sexta-feira, abril 30, 2004

Extra Extra, uma véia levou uma porrada na testa !
Agora, sim, fotos GRANDES no www.fotologuidotiao.fotki.com

quinta-feira, abril 29, 2004

Bah, morreu a Terezinha Morango. Quantos beijos abatonados aquela véia me deu !
Há lugares em que a sinalização permite que se estacione, mas ninguém o faz, por causa do movimento da rua - em frente ao meu prédio, por exemplo. Há lugares - a esquina da Praça Saint Pastous, por exemplo -em que as placas proíbem terminantemente o parqueamento, mas ninguém respeita, por ser o local tranqüilo. O bom senso impera no nosso trânsito. E o non-sense impera neste blog.
O Barbosa acabou de arrebentar a sua segunda enforcadeira metálica. Faz jus ao apelido de "Maldito". Quando vê outro cão, o animal invoca uma força quase sobrenatural, tremenda, incontrolável. A próxima coleira será de Pit-Bull.

quarta-feira, abril 28, 2004

Garanto que ninguém aí de vocês que estão lendo este post jogou mais bola do que eu quando era guri. Sempre fui ruim - muito ruim -, mas sempre joguei muito. No IPA, no Parcão, no Aplicação. De manhã, de tarde, de noite. Na calçada, no meio da rua, na garagem do prédio, no hall de entrada do apartamento. Na educação física, no recreio, no intervalo do curso de inglês, antes da aula, depois da aula. No areião, na grama, no cimento. Futebol de campo, futebol sete, dois contra dois, gol a gol. Tres dentro tres fora, dezoito, paredão, bobinho. Era só ter uma bola ou uma folha de papel amassada para a brincadeira começar - sem frescura, sem cerimônia ou preparação.

Ontem fui bater uma bola com o pessoal da Fabico, cheguei atrasado, não aqueci, não alonguei e, à primeira jogada, senti uma fisgada na perna. Já não é a primeira vez nos últimos tempos que isso acontece. Pelo contrário ! Hoje, sem uma corridinha e uma esticada antes, não dá.

Existe um elo perdido entre esses dois momentos. Pensando nisso, pela primeira vez na minha vida, me senti "velho" - e não "maduro".

segunda-feira, abril 26, 2004

Se estou enganado me corrijam, mas creio que ZH rateou na sua manchete de hoje - "SEC define regras para recuperação de aulas". A Secretaria de Educação deixou, há tempos, de ser Secretaria de Educação e Cultura (SEC).

domingo, abril 25, 2004

Baaaaaaaaaah... A Maria Clara Diniz vai na festa de entrega do Troféu Celebridade. Tomara que ela acabe com aquela Laura !!!

sexta-feira, abril 23, 2004

Tou com vontade de escrever que nem o Cardoso e a Lolita Pille e não me encham o saco !

Odeio trabalhar na TV. É que tenho espinhas e, para tapá-las, ou melhor, para tapeá-las, tenho de passar PÓ e CORRETIVO. A marca da maquiagem da TVE é NATHALIA BEAUTY. O produto é bagaceiro e COÇA. Quando fica quente, tudo fica duro, depois derrete e COÇA MAIS. E, numa PARATY 86, onde passo mais da metade do tempo de serviço, SEMPRE é quente.
Repórter de TV também tem de estar sempre de cabelo cortado e barba feita. ODEIO fazer a barba. Tenho PREGUIÇA. Sou VAGABUNDO, RELAXADO e detesto pagar 20 pilas por uma lata de espuma.
Pior que isso, só usar gravata. Ela aperta, SUFOCA, engasga. Dentro de uma PARATY 86, no verão, é mesmo capaz de matar, por isso, só a visto na hora de gravar. É nesta hora que tenho de colocar a camisa pra dentro também. Já não quis ser jogador de futebol para fugir daquelas MEIAS GRUDANDO NAS PERNAS SUADAS e daquele ELÁSTICO DO CALÇÃO APERTANDO e sobrepondo-se às camisetas. E agora, saber que tenho de me submeter a desconfortos piores...
O pior de tudo é ter a certeza empírica de que dessas FORMALIDADES não podemos fugir. Por quê ? Experimenta gravar um BOLETIM sem seguí-las e saberás.

