domingo, abril 11, 2021
Deniminação Oficial Tropical Sheltie
sexta-feira, maio 08, 2020
Tubarão ou pandemia
Vocês precisam assistir a um filme que é uma parábola incrível do momento de pandemia que estamos vivendo.
Acho até que foi feito inspirado na Covid19.
Talvez muitos não conheçam. Mas tem no Netflix.
Chama-se Tubarão. É dirigido por Steven Spielberg.
Em um balneário de veraneio, no início da temporada, aparece um tubarão assassino. A primeira vítima morre. O chefe de polícia manda interditar as praias. Mas o prefeito logo o desautoriza: causar pânico não ajudaria! Foi uma fatalidade.
O prefeito manda abafar a história. Espalha uma notícia falsa de que a vítima morrera destroçada por um motor de barco.
Então, uma criança morre comida pelo tubarão. Todas as autoridades e lideranças da cidade correm para uma assembleia. Um político faz piada com o caso. Todos riem.
Reunidos na assembleia, empresários pressionam o prefeito para não fechar as praias. Os negócios não suportariam um verão sem veranistas. Logo, dependeriam de ajuda do governo.
Apesar dos alertas de perigo, a turba ignara e irascível sai para caçar o tal tubarão. Vão de manada, vários barcos, e voltam com um bichão de dois metros morto. A massa vai ao delírio. Vencemos!
O chefe de polícia continua preocupado. Ele chama um cientista, especialista em tubarões, para explicar o que está acontecendo. O cientista analisa as evidências e diz que o tubarão capturado não é o assassino. É ignorado. Ninguém acredita nele.
No outro dia, a praia está lotada. Mas todo mundo tem medo de entrar no mar. Então, o prefeito começa a botar pilha para seus aliados se banharem. Não havia perigo. Um entra, outro entra... de repente, todos os veranistas estão no mar.
E aí o tubarão aparece. E mata mais um. E depois outro. E outro. E outro. Mata até um cachorro.
Eu não vou contar o resto pra não dar spoiler. Assiste no Netflix. É um filme bem atual. De 1975.
quinta-feira, maio 07, 2020
Pandemia: podia ser pior!
Quer saber o quê? Foi quase sorte que a primeira pandemia de nossas vidas tenha sido esta Covid-19. É horrível, é trágico, mas podia ser bem pior.
O grau de contágio da Covid-19 é menos da metade do que o grau de contágio da varíola (erradicada). E 1/4 do sarampo, por exemplo.
Se levarmos em conta os casos assintomáticos, o novo coronavírus mata menos de 1% dos infectados. A varíola se espalhava mais rapidamente e matava um a cada três! Sim, cerca de 1/3.
Para vocês entenderem: para se espalhar, o coronavírus precisa que, de preferência, alguém espirre ou cuspa falando, que haja outra pessoa perto e que de preferência isso seja em lugar fechado, ou que outra pessoa toque numa maçaneta que foi tocada por um cuspidor...
O vírus da varíola, por exemplo, pode infectar a dezenas de metros de distância: ele sobrevive em partículas tão pequenas que viajam pelo ar como fumaça. Imagine que seu vizinho de baixo fume na janela e você inale a fumaça. Se ele tivesse varíola e atchim, você poderia pegar.
Você pode dizer: ah, mas pra varíola tinha vacina! Dá pra fazer um círculo e controlar...
Aliás, você sabia que a palavra vacina, vem de vaccinia, que vem da vaca🐄? Sim! Em 1796, o inglês Edward Jenner notou que as ordenhadeiras não adoeciam de varíola. Ao pegar em tetas feridas das vacas, elas desenvolviam pústulas na mão, mas não adoeciam gravemente.
Ele viu que quem pegava a "varíola bovina" (causada por um vírus da mesma família) não desenvolvia a doença humana. Injetou o pus de uma ordenhadeira em uma criança, que também desenvolveu algum sintoma leve e logo ficou curada. Voilá: a vaca deu origem à vacina.
Mas nada impede, por exemplo, que se crie uma varíola resistente à vacina. Isso é possível. Nada impede que outro vírus mais mortal e mais contagiante do que a varíola surja de alguma mutação natural e ameace a espécie humana.
Com exceção de meia dúzia de cientistas, os tiozinhos paranóicos, a gente não teve desprendimento pra imaginar e levar a sério e se preparar para um cenário possível - e até provável - como a atual pandemia.
