00
2 benajmins, ou Ts ou como prefiram dizer: R$ 2,50
1 rolo pega-pêlos: R$ 5,50
1 super estilete: R$ 2,50
1 faixa de cabelo: R$ 2,00
1 serra pequena: R$ 2,00
1 minidicionário inglês-português/português-inglês: R$ 3,50
3 canetas Bic: R$ 2,10
1 caixa com 50 gizes para quadro-negro: R$ 2,50
1 cabo áudio e vídeo: R$ 2,50
TOTAL: R$ 36,10
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Foi com um único galho de jacarandá que MontSerrat me conquistou. Eu já tinha conversado com centenas de corretores, visitado dezenas de apartamentos e estava cheio da busca por um novo lar. Até que entrei no que hoje é minha casa, caminhei até a janela do dormitório principal e dei de cara com aquele braço da árvore querendo me tocar.
O verde foi o primeiro artifício que o bairro usou para me seduzir. Ao longo desses oito meses que estou aqui, fui descobrindo outros atributos. Um deles me encanta mais: é este ar de comunidade do Interior que o comércio ao redor da minha casa dá à zona. Antes de tudo, preciso esclarecer: moro no baixo MontSerrat, quase Auxiliadora. Da maior parte do meu bairro pouco sei - aliás quem tem coragem de escalar este monte? Viver subindo e descendo lomba é coisa de cabrito, que me perdoem meus vizinhos lá do alto.
Mas, como ia dizendo, é um varejo simples, este que tem aqui pela Silva Jardim, Eudoro Berlink e adjacências. Uma padaria destas que vendem cerveja, um bar destes que vendem cachaça, Correios (e quem ainda escreve cartas?), ferragens, mercadinhos (no MontSerrat, até o Zaffari, na Anita Garibaldi, parece um minimercado), estas coisas... Além de, é claro, milhares de pet shops e de cabeleireiros - cabeleireiros de todos os tipos, dos finos às tantas estéticas improvisadas em garagens. O mais bacana é que tudo isso está a algumas quadras de alguns dos bairros mais chiques da cidade: Moinhos de Vento, Bela Vista, Petrópolis.
Agrada-me muito esta singeleza do MontSerrat. Mas tenho medo de que ela se vá. Noto um movimento de "moinhosdeventização" dos entornos de casa. Primeiro, foi a Body One, uma das academias mais badaladas da cidade, já instalada quando eu cheguei. Depois, uma linda loja de doces argentinos (Media Luna), uma parrilla (Barbanegra) e uma pet shop (Bicho Papão) que só falta ala VIP - todos inaugurados no ano passado e a menos de uma quadra um do outro.
Não que eu não goste de ter coisas boas e finas perto de casa. Gosto. Mas receio que as coisas simples e este ar de pequena comunidade do bairro se esvaiam. Receio.
SEBASTIÃO RIBEIRO Repórter de Economia de ZH, morador do MontSerrat (texto publicado no ZH Bela Vista).
quinta-feira, janeiro 31, 2008
sebastiao diz:
é muito engraçado casar. todo mundo fica sabendo imediatamente que tu vai casar.
sebastiao diz:
daí tu descobre que as pessoas falam de ti - e normalmente devem falar mal - por causa disso
Dinho diz:
é, né. também acho engraçado isso
Dinho diz:
é uma noticia que se espalha logo e todo o mundo comenta
sebastiao diz:
e é engraçado que comentam pessoas nada a ver, com quem tu nem te relaciona. e daí tu te sente parte do mundo. embora isso não signifique nada
Dinho diz:
é bem assim mesmo (nota do editor: pela experiência manifesta, este já deve ter casado dezenas de vezes)
sebastiao diz:
ei. vou publicar isso no blógui
terça-feira, janeiro 29, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Desde aquele filme do Woody Alen, ela sempre foi tudo pra mim. Uma verdadeira ídala (sic). Okey, sou o pior fã do mundo, não a acompanho pela Internet, nem tenho um pôster guardado na gaveta do escritório. Sequer penso nela quando estou na cama com minha mulher, quando, aliás, só penso em minha mulher. Mas, enfim, uma ídala, uma verdadeira ídala.Agora, vem esta notícia:
Scarlett Johansson, de 23 anos, deve realizar uma viagem de cinco dias pela região, segundo apontou a USO (uma organização sem fins lucrativos fundada há 66 anos, que fornece serviços recreativos e de bem-estar geral para os militares americanos e suas famílias), que não especificou as cidades pelas quais passará a atriz.