P.S.: Pra completar, minha mãe acaba de chegar aqui no quarto e dizer que "isto aqui já não dá mais". "Isto aqui" é nada mais nada menos do que o meu MELHOR sapato, condenado por estar um pouquinho ENCARDIDO. Capaz que vou aposentá-lo.

quinta-feira, abril 22, 2004

Isto é kafkiano, mas sempre acontece. Você faz uma reclamação para algum helpdesk ou responde a um telemarketing. Um cara da instituição te dá uma resposta. Outro liga para saber se o que te atendeu te tratou bem. Outro liga para perguntar se o cara que te ligou antes agiu corretamente. Outro liga para confirmar se o cara que te ligou antes, para saber sobre o atendimento do que ligou antes, te tratou bem. E você está preso em uma rede infinita de checagens e re-checagens.
from "eu já..."

...tive vontade de matar um gato.
minha namorada tem duas gatas. uma gorda e feia; outra magra e bonita. ontem, tava na casa dela e a mais ajeitadinha foi pro para-peito da janela. morri de vontade de dar um cutuque e atirá-la do 12o andar. perguntei pra rafa se ela nunca tivera semelhante idéia. ela, que ama as gatas, respondeu que sim - nós dois caímos na gargalhada. o que mais me irrita é a passividade dos bichos. volta e meio faço carinho nelas. mas elas nunca vêm me lamber. tampouco lambem os outros. fazem o que querem, a hora que querem, não dão satisfação.
um gato de uma ex-namorada sumiu do quinto andar. não fui eu quem atirou. juro !
Experiência Orkut encerrada. Traduzindo, para quem não acompanha o blógui, já tenho veredicto pronto sobre o troço. É uma dversão como qualquer outra. Como televisão, por exemplo. Pode ter aplicações práticas. Gente que lida muito com informática, por exemplo, pode trocar experiências, dicas e segredos. Da mesma forma, pode-se fazer o mesmo em outras áreas. Mas eu assumo o caráter eminentemente de entretenimento do Orkut. Não creio que encontrarei crescimento intelectual ali mais do que em livros, revistas e publicações tradicionais. E, já que o troço é viciante, fixo um limite de uma hora por dia para brincar.
Falta o resultado da experiência da gasolina.

terça-feira, abril 20, 2004

Várias vezes eu sinto pena, compaixão, dos caras que aparecem presos na TV. Hoje, no RBS Notícias, mostraram uma menina que pegou êxtase na rodoviária de Porto Alegre. O que me tocou foi o diálogo dela - tri insegura e com medo - no telefone com o traficante.

ela - mas é muita coisa ?
ele - pouquinho. bastante. pouquinho bastante.
ela - mas não tem porblema, né ? por ônibus é seguro, né ? será que não vai acontecer nada ?

Depois tá a coitada lá na TV.

segunda-feira, abril 19, 2004

Página 28 de ZH de hoje. Caso Marcello Antony. Gostei de ver o juiz Mauro Borba, que soltou o ator, dando entrevista e explicando, em linguagem acessível, a sua decisão. Afinal, é obrigação - senão legal, moral - dos magistrados prestar contas à população. São pagos por todos e exercem uma função pública. A atitude do juiz deveria ser praxe. Não é.

sexta-feira, abril 16, 2004

Adoro Heineken. A brasileira - fique claro. Ela tem um leve cheiro de zorrilho. De um zorrilho cheirado de longe, cujo odor atravessa os campos, por entre as macegas, agregando o cheiro do pasto e da terra, até chegar, gotoso, às nossas narinas.
Lembro-me de quando tinha 15 anos e a cerveja fazia arder a goela ao descer. Eram tempos em que, para mim, como dizia Paulo Francis, beber socialmente era coisa de pequeno burguês. Beber, ainda com Francis, só para ficar bêbado. Quando foi que isso mudou e eu fui ter vontade de tomar uma Heineken depois da academia ? Existe um elo perdido entre esses dois momentos.

quinta-feira, abril 15, 2004

Em lugar algum no mundo o tempo passa mais lentamente do que em uma esteira de academia.