Talvez seja hora de imaginarmos cenários bem mais ameaçadores. E, ainda que lamentando tantas vidas perdidas, agradecer que o alerta veio de maneira mais branda do que poderia..
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segunda-feira, abril 20, 2020
Os carinhas que previram a pqndemia

e trocaria de canalsexta-feira, abril 17, 2020
Sonho
terça-feira, fevereiro 25, 2020
Se meu cachorro falasse
quarta-feira, fevereiro 05, 2020
Cores de Sheltie
segunda-feira, julho 22, 2019
O PIJAMA
quinta-feira, julho 18, 2019
Tropical Sheltie
segunda-feira, junho 10, 2019
Devo ter entrado lá com uns 10 anos. E só saí com uns 17. Mais ou menos umas 450 aulas, em conta de bar... O diálogo da primeira, nunca esqueci.
- Whats your name?
- My name is Julia. Julia Burns.
- Hello, Julia, I'm ___________. Nice to meet you.
- Nice to meet you too.
Foi minha dinda que me levou à primeira aula. Pra me ensinar a andar de lotação. Depois, ia sozinho, me achando homenzinho. Outros tempos... (quando eu tinha seis anos de idade, um psiquiatra xingou minha mãe porque não me deixava dar a volta na quadra desacompanhado).
De tantos anos de Cultural - na Riachuelo e em Petrópolis - guardo um diploma perdido numa gaveta, um inglês de me virar por aí e memórias rotas. Devo ter tido uns 200 colegas. E consigo recordar de menos de 10 nomes, além de informações e imagens perdidas na mente, sem nenhuma garantia de correspondência com a realidade.
É nestas que me apego para iniciar este breve Inventário Mnêmico de Meus Colegas de Cultural, os quais 'lembro' com muito carinho.
Abrão
Era chinês. Quer dizer, taiwanês. Quer dizer, não sei. Com certeza, asiático. Mas se chamava Abrão. E tinha um irmão. Estudava no Rosário. Sempre que pergunto pra um rosariense se o conheceu, respondem que não faz sentido o cara ser taiwanês e se chamar Abrão.
Ananias
Não era esse o nome, mas assim o chamávamos. Referência a um personagem dos trapalhões, anãozinho. Ananias era baixinho. E inteligente - campeão de xadrez do colégio Rosário. Dedicava-se mais que qualquer colega ao inglês. Já nasceu com o sonho de se tornar diplomata. Espero que tenha conseguido.
"SRG"
Deste não lembro o nome. Talvez fosse Rafael. Vamos chamá-lo de Super Raça Gremista - porque era apaixonado integrante da organizada. Vivia fardado com a camiseta da torcida. Tinha cabelos longos e loiros. Última vez que o vi foi há quase 20 anos, no Rocky Point de Atlântida. Grande papo.
"Irmãos Wright"
Aos 14 anos, já eram aviadores. Ou queriam ser. Viviam no circuito do Aeroclube de Porto Alegre. Eram bonitos. Educados. E irmãos. Pensando bem, não sei se eram um ou dois. Se efetivamente eram dois, o mais velho era mais camarada. Espero que tenha(m) se tornado piloto(s).
Aretusa
Desta lembro mais do nome do que da pessoa. Mas era loira. Bem loira. Oxigenada, talvez. Tinha um corpanzil. Deve ter botado peito antes das outras meninas. Eu e um colega gostávamos de se referir a ela como "Aertuuuuudo a ver". Era sonoro.
Juliana Ribeiro
Tida como metida e antipática em alguns círculos torrenses, era um mimo em sala de aula. Doce de pessoa e risonha. Fez comigo English Through Pop Music. My name is Lucca. I live on the second floor. How can we dance when our earth is turning? Linda de dar inveja nas inimigas. É das poucas que ainda acompanho no Face e com quem cruzo vez que outra. Segue linda e é dona de uma confecção de moda em couro.
Jorja
Grande nome! Esta também era bonita Porém, um pouco mais miúda. Não era muito da zoeira. Mas como só lembro de pessoas boas, devia ser uma boa pessoa. A última vez que a encontrei foi há uns 10 anos no Country Club. Acho que a reconheceria hoje. Se ela sorrisse, sim, que tinha belos dentes.