Durante sua estadia na região, a atriz visitará diversas instalações militares, cumprimentará seus fãs, dará autógrafos e conversará com os membros das Forças Armadas.
"Esta viagem pelo Golfo representa muito para mim. Sempre quis visitar o Golfo, e agora chegou o momento", assinalou a atriz. "Uma coisa é responder uma carta ou felicitar os soldados em um discurso; outra, bem diferente, é visitá-los e passar tempo com eles, que fazem tanto por nós", acrescentou.
Meu Deus, que decepção! Como o menino que descobre que o pai não é o superman, ...
(só uma pausa aqui para eu contar que acabei de agarrar um mosquito com a mão, eu sou foda!)
...como eu ia dizendo, como o menino que descobre que o pai não é o superman, acabei de descobrir que minha ídala é só uma menina de 23 anos, vulgar e babaca, que obviamente vai fracassar na tentativa de dirigir precocemente seu primeiro filme (sobre isso eu li, li sim, claro que li). Vulgar, porque indo até os soldados ela me lembra dos shows da Gretchen para caminhoneiros e nos presídios. Vamos combinar: a Gretchen pode; ela, não.
Babaca porque indo até lá ela estará apoiando (modo revista, bleargh, Carta Capital on) A GUERRA DE BUSH. Veja bem, eu não costumo falar sério neste blógui. Mas vamos falar sobre A GUERRA DE BUSH.
Pra começar não há nada de moralmente condenável em intervir em um Estado para terminar com um regime bárbaro e implantar uma democracia. Por mim, que se fodam todos os radicais islâmicos que não suportam outras maneiras de crer e de pensar e todos filhasdasputa ditadores, incluindo o Chavez e o Fidel, pelo qual, no entanto, nutro uma tremenda simpatia. Portanto, os princípios DA GUERRA DE BUSH não são do mal, e eu quero um mundo democrático e igualitário no futuro. Um mundo do bem.
No entanto, o Bush fez tudo errado. Primeiro, por se achar ele mesmo o dono do mundo iniciando uma guerra sem o aval jurídico da comunidade internacional. Segundo, porque na verdade foi tudo mesmo um desastre. Tiraram o Sadam e aquilo ficou um caos, gentes continuam morrendo feito o mosquito que acabei de matar e não se vê perspectiva alguma de melhora. Fica então impossível não admitir que esta política unilateral intervencionista não leva a mais justiça, a mais democracia e a mais nada, a despeito de se apoiar nesses nobres valores (refirmo-me a justiça e democracia, já que não sei se "nada" é um nobre valor, se bem que acho que sim).
Por isso, que se foda a Scarlett e que comam o rabo dela por lá. À força, para ela ver que guerra não é brinquedo.
