
e trocaria de canal"Não leio blogs; só o do Tião, porque é relevante", Filipe Maia, jornalista. "Às vezes o Tião escreve direitinho", Daniel Gallas, presidente. "Não gostar do Tião é uma falha de carácter", Rodrigo Müzell, jornalista. Sebastião Ribeiro é jornalista e mora em Porto Alegre. Leva uma vida pacata com a mulher e dois filhos em um apê no alto Rio Branco. A propósito, teu cu de bobes.

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| | | Luciana Bazanella é consultora, trendhunter, palestrante e professora nas áreas de marketing digital, gestão de mídias sociais, conteúdo e inovação. Leciona nas cadeiras da FGV nos MBAs em Marketing e Marketing Digital. É palestrante com presença em eventos nacionais e internacionais, como o SXSW, de Austin, no Texas, onde buscou inspirações para o seu mais recente TrendReport lançado ao mercado. | |
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| Empreendedores, Donald Reis (SEPRORGS/Qualitor) e Gustavo Hansel (GH Branding) se juntam à consultora Luciana Bazanella para bater um papo descontraído sobre o que rolou no SXSW 2017, em Austin (EUA). Na pauta, tendências do mundo da comunicação e tecnologia, além de dicas práticas para quem quer curtir os maiores eventos da indústria criativa no mundo, como o SXSW e o Web Summit, em Lisboa (Portugal). | |||
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| 19h: Welcome Coffee 19h30: Palestra: Trend Report: as cinco macro tendências que são chaves para a inovação. Palestrante: Luciana Bazanella. 20h30: Painel: Conexão SXSW: o que rolou em Austin e como curtir os grandes eventos da indústria criativa do mundo. Debatedores: Donald Reis (SEPRORGS/Qualitor); Gustavo Hansel(GH Branding); Luciana Bazanella. | |||
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Pois. Como ontem passei três horas e meia da minha nem tão preciosa vida arrancando cabelos da minha nem tão basta cabeleira, tentando extrair uma nota fiscal eletrônica, tomo a liberdade, sem a licença da Lucia Porto, de usar os comentários que fiz sobre o desabafo dela e de vários contribuintes do meu feed. Quais sejam:
1.
Eu só fico louco que tem um FDP ganhando muita grana com aquela leitora de cartão, e parece que é o mesmo que ficou milionário com a troca das tomadas, fabricando benjamins e adaptadores. Porra: é uma maquininha chulé, que o Banrisul dá de graça, nos custou 50 pilas porque nosso Departamento de Compra é Ninja e foi buscar na Assis Brasil, mas na Certisign e na maioria das lojas sai por 150 paus! CENTO E CINQUENTA DILMAS vezes o número de emissores de nota em POA: gira mais dinheiro do que toda a safra gaúcha de SORGO!
2.
Eu resolvi sozinho a bronca, laralaralala! Depoia de 3 horas, me senti como se tivesse concluído a Travessia do Pontal de Tapes. Primeiro, tive de instalar o driver da leitora de cartão; depois, atualizar o Java (atenção: "atualizar o Java" não é um eufemismo sexual); depois, tive de limpar cookies (tampouco "limpar cookies") e mexer numas configurações de Java, de novo ele, seguindo um tutorial. Ato contínuo, descobri que não tinha o programa da Certisign e o instalei. Ainda assim, o problema persistia. O SAC da Certisign me mandou fazer um teste e descobrimos que a falha era da leitora de cartão, aquela dos 50 pilas. Já estava com a leitora da Certisign, aquela de 150, no carrinho virtual de compras e planejando sair correndo pra buscá-la a seguir na Oswaldo Aranha, em frente ao Julinho, quando resolvi tentar uma última cartada: colocar o cartão de cabeça pra baixo na leitora. Bingo!!! É isso: é um esquema pensado para você terminar com a sensação de que a culpa é toda sua, da sua burrice! Ora bolas, estúpido: achar que o cartão deve ser inserido com a face pra cima...
3.
A mensagem que ralou todo mundo era a da 'applet'. Pois, esta da applet eu resolvi com um tutorial, mas é impensável pensar que o contribuinte tenha de ir até esse nível de configuração para poder emitir uma nota. Disseram pra ele que era simples, que ele podia ter empresa, que com um papel e uma caneta ele emitia uma nota. Podia ser em letra de forma mesmo. Ou cursiva, até. Não aceito nada mais complexo online do que um papel e uma caneta!
Pais e filhos
Hoje foi meu dia de levar o piá ao colégio. Ele recém entrou na primeira série do primeiro grau - agora diz ensino fundamental. Ainda está deslumbrado com o 'colegião'.
Cruzamos a catraca de entrada, e eu pensando... até quando?
- Meu filho, mais uns dias e já dá pra te deixar aqui na roleta, né?
- Acho que sim.
- Sabe como chegar na sala?