PG
Este era filho de juiz. Desembargador, até, talvez. Ou então, promotor. Procurador, quem sabe. Enfim, gente importante da Justiça. Morava nos altos da Duque, em um baita apê antigo e com vista para o Guaíba. Fizemos um trabalho de grupo na casa dele, mas isso não faz sentido, porque não havia tema de casa no Cultural... Quanto mais em grupo. Creio que se parecia com o Paulo Germano da ZH, por isso o identifico assim agora.
Rodrigo Lorenzoni
Também conhecido como Urninha. Meu grande amigo de infância e até os dias de hoje. Vivemos grandes momentos no Aplicação, no Ribs ou no Cord, mas não lembro de nenhum no Cultural. Só tenho a impressão de que foi meu colega por um semestre, talvez no da Aretusa, embora isso não faça muito sentido. É veterinário, empreendedor e foi presidente do CRMV.
Marcos
Ruivo flamejante, tinha cabelos lisos e em formato de cogumelo. Morava na Almirante de Abreu, bem pertinho da minha casa. Devia ir de lotação Rio Branco também. Nos cruzávamos seguidamente. Tinha um cão Akita. Akitas não são muito afetivos.
Espero lembrar de outros com o tempo... E ir editando o post. Se quiser marcar colegas que fizeram Cultura, use os comentários
quinta-feira, setembro 28, 2017
- Oi. Você é ficha rosa?
Ou fantasiava o momento em que eu seria abordado.
- Olá, esta injetora de plástico é perfeita para sua empresa. E eu sou ficha rosa.
Cheguei a ouvir (ou imaginar) que as garotas de programa usavam fichas rosas - destas de apostas em jogo de pôquer, redondinhas, plásticas - e as entregavam junto com o cartão de visitas, para dar 'o sinal'.
Também já ouvi falar da expressão 'book rosa', referindo-se a catálogos de modelos que faziam um pouco mais do que modelar. Em verdade, já vi um catálogo desses, em um hotel. Muitos hotéis, de luxo, inclusive, tinham seus books. Mas o que me foi apresentado não era rosa (a propósito, não utilizei os serviços ofertados).
No começo desse ano, perguntei a uma garota de programa famosa no Twitter o que era ficha rosa. 'Garotas de programa que só saem com os caras top, muito ricos', ela deu o reply. Mas eu estava lendo um livro revelador e respondi: 'Então vou te contar pra ti'. E expliquei.
Na década de 1960, nos Estados Unidos, a Playboy, a revista do Hugh Hefner, iniciou um ousado empreendimento: uma cadeia de clubes masculinos denominados Playboy Club. Abriram várias filiais. Diz a Wikipedia que o negócio funcionou até 1991 (depois ainda abriram uns isoladamente pelo mundo). Mas o forte mesmo foi nas décadas de 60 e 70.
Os Playboy Clubs eram clubes masculinos, onde homens se reuniam para beber (muito), provavelmente fumar (muito), admirar e ser atendidos por coelhinhas da Playboy. Vestindo a típica e diminuta roupa, elas eram as garçonetes. A disputa por uma vaga de coelhinha era enorme. Para se trabalhar nos clubes, as meninas tinham de passar por uma seleção rigorosa, na qual os atributos físicos contavam muito. E havia até exame ginecológico! Para ver se estava tudo em ordem, digamos assim, nos Países Baixos.
Lá dentro, elas seguiam um (nem tão) rígido código de condutas. Perdiam pontos se usassem salto baixo, se maquiassem mal, tratassem mal os clientes. Mas ganhavam muito se estimulassem o consumo de bebida. Daí a origem da clássica oferta das garotas de programas em boites especializadas Brasil afora?
- Me paga um Martini…?
Que com o tempo virou 'me paga um Keeeeep?' (renho amigos da praia que jé desembolsaram até R$ 50 por um Keep Cooler, só pra esticar o papo com a garota) e, por fim, o 'me paga um Marula com Rédi Bull?'.
Mas nos Playboy Clubs era pra ser diferente. O manual das coelhinhas proibia-lhes sair com os clientes. Havia inclusive uma firma de detetives, a Willmark, com orientação de 'usar seus homens mais atraentes para fazer propostas às colehinhas e mesmo oferecer até 200 dolares'. Na prática, porém, algumas meninas eram demitidas porque se negavam a sair com gerentes e clientes com a Chave Um: os VIPs.