Rapaz, eu devo realmente ter bebido uma taça de vinho para estar escrevendo este monte de coisa séria. Ou quase séria.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 08, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
"Provamos o Cave Geisse Brut 2004, um corte de 70% Chardonnay e 30% de Pinot Noir, com perlage fino e intenso. Um espumante que privilegia o frescor com notas de maçã verde e abacaxi , com boa cremosidade e acidez na boca, confirmando o nariz e encerrando em passas de uva clara. Com o tempo em taça, mostrou um traço de óxido de ferro no nariz evocando imediatamente as pedras em decomposição no terreno . Nesse momento, Rodrigo Machado com o nariz dentro da taça, olha para o barranco pedregoso e afirma estar no nariz com o aroma das pedras que ele estava mirando, de pronto Mário, com o sorriso de uma descoberta, corre até o local e volta com vários cascalhos na mão e de fato confirmamos o aroma. O espumante seguinte foi o Cave Geisse Nature 2004, exatamente com o mesmo corte do anterior, sendo a única diferença, a ausência açúcar. Mostrou ser mais austero no nariz com aromas frescos e cítricos e uma intensa nota mineral cristalina. Na boca tem excelente acidez, mostrando algumas notas de cítricos, avelãs e casca de limão, encerrando em frutas claras e uma forte nota mineral. Passamos então para o Cave Geisse Terroir 2003, com degourgement feito em 05/2007, um espumante muito elegante, com perlage finíssimo, abundante, formando um colchão delicado. Manteiga, cítricos, couro e manteiga de cacau no nariz, passando por ameixa em passa e um fundo mineral. Na boca é de corpo médio a encorpado, muito cremosa, com agulha muito fina e delicada que persiste até o vinho ser engolido. A Pinot Noir se destaca com notas animais e couro. Também mostra notas de abacaxi e aniz com uma persistência superior a um minuto, lembrando mel branco e avelãs. Este espumante foi recentemente avaliado por Robert Parker, que não publicou a nota na Wine Advocate por este vinho não estar disponível no mercado norte-americano. Digamos que foi uma nota bastante próxima da nota que demos, para cima. Para encerrar, provamos o "polêmico" Cave Geisse Brut Rose 2003 que agora mostra uma tonalidade mais evoluída. Rosa âmbar com perlage fino e persistente, formando colchão uniforme. No nariz mostra morango em geléia e uma nota de óxido de ferro. Na boca tem corpo médio, boa acidez e equilíbrio, mostrando morango, cereja e mirtilos frescos somados a pétalas de flores, toques de couro e mel. Persistência de 35+ ecoando mirtilos com discreto amargor final. (sic)"
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Semana das matérias bobinhas que adorei fazer. Esta teve o título "Na Tentativa de Corrigir Papai Noel", mas não deu para sair na íntegra no jornal. A foto é do Maionese, vulgo Ricardo Duarte. Ops, o contrário."O helicóptero que não voa, o dinossauro que não caminha, o carro que não completa o looping, a moto que não obedece ao controle. Para todos esses problemas, Marcelo Lopes. Deslocado do setor de estoque de uma rede de lojas de brinquedos da Capital para uma filial em um shopping, Lopes virou a última esperança para pais ansiosos após mais de 24 horas de lamentações de filhos frustrados com presentes que, ao ligar, não funcionaram.
O técnico em eletrônica passou o dia tentando tirar o beiço de crianças como Bernardo, sete anos, que, na noite do dia 24, viu que seu novo dinossauro de controle remoto não caminhava direito._ Por que ele não está caminhando, papai? Chama o Papai Noel de volta, mamãe. Chama... _ apelou, antes de cair no choro.
Papai Noel não voltou, e a mamãe, a estudante Luciana Santana, acompanhada do pai, o programador Jerônimo Queiroz, tiveram de apelar para Lopes. Na tarde de ontem, observavam com expectativa o técnico avaliar o brinquedo. Mas nada de o dinossauro dar passos para a frente. Em vez disso, insistia em uma dança desencontrada, dando voltas em torno de si mesmo. Tão desajeitado, que um adolescente peralta, diante dos olhos dos curiosos, ensaiou um rebolado e arrancou risos da platéia:
_ Até eu mexo melhor que ele.
Ao fim, o dinossauro trapalhão foi trocado por outro igual, mas mais coordenado. A mesma sorte não teve o casal de médicos Jorge e Andréa Alves. O "presente" deles para Lopes era uma pista de corrida sobre a qual um carrinho impulsionado por um motor deveria dar loopings até ser engolido ou amassado por um gorila assassino. O problema é que na engenhoca, dada ao filho Eduardo, cinco anos, o carrinho caía do alto ao dar as voltas, tendo um final bem menos glamouroso do que a goela do macaco. Depois de trocar as pilhas, o carrinho e o motor propulsor e de reconstruir a pista, sempre orientado por Jorge _ já craque na montagem dos trajetos _ Lopes jogou a toalha.