- Sei. Se tá sol é pra ir pro pátio de areia e se tá chovendo é na área de convivência - sim, ele disse 'área de convivência'.
Atravessamos o patiozão de mãos dadas. E eu pensando... até quando?
Assim que chegamos à entrada do pátio de areia, o João sussurra.
- Pai, olha ali a Ana...
Aqui um parênteses. Em três semanas de escola, o guri já se apaixonou por três colegas. Primeiro a Rafa, depois a Lavínia, e agora a Ana. Quando penso nisso, me dá um orgulho. Garanhão! Mas daí me reprimo. Pensamento sexista! E se ele for gay? Só fala nas gurias, nunca nos guris. Se ele for gay, tudo bem, se ele for gay, tudo bem... fico me repetindo.
Olho pra Ana, magrinha, pequenina, duas caxuxas laterais. Está com medo de ir sozinha pro pátio de areia, enrabichada nas pernas dos pais. Olho para eles, esperando uma cumplicidade que não vem.
- Então, esta é a famosa Ana?
- A-han. E esse é o João gremista?
- É!
O guri me dá um abraço apertado, de 20 segundos. Diz que me ama. Dá beijo. Às vezes ele faz isso. Fico pensando: será que vou morrer hoje? Ele previu algo? Por que esse abraço tão caloroso, assim, do nada? Até quando?..., eu penso.
Fico tonto com o abraço, com o beijo. Quando ergo a cabeça, ele já está dois metros longe. Deu a mão pra Ana. Eles se afastam no pátio de areia. De costas. Cada vez menores. Mãos dadas. Não olham pra trás. E é tão lindo!
Viro de costas e me vou. Sim, ele previu. Eu morri um pouco hoje. E também morri de amor!
Te amo, meu filho!!!
Venho por meio desta esclarecer-vos sobre três tipos de licença previstas em nosso direito consuetudinário, sendo as duas primeiras já positivadas e a terceira em vias de positivação:
- LICENÇA GALA
- LICENÇA NOJO
- LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO:
- LICENÇA GALA: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento" Art. 473 da CLT
- LICENÇA NOJO: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica." Art 473 da CLT
- LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO: "os jogadores poderão deixar de manter os tacos no seu buraco tão logo assumam a posição de time rebatedor, por tempo indeterminado, até o pedido de DESFEITA PRA DOIS, desde que um deles brade em alto e bom som: LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO." Art 35 do anteprojeto de projeto de lei da Consolidação das Leis do Tacobola.
Cumpre informar-vos, ainda, a descoberta, por este jurista diletante, de uma outra licença deveras relevante:
LICENÇA DOAÇÃO DE SANGUE: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada" Art 473 da CLT . Cumpre salientar, ainda, a título de glosa, que tal licença, segundo alguns juristas, não necessariamente deva ser gozada no exato dia da doação, podendo, portanto, ser gozada "em uma sexta-feira qualquer". Dica deste empresário: não goze em uma sexta-feira qualquer.
Se você pensa que cachaça é água...
Era no tempo das marchinhas. E dos bailes. Quando ainda se dizia "pular" carnaval.
Ô balancê, balancê...
Só se dizia. Porque naquele 1995 dançava-se de um modo muito peculiar. Caminhando. Um folião podia andar quilômetros em uma mesma noite. Em círculos.
Chegou, a turma do funil...
É difícil explicar uma rodinha de Carnaval. Na Sapt, em Torres, tinha um raio de mais ou menos seis metros. Os foliões dançavam abraçados, em fileiras que convergiam ao centro. Sempre andando em círculos. Era mais ou menos como uma roda de moinho.
As águas vão rolar...
No centro da rodinha ficavam os guris. E as gurias mais despudoradas. Fingindo não sentir uma, duas, três, dez mãos alheias, roçando-lhes a bunda. Tirando melzinho.
Caiu na rede é peixe...
Nas escadas, nos corredores, nas sacadas, um tempo para a contabilidade. E aí, quantas? Oito! Bah! E tu? Peguei quatro. Até agora. Hahaha. E tu, Bastião? Duas.
Tem francesinha no salão...
Ela usava uma camiseta do Penharol. A clássica, listras amarelas e pretas. Cabelos castanhos, uma tranca escorrendo por cada lado do rosto já lavado de suor - mas isso é só imaginação. A verdade é que não lembro. Deu uma, duas, três voltas na rodinha. Vou ou não vou? Quatro, cinco voltas. Não fui. Ela escapou da roda, parou na minha frente e me beijou. Beijo roubado, beijo de língua, beijo raspado.
A Canoa virou...
Assim como apareceu, se foi. Sem dizer nada.
Um pierrot abandonado...
Foi meu primeiro beijo.
Bandeira branca, amor...
Só sei que foi no carnaval de 1995, na Sapt, em Torres. E que ela vestia uma camiseta do Penharol.
Pã-pã-pã-pã-pã-pã!