Bom, mas vamos ao que interessa. Para se tornar coelhinha nos Playboy Clubs, o primeiro passo para a menina era preencher com seus dados uma extensa FICHA ROSA. A origem da expressão é um simples fichário cor-de-rosa, e não uma ficha de poker, como minha imaginação construíra!
Onde eu aprendi isso? No Grande Livro do Jornalismo, editado por Jon Lewis, que traz reportagens históricas clássicas. Entre elas, uma de 1963, da Show Magazine, assinada por Gloria Steinen, que se submeteu, para a matéria, a todo o processo de seleção de coelhinhas. A propósito, sua reportagem repercutiu muito e fez Heffner acabar com o exame físico feito nas candidatas.
quarta-feira, maio 10, 2017
Quer uma cortesia para o F5 Trend Hunting?
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| | | Luciana Bazanella é consultora, trendhunter, palestrante e professora nas áreas de marketing digital, gestão de mídias sociais, conteúdo e inovação. Leciona nas cadeiras da FGV nos MBAs em Marketing e Marketing Digital. É palestrante com presença em eventos nacionais e internacionais, como o SXSW, de Austin, no Texas, onde buscou inspirações para o seu mais recente TrendReport lançado ao mercado. | |
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| Empreendedores, Donald Reis (SEPRORGS/Qualitor) e Gustavo Hansel (GH Branding) se juntam à consultora Luciana Bazanella para bater um papo descontraído sobre o que rolou no SXSW 2017, em Austin (EUA). Na pauta, tendências do mundo da comunicação e tecnologia, além de dicas práticas para quem quer curtir os maiores eventos da indústria criativa no mundo, como o SXSW e o Web Summit, em Lisboa (Portugal). | |||
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| 19h: Welcome Coffee 19h30: Palestra: Trend Report: as cinco macro tendências que são chaves para a inovação. Palestrante: Luciana Bazanella. 20h30: Painel: Conexão SXSW: o que rolou em Austin e como curtir os grandes eventos da indústria criativa do mundo. Debatedores: Donald Reis (SEPRORGS/Qualitor); Gustavo Hansel(GH Branding); Luciana Bazanella. | |||
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quinta-feira, junho 04, 2015
sexta-feira, abril 17, 2015
Nota Legal (mas nem tanto)
Pois. Como ontem passei três horas e meia da minha nem tão preciosa vida arrancando cabelos da minha nem tão basta cabeleira, tentando extrair uma nota fiscal eletrônica, tomo a liberdade, sem a licença da Lucia Porto, de usar os comentários que fiz sobre o desabafo dela e de vários contribuintes do meu feed. Quais sejam:
1.
Eu só fico louco que tem um FDP ganhando muita grana com aquela leitora de cartão, e parece que é o mesmo que ficou milionário com a troca das tomadas, fabricando benjamins e adaptadores. Porra: é uma maquininha chulé, que o Banrisul dá de graça, nos custou 50 pilas porque nosso Departamento de Compra é Ninja e foi buscar na Assis Brasil, mas na Certisign e na maioria das lojas sai por 150 paus! CENTO E CINQUENTA DILMAS vezes o número de emissores de nota em POA: gira mais dinheiro do que toda a safra gaúcha de SORGO!
2.
Eu resolvi sozinho a bronca, laralaralala! Depoia de 3 horas, me senti como se tivesse concluído a Travessia do Pontal de Tapes. Primeiro, tive de instalar o driver da leitora de cartão; depois, atualizar o Java (atenção: "atualizar o Java" não é um eufemismo sexual); depois, tive de limpar cookies (tampouco "limpar cookies") e mexer numas configurações de Java, de novo ele, seguindo um tutorial. Ato contínuo, descobri que não tinha o programa da Certisign e o instalei. Ainda assim, o problema persistia. O SAC da Certisign me mandou fazer um teste e descobrimos que a falha era da leitora de cartão, aquela dos 50 pilas. Já estava com a leitora da Certisign, aquela de 150, no carrinho virtual de compras e planejando sair correndo pra buscá-la a seguir na Oswaldo Aranha, em frente ao Julinho, quando resolvi tentar uma última cartada: colocar o cartão de cabeça pra baixo na leitora. Bingo!!! É isso: é um esquema pensado para você terminar com a sensação de que a culpa é toda sua, da sua burrice! Ora bolas, estúpido: achar que o cartão deve ser inserido com a face pra cima...