_ Acho que eles têm de recolher isso, porque os pais ficam cheios de expectativa ao dar para os filhos e depois não funciona _ queixou-se Andréa, antes de sair com um vale para troca por outra mercadoria.
O próximo "paciente" de Lopes foi um cão salsicha, de óculos escuros e lenço na cabeça, cuja habilidade é cantar rap enquanto dança e mexe as patinhas. O problema é que, a cada movimento, o cachorro fazia um barulho como se todos seus "ossos" estivessem quebrando. Transformado em "veterinário", o técnico em eletrônica disse ter condições de curar o brinquedo, mas precisaria de uns bons 10 dias. Sem um similar no estoque, a mãe, a advogada Kátia Moyses, teve de aceitar deixá-lo no conserto, ainda que tenha de enfrentar o choro compulsivo do filho Gabriel, de quatro anos.
_ Não adianta, não tem escolha. Ele quer o cachorro mesmo _ diz."
terça-feira, dezembro 25, 2007
Desde sempre a Rafa me fala da amiga Tati Kern, elo perdido entre a infância e a adolescência dela. Juntas, elas faziam as mil Barbies copularem com o único Bob (ou seria Ken?) da coleção, o sujeito mais feliz de toda a história dos brinquedos. Juntas, passavam horas folheando edições da Fluir, porque queriam namorar surfistas, e, afinal, precisavam de informações para seduzi-los. Juntas, assistiam sem parar à reprise do show do Guns no Rock In Rio, para depois trocar juras de amor:
_ Rafa, tu jura que se o Axl (Rose) chegar em ti tu não vai ficar com ele?
_ Juro. Juro.
E se abraçavam...
Foi a Tati Kern quem empurrou a Rafa para o seu primeiro beijo, aos treze anos, porque, afinal, era um absurdo uma menina de treze anos nunca ter beijado. Sorte do feioso do Artur.
Mas, como todas as grandes paixões, a das duas amigas esmoreceu. A Tati Kern trocou de colégio, saiu do Americano, elas foram se afastando, afastando, até se perderem por completo. Até que um dia chegou o Google e o Orkut, e a Rafa se encheu de esperança. Vã esperança, porque a Tati Kern simplesmente não existe no mundo virtual.
A Rafa cresceu, virou mulher, noivou, desnoivou, juntou, decidiu casar, e nada da Tati Kern. Cada vez que alguma coisa a fazia lembrar da antiga amiga, suspirava "ah, a Tati Kern". O último suspiro foi um dia desses, quando estávamos em um restaurante e passou a filha de uns amigos dos meus pais, antiga colega de colégio da Rafa: "ah, esta é a Joana, também conhecia a Tati Kern...".
Eu já não agüentava a situação e resolvi agir, fazer o que há muito tempo planejava. Liguei pra minha mãe, que me deu o telefone da Heloísa, que me deu o telefone da Maria Isabel, que é mãe da Joana e me deu o telefone da Joana, que me disse que lembrava da Tati Kern mas não tinha contato com ela, mas que a Tati Tavares deveria tê-lo.
_ Nossa, a Tati Tavares da Zero Hora? - perguntei.
_ Ela mesmo.
_ Ah, que coincidência, sou colega dela. Deixa comigo. Muuuito obrigado.
De forma que liguei pra Tati Tavares e peguei o telefone da Tati Kern. E foi com o coração a mil que liguei pra ela e disse "Tati, tu não me conhece, mas sou marido de uma grande amiga de infância tua, ela vive falando de ti, eu gostaria que vocês se encontrassem". E foi com muita felicidade que encontrei nela eco para toda a minha empolgação e combinamos de fazer uma surpresa para a Rafa.