Não inventaram, na história da humanidade, máquina de tortura mais cruel do que a esteira de correr. Em qualquer instrumento de suplício, o seviciado sofre com dignidade, resistindo contra a injustiça ou mesmo encontrando redenção em um castigo merecido. A tortura física é acompanhada de um sentimento de honra. Na esteira, não: o cidadão sofre fisicamente e sofre mentalmente, sentindo-se um idiota por não estar fazendo qualquer outra coisa com o seu tão valioso tempo.
Dei agora início a um experimento, que, ao contrário da medição do rendimento da gasolina, não sei se terá conclusão. Cadastrei-me em várias comunidades "sérias" do orkut e, ao final do mês, tentarei dar um veredicto.
P.S.: Dentro de uma semana, prestarei contas sobre a gasolina super-hiper-ultra da Ipiranga.

quarta-feira, abril 14, 2004

Uma amiga sobre Orkut:

- Fulano está aí ? Sicrano também ? E Beltrano ! Nooossa... Não acredito. Este povo não se dá ao respeito.

Perfeita, direta, na mosca ! Esta minha amiga é esperta. Mas o engraçado é que estamos todos lá. Encontrar alguém conhecido numa comunidade é que nem encontrar alguém no motel ou num puteiro.

- Ahan. Tu por aqui, é... Não tem vergonha na cara ?, diz o amigo pro outro na zona.

Passei a tarde trabalhando e, claro, de olho na Internet - e-mails, icq e, agora, orkut. Voltei pra casa disposto a fazer um mestrado sobre qualquer coisa ligada a comunidades virtuais. Não conseguia definir se eu era a favor ou contra o orkut. De cara, achei que era uma praga que reproduzia o modelo perverso, enfrentado pelas crianças na escola, que divide populares dos outros. A seguir, me senti, como a Fergs, aliás, preso naquilo, correndo o risco de a qualquer momento ficar na mira de chacotas no "como ou não como". Refleti sobre a nossa necessidade de organizar, virtualmente, nossas vidas: não basta sabermos que temos amigos, precisamos ter uma lista de fotinhos ali, para a qualquer momento acessarmos e termos certeza de que somos amados. A tendência a achar que o troço era "do mal" desapareceu um pouco quando vi a fotinho da Barbara Miebach ali. Vejam só: através do Orkut, tive notícias de uma colega antiga (quem sabe o Top não está no Orkut ?) - e isso é legal.
Enfim, me sinto às vezes afogado na rede. É assim que estava agora há pouco. Até que lembrei que tinha jogo do Grêmio. Imediatamente, levantei para buscar a Zero ou o Correio e saber o horário da partida. Fiquei uns bons 10 minutos procurando os jornais e não os achei. Irritado, voltei pro computador. Sentei, entrei no ClicRBS e descobri o que eu queria. Me senti tão idiota por ter ido buscar os jornais.

terça-feira, abril 13, 2004

Depois de horas de esforço coletivo em uma mesa do Nikus Bar, depois de dezenas de telefonemas a ex-colegas, consegui lembrar o sobrenome do Top. Para quem não sabe, o guri foi nosso colega no início da Fabico, largou a faculdade, sumiu e parece que hoje é gay. Era um cara bem legal, mas tinha lá seus desafetos (encabeçados pelo André Vasques). O apelido se deve a uma mania estranha que ele tinha de se achar Top Model. O nome dele é Leonardo. O sobrenome me veio de repente à mente, após uma cadeia de associações que poderia tranquilamente figurar como exemplo em um livro do Freud. Foi mais ou menos assim que pensei: "sobrenomes comuns-Silveira-Oliveira-Ribeiro-o mesmo sobrenome que eu-Goulart". Bingo ! Leonardo Goulart ! Alguém sabe dele ?
Ah, Goulart era o sobrenome paterno da minha avó materna.