3.
A mensagem que ralou todo mundo era a da 'applet'. Pois, esta da applet eu resolvi com um tutorial, mas é impensável pensar que o contribuinte tenha de ir até esse nível de configuração para poder emitir uma nota. Disseram pra ele que era simples, que ele podia ter empresa, que com um papel e uma caneta ele emitia uma nota. Podia ser em letra de forma mesmo. Ou cursiva, até. Não aceito nada mais complexo online do que um papel e uma caneta!
sexta-feira, março 13, 2015
Pais e filhos
Hoje foi meu dia de levar o piá ao colégio. Ele recém entrou na primeira série do primeiro grau - agora diz ensino fundamental. Ainda está deslumbrado com o 'colegião'.
Cruzamos a catraca de entrada, e eu pensando... até quando?
- Meu filho, mais uns dias e já dá pra te deixar aqui na roleta, né?
- Acho que sim.
- Sabe como chegar na sala?
- Sei. Se tá sol é pra ir pro pátio de areia e se tá chovendo é na área de convivência - sim, ele disse 'área de convivência'.
Atravessamos o patiozão de mãos dadas. E eu pensando... até quando?
Assim que chegamos à entrada do pátio de areia, o João sussurra.
- Pai, olha ali a Ana...
Aqui um parênteses. Em três semanas de escola, o guri já se apaixonou por três colegas. Primeiro a Rafa, depois a Lavínia, e agora a Ana. Quando penso nisso, me dá um orgulho. Garanhão! Mas daí me reprimo. Pensamento sexista! E se ele for gay? Só fala nas gurias, nunca nos guris. Se ele for gay, tudo bem, se ele for gay, tudo bem... fico me repetindo.
Olho pra Ana, magrinha, pequenina, duas caxuxas laterais. Está com medo de ir sozinha pro pátio de areia, enrabichada nas pernas dos pais. Olho para eles, esperando uma cumplicidade que não vem.
- Então, esta é a famosa Ana?
- A-han. E esse é o João gremista?
- É!
O guri me dá um abraço apertado, de 20 segundos. Diz que me ama. Dá beijo. Às vezes ele faz isso. Fico pensando: será que vou morrer hoje? Ele previu algo? Por que esse abraço tão caloroso, assim, do nada? Até quando?..., eu penso.
Fico tonto com o abraço, com o beijo. Quando ergo a cabeça, ele já está dois metros longe. Deu a mão pra Ana. Eles se afastam no pátio de areia. De costas. Cada vez menores. Mãos dadas. Não olham pra trás. E é tão lindo!
Viro de costas e me vou. Sim, ele previu. Eu morri um pouco hoje. E também morri de amor!
Te amo, meu filho!!!
domingo, fevereiro 15, 2015
terça-feira, dezembro 16, 2014
domingo, maio 25, 2014
Venho por meio desta esclarecer-vos sobre três tipos de licença previstas em nosso direito consuetudinário, sendo as duas primeiras já positivadas e a terceira em vias de positivação:
- LICENÇA GALA
- LICENÇA NOJO
- LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO:
- LICENÇA GALA: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento" Art. 473 da CLT
- LICENÇA NOJO: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica." Art 473 da CLT
- LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO: "os jogadores poderão deixar de manter os tacos no seu buraco tão logo assumam a posição de time rebatedor, por tempo indeterminado, até o pedido de DESFEITA PRA DOIS, desde que um deles brade em alto e bom som: LICENÇA PRA DOIS ENTREGA OS TACO." Art 35 do anteprojeto de projeto de lei da Consolidação das Leis do Tacobola.
Cumpre informar-vos, ainda, a descoberta, por este jurista diletante, de uma outra licença deveras relevante:
LICENÇA DOAÇÃO DE SANGUE: "O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada" Art 473 da CLT . Cumpre salientar, ainda, a título de glosa, que tal licença, segundo alguns juristas, não necessariamente deva ser gozada no exato dia da doação, podendo, portanto, ser gozada "em uma sexta-feira qualquer". Dica deste empresário: não goze em uma sexta-feira qualquer.