Demorou três semanas até o encontro acontecer _ não era tão simples assim, a Tati Kern mora em São Leopoldo, é casada e tem um filhinho pequeno, é veterinária, trabalha pra caramba e vem pouco a Porto Alegre. Durante esse tempo, cheguei a sonhar com a surpresa, e falei umas quatro vezes por telefone com a Tati Kern _ vocês já notaram que eu adoro dizer Tati Kern, né? Tati Kern, muito sonoro.
Então, o grande dia chegou. Era domingo à tarde e a Rafa nervosa porque eu passara a semana toda prometendo uma surpresa. E eu nervoso porque não sabia se ficava em casa ou saía, para fazer o tempo passar até que a Tati Kern me ligasse anunciando a chegada. De forma que resolvi fazer um churrasco em casa, mesmo, para não correr o risco de estar fora quando ela chamasse.
Lá pelas 15h, toca o telefone. Era ela. Já esperava na rua. Chegava junto com os pais da Rafa, convidados pro churras. E trazia o filhote e o maridão. Mandei a Rafa sentar-se em uma cadeira e fechar os olhos. Desci suando de nervoso para abrir a porta. Incrível, mas quando vi o rosto da Tati Kern, parecia que eu mesmo a conhecia há anos. Foi mais ou menos como quando conheci a Laura, namorada do Fabiano _ mas esta história fica só para os que a conhecem.
Conduzi a Tati até o apartamento. Ela subiu pé por pé a escada até encontrar a Rafa sentada, de costas, olhos fechados. Pedi para que ela vendasse os olhos da Rafa com as próprias mãos. Seguiram-se um dos momentos mais emocionantes dos últimos tempos. A Rafa começou a tatear o rosto da amiga. O nariz, a boca, os cabelos. A Tati Kern, quieta, deixou escapar um suspiro, um respiro, produzindo um vento na nuca da Rafa e um grunhido. E a Rafa gritou: "Tati!!!!!!!!!!!! Eu não acredito!!!!!!!!!"
As duas se abraçaram forte, muito forte. Por vezes, separavam-se e voltavam a se abraçar. O mais emocionante é que se tocavam, se tateavam, como se não acreditassem na materialidade dos corpos. Eu tive de virar de costas para não ver mais a cena e não começar a chorar.
O filhinho e o marido da Tati Kern são uns queridos. Passamos uma tarde muito legal lá em casa. A Rafa e a Tati Kern conversavam com naturalidade e intimidade de quem nunca se separou. Espero que elas possam voltar a ser as amigas que eram, ainda que hoje saibam que o Axl nunca vai chegar na Rafa.
Quanto a mim, fiquei muito orgulhoso da surpresa que armei. Ainda mais quando a Tati Kern disse que, durante os dias que antecederam à surpresa, contou a várias pessoas sobre a situação e, em vez de ouvir como resposta "nossa, que legal, vais encontrar uma grande amiga perdida", ouviu sempre "nossa, como o marido da tua amiga é legal".
A propósito: agora a Tati Kern, tão avessa ao computador, já existe no mundo virtual.
domingo, dezembro 23, 2007

- Licencinha, licencinha... Licença! Nossa, hoje o trânsito está difícil aqui - pede passagem um vendedor.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
segunda-feira, dezembro 17, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Salame e copa é melhor que viajar pra Europa. - SILVIA LISBOA
O Tião acopla o salame, quer dizer, a copa e o salame nasceram um pro o outro. - TATI CRUZ
Uma frase que chegou atrasada levou o prêmio consolação.
Se o Dunga não melhorar a Seleção para a próxima Copa, ficaremos todos com cara de salame. - PAULO GERMANO.
quinta-feira, dezembro 13, 2007
quarta-feira, dezembro 12, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
O seguinte: tou meio pesado. Muito pesado. Pra não dizer gordo, palavra grotesca. Ok, Ok, eu (quase) sempre fui gordo, e ainda mais gordo que a maioria pode pensar. Nenhuma novidade, então. Apenas uma revolta com as regras da vida.
Porque, ano passado, andei meio mal. Down, deprê, na fossa. Por uns bons três meses. Nessa época, sem esforço algum, emagreci quase dez quilos. Cheguei perto do peso ideal. Olha, nem quero o peso ideal, não sou de utopias. Sempre quis um peso normal, e era justo o que tinha atingido. Mas quanto mais bonito ficava meu corpo, mais baços e menos capazes de ver a beleza do mundo ficavam meus olhos. De que adianta ser magro e triste? Pergunta que me faz lembrar a frase do Tim Maia citada na biografia escrita pelo Nelson Motta e que foi reproduzida pela Veja. Pois o Síndico resolveu iniciar um regime: “em duas semanas de dieta, perdi 14 dias”, concluiu ele.
Agora, a minha última visita à nutricionista me fez perceber uma cruel relação entre felicidade e peso. Porque, sim, eu ando muito feliz. Domingo, cheguei a abrir uma champanha às 11 da manhã para celebrar a vida, o sol, as plantas e a mangueira da minha laje (ok, a champanha era da marca Garibaldi, podre de ruim e de bagaceira, e me deixou abobado o resto do dia, mas isso é detalhe). Parece não haver dúvidas de que a felicidade é diretamente proporcional ao peso, ou, por outra, o peso é diretamente proporcional à felicidade.
Isso não é uma tese infundada. É conclusão científica, baseada em anos de observação de um ser – no caso, eu mesmo – submetido a diferentes condições psíquicas. A ligação entre gordura e felicidade faz parte do ser humano. Quanto mais feliz o vivente fica, mais ele tem vontade de comer, menos ele tem culpa por sentir prazer e, por isso mesmo, mais feliz ele fica. Donde concluo que esta obsessão moderna pelo corpo e pela magreza vai contra as regras da natureza. De novo, estamos querendo questionar o que Deus criou.
Eu queria terminar este post aqui. Mas minha sinceridade não permite. Tudo bem, eu confesso: comecei academia. Mas não deixei e nunca vou deixar de achar exercícios físicos uma tortura. Ok, um futebolzinho, uma partida de padel até valem a pena – e se valem. Mas jogging, bicicleta, musculação, natação e outros esportes individuais são para matar. De tédio. De sofrimento.
Não entendo como tem gente que pode ficar feliz correndo. Dizem que exercícios ajudam na produção de serotonina, susbtância associada à felicidade. Mas chocolate também é ótimo para ativar esta tal serotonina.
Tudo bem que depois de uma corrida ou uma nadada se tenha uma sensação de prazer. Claro, o esportista se martiriza por minutos e depois se regogiza com o fim do sofrimento. Como o cara da propaganda que pede pastel seco no deserto e depois acha Teen a melhor coisa do mundo. No esporte, o sofrimento causado pela prática é sempre muito mais duradouro e intenso do que um possível prazer que possa ser gerado.E se o lance é ter prazer, porque não buscar o prazer sem sofrimento? Como? Por exemplo: com um chope bem gelado acompanhado de uma costela gorda.
“(...) queria alguém que soubesse ler meus olhos, (...), queria silicone, queria dentes mais brancos, queria um peito masculino para deitar sabe (sic), queria alguém para segurar minha onda e que cantasse para mim e tocasse sambas no violão, queria morar no Leblon.”
sexta-feira, novembro 30, 2007
lá. O sujeito será testemunha de eventos históricos. O Corinthians,
dono da segunda maior torcida brasileira, um dos clubes mais poderosos
do país, um clube odiado por muitos em razão do poderio econômico de
outrora, um dos dois clubes favoritos da Rede Globo, o time que conta
com a adoração do Presidente da República, o mais popular presidente
desde Getúlio Vargas, pode cair para a segunda divisão do Campeonato
Brasileiro, contrariando tudo o que sempre se disse sobre a
possibilidade de rebaixamento de alguns clubes de grande popularidade.
Ali, na sua frente, esfaqueado feito Júlio César, morrendo em razão do
excesso de ambição e poder praticado nos últimos anos.
Mas o Corinthians pode se salvar do rebaixamento se contar com a ajuda
do Internacional, justo o Internacional, o rival do anfitrião do palco
do drama, o maior prejudicado numa série de decisões questionáveis da
Justiça Desportiva e do juiz Márcio Resende de Freitas em 2005, quando
o Corinthians foi campeão brasileiro, assim mesmo, em minúsculas.
Ganhando em Goiânia, onde frequentemente é goleado, o Inter pode
acabar com o drama corintiano. E, no Olímpico, onde a fanática torcida
alvinegra certamente estará em peso, o porto-alegrense pode ser
testemunha de um dos maiores alívios coletivos que se tem notícia.
Para completar a tarde, o cidadão que se dirigir ao estádio tricolor
poderá assistir à classificação do anfitrião à Copa Libertadores da
América de 2008, caso uma séria de resultados absolutamente
improváveis aconteçam. Corrijo-me: resultados incrivelmente
improváveis, praticametne inverossímeis. No Mineirão, o Cruzeiro
precisa fazer a façanha, talvez a maior façanha da história da
Civilização Ocidental, que é deixar de ganhar do América do Rio Grande
do Norte, o pior time da história dos campeonatos brasileiros desta ou
de qualquer outra época. Em 37 rodadas, o América fez 17 pontos, teve
28 derrotas, tem o pior ataque, a pior defesa, um saldo de gols
inacreditável: - 54. Pois esse América vai jogar com os RESERVAS. O
América está jogando a Copa RN e pode chegar às finais deste
campeonato. Por isso, poupará os titulares caso passe à final. Cabe
lembrar que o Cruzeiro tem o melhor ataque do Brasileirão com uma
saudável, rechonchuda vantagem de seis gols frente ao segundo melhor
ataque.
Se o Cruzeiro conseguir deixar de ganhar do América e perder a vaga
para a Libertadores, o Grêmio pode ir à competição ganhando do
Corinthians (e contando com um tropeço do Palmeiras no Parque
Antártica). E, neste caso, neste IMPROVÁVEL caso, algo absolutamente
mágico pode acontecer no Olímpico: o tricolor vai à Libertadores sendo
beneficiado da maior AMARELADA da História do Esporte Mundial (neste
ou em outros planetas), o que certamente encherá o estádio de choro,
risos e incredulidade, e o Corinthians poderá cair caso o Inter perca
em Goiana para o sofrível Goiás. Duas torcidas no mesmo estádio
vivendo as mais distintas das sensações simultaneamente, ao vivo, à
cores e em estéreo. Telúrico.
Permitam-me dar o serviço desta que poderá ser a mais absurda de todas
as partidas de futebol jamais jogadas.
Ingressos
Arquibancada Estudante - R$ 15,00
Arquibancada - R$ 30,00
Cadeira Lateral - R$ 40,00
Cadeira Central - R$ 50,00
Visitante - R$ 40,00 cadeira lateral - acesso pelo portão 17. São
3.300 bilhetes a disposição da torcida corinthiana.
Sócio Torcedor (Central, Lateral e Arquibancada) - 50% do ingresso
Estatuto do Idoso - 50% do ingresso
Arbitragem
Alício Pena Júnior (MG-FIFA)
Assistentes
Aristeu Leonardo Tavares (RJ-FIFA)
Alessandro Rocha (BA-FIFA)
MUITO IMPORTANTE: leve um radinho de pilhas, com baterias extras.
E divirta-se no meu lugar. Estarei trabalhando no plantão do jornal.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Esta é do blógui da Cláudia Ioschpe, foi tirada pela colega dela, Cris Espinoza, e roubada por mim, porque também vi ao vivo e a cores esta histórica peça publicitária. Há coisas melhores no mercado, mas para descontrair uma sexta-feira tá bem, não?



